Hail to the Prince of Darkness

 

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A noite ontem era de espectativa sentíamos isso no ar, há porta do Altice Arena, entre copos de cerveja que se ia bebendo e o reencontro de quem se conhece e reconhece nas entradas era das primeiras palavras proferidas, “sabes estou expectante para ver o que vai ser a noite”, ninguém tinha dúvidas que seria uma noite memorável e a aposta estava mais que ganha já que foi isso mesmo que aconteceu.

Coube as honras de abertura a Judas Priest, a banda britânica já anda nisto há anos valentes e ontem provou, se é que era necessário, o porquê de ainda passadas tantas décadas, continuarem a ser aclamados por tantos. Rob Halford é um frontman portentoso e nem as constantes saídas para mudança de casacos o fez perder a atenção do público. Temas como “Firepower”, logo no início, “The Ripper”, “Bloodstone”, “Turbo Lover” entre tantas outras mostrou que a idade é algo de B.I. e não influência em nada a prestação vocal de Rob. A banda é uma força coesa, e entra em palco para dar o que têm e mais um pouco a quem se desloca para as assistir e ainda bem.

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 “Hell Bent For Leather” encarregou de deixar uns quantos bastante animados, pelo menos do meu lado assim foi, já que Rob actuou na “garupa” de uma bela Harley… mas o ponto alto da actuação da banda foi sem dúvida a entrada em palco do antigo guitarrista Glenn Tipton, Glenn sofre já algum tempo de Parkinson mas o som que nos trouxe nos temas “Metal Gods” e “Breaking the Law” deixou um gosto agridoce de saudosismo na mente de quem se deslocou ontem ao Parque das Nações.

A frase de despedida ficou a pairar no ecrã: “The Priest will be back” e nós só podemos dizer amén a isso, e esperar ansiosos pelo seu regresso.

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Foto oficial cedida pela Everything is New

Ozzy Osbourne, o “Príncipe das Trevas” entrou em ovação do público…

” I need you to go fucking crazy, if you guys do that i will go fucking crazy with you, how many crazy you get, i will go crazier”

e o público fez-lhe a vontade, gritou, saltou, cantou e bateu palmas até se deixar de saber se ainda estávamos em Portugal ou na mansão que lhe está destinada no Inferno. A energia subiu exponencialmente ao som de temas como, “Mr Crowley”, “I Don’t Now”, “Faires Wear Boots” , “No More Tears”, “Road To Nowhere”, fazia falta a agulheta de água com que costuma presentear as primeiras filas para refrescar um pouco o ambiente, mas Ozzy não podia deixar os créditos por mãos alheias e baldadas de água não faltaram para fazer as chamas baixarem pelo menos por instantes.

O tempo para descanso de Ozzy , ficou a cargo de Zakk Wylde  e o meddley que trouxe incluiu os temas “Miracle Man”, “ Crazy Babies”, “Desire” e “Perry Mason” e deixou-me a mim com duas questões pertinentes, a primeira era se nos pudemos apaixonar pelo som de uma guitarra, fiquei seriamente a pensar que sim e se Zakk estaria a homenagear correctamente os escoceses e não trazia nada por debaixo do kilt, duvidas a parte  o momento foi de virtuosismo num crescente de tirar o fôlego, fôlego esse que continuou em suspenso com o solo de bateria que se seguiu na ponta das baquetes de Tommy Clufetos. Que maravilha.

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Foto oficial cedida pela Everything is New

O Príncipe retornou ao som de “I Don’t Whant To Change The World” e terminou com “Crazy Train” mas não estava ainda terminada a noite, Ozzy deu o mote “one more song” e o público acompanhou e continuou a acompanhar com “Mamma, I’m Coming Home”, foi bonito de se ver, quando se dá, recebesse e a generosidade que existiu no palco estendeu-se pela plateia. A noite terminou com “Paranoid” e com o Ozzy de joelhos numa vénia ao público que fez jus ao nome de “melhor público do mundo”.

50 anos de carreira e o Príncipe continua sem ser destronado.

Mais segundas-feiras como a de ontem e pode ser que perca o mau nome que tem. Que noite memorável.

Agradecimento a Everything is New pela sua sempre presente simpatia e por mais uma noite daquelas que deixam boas memórias

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Galeria Completa: AQUI
Texto de Paula Marques
Fotografias de Domingos Ambrósio

Adenda:
Acho importar realçar aqui uma situação que tenho vindo a notar ultimamente nos concertos, é necessário formar os seguranças que acompanham os concertos por forma a não terem a ideia que são todos em formato chapa cinco, a malta de heavy metal faz moche, dá calduços e crow surfing, o que para eles é o início de um desacato para nós e apenas a forma calorosa de nos cumprimentarmos. Ao “programar” a segurança para esses efeitos acabam por ser evitados mal entendidos desnecessários. Noites como a de ontem que reuniu mais de 4 gerações são noites de comunhão musical e não de chatices que seriam facilmente evitáveis.

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Lenny Kravitz + MF Robots @Altice Arena, [Foto Report]

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Fotografias de Jorge Pereira
Evento: Everything is New

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O Regresso do Anticristo a terras Lusas

27 de Junho, 2018: Lisboa preparava-se para o regresso do Anticristo em terras lusas após anos de ausência.

No exterior do Campo Pequeno, passeavam fãs com o preto obrigatório das roupas, brindavam com cerveja por entre as conversas animadas e aproveitavam os últimos momentos de sol antes de entrarem no mundo escuro de um dos mais controversos ícones da música das últimas décadas.

Mas, antes do prato principal, a entrada: a dj londrina The Amazonica ofereceu-nos um set com algumas das jóias mais preciosas do mundo do rock e do metal.

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Nirvana (Smells Like Teen Spirit), AC/DC (Back In Black), The Doors (Breack On Through) ou Pantera (Walk) foram algumas das malhas transformadas que puderam ser ouvidas e que começaram a preparar o público para o que vinha a seguir.

E o que vinha a seguir, chegou finalmente: envolto numa névoa feita de enxofre e pesadelo, surgiu perante nós o convidado de honra, entoando o seu famoso evangelho: “We hate love/ we love hate”.  O incêndio iniciou-se com Irresponsible Hate Anthem com o público a alimentar as chamas em plenos pulmões. This Is The New Shit, Disposible Teens e mOBSCENE continuaram num desfil de clássicos a que se juntaram  poucas canções dos albuns mais recentes –  marcaram presença, por exemplo,  Kill4me (Heaven Upside Down) e Deep Six (de The Pale Emperor).

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Manson cantou, encantou e nadou. Nadou muito. Atirando-se várias vezes para o chão, vimo-lo a nadar de bruços, em mariposa e até de barriga para cima. Se estivesse em água, suspeito que conseguisse chegar ao pódio olímpico.

O microfone foi tratado com o mesmo carinho que muitas das páginas da Bíblia que costumava rasgar noutros tempos, sendo incontáveis as vezes em que ouvíamos o microfone a soltar um ou outro gemido de protesto ou de dor. Os músicos que o acompanhavam também tiveram que lidar com as variações de temperamento do artista (mas com mais sentido de humor que o microfone). Outro respeito mereceu o urso de peluche cor-de-rosa que colocou na cabeça. O charme de Manson continua elevado, portanto.

Houve também interação com o público: cantou entre três meninas da plateia que subiram ao palco, terminando com uma delas em topless, apesar da indiferença que o cantor deu à situação.

Seguiram-se as restantes pérolas do colar: The Dope Show, Sweet Dreams (Are Made Of This) culminando com Antichrist Superstar, o obrigatório The Beautiful People e, por fim, Coma White.

É verdade; Manson parece já trair um certo cansaço e é inegável que a sua voz conheceu melhores dias e fôlegos mais longos. Mas é uma parte fundamental da música das últimas décadas e qualquer oportunidade de o poder ver é sempre uma oportunidade a não perder.

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“Deus está morto!”, como disse Nietzsche? Pas de problème: o Anticristo continua vivo e recomenda-se.

Galeria completa AQUI

Texto: Bruno Lirio
Fotografias: Jorge Pereira

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Sons D’Cave abrem a porta para – Bed Legs

De portas voltadas para os lados do “Bom Jesus” – Braga – para vos trazer os Bed Legs a banda que se classifica como a Rock band from Braga apresenta-se no texto abaixo.
Esperamos que gostem e deixamos mais uma vez um agradecimento à Raquel Lains da Lets Start a Fire pela incansável ajuda e pela fabulosa dedicação às bandas.

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Foto de Maria Salgado

Um autêntico diário.

Música embebida, entornada e enrolada em melodias que despertam a maior das emoções e sensações, numa roda-viva que brota vivências por todos os lados.

É assim com Bed Legs. Na verdade, não há meio-termo. Sempre no limite da navalha, do rasganço, perfilam-se na dianteira do mundano, do profano, e não rejeitam atirar-se para um precipício melancólico, se assim tiver de ser.

Assim se cozem algumas das linhas deste diário musical da banda composta por Fernando Fernandes (voz), Tiago Calçada (guitarra), Hélder Azevedo (baixo), David Costa (Bateria) e Leandro Araújo (teclas). O intenso cheiro a rock ‘n’ roll, deveras vivido e desejado, viaja de braço dado com essências sonoras de outras épocas, tudo majestosamente pincelado e abençoado pela orla do rhythm and blues.

Neste “Bed Legs” ouvem-se melodias de chamamento à liberdade individual; revelam-se riffs da melhor classe stoner; há apelos à dança desenfreada; contam-se histórias de resiliência e de resistência; pede-se ajuda à alma gémea ou uma entidade superior; há uma vontade intrínseca de estradear, dobrar e desordenar. É viver e desejar ser vivido; é desejar e viver desejado.

Gravado na Mobydick Records, com o apoio do GNRation, por Budda Guedes e masterizado por Frederico Cristiano “Fred”, neste registo espontâneo abundam a soltura dos teclados e do baixo, a riqueza dos ecos das guitarras e da bateria multi-ritualista; a revelação fica totalmente completa através da letra e voz, num delicioso frenesim que inebria o mais puro dos seres.

O primeiro singleSpillin’ Blood“, primeira faixa do disco e também a primeira a ser composta para este álbum, tem videoclip realizado, editado e co-produzido por João Martins (aka MOCA), artista plástico de eleição da banda, com quem já colaboram desde o primeiro EP. É um tema que começa com um som eléctrico, ritmado e em loop constante que, musicalmente, afirma uma nova estética sonora com a introdução do novo membro, Leandro Araújo nos teclados, que já tinha participado num tema do EP e em 2 de “Black Bottle” e agora é parte integrante da banda. Os Bed Legs são agora um quinteto.

Márcio Freitas, Dead Man Talking

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Miss May, HochiminH e Fortune Teller @ RCA Club [Foto Report]

Galeria Completa AQUI
Fotografias de Jorge Pereira
Evento: Ample Talent & Out of Signt Booking

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Postmodern Jukebox no Forum Braga dia 12 de Novembro

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Depois de dois fabulosos concertos nos Coliseus em Março deste ano, os Postmodern Jukebox estão de regresso a Portugal com a nova digressão “Back in Black & White”. O colectivo actua no novo Forum Braga, dia 12 de Novembro.

Os espectáculos de Postmodern Jukebox trazem uma banda de talentosos músicos, com um elenco de cantores de luxo e muitas surpresas garantidas. Como qualquer fã poderá confirmar, um concerto de PMJ nunca é igual, cada experiência é única, com músicas novas e combinações imprevisíveis, que dão um toque singular a cada actuação.

O talentoso colectivo reinventa sucessos contemporâneos de pop, rock e R&B em estilos de vários anos, desde o Swing ao Doo-wop, do Ragtime ao Motown, ou como diria o seu criador, Scott Bradlee, “é música pop numa máquina do tempo”. O projecto, iniciado por Bradlee em 2009, conta hoje com mais de 950 milhões de visualizações no YouTube e 3.4 subscritores neste canal, tendo angariado mais de 1.7 milhões de gostos no Facebook. A banda actuou no “Good Morning America”, ficou nos tops do iTunes e da Billboard, captou a atenção da NPR Music e da NBC News e esgotou centenas de espectáculos por todo o mundo.

Para aqueles que só conhecem os PMJ dos vídeos que “distorcem” o tempo, o espectáculo ao vivo é uma experiência a um outro nível. É uma festa dos anos 20 que deixaria o Great Gatsby orgulhoso, misturado com uma noite agitada dos anos 60 com os Rat Pack, temperado com uma pequena alma de Motor City e alguns clássicos Rocking Sock Hop. Um concerto divertido, fresco e excitante, que promete deixar o público a dançar sem parar.

Fonte: Everything Is New

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Indie Music Fest 2018 – Novas confirmações

unnamedDepois de uma mão cheia de primeiros nomes, o Indie Music Fest revela agora mais alguns dos artistas que tomarão de assalto o Bosque do Choupal, em Baltar, de 30 de Agosto a 1 de Setembro

Já na sua sexta edição, o festival conhecido por conjugar concertos clássicos e intermináveis de bandas de renome nacionais com gigs de novos artistas prontos a lançar-se na indústria tem agora os passes-gerais à venda por 20€, depois de o primeiro lote promocional a 15€ ter esgotado rapidamente.

A sexta edição do melhor micro-festival do país promete ser inesquecível e estes são apenas alguns dos grandes nomes a marcar presença. Fiquem atentos!

Novos nomes confirmados:

Filipe Sambado & Os Acompanhantes de Luxo , Trêsporcento, Solar Corona, Iguana Garcia, Paperctuz , The Faqs e It was the Elf

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