Skunk Anansie voltam a Portugal para o North Music Festival

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A banda da carismática SKIN é uma das atrações internacionais escolhida para o primeiro dia de festival, um dia que se prevê mais rockeiro que o segundo, com actuações nacionais de Amor Electro e Sean Riley & The Slowriders, entre outros.

Com mais de cinco milhões de discos vendidos e sete tours esgotadas mundialmente, os SKUNK ANANSIE foram das bandas mais bem sucedidas da Europa durante os anos 90. Com êxitos como “Weak”, “You follow me down”, “Secretly” ou “Hedonism” entre tantos, tantos outros,  ganharam um público fiel em Portugal e esgotam salas sempre que se apresentam por cá.

Fonte: Vibes&Beats

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Kampfar, Black Metal do bom no RCA

A noite de 8 de Março, muito bem passada no RCA, só pode ser descrita num termo: brutal. Nada que surpreendesse quem já conhecesse o cardápio: Pestifer, Morte Incandescente e, para coroar essa noite dedicada a vertentes mais extremas do metal (black/death), Kampfar.

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As hostilidades começaram com Pestifer que lançaram o primeiro fogo com Mars Exult de Execration Diabrites (2017). Melodias e ritmos violentíssimos entrelaçaram-se perfeitamente em Dark Dimensions, Enslavement of God e Riding The Storm Of Death. Ainda que todos os membros sejam exímios, Pedro Silva destacou-se com os seus domínio absoluto de pinch squeals na guitarra e o poder da sua voz. Vindos do Porto, foi a primeira noite que actuaram em Lisboa. Pela energia que se viu entre banda e público, o regresso não deve tardar.

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A noite seguiu para o mundo dos Morte Incandescente. Depois de alguns percalços no começo, devido a problemas de som, a espera foi recompensada. Quem queria brutalidade teve-a na medida certa. Diz Não À Vida, Remembering The Shallow ou Distúrbio Absoluto provaram bem a importância que a banda tem no panorama nacional. Pontos altos? Necromaníaco e The One Of Black Wings, sem dúvida.

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Por fim, Kampfar subiram para ocupar o seu merecido trono. Vindos das profundezas da Escandinávia, trouxeram-nos a energia dum vulcão – e, ainda que isto seja uma metáfora, os seus efeitos não o foram. Gloria Ablaze e Ravenheart explodiram na cara dum público sedento, que mostrou conhecer, ao longo do espectáculo, muito bem cada canção. A certa altura, Dolk (vocais) – que, para além de potente frontman, também provou ser um excelente cuspidor de cerveja – falou das dificuldades de trazer a banda a Portugal devido ao facto de que, para certas entidades, tudo o que interessa no negócio da música é o dinheiro. Kampfar foram claros na sua resposta: “Fuck the money – we want to go to Portugal!!”. Seguiram-se as detonações de Inferno, Tornekratt, culminando com o poderosíssimo Our hounds, our legion. Parece ter havido uma certa surpresa entre o público, uma certa confusão com o fim abrupto do concerto, sem grandes despedidas da parte da banda. Mas a essência do black metal é exactamente esta: bate-nos de rajada e abandona-nos, depois, a sangrar e gratos por aquilo a que acabámos de assistir.

O nosso agradecimento ao RCA e a Notredame Productions pela forma sempre única com que nos recebe.

Texto numa parceria de Jorge Pereira e Bruno Lirio / Fotografias: Jorge Pereira

Galeria completa AQUI

 

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ILL NIÑO – 15 Years of Revolution (já estão a contar os dias?)

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É já na próxima semana que Lisboa (19 de Abril no RCA Club) e Porto (20 de Abril Hard Club) abrem as portas para receber os latinos Ill Niño que se encontram em tour para festejar o 15º aniversário do seu primeiro álbum “Revolution Revolucion”

A banda formada em meados de 1998, ainda com o nome de El Nino, começou a sua carreira com um EP Demo, homónimo. O nome seria na altura uma referência ao fenómeno meteorológico da época, no entanto a formação oficial da banda dá-se em 1999 com a saída do vocalista Rosado para a banda Merauder, e a entrada de Christian, é também nessa altura que a banda altera o seu nome (El Nino já era na altura usado por outra banda) para o nome mundialmente reconhecido Ill Niño, mantendo a ideia do nome alterando a sua forma de escrever e pronunciar.

A banda ganha finalmente reconhecimento em 2001 com o lançamento de “Revolution Revolucion”, tendo inclusivamente o single “What Comes Around” recebido reconhecimento pela saudosa MTV2 (ainda a MTV era um verdadeiro canal de música).

A banda promete aquecer as hostes com o seu Nu-Metal, (odiado ou amado não deixa de ser uma referencia no metal na época de 2000), e pudemos contar em ouvir na integra o álbum homenageado nesta digressão.

A acompanhar a banda temos os húngaros Ektomorf com o seu trash metal, da Austrália o som de hip-hop metal dos XtortYa, a banda  INCITE (liderada pelo filho do Max Cavalera) e os muito nossos THE ROYAL BLASPHEMY e o seu poderosíssimo rock-metal.

Não será preciso ser a Maya (e ainda bem que não sou) para antever duas noites de muita folia, bastante head banging e muitas gargantas roucas e afónicas nos dias que se seguirem a eles, pelo que vamos acompanhando nas reports dos concertos que já aconteceram por esta Europa fora não nos deixa muita dúvida que por aqui serão duas noites memoráveis.

Os bilhetes encontram-se a venda:

Olnline/Unkind:http://www.unkind.pt/catalogo/detalhes_produto.php?id=21335
Via email/Transferência Bancária: notredame.promo@gmail.com

Bilhetes Físicos na Carbono (Amadora), Glam-O-Rama (Lisboa), Abep (Lisboa), RCA Club (Lisboa), Bunker Store (Porto), Loja Piranha (Porto) e Hard Club (Porto)

A lotação está limitada a 350 entradas.

Evento: Notredame Productions
Texto: Paula Marques

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SWR Barroselas Metalfest – Horários Divulgados

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Há vários anos que a pacata Vila de Barroselas é palco de um estranho fenómeno, quando milhares de fãs de Heavy Metal dos quatro cantos do mundo se vestem de preto e partem na sua peregrinação anual rumo ao alto do Minho para o SWR Barroselas Metalfest, um dos mais antigos festivais do planeta dedicado às sonoridades mais extremas e que celebra este ano, de 28 a 30 de Abril, a sua vigésima edição. Os horários para o certame acabam de ser lançados e entre as cinquenta bandas que se dividem pelos três palcos do certame, o destaque vai para os noruegueses Mayhem, uma das bandas mais influentes da história do black metal, a que se juntam nomes como Venom Inc, Aborted, Master, Extreme Noise Terror ou Inquisition.

Os passes encontram-se à venda nos locais habituais, e a entrada para os três dias vale 65€ até à meia-noite do dia de hoje, sendo que amanhã o preço aumenta para 75€. Os bilhetes diários 35€.

Mais informações em http://swr-fest.com/tickets

Fonte: SWR inc. – sonic events

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Review – EarthquakE 55

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Os EarthquakE 55 juntaram-se em Março de 2014 para fazer um projecto há muito desejado ver a luz do dia. Depois de alguns contratempos, é no final do ano 2015 que o seu primeiro EP é lançado, contando com 5 faixas.

Não destoando da inspiração que buscaram para o nome da banda, este EP deixa o seu conceito gravitar em torno do terramoto de Lisboa em 1755, para a escrita das letras. Dito isto, não é de estranhar, aliás bem pelo contrário, que em algumas das samples que se ouvem na segunda faixa do EP com o título “Earthquake” consigamos ouvir o som de um terramoto e uma multidão em aflição e movimento. As influências de bandas como Entombed A.D. ou Carcass são evidentes e este quinteto entrega-nos um thrash metal com influências groove bastante sólidas. Durante 20 minutos ficamos entregues a um registo clássico, que facilmente incita qualquer um ao headbanging e onde a versatilidade dos seus elementos está bastante vincada. Há também espaço para ouvirmos alguns solos de guitarra e a voz de João Farinha destaca-se pelo registo e facilidade com que nos deixa acompanhar as letras.

Depois de terem já feito algumas aparições em público, a banda de Cascais estará no próximo dia 5 de Maio no Stairway Club num evento que conta com a participação de Gennoma e Ignite The Black Sun. A nós resta-nos apenas esperar pelo novo material de uma banda que já demonstrou o seu potencial ao público do underground nacional.

Texto: Andreia Teixeira

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Ben Harper ao vivo num concerto exclusivo em Portugal

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Dia 17 de agosto, numa apresentação única, a solo no Coliseu de Lisboa.

Ben Harper iniciou sua carreira em 1994 com a estreia do album Welcome To The Cruel World e ao longo de uma década e meia criou 14 álbuns estúdio.
Ao longo destes anos tornou-se num compositor e intérprete singularmente poderoso com uma vasta gama de géneros musicais.
Revistas como Rolling Stone elogiou Harper “jewels of unique and exquisitely tender rock & roll,” while Entertainment Weekly praised his “casual profundity,” e a Billboard “jewels of unique and exquisitely tender rock & roll,” while Entertainment Weekly praised his “casual profundity,”.
Harper esgotou várias tours internacionais, vencedor de vários Grammy, TOP 10 nos Estados Unidos e tem no seu curriculo vários discos de Ouro e Platina.

Dia 17 de agosto Lisboa vai receber, pela primeira vez, o artista a solo numa apresentação única e exclusiva.

Bilhetes à venda a partir de hoje, nos locais habituais.

Fonte: Press Release Everything Is New

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Iamos nem que fosse a nado !

A última vez que rumei à margem sul para assistir a um concerto, foi para assistir a Moonspell, ontem assim que coloquei os pés no Bota Baixo Bar dei de caras com eles… não os príncipes da noite propriamente ditos, mas com o poster da alcateia… menos mal, dei por mim a pensar, pode ser que a estreia no pacote completo (fotografia e reportagem) não corra muito mal.

A noite de ontem trazia SIStema e Stonerust e as hostes abriram ao som do drunk punk dos SIStema, para quem não conhece o Bota Baixo, fiquem já a saber que o palco é inexistente, por isso levamos literalmente de frente com o som volumoso das colunas, o suor dos músicos e os encontrões da malta que por entre o ajustar para assistir melhor e idas a casa de banho são uma constante.

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Os SIStema atacam o público de frente, sem filtros nem cuidados, estão lá para tocar, actuar e beber e é isso mesmo que fizeram. A cada tema o pedido de uma rodada e a cada gole no copo e puxada no cigarro lá nos foram dando sem contenções nem refreamentos temas como, “Perdidos no Mundo”, “Outra Estrada”, “Copo na mão”, “Caos” terminando a noite com uma cover de Motorhead, “Ace of Spades”

Beermonster disse e com razão:

“O metal e o punk é para todos sem cor, nem religião nem clubismos… nem a p… que p…”

Eu por aqui concordo e assino por baixo, que essa merda de misturar o que quer que seja com excepção de boa música, bebida da boa e companheirismo tem mesmo de ficar do lado de lá das portas.

Stonerust actuou de seguida, de mansinho que o Bruno Vale tem aquele jeitinho de chegar sem darmos por ela e quando abre a boca já ninguém se lembra de mais nada a não ser de os ouvir. A banda veio principalmente para se divertir e foi isso que fizeram de uma forma generosa com a estreia de dois temas, quase em tom intimista para quem os assistia.

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“Native (Ho)lowcost” e “My only God is dead” são os novos temas e deixam o gosto de quero mais… eu sou como os putos… há pergunta do que se diz? o “obrigada” por norma não faz parte do meu registo.

Os Stone passearam por temas como “Man and Pig” (sem a máscara btw), “Suicide Girl”, “High Hope Gone” mas não posso deixar de referir, que é nas musicas em português que a voz do Bruno se realça, “Sangue Seco” e “Sujo” fizeram me esquecer que ia a trabalho e fui mais uma das que assistiu com prazer ao concerto.

A exibição terminou ao som de “Something meant to be” e tirando algumas picardias e umas quantas farpas posso dizer que correu bastante bem.

Ao pessoal do bar Bota Baixo obrigada pela simpatia e pela forma como nos receberam, iremos voltar com toda a certeza.

Texto e fotos: Paula Marques

Galeria completa AQUI

Nota de redacção: Questiono muitas vezes as bandas do porquê da pouca afluência do público aos concertos… desculpas como “falta de promoção”, “plataformas virtuais” são válidas é um facto mas são de longe desculpas de “mau pagador” continuo a achar (e isso sou eu que acho por isso vale o que vale) que a falta de pontualidade continua e continuará a ser um “turn Off” à afluência. É preciso que bandas, promotoras e público exijam esse tipo de compromisso e profissionalismo até porque todos somos bichos de hábitos e verdade seja dita se sabemos que algo a começar as 21h só têm inicio as 23h (exemplo), não adianta irmos para lá perder tempo e ver a banda passar. Pensem nisso com carinho! Pode ser que as coisas mudem… ou não e a malta continua a porta a beber e as bandas a actuar para salas semi-vazias.

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