A Redenção de KORN

A 15 de Março de 2017, o Campo Pequeno iria receber um grande concerto, das melhores bandas mundiais de metal, de Nu Metal: Korn. Os Korn convidaram duas bandas para fazerem parte deste concerto: Hellyeah (América – Heavy Metal/Groove Metal, com ex-membro de Pantera, actualmente baterista na banda) e Heaven Shall Burn (Alemanha – Death Metal Melódico, Metalcore e Deathcore).

Hellyeah

Hellyeah

Os Hellyeah abriram as “hostes” e  apresentaram neste concerto músicas do seu mais recente álbum “Undeniable” como: Human e Moth. Na música Moth, a mais conhecida do álbum, o público cantou e vibrou. Esta seria assim a música mais esperada pelo público. O concerto que apesar de ter durado apenas 30 minutos, evidenciou o entusiasmo do público perante a energia contagiante do vocalista Chad Gray.

Heaven Shall Burn

Heaven Shall Burn

Os Heaven Shall Burn, a banda de Marcus Bischoff, vinha a dar um concerto promissor. O vocalista em todos os seus concertos adopta um estilo  muito casual e descontraído, o que torna algo único, quando por detrás desta imagem, demonstra ser uma autêntica fera em palco. O concerto durou aproximadamente 45 minutos e a casa já estava cheia e o público em êxtase. A banda tocou temas como: Hunters will be hunted, Land of the upright ones, Godiva e Of no avail. O vocalista trespassou para o público uma energia gigantesca e a banda deu um concerto merecedor. Uma banda promissora e de grande carisma, onde a sua sonoridade prevalece com uma bateria poderosa e um gutural de fazer estremecer qualquer recinto. A banda esteve também no festival Vagos Open Air 2015 (Aveiro).

Korn

Korn

Korn – A tão esperada banda, aquela que tanto o público anseava, a banda originária de Bakersfield, Califórnia que veio revolucionar o Metal, ingressando assim no Nu-Metal, finalmente estaria a pisar palcos portugueses. Depois de um concerto que prometia ser um dos melhores do Rock in Rio, acabando assim passado 30 minutos devido a falhas técnicas, vieram redimir-se no Campo Pequeno, dando assim um concerto fenomenal e que deixou o público ao rubro, tornando-se numa noite histórica. Os Korn tocaram temas mais antigos como: Right now, Blind (o mais esperado da noite e que fez toda a gente vibrar), Y’all want a single, Falling away from me e Freak on a leash. Tocaram também temas do seu mais recente álbum “The serenity of suffering” como: Rotting in vain e Insane. Fizeram um encore, um solo de  bateria. Em duas músicas intercalaram com temas como: “We will rock you” dos Queen e “One” dos Metallica. Foi um concerto de louvar, que deixou de parte as memórias do último concerto. Jonathan fez um pedido de desculpas pelo sucedido, ao qual esse pedido foi retribuido da melhor forma pelo público, que viveu intensamente este concerto, com muito “mosh” e mostrando sempre a sua cumplicidade com a banda. Jonathan brincou com o público nunca deixando este perder o “gás”. Foi sem sombra de dúvida um concerto incrível e que irá ficar como um dos grandes concertos de 2017

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Korn | Campo Pequeno

O nosso muito obrigado à Everything Is New pelo excelento evento e oportunidade de poder participar nesta festa.

Fotos Débora Jacinto / Everything Is New

Texto de Ana Gabriela Lopes

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Kaos Krew – End My Pride [Review]

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Kaos Krew, deu seu primeiro suspiro em 2004 como um projeto one man band, sendo fundada pelo guitarrista e membro da banda Ulf Skog em Jacobstad, na Finlândia.

Mais tarde em 2005 Göran Fellman (ex Stormwing), e agora ex-membro de Kaos Krew, Tomas Öst foi adicionado ao line-up.
O estilo de música da banda é conhecido como Rock / Metal Industrial, apesar de a banda não ter um estilo específico, no entanto, a sua música é muitas vezes associada ao chamado “Crossover Metal”, que é baseado em riffs pesados com a adição de sintetizadores e loops da cena Industrial.

Kaos Krew fez suas primeiras gravações em estúdio durante o ano de 2004 para a promoção de “Under Destruction”, que foi gravado nos Dynamix Studios, lançado em maio de 2005. O feedback deste lançamento foi muito positivo em todo o mundo e abriu as portas para um contrato para gravar através da Top Records na Finlândia.

A gravação para o seu primeiro álbum “Devour” começou em 2005, o álbum foi lançado a 18 de Setembro de 2006. Também foi gravado no Dynamix Studios, masterizado pelo engenheiro de som Peter In de Betou na Tailor Maid Music Productions em Sunderbyberg, Suécia.

No início de 2010, dita a chegada á banda do baterista Zacharias Ahlvik. Massi Wickman, ingressou na banda em 2012 para assumir as vozes. As teclas e sintetizadores ficaram a cargo de Sven Wannäs que se juntou ao line-up em 2013.
O line-up foi concluído mais tarde em 2014, quando o baixista Jonas Kuhlberg entrou para o lugar. Hoje a banda é uma banda coesa composta por seis elementos.

Durante os últimos anos a banda tem-se mantido bastante activa lançando 3 álbuns. “Devour” 2006, “Globalfobia” 2009, “Corruption Rules This World” 2013 o qual se juntou o vídeo clip do tema‎“Planet Madness”, um DVD ao vivo “Live at Schauman Hall setembro 2014” lançado em 2015.

Surge agora em 2016 o vídeo para o seu novo single “End My Pride”, que será acompanhado com outro single a ser lançado mais para o Outono de 2017, ambos lançados em formatos digitais. Os singles são pré-lançamentos para o próximo álbum de nome “Returno” previsto para ser lançado no final de 2017.

Este será o primeiro álbum que conta com o line-up actual. Serão divulgados mais detalhes sobre o segundo single e próximo álbum full-length “Returno” brevemente, mas pelo que se escuta deste single o albúm vai decididamente ser arrasador.

Ficamos a aguardar a sua chegada.

Texto de Luis Almeida

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Battle Beast uma noite de comunhão no RCA Club

12 de Março trouxe a Lisboa os Battle Beast, banda que tem vindo progressivamente a ganhar território pela Europa fora.

Mas, antes, o palco foi baptizado por três bandas: Fantasy Opus, (os únicos portugueses), Gyze e Majesty.

Fantasy Opus iniciou bem a noite. Formados em 1999 e com Beyond Eternity (2009) no cadastro, começaram a aquecer o público (muito reduzido, na verdade). Com bons riffs entrelaçados com uma bateria potente, ofereceram-nos bons momentos. Mystic Messenger terá sido, porventura, um dos pontos altos.

“Faça-se barulho” – disse Leonel Silva (vocalista) a certa altura. E fez-se.

Fantasy Opus

Os seguintes na linha foram os japoneses Gyze e o seu melodic death metal destrutivo. Desire, Julius e outras detonações musicais fizeram estremecer o chão e as paredes do RCA.

Guturais potentes, linhas doentias de guitarra e tappings vertiginosos fizeram parte do cardápio – deram um óptimo concerto e agradeceram constantemente em português ao público que pareceu ter gostado do que viu e ouviu. Ganharam, sem dúvidas, a taça da “Banda Mais Pesada da Noite“.

Gyze

Os alemães Majesty abriram com Die Like Kings, um hino ao espírito metaleiro e exemplo perfeito do que são capazes: um heavy metal épico piscando um olhar óbvio a gigantes como Manowar. O mote foi festejar – tocaram alguns sons do mais recente “Rebels” mas sem esquecer alguns dos favoritos como “Into the Night” ou “Metal Law“. Houve também a balada obrigatória, na qual Tarek Maghary beijou, cavalheirescamente, a mão duma das meninas da plateia.

E, para quem sempre pensou que a expressão Y.O.L.O. nunca se poderia fundir com heavy metal, deveria então ter estado lá para ouvir “YOLO HM“. “Hail to Majesty” – sim, sempre que regressarem.

Magesty

Finalmente, a besta entrou no campo de batalha.

Os Battle Beast têm originado alguma polémica no meio metaleiro: com um olhar nostálgico voltado para os anos oitenta, parecem talvez trazer mais do mesmo. Mas, em termos de espectáculo, não há dedo que se lhes possa apontar. Rodeados de luzes e geiseres de fumo, tornaram a noite em algo verdadeiramente especial. Vieram carregados de energia para a sua primeira vez em terras lusas.

“Portugal, we are finally fucking here. Are you ready to release the beast?” – gritou Noora Louhimo.

Sim!, foi a resposta portuguesa. Pode não ter estado casa cheia, mas, talvez quem passasse pela rua do RCA pensasse que estivesse o triplo no interior, tal foi a entrega conjunta entre público e banda. “In the heart of danger“, “We will fight“, “King for a Day” desfilaram em toda a sua glória – tivemos ainda direito a uma breve cover-surpresa de “Last Christmas“. Noora chegou a dizer no inicio do concerto que vir tocar pela primeira vez a um novo país é como estar num “first date”. No fim, depois de ter destilado todo o seu charme, perguntou como tinha corrido o “date” – todos os presentes pareceram ter ficado rendidos.

Battle Beast

No fim, (e principalmente em Majesty e Battle Beast), a mensagem que as bandas tentaram passar foi de uma comunhão e carinho: ainda que as diferenças possam parecer muitas, a comunidade do metal tem que permanecer unida. É precisamente essa união que permite a existência de concertos (mágicos?) como estes.

O nosso agradecimento ao RCA e a Notredame Productions pela forma sempre única com que nos recebe.

Texto numa parceria de Jorge Pereira e Bruno Lirio / Fotografias: Jorge Pereira

Galeria de  fotos AQUI

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The Cult no dia 07 de Julho no NOS ALIVE’17

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The Cult,  os monstros do rock britânico, juntam-se ao alinhamento do Palco NOS, dia 07 de Julho, ao lado dos já anunciados Foo Fighters, The Kills e Tiago Bettencourt. O grupo leva até ao NOS Alive’17 o 10.º álbum de originais, “Hidden City”, editado em Fevereiro de 2016, bem como os hits que marcaram a carreira do grupo desde 1983.

A histórica banda do Yorkshire, liderada por Ian Astbury e Billy Duffy, que já conta com mais de 30 anos de carreira e 10 discos de originais na bagagem, é um dos nomes mais marcantes do rock e garantidamente uma das mais impressionantes bandas em palco.

Hidden City” é o disco que encerra a trilogia que teve como antecessores “Born Into This”, editado em 2007, e “Choice of Weapon” de 2012. Os The Cult são Ian Astbury (voz), Billy Duffy (guitarra), John Tempesta (bateria), Grant Fitzpatrick (baixo) e Damon Fox (teclas e guitarra rítmica).

O NOS Alive regressa ao Passeio Marítimo de Algés nos dias 06, 07 e 08 de Julho de 2017. Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais, sendo que os passes de três dias e os bilhetes diários para dia 08 de Julho já se encontram esgotados.

Artistas já confirmados: Alt-J, Benjamin Booker, Blossoms, Bonobo (Live), Cage The Elephant, Depeche Mode, Floating Points, Foo Fighters, Glass Animals, Imagine Dragons, Kodaline, Local Natives, Parov Stelar, Peaches, Phoenix, Rhye, Royal Blood, Ryan Adams, Savages, Spoon, Tiago Bettencourt, The Cult, The Kills, The Weeknd, The xx, Wild Beasts e Warpaint.

Fonte: Everything Is New

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Benjamin Booker com estreia absoluta dia 08 de Julho no NOS ALIVE’17

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Com estreia absoluta em Portugal, o NOS Alive orgulha-se de apresentar Benjamin Booker dia 08 de Julho no Palco Heineken. O artista vai apresentar “Witness”, o segundo longa duração, com data de lançamento agendada para dia 02 de Junho.

Três anos após o bem-sucedido álbum de estreia homónimo, Booker regressa a estúdio e traz até ao NOS Alive o seu segundo registo de originais. Este novo trabalho é a criação mais ambiciosa do artista, que procurou escavar profundamente a sua paixão pelo excêntrico Soul, R&B e Blues, sem, no entanto, se desligar das intensas influências do garage-punk, que fizeram do seu primeiro disco um sucesso criativo em todo o mundo.

Os dez temas de “Witness” foram escritos pelo músico, produzidas por Sam Cohen (Kevin Morby), mixadas por Shawn Everett (Alabama Shakes) e gravadas nos famosos estúdios The Isokon Studio, em Woodstock, e Red Delicious Studio, em Nova York.

Benjamin conquistou a indústria após o lançamento de “Benjamin Booker”, em 2014, destacado pelos principais títulos da indústria como um disco brilhante. O êxito do primeiro trabalho garantiu ao artista presença nos maiores festivais do mundo, lugar na digressão de Jack White e ainda actuações no Jools Holland, Letterman e Conan O’brien.

Booker promete um concerto inesquecível no último e já esgotado terceiro dia do NOS Alive’17. Junta-se aos já anunciados Depeche Mode, Imagine Dragons, Fleet Foxes, Kodaline, Peaches, Cage The Elephant, Spoon e Floating Points.

O NOS Alive regressa ao Passeio Marítimo de Algés nos dias 06, 07 e 08 de Julho de 2017. Os bilhetes encontram-se à venda nos locais habituais, sendo que os passes de três dias e os bilhetes diários para dia 08 de Julho já se encontram esgotados.

A 10.ª edição do NOS Alive ficou marcada como a mais bem-sucedida de sempre, tendo esgotado os três dias do evento, com um total de 165.000 espectadores, feito único no panorama dos festivais desta dimensão em Portugal.

Evento: Everything Is New

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Metallica – “Hardwired… To Self-Destruct” passa por Lisboa em 2018

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Os Metallica acabam de anunciar as datas europeias da digressão “WorldWired Tour”, de promoção ao novo álbum “Hardwired… To Self-Destruct”, sendo que Lisboa é uma das datas contempladas. O grupo norte-americano regressa assim a Portugal no início do próximo ano, a 1 de fevereiro de 2018, à MEO Arena. A digressão arranca com dois concertos em Amesterdão, nos dias 4 e 6 de setembro. Os noruegueses Kvelertak vão fazer as primeiras partes da digressão.

Os bilhetes estarão disponíveis em regime de pré-venda para membros do Legacy Met Club a partir da próxima terça-feira, 21 de março, pelas 9h da manhã, enquanto os bilhetes de todos os Fifth Members dos Metallica ficarão disponíveis em pré-venda a partir das 10h do mesmo dia. Os ingressos serão colocados à venda ao público em geral a 24 de março, sexta-feira. Consulte www.metallica.com para todas as informações quanto a bilhetes.

Os bilhetes que forem adquiridos nas lojas oficiais incluem o álbum “Hardwired… To Self-Destruct”, em formato físico e digital, edição standard. Serão enviadas informações mais detalhadas por e-mail quanto a esta oferta, sendo que em caso de já se ter o disco é possível oferecê-lo, informações que também serão dadas via e-mail. A versão física do álbum inclui taxas de envio.

Os Metallica associaram-se à CID Entertainment para oferecer três opções que permitem uma experiência mais completa desta digressão, incluindo bilhetes premium e outras facilidades, acesso prévio à sala de espetáculos, uma visita à exposição de memorabilia “Memory Remains”, bem como meet & greets, através dos quais é possível conhecer a banda. Para informações detalhadas quanto a estas ofertas consulte: http://www.cidentertainment.com/events/metallica-europe-tour-2017/

“Hardwired… To Self-Destruct” foi lançado a 18 de novembro de 2016, com o selo da Blackened Recordings, dos próprios Metallica, tendo entrado para o 1.º lugar dos tops de vendas em todo o mundo, ultrapassando as 800 mil cópias vendidas na semana de lançamento. O álbum foi produzido por Greg Fidelman com James Hetfield e Lars Ulrich e está disponível em vários formatos em www.metallica.com.

Em Portugal, o álbum também teve entrada direta para o 1.º lugar do top de vendas, tendo atingido o Galardão de Ouro.

“Hardwired… To Self-Destruct” foi bastante aplaudido pela crítica. O New York Times escreveu: “Os Metallica abraçaram a idade adulta, reclamando o ataque da sua música, ao mesmo tempo que colocam de parte a imagem de banda hard rock jovem, veloz e fora de controlo”. “Em ‘Hardwired’ os Metallica voltam ao terror vintage dos anos 80”, escreveu a Rolling Stone. O The Guardian afirmou: “Os Metallica acabam de fazer o seu melhor disco em 25 anos”, enquanto a NME referiu: “Os Metallica mantêm-se vitais e inovadores”.

Fonte: Press Release Prime Artists

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Mastodon // 21 Junho – MEO Arena (Sala Tejo)

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“Cinco longos anos de ausência depois, os MASTODON regressam por fim a Portugal no próximo dia 21 de Junho, para uma actuação em nome próprio na Sala Tejo da Meo Arena, em Lisboa.”

Durante as últimas décadas tornou-se óbvio que há muito de válido a acontecer criativamente no submundo da música extrema – feitas as contas, é a versão mainstream do género que começa a precisar desesperadamente de um novo conjunto de super-heróis. Por muito que nos custe admiti-lo, é cada vez mais notório que os pioneiros da tendência parecem já não ter força suficiente para contrariar o sistema, verdadeiros colossos vergados ao peso de uma indústria que, como qualquer outra, tem como principal objectivo o proveito ao invés da arte. Cabe, portanto, às gerações mais jovens, e com mais sangue na guelra, ocuparem um lugar de liderança na insurreição e ajudarem à criação de novos padrões, providenciando a proverbial injecção de sangue saudável numa tendência que corre o sério risco de estagnar mais cedo do que previsto. No limiar do salto para a primeira divisão da tendência, os MASTODON são – sem margem para quaisquer dúvidas – quem melhor consegue uma carreira equilibrada na ténue linha que separa a validade criativa e o sucesso em larga escala. Um caso raro de talento aliado à perícia técnica e a doses de inteligência ímpar, traduzido num fundo de catálogo substancial e sem mácula, aplaudido de forma consensual pelo público e pela crítica.
Somando já quase duas décadas de carreira, sete álbuns de estúdio, dois registos ao vivo, uma colectânea e mais de uma dúzia de EPs, splits e singles, a banda oriunda de Atlanta tem mostrado saber exactamente como progredir sem nunca estagnar, afirmando-se como um daqueles nomes de que, por esta altura, já ninguém espera outra coisa que não seja o inesperado. Desde bem cedo apostando numa identidade pessoal muito vincada e mostrando uma solidez invejável – os MASTODON são, desde o lançamento do EP de estreia em 2001, Troy Sanders no baixo/voz, Brann Dayior na bateria/voz, Bill Kelliher na guitarra/voz e Brent Hinds na guitarra/voz –, souberam como agarrar-se ao seu ecléctico leque de influências para criarem uma sonoridade muito própria e difícil de catalogar de forma estanque, capaz de agradar de igual forma a fanáticos do peso extremo, a adoradores do rock mais orelhudo ou a intelectuais dos sons progressivos. Uma coisa é certa, não há, hoje em dia, outra banda como esta, apesar de todos os copycats que foram surgindo em cena desde que começaram a partilhar palcos com gigantes como os Metallica e a transformar-se numa fonte de inspiração para toda uma nova geração de músicos apostados em fugir ao óbvio.
Alicerçado na força e genialidade melódica dos riffs e leads dedilhados pela dupla Kelliher/Hinds, no talento irrequieto de Dailor atrás da bateria, no ritmo pulsante do baixo de Sanders e num potente ataque vocal quadruplo, que lhes permite harmonizar refrões que ficam de imediato colados no córtex do ouvinte, a cada disco novo que grava, o quarteto norte-americano tem-se atirado sucessivamente de cabeça a novas experiências sonoras mirabolantes, que – sem fugirem muito ao esquema que delinearam desde bem cedo para a sua sonoridade – tem dado origem a alguns dos discos mais interessantes e desafiantes da última década. Das descargas colossais de «Remission» e «Leviathan» à atitude consideravelmente mais directa e orelhuda de «Once More ‘Round The Sun», passando por exigentes exercícios conceptuais como «Blood Mountain», «Crack The Skye» e «The Hunter», para cada lugar de destaque na tabela de vendas da Billboard, para cada concerto esgotado ou para cada nomeação para os Grammys, há uma colecção de grandes temas e sucessivas demonstrações de um talento sem igual. A mais recente chama-se «Emperor of Sand», tem data de edição agendada para o próximo dia 31 de Março e vai servir de mote a um muito aguardado regresso dos MASTODON a Portugal, marcado para 21 de Junho, na Sala Tejo da Meo Arena, em Lisboa.
Os bilhetes para o concerto custam 28€, à venda a partir do dia 15 de Março, nos locais habituais.
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