Sons D’Cave abrem a porta para – PAUS

Novo Sons D’Cave, desta feita directamente da capital, para vos trazer PAUS, a banda que se caracteriza como free, ou seja sem conotação de estilo, já cá anda desde de 2010. Mas vamos deixar que sejam eles a apresentarem-se.

Mais uma vez o nosso obrigada à Raquel Lains, da Let’s Start a Fire, pela sempre incansável ajuda.

PAUS - Foto Promo 4 Tomás Brice.jpg

Fotografia de Tomás Brice

Demasiado brancos para sermos do Sul.
Demasiado pretos para sermos do Norte.
Demasiado velhos para sermos do outro lado.
Demasiado curiosos para deixar as colunas de pé.
Rodeados por margens e não querem que desenhemos novos mapas?
Rodeados por margens e não querem que flutuemos como ilhas?
Rodeados por margens e não querem que sejamos marginais?
Rodeados por margens então, bebemos e desaguamos em todas.

PAUS continuam a ser Hélio Morais, Makoto Yagyu, Fábio Jevelim e Quim Albergaria. Um baixo, teclados e uma bateria siamesa ainda são as ferramentas do seu ofício. Um ofício que foi mudando desde que pela primeira vez nos deram a beber da sua música no  ep de 2010 “é uma água”. As canções destes quatro nunca foram bem canções. Sempre foram vontades de estar em sítios estranhos, desafiantes, com cor e horizontes largos.

8 anos, 3 LP’s, 2, ep’s, várias tours internacionais, do País de Gales ao Texas, da Sardenha ao México, a sua viagem levou-os agora à Madeira. A convite de Pedro Azevedo e da família ALESTE, os PAUS foram em Setembro de 2017 filmar e fotografar todo o aspecto visual de um disco que tinham começado a preparar em Julho desse ano. A perspectiva de aterrar no mais longínquo e maravilhoso subúrbio de Lisboa impregnou, ainda antes de chegarem ao Funchal, a música que então estavam a terminar.

A ideia de uma ilha que flutua e não tem sítio certo na geografia, uma ilha esquecida por um continente e de tão feliz por estar esquecida que se encontra na intercessão das Américas, África e Europa, pareceu-lhes naturalmente um retrato preciso do som que estavam a ouvir. Um mapa com fronteiras apagadas, uma ilha que se deixa levar e gosta de quem quer e está sempre à espera do barco é a forma como os PAUS olham para a Madeira e para si próprios, enquanto plataforma criativa. Se soa bem, sabe melhor, então é casa. “Madeira” é o som dos PAUS a apaixonarem-se pelas cores e pelas pessoas que fazem a ilha, gente rodeada a mar, sem condição. “Madeira” são 9 canções e vídeos onde vemos e ouvimos os PAUS sempre em viagem e sempre em casa. Não é só um Disco, é um Videodisco e um Vinil, com edição dia 6 de Abril.

PAUS são hoje o que sempre foram, uma banda à procura e “Madeira” é um postal da felicidade que a banda sente na incerteza.

PONCHA LAIFE


 

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