Raio-XIS visita em pormenor – João Miguel

O João apresentou-nos o seu trabalho a solo de uma forma tão simples e “dada” se é que assim se pode designar, que não podíamos fazer mais nada que não ouvir. Ouvimos e ficamos literalmente rendidos a forma como deixa fluir a música pelas cordas da sua guitarra. Depois disso a solução seria tentar conhecer um pouco mais do músico com um Raio-XIS e assim fizemos. Esperamos que gostem e como sempre que apoiem. É mais que merecido.

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1. Qual o teu percurso musical?

Comecei a tocar guitarra aos 11 anos numa escola de música e aos 15 anos, por volta de 2012, entrei para a minha primeira banda de Thrash Metal, ’Collapser’, que apesar de ter tocado bastante ao vivo, infelizmente nunca chegou a editar um álbum.
Passei também por uma banda de covers de rock/metal chamada ‘Tempora’ onde toquei bastante ao vivo durante o ano de 2014, contudo passado um ano saí para me dedicar totalmente aos originais.
No início de 2015 lancei o primeiro EP do meu projecto instrumental a solo intitulado de “Geometric Winters” que, apesar de ser ainda muito verde e experimental, ajudou a moldar o que queria fazer musicalmente no futuro.
No final do ano de 2015 foi formada a banda de Technical Death Metal, ‘Enblood’, na qual ainda toco hoje em dia e que lançou o seu single de estreia “Oblivious Hate” no início do ano de 2016. Ainda em 2016 lancei o single “Kabbalah” pelo meu projecto a solo, sendo este já uma abordagem mais definida do que pretendia para o projecto. Em 2017 juntei-me à banda de Thrash Metal ‘Adamantine’ para tocar nos concertos de promoção do álbum “Heroes & Villains”. Em maio de 2018 lancei o primeiro álbum full-length do meu projecto a solo intitulado de “STONESUN”, onde já consegui consolidar as ideias que tinha, de forma a construir um álbum temático acerca de um Universo pós-apocalíptico. Ainda em Junho de 2018 será lançado também o primeiro álbum full-length de ‘Enblood’ intitulado de “Cast To Exile”

2. Como caracterizas o teu projecto?

Este é um projecto instrumental muito focado na guitarra. Até à data os lançamentos têm andado muito à volta do metal progressivo, sempre com um pouco de experimentalismo. É um projecto bastante “metamórfico” na medida que cada lançamento pode verter para uma direcção diferente do lançamento anterior, tanto tematicamente como musicalmente, o que me permite não impor barreiras na criatividade e obter um resultado final o mais coerente possível com o meu estado de espírito no período de cada lançamento.

3. Quais as tuas referências do mundo da música?

As minhas maiores referências no mundo da música, e que por sua vez me inspiraram a entrar no mesmo, são, entre muitos outros, Guthrie Govan, Jason Becker, Nick Johnston, Joe Satriani, Yngwie Malmsteen, Marty Friedman, Andy LaRocque, John Petrucci, Jeff Loomis, Plini e Angel Vivaldi.

4. Quais são os teus filmes e livros favoritos?

Sou um grande fã de cinema, e como tal os filmes que vejo têm bastante impacto na música que produzo. Este novo álbum “STONESUN” foi em certa parte inspirado em filmes passados em mundos pós-apocalípticos, principalmente o filme “Oblivion” (2013). Diria que os meus filmes favoritos, entre muitos outros, são “The Prestige” (2006), “Inception” (2010),“Whiplash” (2014) e Interstellar (2014). Em termos de livros, apesar de não ser um leitor muito assíduo, o que me marcou mais terá sido “The Catcher in the Rye” por J. D. Salinger.

5. O que te encanta no mundo enquanto artistas?

Penso que a melhor parte de fazer música é poder fazer de cada tema uma “soundtrack” para os mais diversos momentos da vida, e existirem pessoas que se identificam com esses temas e os associam também a momentos que viveram cria uma relação especial entre as pessoas e a música, e isso é o que para mim tem mais encanto.

6. Se a tua música pudesse mudar alguma coisa na mentalidade das pessoas o que gostarias que fosse?

Sendo este um projecto instrumental, não existe uma mensagem explícita nos temas. Contudo isso sempre foi o que me fascinou na música instrumental, ser transversal a línguas e ter a capacidade de lhe poder ser atribuído qualquer significado da parte do ouvinte. Comunicar apenas com música torna-se assim a forma mais internacional e sincera de comunicação, fazendo-se entender em qualquer parte do mundo apenas com base na melodia. Se a minha música pudesse mudar algo na mentalidade das pessoas gostaria que as inspirasse a fazer algo que realmente gostam, sendo que hoje em dia trabalhar em algo que realmente gostamos não é nada fácil. Ver pessoas que todos os dias dão o seu melhor para atingir esse objectivo inspira-me imenso.

7. Onde gostarias de tocar ao vivo?

Nos últimos anos tive o privilégio de tocar em imensos sítios excelentes com pessoas maravilhosas. Se pudesse escolher um sítio para tocar ao vivo, adoraria ir com a minha banda ao Wacken Open Air na Alemanha.

8. Tens mais projectos para o futuro?

Sim, tanto no meu projecto a solo como em ‘Enblood’, já surgiram ideias para os próximos álbuns e a partir de agora será trabalhar essas ideias para os mesmos começarem a tomar forma.

9. Descreve-te numa palavra

Talvez “focado”, sendo que sempre estive bastante focado na música e nos meus projectos para que estes sejam bem-sucedidos.

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