SWR Barroselas XXI – Dia 0

STEEL WARRIOR’S  REBELLION XXI 26.04.2018/29.04.2018

Dia 0

Tendo Portugal ficado de fora da edição de 2018 da “W:O:A Metal Battle ” (devido ao elevado numero de países participantes, há actualmente um sistema de rotatividade), o Dia Zero do SWR deste ano deu-nos uma amostra de sonoridades mais afastadas do metal, ainda que todas com o seu quão de peso.

Honras de abertura da SWR Arena para o duo experimentalista PAISIEL. E ainda que a primeira ideia que nos venha à cabeça quando ouvimos na mesma frase “saxofone e experimentalismo” seja imaginar logo os devaneios do Sr. Jon Zorn, o que o colectivo luso-germânico apresentou ao vivo foi mais uma viagem sonora por entre o experimentalismo ritualista (pense-se em “Drone”), onde o saxofone de Julius Gabriel é “apenas” a fonte que alimenta as diversas texturas ambientais e a percussão do baterista João Pais Filipe dá a cadência rítmica que nos suporta nesta viagem exploratória.

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PAISIEL

Seguiram-se os Suecos WE DREAM ALONE, a promoverem o recentemente lançado 3º álbum, “Aether”. Praticantes de “New Wave of Gotenburg Metal”, nota-se no sexteto uma urgência em fugir à previsibilidade do filão “Post Hardcore”. Por vezes a tentativa é bem-sucedida (como em “Celestial” e “Happiness”), indo beber a sonoridades mais próximas do “Shoegaze” ou de algum “Black Metal” nórdico, que afastam a banda das suas congéneres focadas apenas em “break downs”. Coesos em palco e comunicativos com o público (um dos guitarristas desceu do palco no tema final “Clad in Black”), os jovens suecos deixaram uma impressão positiva.

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We Dream Alone

Proposta mais tradicionalista, o “Stoner/Doom Metal “ dos também suecos FIREBREATHER. Se os HIGH ON FIRE têm sido apontados como uma das influências da parte mais “Stoner” do trio de Gutenburgo, é exactamente pela costela Matt Pike e os dos seus SLEEP. Para nós, os temas do autointitulado álbum de estreia remeteram-nos para os tempos em que os CORROSION OF CONFORMITY “descobriram” os BLACK SABBATH. Numa actuação que acabou por parecer curta, destaque para os temas a meio do set: “The Ice Lord” e “Fire Foretold”.

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Firebreather

E do “tradicionalismo” para o “experimentalismo” ou, no caso da actuação dos PUTAS BÊBADAS para o caos em forma de quarteto. Aquilo que à primeira vista parece ser uma banda de “Surf Rock”, refevela-se como Punk Rock. Dissonante, experimentalista ou simplesmente mau, cabe a cada um avaliar.

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Putas Bebadas

 

O final da noite Zero do SWR fez-se de ritmos mais dançáveis, com o projecto GOST. Partindo de um conceito (em termos de apresentação, referencias visuais e génese do próprio projecto) que tem mais em comum com o Black Metal do que propriamente com o grosso da musica electrónica, o Norte-Americano Baalberith dividiu-se entre os sintetizadores, a guitarra elétrica e os passos de dança, conseguindo puxar pelo público da SWR Arena bem mais do que algumas bandas de Metal. Musicalmente a referência mais imediata será a do francês James Kent (PERTURBATOR) e não deixa de ser curioso a forma como o Metal e a Electrónica vão cruzando caminhos de forma cada vez mais frequente.

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Gost

Galeria Completa AQUI
Texto e Fotos de Sethlam Waltheer

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