Ataque nórdico no RCA

Mais uma noite de festa no RCA, desta feita para receber os The Haunted e companhia, a noite prometia ser dura e ainda bem que ia com isso na cabeça, já que me permitiu sair são e salvo da actuação dos nórdicos, senhores de mais uma noite memorável para os lados de Alvalade (elações clubísticas á parte).

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Coube aos Revolution Within a abertura das hostes, num RCA frio e vazio, atrevo-me a dizer que eramos mais no ”pit” que o público presente, mas nem isso arrefeceu a actuação da banda. Raça é um frontman de excelência e em cima do palco mostra bem o prazer que tem em fazer o que faz. Temas como “Silence”, “Until i see the devil dies” ou “Pure Hate” mostram que o valor da banda e o seu estatuto no panorama nacional. A banda sabia ao que ia e cumpriu muito bem o seu papel.

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Os senhores que se seguiram vieram de Espanha, mais propriamente de Bilbao e apanharam ainda uma sala vazia e um pouco, chamemos tímida, as tentativas de puxar pelo público teriam sido mais frutuosas fossem elas proferidas em castelhano, acabo por não saber se terá sido o inglês que foi mal percebido ou se o público se estava a guardar para o que vinha a caminho. The Descent lá foram presenteando o público com temas como “New Millenium Spawn”, “Dead City Gospel” ou “The Day After” mas a pouca interacção do público acabou por afectar um pouco a prestação da banda.

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A mais “calma” das 4 bandas da noite, foram os Norunda, a banda luso-espanhola apanhou uma sala mais composta com público a interagir, principalmente com Pedro Mendes (W.A.K.O.) e sobretudo com Ruben Cuerdo, que para além de grande sentido de humor é um exímio guitarrista (pelo menos eu gostei muito). No final ainda a tivemos direito a uma actuação do guitarrista no meio do público. Temas como “Pushing to the limit” e “Dynamite” fizeram a delicia de quem já se encontrava numa sala a ser preparada para a recepção dos Nórdicos.

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The Haunted entrou ao som de “Fill the Darkness with Black” e aí é caso para dizer que “all hell breaks loose”  (pelo menos para mim que estava na 1ª fila e tive de fugir), Foi um concerto muito intenso, quase sem paragens, com Ola Englund a demonstrar o seu virtuosismo com a guitarra ou não fosse ele, como nos confessou em privado, um fã incondicional do malogrado Dimebag Darrell! A banda atacou os ouvidos dos presentes sem piedade com temas como “The Flood”, “Spark”, “D.O.A.” ou ainda “Hate Song”. No final Marco Aro, que não parou um segundo ainda deu uma “volta olímpica” carregado pelos fãs nunca parando de cantar.

Não posso deixar de agradecer ao staff do RCA pela forma sempre simpática com que nos recebe e à Notredame Productions por mais uma noite, daquelas que nos dão memórias e sorrisos.

Galeria Completa: AQUI

Texto e fotografia: Jorge Pereira

 

 

 

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