Reavivaram as pragas do Egipto no Le Baron Rouge

Estava tudo alinhado para celebrar mais uma data da tour Unleashing The Plagues dos Neuropsy. Depois do lançamento do EP “Plagues Ov Egypt” em Março deste ano e dos concertos no Porto e em Setúbal, o Le Baron Rouge em Barcarena era o local em mira para mais uma noite de destruição. Foi então no passado dia 8 de Julho que nos juntámos à festa, onde pudemos contar também com a presença dos Enblood, Autopsya e All Against.

Era uma noite de sábado tranquila e pelos presentes previa-se que não houvesse enchente de público, mas a verdade é que nós já tínhamos ficado com o bichinho no ouvido só de apanhar parte do soundcheck de Neuropsy.

Os Enblood vieram em substituição de Purusha e foram a primeira banda a subir ao palco por volta das 22h30. A banda de Almada tem sido presença assídua nos nossos palcos e nós não nos importamos nada. Num concerto de cerca de meia hora mostraram que o som deles tem tanto de melodia e riffs orelhudos como de vontade de matar, e tudo isto resultaria ainda melhor se aquele technical death melódico encontrasse uma sala mais cheia. Passámos por alguns temas de estreia e não pôde faltar o single de lançamento “Oblivious Hate.” O vocalista ainda tentou puxar pelo público nos temas finais, mas sem sucesso. Já se sabe que a malta aqui na capital é tímida.

Já os Autopsya carregam consigo entre Lisboa e Liverpool uns confortáveis 11 anos de carreira. O seu primeiro álbum “Thrash Metal Army” lançado em 2013 não deixa muita margem para dúvida sobre o que esperar desta banda e a atitude descontraída dos seus elementos acabou por conseguir despertar os presentes. Foi com uma sonoridade algures entre o thrash e o punk inconformado que ouvimos temas sobre sexo e cerveja, entre outros. O vocalista soube bem aproveitar o público que encontrou e rapidamente ensinou refrões de músicas, que foram prontamente acompanhados. Ouvimos temas como “Blasfémia”, “Suicidal Attack”, como não podia deixar de ser “Hino da Cerveja” e ainda a promessa de um segundo álbum lançado no final deste ano.

Nesta altura encontrávamos a sala a meio gás e mesmo com pouca gente nós preferimos sempre ver o copo meio cheio. A terceira e penúltima banda da noite foram então os All Against, em representação das hordas do thrash metal lisboeta. Juntos desde 2015 e com o seu EP “Medusa” também lançado em Março deste ano são já um nome conhecido por quem está mais familiarizado com o underground nacional. Os cinco suspeitos do costume mantêm-se sempre fiéis à sonoridade oldschool e entregaram-nos uma vez mais malhas bem esgalhadas, com um agradável compromisso entre rapidez e agressividade, onde não podiam faltar temas como “Cut In Blood”, “Medusa” e “Silver Bullet.”

Para encerrar a noite subiam ao palco os Neuropsy, que talvez pelo avançar da hora acabaram por tocar para uma sala bastante vazia. Fomos poucos mas bons, tal como alguns elementos da banda tão bem mencionaram. Já com o apetite aberto pelo soundcheck e bandas anteriores foi agradável perceber que soam tão bem ou melhor ao vivo do que no EP. Encontrámos uma postura bastante simpática e descontraída, o guitarrista João Martins lá ia dizendo para a malta se aproximar que eles não mordiam, mas a verdade é que nunca se sabe. Fábio Abenta e João Martins demonstram uma dinâmica bastante interessante a nível de voz e a parte instrumental assegurada também por Jorge, André e Oleg não deu um único momento de descanso aos ouvidos presentes. Podiam limitar-se a tocar o EP “Plagues Ov Egypt” uma vez que esta é a tour de apresentação, mas até nisso surpreenderam. Entre temas como “Thy Rise Ov Anubis”, “Imhotep” e a cover dos Autopsy integrada no EP, “Gasping For Air”, houve também espaço para ouvir um tema do seu novo álbum, com o título “Psychopatic Disposition.” O momento da noite passou pela presença do vocalista no mosh, pouco depois de descobrirmos que o baixista afinal não se chama Jorge, mas sim António. Baralhados? Não fiquem, afinal foi só uma cover de Comme Restus.

Galeria completa AQUI

Texto: Andreia Teixeira
Fotos: Andreia Vidal

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