Entrevista com Neuropsy

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Os Neuropsy são uma banda de Setúbal e deste projecto fazem parte Fábio Abenta na voz, João “Corpse” Martins na guitarra e voz, André Lage na guitarra de ritmo, Jorge Leitner no baixo e Oleg Lozhkin na bateria. Alguns dos membros trabalham em conjunto desde 2012, ao longo desse tempo o projecto teve vários nomes e foi só depois de um hiato mais prolongado que estes cinco membros se juntaram e conseguiram então dar seguimento ao projecto. O trabalho desta banda em início de carreira culmina então no lançamento do EP “Plagues Ov Egypt” em Março deste ano.

Reuniram um conjunto de datas para uma tour de apresentação deste EP, estreando o material de “Plagues Ov Egypt” ao vivo no Metalpoint no Porto. A Unleashing The Plagues tour chega então a Lisboa, com um concerto marcado no dia 8 de Julho na sala Le Baron Rouge em Barcarena. Aproveitámos a data para lhes fazer algumas perguntas, perceber como é que este projecto surgiu e quais são as expectativas da banda.

Loudness Magazine: Quais são as vossas principais influências? Não pudemos deixar de reparar que têm uma cover de Autopsy no EP, entre outras influências que nos saltam à vista quase de imediato.

Neuropsy: Por acaso ainda demorámos algum tempo a tomar a decisão de incluir ou não uma cover no EP, mas depois concordámos levar isto para a frente uma vez que Autopsy está realmente na base das nossas influências e a voz do nosso vocalista encaixa bastante bem nesse registo. Para além disso, como se percebe pelo restante EP, também temos Nile como influência (risos). De resto baseamo-nos sobretudo em bandas de death metal mais oldschool, como Cannibal Corpse, Death, Cryptopsy, Dying Fetus e por aí.

LM: Há algum conceito associado a este EP ou focaram-se apenas num tema geral? Pretendem manter essa tendência?

N: Conceito em concreto não diríamos, mas sem dúvida que o Egipto foi um tema predominante neste EP. Estamos também agora a gravar novo material e não vamos prender-nos a um tema, principalmente sabendo que manter este tema egípcio nos ia exigir muita pesquisa não só a nível de história e conceitos mas também a nível de melodia. O nosso plano para já é manter uma sonoridade fiel ao death metal oldschool. Também tivemos a sorte de entrar em contacto com o Rob Depictgore, um artista indonésio que é responsável por todo o nosso artwork, e pretendemos continuar a trabalhar com ele.

LM: Como correu o concerto de estreia no Metalpoint no Porto? E o resto da tour?

N: Horrível (risos). Não, para vos dizer a verdade o concerto no Metalpoint correu muito melhor do que nós estávamos à espera. Claro que há sempre aquela sensação de que correu mal, principalmente sendo o primeiro, mas acabou por correr bastante bem. O resto da tour, que acabou por ser apenas mais uma data em Setúbal correu bem, embora o ambiente no Porto tenha sido melhor. Vamos lá ver se o concerto hoje corresponde às expectativas.

LM: Como tem sido a adesão e entrega do público? Notam diferença entre tocar “em casa” ou noutros locais?

N: No Porto foi mesmo surpreendente! Não estávamos nada à espera. A malta foi toda muito receptiva e conseguimos arrancar bastante movimento do público. Isso e acompanharam o “IM-HO-TEP, IM-HO-TEP, IM-HO-TEP!” do nosso single desde o primeiro segundo, foi mesmo muito bom. Já em Setúbal só conseguimos arrancar um mosh de 5 segundos quase no final (risos). Por isso sim, encontramos alguma diferença, principalmente no público, na nossa zona torna-se mais difícil porque é uma sonoridade que não é de todo tão explorada pelo pessoal de lá.

LM: Acham que alguma das músicas deste EP tem causado mais impacto no público?

N: Possivelmente o nosso single “Imhotep”, porque é também o que normalmente usamos para pedir ao público para nos acompanhar.

LM: Quais são as novidades de Neuropsy que podemos esperar para breve?

N: Para já estamos a trabalhar na edição de um vídeo que vai resumir a nossa estreia no Porto, que vai sair em breve. Também já temos novo material para o nosso álbum de estreia que se vai chamar “Surpassing Rational Comprehension” e estamos a começar as gravações, para o podermos lançar ainda no final deste ano ou início do próximo. A ideia é lançar um vídeo com um single do novo álbum daqui a três meses. Hoje já vos vamos apresentar um dos temas a ser incluído nesse álbum, chamado “Psychopatic Disposition.”

LM: No contexto de um projecto recente, quais as dificuldades ou apoios que têm sentido por parte das promotoras?

N: Achamos que temos encontrado os “problemas” considerados normais para qualquer projecto. Também tivemos alguns desentendimentos com a nossa editora Overground Bookings e entretanto optámos por sermos nós a tomar conta do nosso material. Criámos a Skinny Fuck Records e a partir daqui se a coisa correr bem ou mal só nos vamos poder responsabilizar a nós mesmos.

Como mensagem final os Neuropsy disseram

“Keep it fuckin’ oldschool death metal e não essas mariquices que aparecem agora!”

Já nós queremos agradecer toda a disponibilidade da banda e pedir desculpa pelo inconveniente de não conseguirmos disponibilizar a entrevista em vídeo, como estava programado, devido a problemas técnicos.

Texto: Andreia Teixeira
Foto: Andreia Vidal

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