O Inferno de Sintra nos Nirvana Studios

Burn Damage-30.jpg
Esta provavelmente será uma das mais dificeis reports que terei de fazer, não é novidade para ninguém, pelo menos penso eu, do carinho que nutro pelo Hell in Sintra e pelo esforço herculeo que é feito ano após ano para que o mesmo se realize. É preciso acima de tudo pensar nisso antes de sairmos com criticas destrutivas que não levam a nada, este ano não correu tão bem como seria esperado, mas acredito que mais que qualquer um de nós o sinta, ninguém o sente mais que a organização, em especial o Claudio que tanto luta para fazer desta uma celebração da música e das bandas tantas vezes esquecida em Portugal. Os erros servem principalmente para que se aprenda com eles e para que tenhamos manobra para os melhorar no futuro. Peço acima de tudo que tenham isso em consideração e que não abandonem o evento fazendo da vossa presença um facto confirmado no próximo ano.

Posto isto e “as gajas” sabem bem o “inferno” que é a depilação a cera vamos lá “arrancar” de uma vez os pontos menos bons do Hell In Sintra deste ano:

Um deles foi sem dúvida os dois palcos existentes, que se por um lado fez muita gente perder o norte entre lá e cá, chegando a perder parte das actuações, para quem estava por lá a fotografar e reportar foi pior ainda, se juntarmos a isso os atrasos e as trocas de bandas e actuações pior ainda, como devem imaginar.

Correia-10.jpg

Poderá também ter sido isso que levou a um agravar de desorganização a nível de controle de tempo de e entre actuação que levou inclusive a que Sacred Sin não actuasse, tendo sido provavelmente o “balde de água fria” deste ano no  HIS, já muito se falou e opiniou sobre este caso e por mim o assunto fica como está, não vale a pena bater em ferro frio.

Senti falta do convivio existente no campo de futebol, mesmo com o vento e o pó no ar, o facto de se puder assistir as bandas enquanto se comia alguma coisa e se conversava no exterior torna tudo muito mais acolhedor (por estranho que pareça). Os Nirvana são um local muito agradavel tanto a nível de instalações como a nível de pessoal e a oferta da comida é variada e muito boa mas, no meu ver, não para um evento com tantas bandas e de actuações tão seguidas.

Agora verdade seja dita o evento é para e sobre o underground musical, e o pessoal que se deslocou para lá ia pela música, por isso vamos lá falar das bandas que é para isso que a malta vai ver festivais:

Impera-7

Dia 12:

Infelizmente por motivos profissionais não assisti ao concerto de Impera e Okkultist, mas não deixei de falar com a nossa fotografa que teceu elevados elogios as duas bandas, embora com o terminar abrupto de Impera, pelo que me foi possível indagar foi um belo começo de festival, Booze Abuser que substituiram Paranoid subiram a seguir ao palco do Le Baron Rouge, iguais a si mesmos e com direito a um cheirinho à capela de Rehab, defenderam bem a sua autointutilação de Alcoholic thrash/punk, temas como Pyro demostram a sua capacidade em palco e terminaram as actuações da noite por lá, pelo menos até o after party.

Burn Damage deram o mote a seguir no Custom Café e festa a duplicar (já que era o aniversário de Ivo Duraes o guitarrista da banda), temas como Fire Walk With Me (música nova), Acid Rain, demostram bem a magnitude da sua presença em palco. A actuação terminou como seria de esperar com os parabéns de todos os presentes a Ivo.

Her Name Was Fire, com o seu álbum de estreia lançado em Fevereiro foi para mim a surpresa da noite um stoner rock muito agradavel com riffs orelhudos que prendem a atenção sem ser preciso grande esforço. Uma banda a estarmos atentos com toda a certeza.

Karbonsoul-16

Alteração no horário com Correia a actuar antes de Miss Lava. É sempre muito bom assistir aos irmãos Correia em palco, a sua presença e música deixa sempre um gosto de quero mais. A noite terminou com a actuação de Miss Lava, já pouco ou nada há a acrescentar há sempre efusiva presença da banda em palco e prolongou-se com o after party.

Dia 13:

O dia iniciou no Le Baron Rouge com a estreia de All Against, que com o entusiamo prolongaram em demasia a sua actuação, não que a malta não estivesse a curtir, a banda tem uma forte presença em palco, mas pelo menos para mim que apartir daí tive de andar a correr entre palcos acabou por me baralhar um pouco a capacidade de observação das restantes bandas o que peço desde de já desculpa as mesmas.

11th Dimenson  actou de seguida no Custom Café regressada as lides do HIS depois da última actuação em 2014, e estava feliz por isso, a vocalista Diana Rosa é sempre de uma beleza e simpatia indescritivel o que por si só torna um prazer assistir a sua actuação se juntarmos a isso a musicalidade da banda e o uso do sistema  wah-wah em anel (o mesmo sistema usado por Herman Lee de Dragonforce),pelo baixista torna tudo ouro sobre azul, um momento de extrema beleza no festival que deveria ser infernal.

Miss Lava-12.jpg

Fortune Teller (Le Baron Rouge) e Stonerust (Custom Café) foram as bandas que se seguiram, e por motivos mais que óbvios de escolha nada isenta, perdi a actuação da primeira em detrimento da segunda, as minhas desculpas por isso.

Bruno Vale (vocalista de Stonerust) é sempre uma presença fabulosa em palco e actuação da banda esteva a altura do festival, temas como Men in Pig (abertura), Suicid Girl, My Only God Is Dead, entre outros fizeram as delicias dos presentes, pena não ouvir o Bruno a cantar na lingua mãe, mas já na altura se estava atrasado em relação aos horários e a actuação foi encurtada.

Toxikull, Karbonsoul e Roadscum foram as três bandas que actuaram de seguida e que novamente por motivos pessoais não consegui assistir, peço desculpas e fico a dever uma reportagem a maneira, assim que a mesma se proporcionar.

Voltei aos Nirvana a tempo de assitir a actuação de Burned Blood e ainda bem , é sempre bom puder ver in loco os pezinhos desnudados de Claudio Melo e a força da actuação, assim como entrega poderosa que impera na banda.

Primal Attack-24

A partir daqui e de forma a não baralhar actuações já que as novas alterações nos horários me baralharam um pouco as notas tivemos as actuações de Legacy of Cynthia (com a sua maravilhosa entrega, “os miudos da garagem” continuam a dar que falar e ainda bem), The Temple (com o seu poderoso punk, hardcore), Primal Attack (sempre fortes), Test, Quinteto Explosivo (a substituir Sinister) e Vizir.

No resumo, o Hell In Sintra sempre foi uma consagração à musica e às bandas e este não foi uma execpção, verdade que houveram situações a lamentar, mas também é verdade que devemos não nos esquecer da entrega sempre presenta de quem sempre o organizou.

A todos sem excepção o nosso muito obrigada pela forma como somos sempre recebidos, pelas conversas e gargalhas e abraços sentidos.

Para a equipa da Loudness o Hell In Sintra continuará a sermos nós.

Até para o ano!

Galeria fotográfica completa AQUI

Texto: Paula Marques
Fotos: Andreia Vidal

 

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