SWR Fest 2017 – Day III [Report + Galeria]

Felizmente a chuva que caiu na noite se sábado foi apenas uma amostra e o dia final do XX SWR arrancou com sol. Depois do Bulto e dos Stone Dead na SWR Arena, o palco Loud! Dungeon, recebeu os Warfect que aqueceram os presentes com o seu Thrash veia “Old School Bay Area”. Destaque para o tema  “The Resurrectionists“ com um início a relembrar os Pro-Pain.

Steel Harmonics01

Cabeças de cartaz na primeira edição, os Avulsed assinaram este ano a sua 4ª presença no SWR. Comandados pelo carismático Dave Rotten, os Espanhóis são hoje um dos nomes maiores do Death Metal Europeu. Em celebração dos 25 anos de carreira e a promoverem o best-of “DeathGeneration” (que contém regravações de vários temas da longa discografia da banda), “Addicted To Carrion” da demo-tape “Deformed Beyond Belif” (de 1993!!) , “Gore Splattered Suicide”, (com Dave a pedir uma “Wall of Death”), “Devourer of the Dead” (“se são metaleiros sabem fazer isto”,  dizia Dave enquanto incitava o público a fazer o clássico “sign f the Horns”), “Dead Flesh Awakens” (Do álbum “Ritual Zombie”) e  “Sick Sick Sex” a fechar, foram alguns pontos altos da actuação do quinteto.

Projecto do antigo “Visual Fx Designer dos MayhemNader Sadek, na sua expressão musical, era outro dos nomes bastante aguardados deste SWR. Decorando o palco SWR Arena com ramos mortos e recorrendo quase exclusivamente a uma paleta de luzes a dois tons (azul e vermelho), o multi-instrumentista reuniu-se de excelentes músicos e transportou na íntegra o ambiente caótico e claustrofóbico da curta discografia do colectivo.

Corpus Christii54

Ao mesmo tempo na SWR Arena, os Espanhóis Marthyrium apresentavam o seu álbum de estreia “Beyond The Thresholds”. Praticantes de um Black Metal Old School com uma veia de Thrash Alemão, o trio deu um concerto competente.

Com o álbum “Delusion” acabado de sair e a receber as melhores críticas, os Corpus Christii regressaram a Barroselas pela 6ª vez. Apoiado por Vulturius (Irae, Morte Incandescente, Decayed,…) na guitarra, um cada vez mais sóbrio e corrosivo Nocturnus Horrendus comandou a banda nacional durante cerca de uma hora, mostrando que é possível respeitar a “tradição” “Black Metal” sem ficar parado em 1994. “Under Beastcraft”, “Last Eclipse”, “Rape, Torture and Death” (com N.H. a fazer alusão aos eventos de 2001),  “Ave Domini”, Cantada em uníssono pelo público que estendia os “horns” bem alto, “All Hail (Master Satan)” fechou mais uma excelente prestação do quarteto.

Fruto do hiato entre 2012 e 2016, os recém-regressados à actividade Akercocke não gozam actualmente da popularidade que tinham aquando das suas anteriores passagens pelo SWR (foi a 4ª vez que a banda Inglesa tocou em Barroselas). Não que isso parecesse preocupar Jason Mendonça, que por entre um alinhamento perfeito entre o passado e o futuro da banda (ainda tivemos direito ao tema “Disapear”, do novo álbum a sair em Agosto) não poupou elogios ao Festival e Organização.
Uma set-list variada que mostrou desde a face mais brutal da banda, “Eraptured by Evil”, do álbum de 2003 “Choronzon”, “Zuleika” do álbum de 1999,  “Rape of the Bastard Nazarene” à “costela” mais progressiva do quarteto “Verdelet”“A Skin for Dancing In” a terminar.

Nader Sadek05

Os The Arson Project voltaram a representar a costela mais Grind/ Crust do festival e entregaram micro descargas que têm tanto de riffs orelhudos, como de brutalidade. Um destaque para as “intro” pré gravadas entre os temas e para o cunho muito pessoal que os suecos conseguem injectar num estilo que por vezes peca por repetir fórmulas já comprovadas.

Felizmente, à segunda foi de vez e os Mayhem pisaram finalmente o palco do Warriors Abyss. Após uma pequena mensagem gravada pedindo ao público para se abster de usar “flash” durante o concerto, “Funeral Fog” deu início à interpretação integral do álbum de 1994 “De Mystereiis Dom Sathanas”.Mais ritual celebratório do que propriamente concerto, o carismático Attila Csihar foi mudando de “face” à medida que a banda actuava.

Mayhem33

Com uma enchente de público como nunca tínhamos visto em Barroselas, o quinteto propôs uma rendição tão fiel quanto possível do álbum que é um clássico e em boa verdade, ainda que a prestação dos noruegueses ficasse aquém – que não ficou – grande parte dos presentes ficou conquistada desde que os músicos subiram ao palco. Nostalgia para os que na altura conheceram o álbum e sentimentos de “Born Too Late“ para os que só mais tarde reconheceram a importância do mesmo, o que os Mayhem conseguiram em Barroselas vai para lá da música em si, do som e da prestação dos músicos: um sentimento de “espiritualidade”, de “comunhão” entre quem está em cima e quem está em frente ao palco, tão raro de conseguir.

Depois dos Lich King e da tentativa de quebrar o record do “número de elementos do público em cima do palco enquanto a banda toca”, uma aliança improvável mas na qual a palavra Metal fez o seu duplo sentido uno: do “Metal” das músicas aos “Metais” da Orquestra Ligeira da Banda Escuteiros de Barroselas, ou “Steel Harmonics” como são mais conhecidos pelos presentes no SWR. Da entrada com “ThunderStruck” (AC/DC), passando por “Abigail” (King Diamond), a um medley the Black Sabbath (N.I.B., Paranoid, Sabbath Bloody Sabbath), à invasão de palco com “AngelWitch” (dos Britanicos Angel Witch), ao “circle pit” de “Ace of Spades” (Motorhead), o delírio de músicos e público foi total e não conseguimos pensar numa melhor forma de fechar a celebração dos vinte anos de Barroselas. Para o ano há mais

Texto e Fotos: Sethlam Waltheer

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