Hell of a Weekend um fim-de-semana dos diabos

Ao fim de uma semana que já parecia interminável, chegámos finalmente ao fim-de-semana, possivelmente um dos mais aguardados deste ano.

Foi no Cine Teatro Ginásio Clube de Corroios que aconteceu o Hell Of a Weekend, nos passados dias 5 e 6, organizado pela Hell Xis Agency.

Infelizmente devido a hora e meia de trânsito para chegar à ponte, não conseguimos chegar a tempo para o inicio das festividades com JUST. O quinteto oriundo da Corunha.

Mas chegámos a tempo de ver Artigo 21, que não se fizeram ressentir de uma casa quase vazia. Estava lá uma das forças motoras das bandas, os seus seguidores e amigos mais fieis. Que entoaram estrofe a estrofe e muitos interagiram com os músicos.

Katran que andaram pela Europa em tour com Ignite, fizeram aqui o concerto mais distante da sua terra natal. E o antepenúltimo do fecho da tour. De boa disposição, puxaram por quem estava presente.

Foi finalmente com Grankapo que a casa começou a aquecer, e o público a chegar-se ao palco, Rui Correia muito activo percorreu o palco energicamente.

Tanto em H2O como com Ignite a casa mexeu de forma bastante efusiva. Ignite brindaram-nos com “Sunday Bloody Sunday” uma cover de U2, cantada em uníssono e a plenos pulmões.

Ao fim da primeira noite Madball, os senhores mais aguardados, tiveram uma actuação tão calorosa como a temperatura que reinava no cine teatro. O ponto alto a música “Pride” em dupla com Poli actual membro de Correia, numa de um seu anterior projecto Devil In Me.

Ao segundo dia as portas abriram para Steelfall, com uma casa praticamente vazia, a banda actuou dentro do possível como se de uma casa cheia se tratasse.

Sons of Cain, são uma dupla que tem suscitado muita curiosidade entre o público, e que segundo ouvimos muito tem agradado. Esta dupla (NH na bateria e voz, Conim na guitarra) brindam-nos com o stoner/rock sem grandes floreados na actuação, mas de sonoridade bem consistente. Conim agradeceu a presença de quem apoia as bandas de abertura lamentando que nem toda a gente o faça. É uma realidade que é preciso mudar, principalmente quando são bandas portuguesas de tanta qualidade.

Correia são sempre um prazer de ouvir e fotografar, de uma instrumentalidade cheia e prazerosa, não deixam o público indiferente,

Besta, foi quanto a nós o ponto alto da noite, já conhecíamos a banda e nunca nenhuma actuação passa ao lado. Mas o Paulo Rui excedeusse-se e encheu aquele palco com teatralidade e movimento. Alternando entre a bestialidade imparável de uma setlist de 26 músicas com mensagens de desentenebrecer ideias. Completamente indiferente, e muito bem, à quantidade de público ali presente.

A promover o seu último álbum “Bleak Fragments” pela Mosher Records, os Destroyers Of All subiram ao palco. Fortes e já com algum público presente.

Num registo um pouco diferente seguiu-se o punk de Anti Nowhere League, que celebraram com êxitos bem conhecidos que o público entoou efusivamente.

Foi com Crowbar que ninguém ficou na rua, um sludge/doom poderoso e intenso, que soube a pouco. Uma banda que com muitos anos de estrada ainda tem prazer em interagir com o seu público e dar o melhor de si.

A atuação de Destruction teve, infelizmente para a dimensão conhecida da banda, várias intensidades. Um inicio morno, pela falta de público e alguns problemas técnicos que foram resolvidos ao som de um solo de bateria e algumas palavras para o público. Pouco depois o público juntou-se e finalmente chegámos ao pico de Destruction, com algum mosh que foi tímido na noite de metal, comparativamente à anterior com hardcore.

No entanto os cerca de 90 minutos deram para percorrer inclusive alguns êxitos mais conhecidos da banda, como: “The Butcher Strikes Back” ou “Thrash Till Death”.

A noite acabou com os cabeças de cartaz Onslaught, de uma excelente atitude, agarraram o público do inicio ao fim. Variando entre a sua panóplia musical não descuraram os êxitos e deslumbraram com a discografia mais recente que não desilude. Num verdadeiro hino ao thrash, fecharam com “Thermonuclear Devastation”.

Foram dois dias distintos, mas num todo com um excelente ambiente e com boas condições. Algumas dificuldades técnicas e actuações com mais ou menos qualidade sonora, como é perfeitamente plausível numa organização deste tamanho.

Sempre pontual, e staff sempre descontraído e pronto a ajudar, por momentos com alguma tensão a nível de segurança que felizmente não resultaram em reacções extrapoladas.

No resumo, um fim de semana brutal, que desejamos repetir!
Obrigada Hell Xis pela confiança!

Texto e Fotos: Andreia Vidal
Galeria completa AQUI

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