OBITUARY – Obituary [Review]

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Muitas vezes, o lançamento de um albúm com o mesmo nome de uma banda, ou “self titled” é a afirmação de uma banda dentro da sua própria identidade e para todos, desde Slipknot a Rage Against the Machine, e a Iron Maiden passando por Black Sabbath ou mesmo até os Metallica com o seu Black albúm.

Ás vezes pode ser um risco, mas bandas como Obituary já não têm nada a provar.

O que nos traz para a Flórida é nada mais nada menos que o death metal dos veteranos Obituary.

Eles já não são novos nestas andanças, e no álbum número dez, eles não mostram sinais de perder sua imagem de marca… brutalidade! Felizmente, a musicalidade e qualidade da banda ainda tem muito para ser explorado.
A abertura ao ritmo de “Brave” e “Sentence Day” mostra a mesma abordagem sem frescura que carregava álbuns de referência como Cause of Death.
Ambas as faixas deixam um a influência de thrash nas mangas, mas elevando a ameaça e permitindo que o rugido selvagem do frontman John Tardy coloque o inconfundível selo de Obituário nos temas. Enquanto “Sentence Day” nos consegue demonstrar a magia de Ken Andrews  com uma seção de solo prolongado primoroso.

Em direção a meio do álbum, Obituary deixa o thrash de lado e opta por uma abordagem pura início de anos 90 numa abordagem bem mais death metal. É aqui onde eles se voltam para seu lado mais sinistro. Temas como “Kneel Before Me” e “It Lives” são malhas furiosas de death metal típico de Tampa, guitarras com tremolos devastadores e encharcados de sangue. “Lesson In Vengeance”  com seus riffs inflamáveis, influenciados por Stoner e também “Betrayed”, que apresenta ritmos tão cativantes que é quase impossível não abanar o cérebro.

Neste LP dão-nos uma variedade muito necessária, que estava fazendo falta á banda desde o lançamento de Inked in Blood de 2014.

Para esse efeito, “OBITUARY” é uma melhoria bastante significativa em relação ao seu antecessor em todas as frentes. Não só é mais diverso e mais bem sólido, mas os temas são mais rápidos e mais compactos. E a produção é superior a Inked in Blood também, com as guitarras a soarem mais cruas e menos comprimidas, e a bateria de Donald Tardy mais natural e bruta, mesmo in-your-face. Para os fãs mais fieis, este LP não irá defraudar as suas expectativas. Não é técnico, não é experimental (não há uma guitarra acústica ou limpa em todo o albúm), não é brutalmente brutal, mas para headbangers que preferem seu death metal despojado e groovy, estes veteranos de 30 anos ofereceram um de seus melhores álbuns dos últimos anos.

Resumindo, “OBITUARY” é um esforço de sucesso. O desempenho da banda é muito agradável em muitas partes, mas totalmente com falta de inspiração em outras. O arrastar  groovy trabalha realmente bem em dois ou três temas mas transforma outras canções em repetições um pouco sonolentas.

Mas Obituary é sempre Obituary e a qualidade deles não pode ser julgada porque com o seu estatuto podem fazer o que lhes der na real gana.

Texto de Luis Almeida

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