Ill Niño a noite em que um RCA esgotado cantou em uníssono

Foi no passado dia 19 de Abril no RCA Club em Lisboa, que uma casa cheia de expectativa se juntou para reviver um dos nomes que mais marcaram o nosso crescimento musical. Ill Niño eram há muito aguardados pelo público português, e isso fez-se sentir na forma intensa como os presentes viveram esta noite do inicio ao fim.

A abrir a noite os portugueses The Royal Blasphemy, existentes desde 2011 deram com a sua actuação uma valente chapada de luva branca em muitas bandas internacionais. Fazendo-se ouvir com uma enorme paixão em palco, que se sentia em cada acorde. A sonoridade  deste quarteto carrega consigo uma parafernália de influências que a torna única. Infelizmente o horário de inicio do concerto não permitiu a afluência merecida, mas apraz-nos imenso ver cada vez mais a presença de nomes portugueses na abertura de bandas internacionais, e The Royal Blasphemy estavam entre os nomes que mereciam sem dúvida  este destaque.

Se ainda não os conhecem, recomendamos vivamente que o façam!

Incite era outra das grandes expectativas da noite, a banda liderada por Richie Cavalera, filho de Max Cavalera. Sabendo isto, é difícil não incutir uma grande responsabilidade nos ombros deste quarteto nascido em 2004. No entanto esta banda carrega uma energia própria. Sim! Existem semelhanças vocais… mas o espírito de Richie, a sua interacção com o público e a sua energia, valem por si.

Uma colecção impressionante de temas agressivos com espaço a melodias groovy e algumas palavras em português, começaram a aquecer o público.

Vindos da Austrália os Xtortya, uma mistura vibrante de hip-hop / rock / metal e electrónica, têm uma atitude muito positiva em palco. Sempre atentos ao público com interacções próximas, como oferecer palhetas e deixar tocar a própria guitarra por alguns segundos. A variedade de sonoridade da banda não agradou por completo a todos os presentes. No entanto é fácil perceber porque estão presentes nesta tour através da sua sonoridade diversa, entre assaltos auditivos e melodias quase acústicas.

Ektomorf já encontrou uma casa cheia, com uma longa existência este quarteto aqueceu o público para o que ainda havia de vir.  Possuidores de uma enorme vitalidade, a sua sonoridade groovy de riffs simplistas, prende-nos a atenção. Para quem não os conhecia, os seus refrões catchy semelhantes a gritos de libertação, eram fáceis de entoar alto e em bom som.

Carregados de mensagem, levaram um RCA esgotado a saltar em uníssono.

O momento da noite havia chegado, e ninguém esperou que se fizessem soar os primeiros acordes para marcar lugar para a actuação de Ill Niño. Uma set list de 16 temas: God Save Us, If I Still Hate, Unreal, Nothing Clear, Comes Around, Liar, Rumba, Press Disposed, I Am Loco, No Murder, Rip Out Eyes, Revolution, With You, Te Amo, How Can I Live, This is War; foram o suficiente para recordar toda uma sonoridade que nos acompanhou desde tenra idade.

Um concerto quase impossível de fotografar, entre apertos e uma multidão que queria chegar o mais perto possível da banda. Mas sem dúvida um momento para nunca esquecer. Uma casa cheia de olhos postos neste concerto único dos 15 anos do álbum “Revolution Revolución”.

Obrigada ao staff do RCA e especialmente à Notredame Productions pela confiança e oportunidade.

Texto e fotos: Andreia Vidal

Galeria completa AQUI

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2 Responses to Ill Niño a noite em que um RCA esgotado cantou em uníssono

  1. Alberto Faísca says:

    Um momento para nunca esquecer sem dúvida, mas pela má qualidade do concerto… Foi muito mau mesmo, não adianta esconder isso… Todas as vezes que os Ill Niño vieram a Portugal fui vê-los e esta foi de longe a pior prestação deles… O som estava muito, muito mau mesmo comparado, por exemplo, com Ektomorf. E, o Cristian estava claramente e completamente K.O. De certeza que houveram coisas que não foram possiveis controlar por parte da banda, mas parece que há um pouco de receio neste tipo de reportagens de se dizer que um concerto foi mau… E este foi!!!

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    • loudnessmag says:

      Olá Alberto,

      Antes de tudo obrigada pelo teu feedback, sabes que nem sempre o que é mau para ti pode ser mau para a pessoa que foi ver o concerto, a beleza das opiniões é essa mesmo, divergem.
      Já não é a primeira vez que achamos um concerto mau e o dizemos, agora existem obviamente formas de dizer mal ou falar mal de um trabalho de outra pessoa e ao fazermos não necessitamos de ser ofensivos.
      Quanto ao facto do “receio” aqui ninguém trilha esse caminho até porque não estamos “filiados” a ninguém, prova disso mesmo é que não bloqueamos por exemplo o teu comentário 😉

      Obrigada mais uma vez e esperamos que continues por cá seja a ler ou mesmo a ajudar nos teus comentários.

      Cumprimentos
      Paula Marques
      Loudness

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