Iamos nem que fosse a nado !

A última vez que rumei à margem sul para assistir a um concerto, foi para assistir a Moonspell, ontem assim que coloquei os pés no Bota Baixo Bar dei de caras com eles… não os príncipes da noite propriamente ditos, mas com o poster da alcateia… menos mal, dei por mim a pensar, pode ser que a estreia no pacote completo (fotografia e reportagem) não corra muito mal.

A noite de ontem trazia SIStema e Stonerust e as hostes abriram ao som do drunk punk dos SIStema, para quem não conhece o Bota Baixo, fiquem já a saber que o palco é inexistente, por isso levamos literalmente de frente com o som volumoso das colunas, o suor dos músicos e os encontrões da malta que por entre o ajustar para assistir melhor e idas a casa de banho são uma constante.

Stonerust-12

Os SIStema atacam o público de frente, sem filtros nem cuidados, estão lá para tocar, actuar e beber e é isso mesmo que fizeram. A cada tema o pedido de uma rodada e a cada gole no copo e puxada no cigarro lá nos foram dando sem contenções nem refreamentos temas como, “Perdidos no Mundo”, “Outra Estrada”, “Copo na mão”, “Caos” terminando a noite com uma cover de Motorhead, “Ace of Spades”

Beermonster disse e com razão:

“O metal e o punk é para todos sem cor, nem religião nem clubismos… nem a p… que p…”

Eu por aqui concordo e assino por baixo, que essa merda de misturar o que quer que seja com excepção de boa música, bebida da boa e companheirismo tem mesmo de ficar do lado de lá das portas.

Stonerust actuou de seguida, de mansinho que o Bruno Vale tem aquele jeitinho de chegar sem darmos por ela e quando abre a boca já ninguém se lembra de mais nada a não ser de os ouvir. A banda veio principalmente para se divertir e foi isso que fizeram de uma forma generosa com a estreia de dois temas, quase em tom intimista para quem os assistia.

Stonerust-13

“Native (Ho)lowcost” e “My only God is dead” são os novos temas e deixam o gosto de quero mais… eu sou como os putos… há pergunta do que se diz? o “obrigada” por norma não faz parte do meu registo.

Os Stone passearam por temas como “Man and Pig” (sem a máscara btw), “Suicide Girl”, “High Hope Gone” mas não posso deixar de referir, que é nas musicas em português que a voz do Bruno se realça, “Sangue Seco” e “Sujo” fizeram me esquecer que ia a trabalho e fui mais uma das que assistiu com prazer ao concerto.

A exibição terminou ao som de “Something meant to be” e tirando algumas picardias e umas quantas farpas posso dizer que correu bastante bem.

Ao pessoal do bar Bota Baixo obrigada pela simpatia e pela forma como nos receberam, iremos voltar com toda a certeza.

Texto e fotos: Paula Marques

Galeria completa AQUI

Nota de redacção: Questiono muitas vezes as bandas do porquê da pouca afluência do público aos concertos… desculpas como “falta de promoção”, “plataformas virtuais” são válidas é um facto mas são de longe desculpas de “mau pagador” continuo a achar (e isso sou eu que acho por isso vale o que vale) que a falta de pontualidade continua e continuará a ser um “turn Off” à afluência. É preciso que bandas, promotoras e público exijam esse tipo de compromisso e profissionalismo até porque todos somos bichos de hábitos e verdade seja dita se sabemos que algo a começar as 21h só têm inicio as 23h (exemplo), não adianta irmos para lá perder tempo e ver a banda passar. Pensem nisso com carinho! Pode ser que as coisas mudem… ou não e a malta continua a porta a beber e as bandas a actuar para salas semi-vazias.

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