Battle Beast uma noite de comunhão no RCA Club

12 de Março trouxe a Lisboa os Battle Beast, banda que tem vindo progressivamente a ganhar território pela Europa fora.

Mas, antes, o palco foi baptizado por três bandas: Fantasy Opus, (os únicos portugueses), Gyze e Majesty.

Fantasy Opus iniciou bem a noite. Formados em 1999 e com Beyond Eternity (2009) no cadastro, começaram a aquecer o público (muito reduzido, na verdade). Com bons riffs entrelaçados com uma bateria potente, ofereceram-nos bons momentos. Mystic Messenger terá sido, porventura, um dos pontos altos.

“Faça-se barulho” – disse Leonel Silva (vocalista) a certa altura. E fez-se.

Fantasy Opus

Os seguintes na linha foram os japoneses Gyze e o seu melodic death metal destrutivo. Desire, Julius e outras detonações musicais fizeram estremecer o chão e as paredes do RCA.

Guturais potentes, linhas doentias de guitarra e tappings vertiginosos fizeram parte do cardápio – deram um óptimo concerto e agradeceram constantemente em português ao público que pareceu ter gostado do que viu e ouviu. Ganharam, sem dúvidas, a taça da “Banda Mais Pesada da Noite“.

Gyze

Os alemães Majesty abriram com Die Like Kings, um hino ao espírito metaleiro e exemplo perfeito do que são capazes: um heavy metal épico piscando um olhar óbvio a gigantes como Manowar. O mote foi festejar – tocaram alguns sons do mais recente “Rebels” mas sem esquecer alguns dos favoritos como “Into the Night” ou “Metal Law“. Houve também a balada obrigatória, na qual Tarek Maghary beijou, cavalheirescamente, a mão duma das meninas da plateia.

E, para quem sempre pensou que a expressão Y.O.L.O. nunca se poderia fundir com heavy metal, deveria então ter estado lá para ouvir “YOLO HM“. “Hail to Majesty” – sim, sempre que regressarem.

Magesty

Finalmente, a besta entrou no campo de batalha.

Os Battle Beast têm originado alguma polémica no meio metaleiro: com um olhar nostálgico voltado para os anos oitenta, parecem talvez trazer mais do mesmo. Mas, em termos de espectáculo, não há dedo que se lhes possa apontar. Rodeados de luzes e geiseres de fumo, tornaram a noite em algo verdadeiramente especial. Vieram carregados de energia para a sua primeira vez em terras lusas.

“Portugal, we are finally fucking here. Are you ready to release the beast?” – gritou Noora Louhimo.

Sim!, foi a resposta portuguesa. Pode não ter estado casa cheia, mas, talvez quem passasse pela rua do RCA pensasse que estivesse o triplo no interior, tal foi a entrega conjunta entre público e banda. “In the heart of danger“, “We will fight“, “King for a Day” desfilaram em toda a sua glória – tivemos ainda direito a uma breve cover-surpresa de “Last Christmas“. Noora chegou a dizer no inicio do concerto que vir tocar pela primeira vez a um novo país é como estar num “first date”. No fim, depois de ter destilado todo o seu charme, perguntou como tinha corrido o “date” – todos os presentes pareceram ter ficado rendidos.

Battle Beast

No fim, (e principalmente em Majesty e Battle Beast), a mensagem que as bandas tentaram passar foi de uma comunhão e carinho: ainda que as diferenças possam parecer muitas, a comunidade do metal tem que permanecer unida. É precisamente essa união que permite a existência de concertos (mágicos?) como estes.

O nosso agradecimento ao RCA e a Notredame Productions pela forma sempre única com que nos recebe.

Texto numa parceria de Jorge Pereira e Bruno Lirio / Fotografias: Jorge Pereira

Galeria de  fotos AQUI

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