À conversa com Blame Zeus

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O primeiro álbum dos Blame Zeus foi um sucesso pela forma como primaram pela diferença mas também pela vossa entrega a música, o que podemos esperar do novo álbum “Theory of Perception”? O novo álbum, nesses aspectos, será uma continuação do anterior, até porque essa é a nossa forma de estar na música e não o sabemos fazer (nem queremos) doutra maneira. Enquanto banda o nosso objectivo é sempre fazer música com qualidade, garra e que transmita o que somos enquanto pessoas e músicos.

Com a participação da Sandra, com por exemplo Heavenwood, assim como o crescimento quer a nível pessoal como profissional de todos os músicos, o que mudou na vossa forma de compor? Após todo o processo do Identity, com todos os concertos que demos e tudo o que vimos e ouvimos, desde o início da escrita do novo álbum que decidimos enveredar por composições mais directas, em que cada parte contasse para o todo; por um som mais orgânico e natural, não tão processado; por um tipo de escrita em que a música surgisse após a linha vocal, e não ser a voz a seguir os riffs da guitarra; basicamente, tentámos compor num estilo mais musical, mais “canção”, que fosse mais natural e se adaptasse melhor à voz da Sandra. Para atingirmos isso foi decisivo o contributo dos novos membros da banda.

O panorama musical não é fácil de gerir, como vêm as coisas nos dias de hoje e o que acham ser necessário mudar no mesmo? De uma forma geral, achamos que era necessário um certo desenvolvimento da cultura musical… não só que o público fosse mais exigente, a nível de qualidade, como também ganhasse o hábito de sair e ver as bandas a tocar. Infelizmente, sabemos que nem sempre é assim, mas esperamos que isso venha a mudar.

Já existem datas para apresentação do novo álbum no Porto e Lisboa como bem sabemos, tour vai haver? Já há datas em “calha”? Sim, as apresentações são dia 4 de Março no Hard Club e dia 18 do mesmo mês, no Stairway Club! A partir daí já temos o calendário bastante composto! Mas para já é surpresa e iremos desvendar a tour mais à frente.

Hoje em dia o público está a ser, infelizmente, pouco aderente aos concertos ao vivo. No vosso ver o que é necessário mudar nas bandas, promotoras e próprio público para mudar isso? Em parte acreditamos ser uma fase, que mais tarde ou mais cedo irá passar. É verdade que hoje há muitas bandas, se calhar algum excesso de oferta que acaba por afastar algum público. Do lado das bandas, pensamos que devem apostar na qualidade a todos os níveis (instrumental, composicional, apresentação, merchandise, interação com terceiros, etc) para que os promotores percebam que há ali um produto em que vale a pena investir e para que os públicos adiram. Os promotores e outros agentes semelhantes deviam, talvez, fazer uma aposta mais a médio-longo prazo, que permitisse a criação de públicos e a construção de uma carreira por parte das bandas, em vez de apostarem só em bandas/artistas que sabem que lhes dão retorno mas que, se calhar, não trazem nada de novo.

Como artistas o que gostariam de mudar com a vossa musica? Fazer as pessoas verem que há música com qualidade, garra, e muito sentimento feita cá, por portugueses, e que não fica nada a dever ao que de melhor se faz lá fora.

Algum pedido especial para 2017? Que a marca Blame Zeus continue a crescer, ainda mais e melhor do que até aqui, sobretudo além-fronteiras.

Por fim definam-se numa palavra  Autênticos. 

Entrevista por Paula Marques

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