[Review] – Thunder – “Rip It Up”

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Os Thunder são uma banda britânica de
hard rock que conta já com quase 30 anos de carreira. Tal como qualquer outra banda tiveram os seus momentos altos, sobretudo no Reino Unido e no Japão, mas manterem o mesmo line-up, incluindo dois dos membros originais, desde 1996 diz-nos alguma coisa sobre este projecto. Depois de um hiato de dois anos, entre 2009 e 2011, este quinteto volta à carga e entrega-nos “Rip It Up”, que é também o seu décimo primeiro álbum de estúdio.

Um clássico, mas um daqueles clássicos que facilmente encaixa não só em qualquer faixa etária, mas também em qualquer espectro de gostos musicais. Consigo encontrar-lhes tantas influências que nem sei bem por onde devemos começar.

Danny Bowes não desaponta com o seu estilo vocal limpo, com um groove que tresanda ao hard rock dos anos 70, tão típico dos grandes hinos, mesmo daqueles capazes de pôr grandes multidões a acompanhar em uníssono. A presença constante do teclado e os back vocals femininos também contribuem para que este álbum agrade tanto a ouvidos mais clássicos como mais modernos.

A temática das letras ajuda e até mesmo alguém que nunca ouviu falar desta banda (como era o meu caso) dá por si a cantarolar ao fim de alguns minutos de álbum. Um daqueles trabalhos que embora traga pouco de inesperado, nos reconforta… porque nos traz à memória bons momentos e nos leva até àquele lugar comum que tanto gostamos, a nostalgia do passado.

Mas desenganem-se se esperam daqui um álbum lamechas, porque mesmo contando com algumas baladas (como não poderia deixar de ser), a nostalgia deste álbum é mais sobre aquela aventura, aquelas roadtrips que talvez nunca tenhamos feito e que ainda vamos a tempo de fazer.

Rip It Up” mantém o ritmo do início ao fim e a maior parte do tempo faz-nos querer saltar da cadeira ou só bater o pézinho… quiçá um air drumming discreto para quem está no escritório.

Luke Morley, outro dos membros originais deixa-nos com vontade de cantarolar os habituais e desenhados solos de guitarra, tão típicos do estilo, que chegam não só chegam sempre à hora certa como só nos deixam a pedir por mais.

São 50 minutos de rock’n’roll, intenso e incendiário, no bom sentido! Os Thunder vêm então provar-nos que bandas com tantos anos de carreira ainda podem (e devem!) ensinar umas coisas às bandas mais recentes.

She Likes The Cocaine” é, na minha opinião o tema do álbum, mas sem dúvida que faixas como “Rip It Up” e “The Enemy Inside” merecem toda a nossa atenção, sendo difícil destaca-las das restantes.

Um trabalho no mínimo catchy, onde a mensagem é “I’m not gonna live forever but that’s alright with me”. Não só adivinhamos que a banda nos quer dar o melhor dela numa vibe completamente descontraída, como ainda sentimos a segurança de quem sabe o que fazer e como agradar os seus fãs.

Texto de: Andreia Teixeira

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