À conversa com Scarmind

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Loudness: Começaram em 2013, data em que se reuniram para iniciar este projecto. Como é que tudo começou? Qual foi o momento em que decidiram que era num projecto vosso no que queriam apostar?

ScarmindQuim: Tudo começou com uma jam session, com 3 amigos que se conheceram pela internet. Dois deles já se conheciam e convidaram-me, e começámos a tocar, um pouco cada um para o seu lado, até que começámos a trabalhar riffs de músicas de outras bandas. Até decidirmos que tipo de sonoridade queríamos seguir, criámos as condições no estúdio do Luís (baterista) e começámos a trabalhar temas, e é o que temos hoje.

Loudness: Como surgiu exactamente este grupo de 4 pessoas? Conheceram-se pela internet e…

ScarmindMárcio: Já estavam a procurar músicos para criar uma banda, e foi através de um anúncio do baixista (Vasco), eu já conhecia o baterista, o Luís. O Vasco convidou o Quim para vocalista….

Quim: Eu não queria cantar e preferia tocar guitarra!

Márcio: E fizemos a jam session e as coisas foram desenvolvendo a partir daí.

Loudness: A nível de sonoridade, como surgiu? Decidiram uma linha para seguir? Foi baseada nas bandas que gostam todos?

ScarmindMárcio: Nós temos bandas que gostamos todos, depois cada um trás as suas influências, por exemplo o Luís gosta de uma sonoridade mais pesada. Nós (Márcio e o Quim) temos gosto por bandas como Alter Bridge, mais melódica. E foi essa fusão que resultou na nossa sonoridade, tentamos sempre ir buscar melodias fáceis de ouvir e depois conjugamos os riffs mais pesados.

Loudness: Acerca do vosso EP de estreia “Newborn”, como têm sido as reacções de quem vos tem ouvido? Correspondem às vossas expectativas?

ScarmindQuim: Têm sido óptimas, superam até as nossas expectativas. Mas é a partir de hoje que vamos ter a real percepção.

Loudness: São 5 temas, do que falam? O que vos inspirou?

ScarmindQuim: Eu costumo dizer muito que esta banda retrata-se muito no renascimento de uma Phoenix, daí o EP chamar-se “Newborn”, e o que nós escrevemos é sobre como nos podemos reerguer das situações do dia-a-dia e que no deitam a baixo.

Loudness: Parece-nos que uma das vossas apostas também se prende muito com o impacto das vossas actuações. O que podemos esperar quando vos vamos ver? O que as torna únicas?

Scarmind Quim: Muita paixão, pelo que fazemos e pelo que tocamos.

Loudness: Já têm agendados novos concertos? Onde vos podemos ver em breve?

Scarmind: Estamos a trabalhar nisso com a Sound Pressure Studios. A agenda ainda há-de sair.

Loudness: Como surgiu a vossa ligação à Sound Pressure Studios?

Scarmind Quim: O Márcio já tinha trabalhado com ele, nós procurávamos um local para gravar, ele fez a sugestão, fomos visitar os estúdios e decidimos trabalhar com eles.

Loudness: Um do que parece ser um dos vossos objectivos é ajudar outras bandas do meio. Em que medida? Como pensam fazê-lo?

ScarmindQuim: Sim, queremos no fundo criar uma irmandade de bandas. Existe sempre muita confusão entre bandas, bandas que se queimam umas ás outras, e deixam de tocar em conjunto por isso mesmo. E é por isso muitas vezes que também não temos público, porque as pessoas seguem as bandas, como não existe apoio entre as bandas o público dessas mesmas bandas não apoia. E isso é tudo o que não queremos, independentemente do estilo do tamanho da banda, é que possamos conviver, tocar juntos, queremos mostrar que é precisamente o contrário e que temos de nos unir. E que o rock volte em força.

Loudness: Já com duas edições o festival “It’s All About Rock” é organizado por vocês. Podemos esperar uma próxima edição para 2017?

ScarmindMárcio: É muito difícil, fica no ar, principalmente agora com o lançamento deste EP.

Quim: acontecerá de certeza, agora dificilmente será no inicio do próximo ano. A acontecer será numa data diferente.

Loudness: Quando olham para a cena musical em Portugal, nomeadamente no meio e na sonoridade onde se inserem, o que pensam das oportunidades existentes? Do público? Da relação entre bandas?

ScarmindQuim: O que eu acho é que nós temos excelentes bandas, acho é que não existe ninguém a pegar nas bandas. Temos igual ou melhor qualidade de músicos que os que existem lá fora, diria que em alguns casos somos até superiores. Bandas como Jackie D., Stonerust, The Royal Blasphemy, Legacy of Cynthia, Dollar Lama, Sunya, etc… são as bandas que estão na berra e que são realmente muito boas. E é uma pena não serem aproveitadas, e temos de fazer estes pequenos concertos, connosco a trabalhar para divulgar o trabalho. E no fundo temos é que nos unir, como disse à pouco.

Loudness: Quais são agora os planos para o futuro?

ScarmindMárcio: Gravar o álbum, fazer muitos concertos, e continuar na luta como temos estado até agora.

Loudness: Desde já os nossos parabéns pelo vosso EP e por esta festa, qual a mensagem que querem deixar aos vossos fãs e leitores da Loudness?

Scarmind: Apareçam! Venham aos concertos! E obrigada à Loudness Magazine!

Texto: Andreia Vidal

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