Entrevista Lyfordeath

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Foto de perfil da banda no facebook. Créditos Diafragma 

Antes de mais os nossos agradecimentos à banda sobre a forma do seu baixista Emanuel Ribeiro, que dispensa sempre uns minutos do seu tempo para nos ir fazendo chegar novidades dos LYFORDEATH, esperamos continuar a ter direito a esse cuidado. Esperamos que gostem da entrevista e que apoiem as bandas portuguesas já que elas merecem e muito.

Rock on \m/

  1. Qual o vosso percurso musical?

– Começamos há cerca de quatro anos com um som muito mais agressivo, mais cru, mais directo, estreamos-nos ao vivo com esse mesmo som em Fevereiro de 2013, lançamos um single um mês depois (Emissary of Death) dentro dessas sonoridades. Durante um ano demos uma vasta quantidade de concertos, parando aí para a produção de um ep. que acabaria por não ser concluído. Enquanto isso, um dos guitarristas por motivos profissionais teve que deixar temporariamente o grupo, e semanas mais tarde o outro guitarrista por motivos pessoais. Durante meio ano parados e com uma grande ajuda de grandes amigos a ensaiarem connosco, conseguimos manter a integridade do grupo até ao regresso do outro guitarrista, fizemos algumas novas composições e, naturalmente, as músicas evoluíram para sonoridades mais complexas e pesadas, um som que entrou-nos na alma estranhamente bem, e assim temos seguido, voltamos aos palcos meses depois como um quarteto, após varias tentativas conseguimos encontrar alguém que sentisse a nossa música da mesma forma que nós aumentando o grupo a 5 elementos. Entretanto, nos primórdios do ano decorrente lançamos o single “Silêncio”, e meio ano depois o single “Satan”.

  2. Como caracterizam o vosso projecto?

Difícil, difícil de entrar no ouvido, difícil de gostar, difícil de perceber. Pelo que temos notado em relação ao público em geral não existe meio termo em relação à nossa sonoridade, ou gostam ou odeiam.

  3. Quais as vossas referências no mundo da música?

Diversas, praticamente cada elemento possui diferentes referências. Bandas como Slayer, Sepultura, Opeth, Septicflesh, Ouroboros, Mudvaine e Moonspell são as influências mais impactantes.

  4. Falem um pouco deste novo projecto? De onde surgiu a inspiração?

“Satan”, a letra em si já remonta a inícios de 2013, quando o nosso vocalista a compôs, na altura a ideia dele era criar uma música muito mais agressiva mas, entretanto, resolveu-se deixar em stand by, até haver tempo para nos dedicarmos a ela a 100 por cento. Em 2015, quando voltamos a pegar nela já muita coisa tinha mudado, tanto membros como sonoridade, a música acabou por sair um pouco diferente do que se tinha idealizado, a nosso ver para melhor. A letra em si é um pouco sobre revolta, e a necessidade que o ser humano tem para arranjar sempre um bode expiatório para os seus actos, em vez de os admitir, apontando o dedo aqueles que são diferentes, que se opõem as suas ideologias, e pensam diferente. O título “Satan”, foi dado a esta música devido à sua origem/significado hebraico: o opositor.

  5. Local onde gostariam de tocar ao vivo? E com quem?

Mais uma vez as opiniões dentro da banda são variadas, não quanto ao local mas sim quanto às bandas em si, sonhamos um dia pisar os palcos do Wacken– é algo unânime, mas sonhos a parte seria grande honra nossa subir ao palco do Vagos Metal Fest. Em relação a bandas, para além das que temos como referência, com as quais seria obviamente uma enorme honra poder partilhar o mesmo palco, também seria igualmente gratificante poder tocar ao vivo com bandas como os Fleshgod Apocalipse e os portugueses, The Ransack.

  6. O que acham que seria necessário mudar em Portugal quanto ao apoio que existe aos novos projectos e novas bandas?

Primeiramente, seria mudar um pouco a mentalidade do povo português em geral, que ainda olha muito de soslaio para a comunidade headbanger, se houvesse uma maior aceitação por parte do povo, o universo underground seria beneficiado.
Dentro da comunidade, tirando algumas raras excepções, há bastante apoio e companheirismo, somos uma enorme família.

  7. Concertos? Como estão a nível de agenda?

Neste momento estamos a organizar uma pequena tour para a divulgação deste nosso último single, “Satan”, a qual não pretendemos que seja muito longa.

  8. Como artistas o que vos encanta no mundo e se pudessem mudar a mentalidade das pessoas com a vossa música o que gostariam de mudar?

A sua singularidade, diversidade, e que apesar de toda a sua vasta diferença, somos todos iguais e dependemos todos dele.
A evolução humana deu-se não para se apoderar do mundo mas para cuidar dele, respeitá-lo. A raça humana não é superior a nada nem ninguém.

  9. Por último descrevam-se numa única palavra

Sui generis

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One Response to Entrevista Lyfordeath

  1. A Banda Portuguesa que melhor exprime os seus sentimentos, provocando uma explosão de emoções: Obrigatório ouvir. Parabéns.

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