Mata-Ratos e o Apocalipse Anunciado

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Finalmente! Ando a dizer isto há anos, o que este país precisa mesmo não é de uma nova grande figura política ou partido, o que ele precisa é de um CD novo de “Mata-Ratos” porque eles sabem melhor do que ninguém expor a podridão de Portugal, e finalmente aconteceu!

Este sábado no Cave 45, os lendários “Mata-Ratos” soltaram ao vivo e sobre o mundo o seu novo álbum “Banda Sonora do Apocalipse Anunciado” e toda a gente rejubilou a ocasião.

A festa começou com um uivo dos convidados especiais “Eskizofrénicos” que vieram aquecer o povo antes do prato principal a começar com “Animal Anti-social”. Tocaram “Clube do Rock’nroll”, “Não”, “Na Cidade” e “Cavalo de Corrida” esta ultima com o Miguel Newton dos Mata-Ratos como convidado especial.
Ainda tocaram um cover da Ace of Spades dos Motorhead. O público estava intenso e em quantidade considerável desde o início, a banda teve excelente presença em palco, muita dança, muita cerveja, infelizmente alguma cerveja entornada, dois gajos fizeram um brinde e a garrafa de um deles partiu-se por baixo, triste, profundamente triste e hilariante ao mesmo tempo quando o desgraçado só percebeu quando tentou beber.

Depois dos eskizos se despedirem, a lenda subiu ao palco e verteu clássicos e novos hits do punk português sobre nós. É obrigatório sair de um concerto de mata ratos quente e molhado porque o teu rabo não vai poder evitar, vai-se mexer. Naturalmente, houve um intenso e bruto mosh pit de uma ponta do concerto á outra, um espetáculo preenchido com novos hinos repletos de beleza como “Tsunami de Cerveja”, “Nação Ficção” e “Jihad Lusitana”, clássicos repletos de nostalgia, “Leis de Merda”, “Raça Humana, Raça Superior” e “C.C.M.”, e mais-ó-menos clássicos mas não muito tais como “Outra Rodada” e “Quem Nós Somos”.

Uma presença em palco sempre incrível e uma audiência selvagem e delirantemente bêbada, a lenda continua a viver como a banda mais infame deste pais e a fazer festas como deve ser, este evento especial no Cave 45 não foi excepção, a ultima musica antes do Miguel Newton abandonar o palco directamente para o bar foi “XU-PA-KI” um ponto final adequado para uma fantástica demonstração de punk, que se foda o resto, vamos beber cerveja.

Texto: João NOX

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