O metal de regresso a Vagos – parte II


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O dia dois do primeiro Vagos Metal Fest não podia ter começado de uma melhor forma, Godvlad a banda da “terra” já que são oriundos de Aveiro deram início a festa de uma forma exímia. A voz melodiosa de Vanessa Cabral em conjunto com a parte gutural de Sérgio Carrinho assim como a harmonia que se sentiu em palco entre todos, bem como o orgulho e a felicidade de estarem em Vagos a actuar sentiu-se por todo o recinto.

Eles deram o que tinham e o público retribuiu da forma que melhor sabe com bastantes braços no ar e muitos headbangs. Mais uma aposta ganha como banda de abertura, como já havia sido feita no dia um do festival.

Heavenwood actuou de seguida e é sempre um prazer quando estes Senhores, (sim porque 20 anos de carreira não é para qualquer um), abrem o Tarot dos boémios e o público estava sedento de os ouvir.

Músicas como “The Empress” ou “The High Priestess” com a participação da talentosa Sandra Oliveira dos Blame Zeus, (aliás se puder opinar aqui está uma excelente banda a apostar na próxima edição de Vagos Metal Fest), fazem sempre as delicias de quem os ouve e puder regredir até 1996 com Diva e “Emotional Wound” foi a cereja em cima do bolo.

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Os suecos Tribulation entraram de seguida e o palco inundou-se com o agradável cheiro a incenso e a performance de 4 fabulosos artistas.

The Children of the Night o seu mais recente álbum foi ponto de referência na actuação que se baseia bastante em acting mas do bom, daqueles que nos deixa presos ao palco e com vontade de mais.

Do metal para o hardcore punk e porque já se fazia sentir a sua falta e para desespero dos seguranças, que ainda deviam sentir o peso do primeiro dia de festival o retorno do crowd surf, circle pit e da bela da “moshada”. A banda inglesa Discharg vinha para fazer mossa nos festivaleiros e fez… mossa e um sorriso de orelha a orelha a todos os que estavam presentes.

Finntroll vieram para fazer a festa dentro da festa, de músicas alegres e presença em palco fabulosa com as suas bicudas orelhas “troladas” os finlandeses não deixam o espectáculo por mãos alheias e ainda bem, nada dá mais prazer do que saber que quer em cima do palco como fora dele todos vêm por bem e para fazer aquilo que realmente conta, divertir-se!

Mesmo tendo saído do recinto para assistir a conferência de imprensa (que belas noticias digam lá) conseguia-se sentir a felicidade lá dentro.

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Os reis da noite entraram ao som do tão famoso: “Happy happy Helloween” e aos primeiros acordes de “Eagle Fly Free” já toda a gente se tinha esquecido do cansaço e dos 10 anos que separam a última actuação da banda por cá mas foi durante os acordes de “Dr. Stein” que o público se rendeu e deu um espectáculo com a banda. Nunca vi Vagos tão cheio como ontem, nem nunca vi as pessoas tão genuinamente felizes como durante a actuação de Helloween foi um regresso ao passado com “Halloween/ Sole Survivor/ I can/ Are you Metal/ Keeper of the Sevem Keys” e um voltar ao futuro com “My God-Given Right” do álbum homónimo, lançado o ano passado assim como “Heroes”.

Andi Deris referiu que cantávamos tão alto que se tivesse dificuldades em ouvir as segundas vozes não tinha com o que se preocupar, e cantávamos sim, até perder a voz.

Todas as músicas das mais recentes as mais antigas, letras e melodias foram ontem cantadas a plenos pulmões terminando no encore com “Future World” e “I want out”.

Tentar descrever o que foi ontem Helloween em Vagos é quase uma missão impossível posso apenas dizer que ouvi quem tenha dito

“se morrer agora morro feliz”

e isso só por si penso que já resume tudo.

Dos reis da noite para os príncipes negros coube a Moonspell, terminar os concertos do primeiro Vagos Metal Fest e eu apenas posso dizer:

“Já não era sem tempo!”

Cansados já que vinham de concertos consecutivos entraram para homenagear quem nunca os desaponta e principalmente para demonstrar que já deveriam ter actuado naquele que é o bastião de festivais de metal em Portugal.

O álbum Extinct foi o homenageado da noite logo com o tema “Breathe (Until we are no more) ” mas não nos ficamos por aqui.

Temas como o “Em nome do medo” com a participação de Rui Sidónio dos Bizarra Locomotiva, “Raven Claws” com a presença da excelente cantora Mariangela Demurtas dos Tristania, Vampiria e a tão lusitana “Alma Mater”, Moonspell encerrou com chave de ouro aquele que é sem dúvida o festival que tantos duvidaram mas que os que confiaram fizeram manter vivo.

Resta apenas salientar que tal como no dia 1 o after party ficou a cargo do António Freitas e da RockLine Tribe.

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A Câmara Municipal de Vagos por acreditar, a Amazing Events pelo esforço hérculo, ao Paulo Furtado (nós bem o vimos por lá), aos heróis que são todos os bombeiros, mas aos de Vagos o nosso agradecimento pelo banho quente e pela boa conversa, a segurança pela simpatia, ao pessoal das barracas pela deliciosa comida, a menina que nos deixou carregar ontem a bateria da máquina salvou-nos a noite e ainda nos permitiu assistir a Helloween do principio ao fim, e principalmente aos fãs do metal em Portugal que ao contrário do que dizem, demonstraram que Vagos está vivo, bem vivo e para durar.

Até para o ano! Até Vagos!

Horns up!

Texto: Paula Marques

Fotos: Domingos Ambrósio

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