Som, Suor e Sangue

publicoPopular de Alvalade, Lisboa

Uma noite de sexta feira quente fomos até ao Popular de Alvalade assistir ao concerto de apresentação do novo álbum de Borderlands intitulado Voice of the Voiceless, à entrada fomos recebidos pelo Rui (Vocalista de Borderlands) e estivemos à conversa um pouco com ele tentando perceber quais as expectativas da banda em relação a este novo Álbum e a este concerto de apresentação.

O Rui como sempre, esboçando um sorriso responde:

“Não sei, queremos fazer algo único, algo que meta as pessoas a cantar e curtir com a banda e que assimilem a mensagem, em relação ao concerto estamos com expectativas muito altas sem dúvida que queremos casa cheia!”

As portas abriram à hora prevista 21h, ainda sem muita afluência, uma vez que Above the Hate ficaram impedidos de tocar por problemas de saúde do Alexandre (Vocalista) ao qual a Loudness Magazine deseja as rápidas melhoras.

FortuneTeller

Coube aos Fortune Teller abrir as hostes aos convidados que a conta-gotas iam chegando, iniciando o concerto com uma introdução cheia de Groove aguçando assim os sentidos dos amantes do estilo, já ao som da música “Creation of Self” o headbang já se fazia sentir na pequena mas acolhedora casa que é o Popular de Alvalade. Ainda que na segunda música “A Never Ending Cycle” o vocalista tenha confidenciado que a sua voz não estava nas melhores condições, transmitindo ao publico que precisava deles mais do que nunca neste concerto o publico respondeu com subidas ao palco headbang na linha da frente cantando com a banda que apesar de ser uma banda recente já demonstra coesão ao vivo misturado com a presença em palco bastante viva, fazendo com que o publico que se encontrava no exterior fosse entrando, aquecendo e enchendo a sala.

À medida que o tempo de actuação ia passando mais o calor se fazia sentir, nem assim o publico desistia, vincando a sua aposta no apoio às bandas presentes. O Caos é instalado quando os acordes da faixa “The Script” se fazem sentir, com a subida de Rui Martins ao palco para cantar com os Fortune Teller, o Crowdsurf é agora uma constante. Fortune Teller fecha o concerto com o Daniel Maya a dirigir algumas palavras de carinho e agradecimento a todos os intervenientes, Publico e Organização, e com a faixa “I, The Silent” preparando assim o palco e publico para as actuações seguintes.

ForbidenToFly

Forbidden to Fly sobe ao palco com num clima mais esfriado, com o publico ainda a recuperar dos intensos 40 minutos de actuação de Fortune Teller, ouvem-se os primeiros acordes, o publico apressa-se a entrar, intimidados com o som do LineCheck, não querendo perder nenhuma música dos Portuenses. Iniciam o concerto com a música “Shrine of Enmity” o publico muito céptico até ao primeiro breackdown, iniciando mais uma ronda de headbang, faz-se ouvir as vozes melódicas e harmoniosas a um ritmo bastante coeso. Conseguindo assim cativar o público que faz questão de responder com crowdsurf, headbang e subidas ao palco, a sala neste momento está cheia. Seguiram as músicas “Devourer”,”Anti-Life Equation”, “The Tides” e “Sanguine” esta ultima dedicada ao Rui Martins (O nome mais ouvido nesta festa de apresentação), o publico faz-se ouvir cada vez mais no apoio à banda fazendo questão de receber os de fora com o máximo carinho e apoio do mundo, até que, algo inacreditável e nunca antes visto acontece, ao ritmo da música Purge, parecendo que o apoio era tal que decidiram fazer parte do tema em si, uma fã sobe ao palco sem ninguém esperar e sem intenção no seu headbang atinge o vocalista com a cabeça e parte-lhe o dente, o vocalista sai apressadamente e com a boca em sangue, ficando o guitarrista temporariamente a fazer a sua posição, enquanto eu próprio vou em auxilio do Ricardo Melo. Não se pode dizer que não tentou deixar tudo em palco. Feridas saradas a festa continua sem interrupções vindo o vocalista a tempo de cantar o ultimo tema Succubus terminando assim a actuação dos Portuenses com Som, Suor e Sangue.

Esta apresentação estava cada vez mais caótica, no bom sentido, com o publico em delírio à espera da tão desejada apresentação.

Borderlands

Meia noite e Borderlands a sobem a palco iniciando com a introdução Continuum retirada deste novo álbum, que já está disponível em formato físico e nas mais diversas plataformas digitais, seguida da introdução chega o som da também nova música “Children Of The Storm” com Nelson Rebelo (The Voynich Code) a participar. O Publico salta, grita e canta com a banda, com os Drop’s a fazerem-se sentir por toda a sala ocupando o pouco espaço que ainda existia. O Rui corresponde ao publico com saltos e vocalizações sempre certas, mostrando o porque de Borderlands estar num patamar bastante elevado no panorama nacional.

À medida que o concerto avança o publico entra em transe cantando sem instrumental, o espaço é tão pouco que o mosh já é quase impossível de se fazer, pelo que o Rui apela que não lhe partam um dente também, mas que o local esse sim é para partir de diversão.

O Concerto termina com um encore ao ritmo de “Children Of The Sun” ultima faixa deste álbum que para além de ter uma produção muito bem conseguida, conta com temas bastante coesos, variados. Dificilmente os amantes do estilo vão deixar passar este álbum.

Como balanço final foi realmente uma noite quente, onde tivemos a oportunidade de ver três boas bandas, um publico de invejar muitos concertos/festivais pois deram tudo o que tinham a dar.

Esperamos encontrar estas três bandas muito em breve por este Portugal fora.

Reportagem: Cláudio Melo
Fotografia: Gonçalo Matos

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