Hell in Sintra – “Somos mesmo nós”

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Não se pode começar um texto sobre o Hell in Sintra sem referir quem esta por detrás dele, quem dedica horas de sono, tempo de qualidade com a família… de quem mal se aguenta em pé mas que mantém sempre um sorriso, um abraço ou uma bacorada a quem vai chegando, eu pelo menos não o consigo fazer sem o referir por isso cá vai:

“Parabéns Cláudio por manteres ano após ano o teu menino a bombar… dizes e muito bem que o Hell in Sintra somos nós, a realidade é que não o seriamos não fosse por ti”

Posto isto e mariquices a parte, o meu sincero pedido de desculpas às bandas que não consegui ver, em especial às de domingo que por motivos laborais (maldita vida real que não nos deixa escapar), não consegui acompanhar… não duvido que foi uma festa do @ralho já que motivo para saltar não faltou a ninguém. Irei referir as bandas abaixo no texto.

Então bora lá reviver o inferno caloroso de mais 3 dias em Sintra:

Coube a honra de abertura do primeiro dia aos “Subversive” que infelizmente não consegui acompanhar, quando cheguei ainda poucos eram os presentes, mas acredito que terão feito a banda de Almeirim sentir-se em casa, em seguida actuaram “Enblood” a banda de Almada que este ano lançou o seu primeiro single Oblivious Hate e que não esta para deixar créditos em mãos alheias.

“Legacy of Cynthia” actuou em seguida e a banda da casa fez a noite render a quem aguentou os ventos cortantes que o nosso micro clima tem a amabilidade de nos ir agraciando, é sempre um prazer rever os “miúdos de garagem” como tão gostam de se apelidar, mas que na realidade são monstros de palco que não deixam de dar nem uma réstia que seja de si a quem se desloca para os ver.

“Switchtense”, a banda da Moita que já pouco ou nada tem já a provar também fez parte da primeira noite e aqueceu o ambiente com o seu som que originou o primeiro circle da noite, “Diabolical Mental State” foi a banda que se seguiu, a banda cujo o lema é

“KEEP IT REAL, KEEP IT DIABOLICAL”

manteve o público coeso com a energia em alta e a vontade de não deixar assentar poeira lá para os lados do campo de futebol de Albarraque, infelizmente essa energia decresceu com o tempo que esperamos por “Dark Oath”, a banda que podia ter encerrado em grande a noite de estreia acabou por perder audiência, problemas técnicos e imprevistos que esmoreceu quem heroicamente lutava contra os ventos glaciares de dia 08.

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Sábado começou com a actuação de “Balazium” mas mais uma vez perdi a banda de abertura, apanhei no entanto o final de “Happy Farm”, tinha curiosidade em ouvir a banda do Porto e embora a adesão de pública fosse bastante reduzida a comunicação do vocalista esteve sempre em alta, tempo ainda para ouvir em seguida “Booze Abuser”, a banda de Cascais entrou com a vontade toda…tanta que partiram a corda da guitarra… nada como uma substituição em cima da hora com direito a stand up comedy que ainda arrancou algumas gargalhadas… na realidade é esse um convívio entre amigos, boa bebida, boa música e muitas gargalhadas não?

Infelizmente não consegui acompanhar a actuação de  “Brutal Brain Damage” e “Invoke” chegando a tempo de ainda puder apreciar “Analepsy”, estava curiosa em relação a actuação foi de facto um concerto explosivo que manteve todos prontos para aguentar o frio que se fazia sentir mas que pela hora que regressamos não retirou a vontade a ninguém de participar na festa.

“Bleeding Display” foi a banda que se seguiu, explosivo, arrebatador e imparável penso que pudemos classificar assim o concerto que nem com uma baixa por lesão deixou de dar o que tinha e o que não tinha em palco.

A festa pelos menos para mim terminou ao som de “Grunt”, com uma actuação bem mais “soft” que o normal, crianças não faltavam entre o público, mas nem por isso menos “penetradora” aos ouvidos do pessoal que se mantinha de pedra e cal em frente ao palco.

“Simbiose” última banda de sábado, assim como a “Fortune Teller”, “Hang The Traitor”, “FPM”, “Artigo 21”, “Push”, “Mordaça” e “Trinta & Um”, bandas de domingo não conseguimos mesmo estar presentes, pelo que novamente peço desculpa, mas tenho a certeza que terão sido concertos dignos dos Campeões Europeus, quanto a sardinhada infernal terei de guardar vontade para o ano.

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Em relação ao ambiente, nada a dizer, é de facto uma família quem todos os anos ruma ate Albarraque para passar 3 dias entre amigos, sentimos-nos em casa pela forma como somos recebidos e tratados.

A alimentação variou bastante este ano, os hambúrgueres vegetarianos estavam muito bons, as bancas de merchandising de fazer perder o amor ao dinheiro que levávamos no bolso. Em resumo? “Do Best”

Ao Cláudio Melo e a Arcadia Studios mais uma vez obrigada pela dedicação e pelo esforço de mais um ano trazer até nós Hell in Sintra!

Até para o ano!

Texto: Paula Marques
Fotos: Domingos Ambrósio

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