XXXicken Party – Dia 2 [Reportagem]

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A ressaca não perdoa mas também não abranda. Dia dois do XXXicken party, cheguei ao recinto a tempo de ver o final do concerto de “Happy Farm”, fiquei deprimido por saber que o vocalista da banda não pode comparecer, no entanto os vocalistas de “Brutal Sphincter” e “Pornthegore” fizeram o obséquio de se auto fornecer para que o concerto não fosse cancelado.

Tal como no dia anterior, a festa já estava em full swing e sem sinais de abrandar. “666 Shades of shit” subiu ao palco a seguir para dar continuidade à alegria e a voz poderosa do vocalista, aliado aos restantes instrumentos, certificou-se que isso acontecia.

Depois deste concerto andei á deriva pelo recinto acompanhado de cerveja, pessoas e substancias, acabei a dormir na parte de trás do carro e perdi alguns concertos, quando voltei estavam a tocar os espanhóis “Virulency” e o público já se encontrava a ter orgasmos com o concerto. Uma enxurrada de Brutal Death que deu continuidade à festa incessante que andava à roda na cave do Rex Bowling.

De seguida foi a vez dos mexicanos “Urtikaria Anal” de mostrar as suas capacidades de dar à manivela do grind para continuar a festa a rodar. E que capacidades incríveis, foi uma festa imensa com pessoas e objectos a voar por todo o lado, pessoas a dançar em palco, mariachis, coisas a entrar em rabos e alegria geral. O vocalista não se esqueceu que a festa era suposto ser na praia e perto do início do concerto, arrancou a roupa para revelar o seu fantástico bikini vermelho e branco às riscas e a sua tatuagem do Bender na bochecha do cu. Para que fique bem claro o quão incrível foi o concerto deles, depois de acabar, eles deixaram a tocar uma música mexicana tradicional enquanto arrumavam o material e ninguém arredou pé do palco, toda a gente ficou mais de dois minutos a dançar depois do fim do concerto, um concerto que consistiu em dois gajos e uma drum machine. Não é preciso muito para fazer a festa, só as ferramentas certas e a sabedoria para as usar.

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Quando voltei ao palco estavam a tocar os “Kraanium”, banda imensamente antecipada e que deu um espectáculo à altura das expectativas dos presentes. Muita gente a andar à volta e a abanar furiosamente com os seus respectivos crânios. Deixaram os presentes com vontade de os ver em Portugal outra vez.

Enquanto se passava isso, dirigi-me por momentos à parte de cima do Rex Bowling para me sentar um bocado antes do próximo concerto. No espaço onde todos os dias passaram jogos do Euro, estava a decorrer uma aula de dança e alguns residentes de Cantanhede encontravam-se lá a dançar devagar e a aprender. Deparados com este cenário, o pessoal do festival e o pessoal das bandas começou a deixar-se contagiar pela musica e pela dança e lentamente foram flutuando para o meio da pista, passados alguns minutos, as pessoas de Cantanhede fundiram-se com o pessoal do XXXicken Party numa festa tão imensa que não sei como ninguém se lembrou de mover o palco para lá.

Certamente que quem está a ler isto já viu os vídeos deste acontecimento inédito, se não o fizeram vão á página do festival. Para que todos possam ver aquilo de que os residentes mais tacanhos da Figueira da foz “salvaram” de acontecer na sua terra, as bandas estavam lá a dançar com as pessoas, “Rectal Smegma”, “Brutal Sphincter”, “Kakothanasy”, “5 Stabbed 4 Corpses”, “Kadaverificker”, assim como os fãs e os organizadores, todos juntos a divertirem-se, a dançar Quim Barreiros (entre outros hits do povo) e a celebrar a vida que no fundo é a razão de ser de qualquer festival deste tipo, apesar de ainda existir gente ignorante que acredita em coisas ridículas e age de acordo com preconceitos.

De volta ao recinto, levei com uma dupla dose de Brutal Death Metal, primeiro com os franceses “Darkall Slaves” e depois os italianos “Putridity”. Mais uma vez, não houve travões na festa e o público continuou a rodar e a abanar a cabeça fazendo as bandas sair do festival com saudades nossas.

A noite acabou com os portugueses “Serrabulho” que deram provavelmente das maiores festas do festival todo. A começar com uma mini rave, juntaram tudo em frente ao palco para depois lhes deitar em cima com o seu grind porco de Vila Real. Muita festa, pessoas á roda, pessoas a voar, objectos a voar, confetis e afins. No que toca a convidados especiais, os Serrabulho foram mais rodados que uma pega de dois cêntimos, não sei ao certo quanta gente de outras bandas participou no concerto mas não foi pouca. Lá para o final, o vocalista levou metade do povo para o jacuzzi (esqueci me de mencionar que havia um jacuzzi no recinto?) dividindo a festa em dois, festa no jacuzzi e festa no palco.

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E foi assim o segundo dia do XXXICKEN Party, muita dança, alegria, festa, álcool, objectos e pessoas voadoras, crânios a bater e circle pits em jacuzzis.

Texto : João NOX
Fotos: Inês Oliveira

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