The Shrine – 7 Julho no RCA Club

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7 Julho | RCA Club (Lisboa)

1ª Parte: Low Torque + Asimov

Abertura Portas: 20h00 – Inicio espectáculo: 20h30 

THE SHRINE, um dos mais badalados nomes do atual movimento revivalista do rock’n’roll norte-americano, regressam a Lisboa para um primeiro concerto em nome próprio.”

Apadrinhados por Chuck Dukowski, o carismático baixista dos Black Flag, ao longo dos últimos anos os THE SHRINE têm vindo a afirmar-se rapidamente como uma das mais entusiasmantes e imprevisíveis propostas saídas do underground norte-americano. Orgulhosamente californiana, a banda formada por Josh Landau na guitarra e voz, Courtland Murphy no baixo e Jeff Murray na bateria tem fortes raízes na cultura skater e a música que faz espelha na perfeição o estilo de vida, misto de urgência e a dose certa de descontracção, que os três jovens músicos levam nas piscinas abandonadas de Venice Beach. Assinando temas que têm tanto de nostálgico como de contemporâneo, as descargas assinadas pelo grupo crescem a partir de riffs demolidores e refrões orelhudos, traduzindo-se numa sonoridade capaz de agradar a um público transversal e a uma fauna muito diversa. Daí que não mais tenham parado de crescer desde que, há cinco anos, lançaram a estreia homónima, um monstro de rock desgarrado, fruto de uma viciosa fusão de blues bastardo, punk frenético, hardcore corpulento e até algum psicadelismo, que – assente de forma sólida na enorme energia que os caracteriza tanto em estúdio como em palco – lhes permitiu conquistarem uma sólida legião de fãs. É, de resto, exactamente essa atitude aguerrida e suada, aliada a uma vontade inabalável de pôr toda a gente a bater o pé e a abanar a cabeça, que se espera quando o trio pisar o palco do RCA Club, em Lisboa, no próximo dia 7 de Julho.

Inicialmente apostados sobretudo em fazerem a música que queriam realmente ouvir, os três membros dos THE SHRINE acabaram, mesmo que inadvertidamente, por criar uma sonoridade explosiva, capaz de agradar a um público incrivelmente transversal – que vai do punk rocker ao metaleiro, passando por qualquer pessoa que tenha um interesse, mesmo que ligeiro, pela abordagem mais visceral e selvagem a um género que, desde a sua criação, tem visto os seus ideais mais primários serem progressivamente diluídos em nome das tabelas de vendas. Dois anos após a edição de «Primitive Blast», em 2012, o trio de Venice Beach voltou à carga com «Bless Off» e, nem um ano depois, lançou «Rare Breed» que, já na reta final do ano passado, marcou a estreia para a gigantesca Century Media. Não se pode, no entanto, dizer que a subida de escalão tenha beliscado a integridade dos músicos; à semelhança dos três registos anteriores, o disco mais recente dos californianos afirma-se como mais uma colecção de canções simples e sem rodeios, directas ao assunto com uma garra e uma energia a que ninguém – ou, pelo menos, ninguém que goste de riffs simples, solos desgarrados e refrões orelhudos – consegue resistir. Um manifesto de música honesta, simples e eficaz, assinado por um grupo de músicos que não parecem minimamente preocupados com o facto de estarem, ou não, na moda.

Numa noite de rock que se pretende tão aguerrido quanto possível, o trio californiano vai contar com a ajuda de duas das mais aplaudidas e celebradas propostas nacionais do género – LOW TORQUE e ASIMOV. Formados por ex-elementos de grupos tão badalados como os Hills Have Eyes, One Hundred Steps, We Are The Damned ou W.A.K.O., os LOW TORQUE nasceram no mesmo complexo de garagens que viu germinar o profícuo movimento de Setúbal e arredores. No entanto, o quarteto com sede em Palmela, afina por um diapasão diferente, mergulhando de cabeça numa sonoridade roqueira injectada do músculo muito próprio do stoner/metal, que tem dado que falar desde que lançaram a sua estreia homónima em 2012. Com o conceptual «Croatoan», no ano passado, assinaram mais uma colecção de temas tão potentes quanto orelhudos, revelando uma abordagem mais focada e imediata que, ao vivo, não faz prisioneiros. Muito à semelhança dos ASIMOV, que acabam de editar «Truth», uma bujarda de rock’n’roll selvagem sem quaisquer precedentes em solo lusitano. Formado há cinco anos, o duo vindo do Cacém é composto por Carlos Ferreira na guitarra/voz e João Arsénio na bateria, estabeleceu-se rapidamente como uma das mais electrizantes bandas nacionais para ver ao vivo e, apoiado na fusão de rock clássico e psicadélico contida nos álbuns «Algures No Mundo É Noite» e «Overseas», não mais parou de conquistar plateias de norte a sul do país com a sua descarga de riffs intemporais, solos frenéticos e uma entrega verdadeiramente contagiante.

Os bilhetes para o concerto custam 12€, à venda a partir de 13 de Junho, nos locais habituais.

Fonte: Prime Artists

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