Nightwish de regresso a Portugal

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A mais emblemática e aplaudida banda de metal sinfónico regressa por fim a Portugal depois de quase uma década de ausência dos palcos nacionais! A Endless Forms Most Beautiful – Europe 2016 passa por Lisboa dia 08 Setembro no Coliseu Lisboa, sendo que a 1ª parte ainda está por anunciar.

Abertura de Portas: 19h00 – Inicio espetáculo: 20h00
Os bilhetes para o concerto custam 32€, já à venda nos locais habituais.

Desde que se juntaram, no início da década de 90, uma altura em que o heavy metal mais tradicional estava supostamente morto para o mundo, os NIGHTWISH foram um dos principais responsáveis pelo renascimento do género junto das massas e, combinando de forma muito inteligente peso bombástico, melodias sinfónicas opulentas e uma atitude com tanto de tradicional como de inovadora, conseguiram criar alguns dos momentos mais melancólicos, românticos e sonhadores de que há memória neste espectro em muito tempo. Hoje, apesar da turbulência que tiveram de contornar ao longo dos últimos anos, mantêm-se sem paralelo; sensuais, tocantes e esmagadores na beleza que emana da música que fazem. É exatamente essa postura sem precedentes, tantas vezes imitada mas nunca igualada, que os músicos liderados por Tuomas Holopainen vão trazer de regresso a Portugal quando, no próximo dia 8 de Setembro, subirem ao palco do Coliseu dos Recreios, em Lisboa. Um concerto único, que materializa simultaneamente um muito aguardado retorno a território nacional e a estreia de Floor Jansen como vocalista do grupo por cá.

No momento em que quatro miúdos e uma menina, todos com ar imberbe e aspeto de terem acabado de sair do liceu, subiram pela primeira vez ao palco do lendário clube de rock Lepakko, em Helsínquia, ninguém poderia ter adivinhado que, uns anos depois, andariam pelo mundo a fazer tours gigantescas e, apoiados em vendas que ultrapassam os seis dígitos, numa das mais bem-sucedidas bandas alguma vez saídas da Terra dos Mil Lagos. Desde o momento em que, corria o ano de 1997, lançaram «Angels Fall First», o álbum de estreia, os NIGHTWISH continuaram a evoluir de forma gradual, inspirando-se numa enorme vontade de criar algo único que lhes permitiu irem-se descolando das comparações mais óbvias que se pudessem colar às primeiras gravações. Depois, com lançamentos como «Oceanborn» e «Wishmaster», afirmarem-se como uma voz a ter em conta num cenário em que, mais vezes do que seria desejável, o facilitismo criativo tende a ser confundido com talento. Sustentado no enorme génio criativo do timoneiro Tuomas Holopainen, com o quatro longa-duração, «Century Child», de 2002, o coletivo oriundo de Kitee afastou-se de vez das suas referências mais óbvias, criando uma sonoridade muito própria que, durante os anos seguintes, acabaria por influenciar toda uma vaga de novos grupos apostados em misturar o peso do heavy metal com os ambientes majésticos e envolventes da música sinfónica. O épico «Once», editado em 2004, quebrou todas as barreiras e fê-los chegar de uma vez por todas ao mainstream, afirmando-os como um enorme fenómeno de popularidade à escala mundial.

Durante a década seguinte, apesar de terem tido de batalhar com alguma instabilidade desde que se separaram da carismática Tarja Turunen em 2005, os NIGHTWISH não mais pararam de crescer, sendo hoje uma das poucas bandas que, apesar de se levarem muito a sério, conseguem manter inalterada a essência épica do power metal através da composição inteligente de canções carregadas de atmosferas envolventes e emoções profundas. E sim, o virtuosismo sempre foi um dos segredos do seu sucesso, mas feitas as contas, a música que se ouve em álbuns como «Dark Passion Play», «Imaginaerum» ou «Endless Forms Most Beautiful» afirma-se como muito mais que apenas uma mera demonstração auto-indulgente de proficiência técnica, invocando mundos de sonho e fazendo com que o ouvinte se perca no tempo e no espaço, entre visões e tentações, amor e devoção, enquanto aspira a novas fronteiras criativas. Tem sido, de resto, essa capacidade de adaptação e mutação que os tem destacado sempre dos seus pares, mantendo-os um passo à frente de toda a competição e estabelecendo-os como um dos nomes mais aplaudidos e influentes entre todos os que tentaram tomar de assalto o panteão do metal durante as últimas décadas.

Os bilhetes para o concerto custam 32€, já à venda nos locais habituais.

BIOGRAFIA NIGHTWISH

Formados em Kitee, uma cidade finlandesa bastante mais famosa pela sua aguardente caseira que pelo seu rock’nroll, os NIGHTWISH começaram a tomar forma em 1996, no momento em que o teclista e compositor Tuomas Holopainen, ex-membro dos pouco conhecidos Nattvindens Grat, decidiu juntar-se ao guitarista Erno “Emppu” Vuorinen e à cantora clássica Tarja Turunen para materializar algumas das ideias que vinha a desenvolver. O plano inicial passava por criar música acústica com ambientes góticos mas, já depois de terem gravado alguns temas, optam por eletrificar o seu som; Vuorinen troca a sua guitarra acústica pela elétrica e o baterista Jukka Nevalainen junta-se ao grupo. Sem perderem muito tempo, gravam uma segunda maqueta que atraiu a atenção da influente Spinefarm, que lhes lança o disco de estreia, «Angels Fall First», em 1997. Apesar de menos consistente do que seria desejável, à data de edição o álbum recebeu boas críticas, mas com todos os elementos a braços com obrigações académicas ou militares, a banda vê-se forçada a pôr a sua atividade em stand-by, reaparecendo – já com Sami Vänskä como baixista – em Outubro do ano seguinte com o segundo álbum, «Oceanborn». Bastante mais focado, fazendo de forma muito inteligente a ponte entre o heavy/power metal e a música sinfónica, o disco subiu ao Top 5 finlandês e permitiu-lhes começarem a conquistar admiradores no resto da Europa.

Já após fazer uma primeira tour pelo velho continente, voltam então a estúdio para gravar o terceiro álbum. «Wishmaster» acaba por ser editado quase um ano depois, mas os singles «The Kingslayer» e «Deep Silent Complete» transformam-se rapidamente em enormes êxitos na Finlândia. Escassos meses depois, aproveitando o embalo, é disponibilizado um EP centrado numa versão de «Over The Hills And Far Away», um original de Gary Moore, que lhes permitiu manterem-se na ribalta até à edição de «Century Child», em 2002. A adaptação do texto clássico de Andrew Lloyd Weber em «Phantom of The Opera» revelou as aspirações mais épicas da banda e temas como «Bless The Child», «Ever Dream» e «Dead To The World» (um dueto de Tarja com o baixista/vocalista Marco Hietala, dos Tarot) afirmou-os uma vez mais como um sucesso no seu país natal. De forma quase inevitável, a banda viu-se cobiçada por algumas das maiores editoras mundiais, acabando eventualmente por assinar com a Nuclear Blast para o território europeu fora da Finlândia e com a Roadrunner nos Estados Unidos e na Austrália. «Once», o álbum seguinte, chegou aos escaparates em 2004 e mostrou-os a elevarem ainda um pouco mais a fasquia; apoiados no sucesso de singles como «Nemo» e «Wish I Had An Angel» treparam aos Tops de vendas na grande maioria dos países da Europa e recolheram rasgados elogios por parte de publicações respeitadas como a Kerrang! e a Metal Hammer.

Numa altura em que nada parecia capaz de abalar os seus planos de conquista mundial, para surpresa geral, Holopainen e companhia decidem dispensar os serviços de Tarja na manhã após um concerto em Helsínquia a 21 de Outubro de 2005 (registado para a posterioridade em «End of an Era», lançado no ano seguinte). Aparentemente imunes às críticas negativas que se fizeram ouvir desde logo, os músicos iniciaram quase de imediato um processo de audições que culminou com a contratação da sueca Anette Olzon. Mantendo-se em silêncio durante um período de vários meses, a banda só volta a reaparecer em Maio de 2007 com a edição do single «Eva», que serviu simultaneamente para apresentar ao público a nova vocalista e para antecipar o muito aguardado sucessor de «Once». Orquestral q.b. mas um pouco menos operático que os registos anteriores, «Dark Passion Play» deu continuidade ao processo natural de crescimento do projeto, marcando a colaboração dos músicos com uma orquestra sinfónica de 60 elementos e um enorme coro vocal. Não satisfeito com a ambição espelhada num épico como «The Poet And The Pendulum», Holopainen planeou um passo seguinte ainda mais arrojado, optando pela criação de uma banda-sonora. Inspirada por Tim Burton, a experiência deu origem a dois registos bem distintos, «Imaginaerum» e «Imaginaerum: The Score», editados em 2011 e 2012 respetivamente.

Fruto da pressão inerente a uma empreitada tão ambiciosa ou da constante atividade ao vivo, Anette acaba por adoecer a 28 de Setembro de 2012 durante uma digressão promocional norte-americana e, uma vez mais, a banda vê-se confrontada com um contratempo numa altura de clara prosperidade. A curto prazo, Elize Ryd e Alissa White-Gluz ocupam o lugar atrás do microfone e, pouco tempo depois, a banda opta por procurar uma solução mais definitiva, dispensando Olzon e contratando a holandesa Floor Jansen para o lugar. «Showtime, Storytime», um duplo-CD/DVD ao vivo, é disponibilizado no ano seguinte, marcando a estreia da ex-vocalista dos After Forever no seio do coletivo que, por estes dias, fica completo com Holopainen nos teclados, Vuorinen na guitarra, Hietala no baixo, Nevalainen na bateria e Donockley nos sopros. O regresso aos registos de originais dá-se dois anos depois, com a edição, em Março de 2015, de «Endless Forms Beautiful», um álbum conceptual inspirado n’«A Origem das Espécies», de Charles Darwin, que atingiu uma vez mais a marca de platina na Finlândia e furou as tabelas de vendas deste e do outro lado do Atlântico.

Fonte: Prime Artists

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