GOJIRA Regressa a Portugal

Um dos mais aplaudidos e influentes coletivos da música extrema contemporânea volta a Portugal para apresentar seu novo álbum num espetáculo intimista como nunca.

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Dezassete anos de carreira e cinco álbuns depois, não há como negá-lo – os GOJIRA são, sem margem para quaisquer dúvidas, um dos nomes mais emblemáticos de que há memória durante a última década no espectro da música extrema. No dia 7 de Julho de 2016, um ano após terem estremecido a estrutura da Sala Tejo da Meo Arena e sensivelmente dois anos após a explosiva estreia em território nacional na edição de 2014 do Vagos Open Air, os irredutíveis gauleses liderados pelos carismáticos irmãos Joe e Mario Duplantier, vão agora subir ao palco do Hard Club, no Porto, para apresentar «Magma», o muito aguardado sucessor de «L’ Enfant Sauvage», que tem data de edição prevista para o dia 17 de Junho. Esta é, por tudo isso, uma oportunidade única para testemunhar, ao vivo, a cores e de muito perto, não só o estilo instantaneamente identificável que os tornou famosos, mas também o poderio sónico dos novos temas, numa data única e num cenário mais intimista que nas duas anteriores passagens pelo nosso país.

Apoiados numa forte mensagem ecológica, não só extremamente relevante como singular no género em que se inserem, os GOJIRA já provaram ser capazes de escrever música com potencial para agradar a uma ampla faixa de fãs. É por isso que, misturando as raízes underground com um apelo mainstream que já os levou a todos os grandes eventos do género, os músicos de Bayonne se afirmam hoje como um dos nomes mais universalmente adorados e aplaudidos por uma legião transversal de seguidores, que vão dos thrashers descontraídos aos fanáticos do prog injetado de peso demolidor. Oriundos de um país sem tradição no que à música pesada diz respeito, foram os principais responsáveis pela inversão desse paradigma e, com o seu death metal de influência progressiva, conseguiram efetivamente abanar toda uma tendência, impulsionando finalmente o metal francês para a primeira divisão do género.

Apesar da criação do projeto remontar a 1996, foi com o lançamento do terceiro álbum, «From Mars To Sirius» de 2005, que os GOJIRA conseguiram dar o passo definitivo na direção da internacionalização e de um sucesso que, por essa altura, já lhes tinha sido vaticinado pela imprensa e pelos fãs há alguns anos. Saltaram então do seu reduto underground para passarem a ser descritos, num site de referência generalista com o Allmusic, como “uma das bandas jovens líderes dentro do seu género neste milénio”. Muito fizeram por isso e, com um disco aplaudido de forma unânime como «The Way Of All Flesh» na bagagem, atiraram-se à conquista do globo, percorrendo o mundo ao lado de nomes tão respeitados como Lamb Of God e Behemoth, numa campanha avassaladora que culminou no convite por parte dos Metallica para os acompanharem em tour nos Estados Unidos e na Europa em 2009.

O rótulo “death metal progressivo” traz de imediato à memória os maiores ícones do género – os Death do «Symbolic», os Cynic do «Focus», os Opeth do «Deliverance». Quem ainda não conhece os GOJIRA deve, no entanto, atirar pela janela quaisquer previsões em relação ao que vai ouvir quando puser pela primeira vez um dos discos do grupo a tocar. O som que praticam é verdadeiramente único e singular; extremamente atmosférico, tecnicamente arrojado, esmagadoramente pesado. Feitas as contas, foi essa atitude intrépida e pouco vista no estilo em que se movem que lhes permitiu saírem da obscuridade em que andaram a batalhar durante a primeira metade da sua já longa carreira e atingirem por fim o reconhecimento mundial generalizado durante a última década. «Magma», o sexto longa-duração do grupo, mostra os quatro intrépidos músicos a pegarem na sua fórmula complexa de extremismo sonoro e a apimentarem-na de forma muito inteligente, cada vez mais maduros, mais focados e, fruto de toda a experiência acumulada, mostrando saber exatamente como fazer passar a sua mensagem da forma mais eficaz possível.

Os bilhetes para o concerto custam 23€, à venda a partir do dia 28 de Abril, nos locais habituais.

BIOGRAFIA GOJIRA

Formados em 1996, na localidade de Ondres, perto de Bayonne, no litoral do extremo sul do Oceano Atlântico da costa francesa, os GOJIRA são Joe Duplantier na voz e guitarra, o seu irmão Mario atrás da bateria, Christian Andreu na guitarra e Jean-Michel Labadie no baixo – e, até 2001, eram conhecidos como Godzilla. Foi durante esse período e sob essa designação que foram aprimorando gradualmente a sua identidade criativa, gravando quatro maquetas e partilhando palcos com bandas como os Cannibal Corpse e os Immortal. Com a mudança de nome, o quarteto sentiu-se pronto para gravar o seu álbum de estreia; «Terra Incognita» foi lançado em 2001, totalmente autofinanciado pelos músicos e pelos seus amigos e familiares. Apesar do status independente, a estreia em longa-duração fez pleno jus ao seu título, provocando ondas massivas com uma imprevisível fusão de metal progressivo e matemático, polvilhado de thrash, death e descargas massivas de groove, que – revelando desde cedo toda a versatilidade do grupo – trazia à memória nomes tão diversos como Pantera, Meshuggah, Suffocation ou Sepultura. Ainda assim, o reconhecimento em maior escala tardava em chegar e os quatro músicos demoraram vários anos até o universo extremo lhes dar um merecido lugar de destaque, tanto no seu país de origem como no resto do mundo.

«The Link», o segundo álbum, ainda foi disponibilizado através da pequena independente Boycott, assim como o sucessor «The Link Alive». Na altura, a edição do disco e do DVD ao vivo talvez tenha parecido prematura, mas agora com a apoio de uma editora bem mais forte, a conterrânea Listenable Records, e finalmente a ganhar força, os Gojira estavam finalmente prontos para dar o passo seguinte nos seus planos de conquista mundial. Ao terceiro longa-duração, intitulado «From Mars to Sirius», entraram para o #44 do top de vendas francês e, no geral, receberam o maior coro de aplausos até então numa carreira sempre em crescendo, dominada por um muito intenso esquema de trabalho e dedicação à causa. Os níveis altos de aclamação conduziram os quatro músicos a numerosas aparições chave nos festivais europeus do género, entre longas digressões deste e do outro lado ao Atlântico com bandas como Obituary, Hatesphere, Children of Bodom e Machine Head. Quando o longo ciclo promocional do álbum de 2005 chegou ao fim, já eram amplamente reconhecidos como uma força a ter em conta, tanto no palco como no estúdio.

Muito antecipado, «The Way of All Flesh», o quarto longa-duração, foi lançado nos Estados Unidos pela influente Prosthetic Records e, em Outubro de 2008, furou até ao #138 da Billboard. A extensa agenda de concertos, que incluiu uma tour com os Metallica deste e do outro lado ao Atlântico, fez com que os fãs da banda tivessem de aguardar uns longos quatro anos para ouvir o próximo álbum de estúdio, mas a espera foi totalmente compensada pelo lançamento de «L’Enfant Sauvage» em 2012, o primeiro fruto da união da banda francesa à gigantesca Roadrunner. Já em 2014 foi editado o registo ao vivo «Les Enfantes Sauvages», permitindo à banda focar-se no processo de composição de um novo álbum de originais. «Magma», registado no estúdio do próprio Joe Duplantier, tem edição marcada para o dia 17 de Junho, novamente com selo Roadrunner Records.

07 Julho – Hard Club (Porto) | 1ª Parte: tba | Abertura de Portas: 20h00 – Inicio espetáculo: 21h00

Fonte: Prime Artists

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