Cenas de ontem no Metalpoint

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Mais uma noite de alegria no Metalpoint. Desta vez não vou poder falar do que se passou sem mencionar uma personagem que foi a alma da festa de ontem à noite. Não sei o nome dele, sei que era careca, tinha uma barba preta, era alto, escorregadio, flexível, bêbado e adorou a musica.

Algumas destas características eram partilhadas por membros da audiência, mas adiante para os concertos.

Começou bem com Come Cacos, uma banda de punk javardo bastante agradável cujo vocalista não aceitou a apatia clássica de primeira banda do Metalpoint e decidiu fazer a festa. É de valor quando uma banda não se deixa afectar pela pobre reacção do publico, ainda mais porque esse tipo de perseverança fez com que a audiência se sentisse mais à vontade. Foi memorável, o careca esteve sempre à frente, o seu estado de bebedeira já era considerável, fiquei com um grande desejo de ver Come Cacos com mais publico à frente e com mais bêbados.

Não esquecer que quarta feira é dia de putas.

A seguir tocaram os One Step to fall, uma banda alternativa de metalcore, não um género que eu gosto muito, mas isso não interessa para nada. Um grupo considerável de indivíduos de chapéu estava lá à frente com o careca bêbado e divertiram-se loucamente todos juntos.

Em terceiro lugar tocaram os Burney Relief, um stoner doom metal com alguns elementos de thrash que não precisa de palavras para acompanhar. Desta vez o careca não aguentou o quão excelente estava a ser a musica e teve que colar as orelhas ao amplificador, fazendo o cair duas vezes. Nada disto afectou o espectáculo. É a segunda vez que vejo Burney Relief e voltaria a pagar para os ver.

Para terminar em grande e à bruta, os Voyance deram uma coça de grind ao publico que soube muito bem. O vocalista estava num estado de bebedeira quase tão avançado como o careca apesar de se conseguir manter em pé e fazer um dos guturais mais incríveis que já ouvi. Pergunto me se ele soa igual quando está sóbrio, talvez melhor, talvez pior, mas não interessa, foi bom.

O careca dobrava-se e desdobrava-se em cima do palco e dos amplificadores fazendo com que toda a gente pensasse que havia ácidos na cerveja, não sabia que as pessoas se dobravam daquela maneira.

Foi uma noite linda e cheia de variedade no Metalpoint, stoner, punk, grind, metalcore e bêbados que pareciam esparguete a cozer depressa.

O Metalpoint não desilude, e as suas escolhas de eventos também não.

Texto: João Nox

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