O regresso dos 70’s ao Hard Club

Pristine (11)

Esta sexta, os anos 70 passaram musicalmente pelo Hard Club através de indivíduos de uma geração mais nova. A abrir a noite tocaram os noruegueses Pristine, lembro me de ouvir algumas musicas online antes do concerto e não ficar particularmente impressionado. Foi por isso que fiquei agradavelmente surpreendido quando o concerto deles foi tão bom, um espetáculo de blues rock com riffs energéticos e calmos em quantidades equilibradas.

Musicas como “Booty Call” e “Don’t save my soul” capturaram a atenção do público que até batia palmas entre dois acordes mais espaçados. A própria banda ficou surpreendida com o quanto a audiência estava a delirar com eles. Boas surpresas para toda a gente. A banda e especialmente a vocalista, demonstraram uma boa presença em palco. Este não foi daqueles concertos aborrecidos de encher saco que só existem para passar o tempo antes da banda principal actuar, foi um grande concerto e quem chegou atrasado só com a ideia de ver Blues Pills devia sentir se mal.

Blues Pills (10)

Em seguida vieram os Blues Pills dar continuidade ao que os Pristine começaram. Blues rock para todos a começar com a “Black Smoke”. Já os tinha visto no SonnicBlast e a própria banda fez menção de ter estado no Milhões de Festa (no seu terceiro concerto de sempre) e de ter sido bem recebida pelo publico português, este concerto não foi excepção.

Bliss”, “Alstralplane”, “Dig in”, “Little Sun” entre outros sons, misturados com o cheiro a erva e o entusiasmo de quem estava acima e abaixo do palco, conjuraram-se num turbilhão de emoções positivas e reflexões da vida que serviram para curar a falta de sorrisos na vida de toda a gente, pelo menos durante algumas horas.

Depois de se despedirem sem enganar ninguém, voltaram para tocar a “Yet to find” que necessita apenas de guitarra acústica e da garganta da Elin Larsson (algo que os Pristine também fizeram no inicio da “Don’t save my soul”) talvez para dar descanso aos outros dois. Tocaram também a musica que toda a gente queria ouvir mais, “Devil Man” para acabar a noite em grande.

Blues Pills (8)As bandas da noite eram muito parecidas em vários aspectos, até me custa pensar naquela noite como dois concertos separados (tirando aquele intervalo entre as duas bandas em que tive que tirar o carro do sitio porque a policia estava a rebocar toda a gente, obrigado PSP).

Felizmente a policia não me fez perder um único segundo da noite e espero que não o tenha feito a ninguém. Blues Pills é uma banda que faz jus ao nome e vale a pena ver ao vivo e estão a receber excelente apoio dos Pristine como banda de abertura. Depois desta sexta de setentas, voltaria para ver qualquer uma das bandas.

Texto: João Nox

Fotos: Inês Silva

Advertisements
This entry was posted in Reportagens and tagged , , , . Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s