Sexta de Mosher no Stairway Club

20160227_wako_burnedblood_6O dia ontem convidava a sofá, manta e chinelos…mas não para quem se deslocou até ao Largo das Grutas em Cascais para descer o Stairway e assistir à noite, “onde o metal é rei” como tão bem era mencionado na página deste tão acolhedor bar.

Talvez pela chuva que teimava em cair lá fora a aderência tenha sido fraca, não mereciam, nem os Burned Blood nem os Wako já que vieram para deixar o que tinham no palco.

O concerto previsto para as 23h começou aproximadamente uma hora mais tarde, atraso mais que previsto como me disse Cláudio Melo (baixista de Burned Blood) já que o bar incentiva a umas bebidas e a uma conversa e acaba por ser bom para um convívio antes do característico “abanar de pescoço” que tão bem faz a alma.

20160227_wako_burnedblood_4Burned Blood abriu o “salão do bailarico” e se como foi referido num recordar, que 12 anos atrás terá ficado na memória a abertura por parte de Wako, posso dizer que para mim também é algo para ficar na memória. A banda é alegre em palco e muito comunicativa, brindou o público com uns piropos simpáticos, e se o frio se instalava lá fora a ponto de congelar os ossos, dentro do Stairway o sangue queimou com o som sempre arrebatador que se fez ouvir nas 8 músicas que brindaram o público que se mostrou um pouco difícil ao início mas totalmente integrado no final.

A referir “The Method” do segundo EP da banda “In The Eyes Of Ma’at” maravilhoso de se ouvir em casa mas arrebatador ao vivo.

A ovação a Wako não se fez esperar e a banda não se fez de rogada, as hostilidades foram abertas ao som de “Shape of Perfection”, mas foi ao som de “Abyss” que o circle se formou e os headbangs se fizeram sentir a sério… tanto que Nuno Rodrigues andou literalmente em ombros por entre o público que saiu de casa para curtir.

20160227_wako_burnedblood_9

E depois disso o resto da noite só tinha uma direcção a seguir que era ascendente, Wako tem essa capacidade… a capacidade de nos sentirmos envolvidos pela música que toca.

Confesso que estava curiosa em rever a banda, já os tinha visto no Vagos Open Air o ano passado e queria ver a actuação da banda numa sala mais pequena, se o “Open Air” tem a sua mística a clausura de uma sala duplica a sensação de isolamento do mundo quando a banda toca…

A quem não largou as pantufas ontem apenas posso dizer, não sabem o que perderam e acabo com a ideia deixada por João Artilheiro, vocalista de Burned Blood, a banda faz o espectáculo mas é o público que o mantém com o apoio que lhes dá, por isso na próxima deixem a manta e vão… não se vão arrepender!

Texto: Paula Marques

Advertisements
This entry was posted in Reportagens and tagged , , . Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s