Celebração dos 10 Anos de Alcoholocaust

12513995_1016258495079939_4764011201749694538_oEm 2009 ou 2008, não sei ao certo, fui a um festival chamado Lodo Fest na defunta Casa Viva, vi uma banda que não conhecia na altura, só sei que no decorrer do concerto levei com um “biqueiro” nos dentes e o meu aparelho fixo saiu de vez, até a minha dentista achou bem.

Esses gajos eram os ALCOHOLOCAUST e ontem à noite fizeram dez anos.

Para dar o arranque à celebração, os Martelo Negro subiram ao palco do Cave 45 e deram o seu primeiro concerto no Porto. Começou um bocado parado, mas não devido á convicção da banda ou á sua música, ambos estes aspetos foram entregues com toda a pujança que o público deseja. Depois de alguns acordes, o povo que estava lá fora a beber e na conversa apercebeu-se finalmente que havia Black\Death lisboeta do bom a ser tocado lá em baixo e vieram juntar-se aos outros para fazer uma festa a sério.

Na minha opinião e pela aderência do público, diria que foi uma boa estreia para os Martelo Negro, ainda tocaram duas musicas a mais depois da “última” o que é sempre bom sinal. Espero que voltem ao Porto.

Depois vieram os aniversariantes. Os Alcoholocaust não trouxeram bolo nem chapéus coloridos, trouxeram whiskey, Thrash, rapidez, degredo e ódio a góticos e posers. Com clássicos javardos (e digo isto com todo o carinho) como “Thrash Metal Ataque”, “Alcool e Metal”, “Satan Bock” e “Rock n’ Roll Assassino” (que tocaram duas vezes) a celebração foi tudo o que se esperava da banda. A audiência por sua vez, não trouxe presentes foleiros comprados à ultima hora numa estação de gasolina com uma marca esquisita nem checks prenda da FNAC, trouxeram uma atitude incansável, muita vontade de se empurrarem por todo o lado e muita sede por álcool e metal, o local e as circunstancias não podiam ser mais propicias à vontade do povo.

Foi uma noite de muito álcool, muito metal, muito Satanás, entre outras coisas agradáveis que deixou muita gente desejosa do dia em que os Martelo Negro regressem ao norte e do dia em que os Alcoholocaust façam 15 anos ou 20 ou 50.

Texto: João Nox

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