XXXAPADA NA TROMBA o festival cheio de grind

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Nota de redacção: Pedimos desculpa pelo atraso na publicação do texto mas as vezes a vida real tendo a intrometer-se na de sonho!

Foi no fim-de-semana de 22 e 23 de Janeiro que se realizou a Segunda Edição do Festival XXXAPADA NA TROMBA.

Novamente com uma casa esgotada e com um público que se incendiava à medida que se aproximava da hora do início do festival. Não sendo este um festival qualquer, não se podia contar com um cartaz qualquer. Num festival de música extrema, que não é um mero festival, onde proliferam sonoridades desde o Brutal Death até ao Grind, tatuagens, body-piercings, demonstrações de BDSM e ainda bailarinas que iam perdendo a roupa graciosamente ao longo dos espectáculos, deliciando e desvairando tanto público como músicos.

Para começar as hostilidades Shoryuken subiu ao palco e marcou o ritmo do inicio da festa mostrando a sua garra e a sua sonoridade agressiva dando-nos a conhecer o som presente no seu novo álbum que sai ainda este ano. Seguiram-se os Brutal Brain Damage no mesmo ritmo explosivo e de peso que mostraram toda a sua agressividade na sua prestação em palco com temas do primeiro álbum até inclusive aos novos sons que irão sair no seu novo trabalho “Bang Bang Theory”.

Os Dead Meat entraram em palco em força e devastaram com a sua presença, com as suas sonoridades repletas de sangue e destruição banhando-nos com uma experiência sonora brutal dentro dos nossos ouvidos. Os Guineapig divertiram a festa com o seu som brutal e animado entretendo-nos com o seu peso e com as suas faixas num tom gore e agressivo que bem reflecte a sua sonoridade e presença.

12669109_1076513102383473_1416507917_oApós uma pausa para repor as energias e preparar para uma noite com ainda mais peso, subiram ao palco os Epicardiectomy que nos banharam com um ritmo alucinante, cru e bruto não desiludindo na sua estreia em território nacional. Seguidamente Grog brindaram-nos com um conjunto de faixas repletas de técnica, coesão e dinâmica a que já nos habituaram entre blastbeats, guturais recheados de agressividade.

Dead Infection subiram de seguida ao palco com a sua sonoridade goregrind arrebatando a audiência com a sua presença e com a sua genialidade em palco.

Lividity seguiu-se, sendo uma das esperas mais aguardadas da noite e com mais ansiedade se ouviram os primeiros acordes aquando a sua entrada em palco. Deixando um público em êxtase com o seu som pesado e brutal, fizeram a casa tremer.

A honra de encerrar o primeiro dia do festival coube aos italianos Ultimo Mondo Cannibale que com uma actuação que apesar de manter um mínimo de coesão e estrutura, nos mantêm a atenção com os seus riffs, baterias e as constantes variações vocais das faixas, muito bem acompanhados ao longo da sua actuação por bailarinas ousadas.

12696488_1076513165716800_749206575_oSegundo dia do festival começou com Extreme Retaliation com as suas faixas de grindcore mostrando-nos algumas novas sonoridades e brindando-nos com um concerto que quase nos tira o fôlego recheado com uma boa dose de brutalidade. Vindos da Áustria, os Condylomata Acuminata tiveram uma actuação sem igual criando-se uma interactividade entre banda e público nasceu uma coesão energética. Rato Raro apresenta-nos uma performance cheia de peso com o seu birrazegrind punk, com as faixas do seu último trabalho “Moleculeccosedelia”, com um público sempre activo e participativo.

Analepsy entra com a sua personalidade forte e de peso mostraram porque são uma das bandas nacionais que mais promete, com um concerto com muita brutalidade, headbang e moshpit à mistura.

Bleeding Display não ficou atrás e mostrou-nos o seu death metal de machado sangrento em punho, bem como a participação da Inês, vocalista de Burn Damage. Após o jantar, os romenos Clitgore abrem as hostes com o seu porn gore grind, dando um concerto cheio de energia e boa disposição, não faltando uma cover da faixa “Pussy Lover” dos Lividity.

O festival prosseguiu com os franceses Gronibard com o melhor do seu grind, com a participação das bailarinas, bem como, a participação do vocalista de Guineapig, Alessio. Os portugueses Raw Decimating Brutality continuaram a festa com o seu brutal death e grind misturados e a interacção do vocalista Daniel com o público.

Rotten Sound subiu ao palco dando um concerto agressivo, pesado e bem acelerado. Para além do reportório apresentado foram tocadas três faixas que integraram o seu novo trabalho, que sai em Março deste ano, “Abuse to suffer”: “Lazy Asses”, “Brainwahsed” e “Inhumane treatment”.

Para encerrar mais uma edição do XXXapada, contou-se com Serrabulho e o seu happy grind para nos dar um grande concerto, interagindo tanto com o público como com as outras bandas presentes no evento, desfazendo almofadas, dançando juntamente com as bailarinas de serviço e com imenso humor à mistura, encerrando-se as hostes com uma pequena festa de techno.

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XXXapada na Tromba provou que esta Segunda Edição foi uma excelente aposta para a organização, para as bandas e para todos os presentes no evento. Que as seguintes sejam tão grind e tão bem sucedidas como esta é tudo o que se pode desejar e esperar desta festa tão crua, dura e pesada.

Texto: Ágata Winter Euphoria

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