Vagos Open Air 2015 – Dia 2 (08-08-2015)

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Dia 2 (08-08-2015)

We Are Killing Ourselves no meio da wall of death, no meio do circle pit pois tamanha é a devastação sonora gerada pelos W.A.K.O. em palco. Abertura do segundo dia do festival extremamente competente. Apesar de não estarem numa altura de grande regularidade de concertos, a destreza necessária para um concerto demolidor esteve toda lá! Presença em palco, profissionalismo. As músicas? Ouçam os  discos “Deconstructive Essence” ou “The Road of Awareness” e revivam o momento ou tentem imaginar o que por lá se passou. Da Galiza vieram os Mutant Squad para dar continuidade à agitação dos corpos festivaleiros. O Metal de alta velocidade a tresandar a Thrash não possibilitou a chegada da bonança neste fim de tarde. Pena o som da guitarra não ter estado com muita definição mas a intensidade foi bem sentida pelos presentes. O público divertiu-se. E por falar em Thrash, Mad Butcher volta a atacar terras lusas. “Curse the Gods” abriu o concerto dos Destruction. Com uma abertura assim foi fácil conquistar a plateia de forma instantânea. Antes de se iniciar o desfile de clássicos ouviu-se “Thrash ‘Till Death” e “Nailed to the Cross”. Canções que estão mesmo à porta de entrada para a galeria de tesouros do Thrash Metal. “Mad Butcher”, “Eternal Band”, “Live Without Sense”, “Death Trap” foram expostos de maneira que o publico visse bem de perto a coleção de obras dos germânicos. Schmier e companhia estavam a disfrutar claramente em comunhão com o público e para aumentar o nível de entusiasmo ainda decidiram fechar o concerto com a sequência “Bestial Invasion”/“The Butcher Strikes Back”. A avaliar pela reação dos presentes, uma nova visita de Mad Butcher será motivo de festa rija.

Tom G. Warrior e “Circle Of The Tyrants”poderiam ser dois assuntos abordados numa aula de história. Acrescentando a isso “Procreation of the wicked”, “The Usurper” e mais uma dose de arte contemporânea composta por peças como “Tree of Suffocating Souls” e “Altar of Deceit” do disco Melana Chasmata, ou “Goetia” e “The Prolonging” do álbum de estreia dos Triptykon, “Eparistera Daimones”, a lição torna-se extremamente rica. Mas, para estar atento e assimilar bem a matéria é preciso ter o estômago bem forrado. A avalanche de distorção que se arrastou  pelo recinto do Vagos Open Air provocou mossa.  Após recolha de algumas reações do público, era perceptível em alguns, o deleite provocado pela contemplação desta força sobrenatural. Noutros casos, o negrume envolveu-lhes a alma provocando total desconforto.

O concerto dos Black Label Society foi possivelmente o mais competente, a nível de preparação, de todo o festival. As condições de som, cenário e luz foram excelentes e muito bem trabalhadas. O espetáculo começou ainda sem a banda em palco, com uma deliciosa mashup de “War Pigs” e “Whole Lotta Love”. A abertura chegou com a velocidade de “The Beggining…At Last” e o groove arrebatador de “Funeral Bell” e “Bleed For Me” foram mais do que suficientes para mostrar o impressionante poderio que os Black Label Society acarretam. A expressão “animal de palco” parece ter sido inventada para definir Zakk Wylde. Imponente na pose que envergava ao subir para o estrado na frente do palco, de onde também debitou um solo ,fustigante e longo, executado na perfeição, tal como todo o concerto do quarteto norte americano. O espetáculo teve também momentos mais afáveis como em “Angel of Mercy” ou quando Zakk se sentou ao piano, para a sua homenagem a Dimebag Darrel, em “In this River”. “Yes we love you Dime”. Para o fim, apesar de já previsível, o refrão de “Stillborn” foi entoado de pulmões bem cheios pelos membros do Portuguese Chapter da Black Label Society.

Facto impressionante, todo o brilhantismo do concerto de Black Label Society não ofuscou em nada a prestação dos mí(s)ticos Venom. Até por que Cronos prefere a sujeira e a imundice aos efeitos sonoros límpidos e harmoniosos. Três homens em palco fizeram a Quinta do Ega transbordar blasfémia. A escolha de temas foi excelente e os mais recentes “Long Haired Punks”, ou “Pedal To The Metal”, para citar apenas alguns, encaixam lindamente entre as pérolas negras que são, “Countess Bathory”, “Welcome To Hell”, “In League With Satan” e claro…Lay Down Your Souls To The Gods Rock ‘n Roll – “Black Metal”.

O final das noites de sábado e domingo contaram com uma novidade nesta edição. Após as bandas principais do cartaz, tivemos ainda acesso a mais um concerto no fecho de cada uma das noites. No dia dois do festival, foram os incortonáveis Filii Nigrantium Infernalium que tiveram as honras de fecho. Dado o estatuto do grupo, estes conseguiram manter junto ao palco um considerável número de festivaleiros, naquele que já era o dia de concertos mais longo de todas as edições do Vagos Open Air. Belathauzer tinha estado a curtir Venom com toda a paixão, o que lhe provocou danos na voz tal como ele admitiu. Talvez por ainda estarem em êxtase depois da descarga dos Venom, o colectivo acabou por se desnortear em alguns momentos. Mas Belathauzer esteve com a presença que lhe é característica. “Abadia do Fogo Negro” e “A Era do Abutre” foram anunciados com o seu vocabulário bíblico de índole blasfema. As condições sonoras foram melhorando ao longo do espetáculo até que atingiram o melhor ponto em “Morte Geométrica”, que foi também o tema mais aclamado pelo público, confirmando assim que “Felatrix Discordia Pantokrator” é de facto um marco do Metal Nacional.

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VÊ AQUI A REPORTAGEM DO PRIMEIRO DIA ( 7-08-2015)

VÊ AQUI A REPORTAGEM DO TERCEIRO DIA ( 9-08-2015)

Texto: Emanuel R.    |   Fotos: Ana O.

Agradecimento especial à PRIME ARTISTS!

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