O Inferno passou por Sintra

Foi no passado fim-de-semana, mais propriamente nos dias 3-4 e 5 de Julho que o “Inferno” fez a sua aparição por Sintra e montou tenda no Campo de Futebol de Albarraque.

O motivo da visita foi solene já que se festejava a 6ª edição deste festival que continua a apostar no que de bom se faz em Portugal.

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Poderíamos começar a descrever o ambiente de várias maneiras é um facto mas optamos por o fazer de uma forma diferente do habitual…porquê? Porque antes de mais nada devemos dar valor a quem luta para ano após ano fazer deste festival o que ele é! Um convívio entre amigos, com boa bebida, boa comida e principalmente boa onda!

Por isso começamos por quem de direito e começamos por agradecer o empenho do Cláudio Melo, a forma como recebeu cada banda, cada equipa de reportagem (e aqui falamos por nós que fomos recebidos entre amigos), cada festivaleiro, mesmo com o stress que se ia gerando sempre uma palavra, um sorriso. O nosso bem aja, mantém-te assim, a humildade faz dos grandes…gigantes e para o ano que vem lá estaremos.

Agradecemos as bandas também pela disponibilidade e principalmente pela entrega à música e ao metal português, foram noites memoráveis.

E aproveitamos a onda para pedir desculpa já que apenas iremos conseguir descrever a noite de sexta e o dia/noite de sábado, foi de todo impossível fazer parte da festa de domingo…motivos pessoais impediram a nossa presença.

Posto isto, vamos, à descrição das noites e dia que passamos entre o calor do inferno da 6ª edição do Hell in Sintra 2015, já que do calor que se sentiu de dia se fizeram acompanhar os ventos frios da noite, tão característicos da zona.

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No dia 3 contamos com as bandas:

Serrabulho, Neoplasmah, Vizir, BurnDamage, Shouryoken, Fear The Lord

Pontos menos bons da noite, o atraso no início, assim como o tempo de espera entre bandas, terá sido um deles sem dúvida, sabemos que atrasos acontecem mas quando os mesmos atingem as duas horas tornam-se elevados em demasia e o ambiente que começa por ser de expectativa para ouvir música passa rapidamente à saturação da espera, outro dos pontos negativos terá sido o som ou a falta dele.

Durante as primeiras actuações não se conseguiam distinguir os instrumentos fossem eles eléctricos ou vocais.

Pontos altos sem dúvida a actuação dos Neoplasmah que sem detrimento para as restantes bandas foi para mim a banda da noite, que com o seu black metal forte nos fizeram esquecer que estávamos ali para trabalhar e nos deixaram a curtir o som e a noite.

No dia 4, o dia mais longo do festival contamos com as bandas:

Shadowsphere, Equaleft, Disaffected, Bleeding DisplayTales For The Unspoken, Burned Blood, The Last Of Them, The Autist, Overcome The Sky, Frost Legion, Madame Violence, Trepid Elucidation, Monolith Moon.

hellinsintra_gualter-24Confesso que íamos receosos que os problemas técnicos se mantivessem, estávamos enganados e ainda bem já que o dia assim como a noite foi de muito mosh pitt e bastante “chapadaria” ao som de bom metal português, pontos menos bons houve alguns como é normal já que quando as coisas se fazem com um capital limitado é difícil de correr a 100% mas foram remetidos ao esquecimento pela cumplicidade e entrega que se gerou.

O nosso aplauso aos Disaffected que com os dois novos membros na Guitarra (Bruno Vicente) e nas Teclas (Filipa Alçada) percalços a parte, mantiveram um bom concerto no estilo que tão bem os caracteriza.

hellinsintra_gualter-26A ter de referenciar alguma das bandas que passaram pelo palco durante o sábado passado teríamos que referir sem dúvida Tales For The Unspoken pelo seu metal poderosíssimo, Equaleft pela entrega, Miguel Inglês é um animal de palco e Shadowsphere que mostraram que voltaram em força e estão para ficar.

Dia 5 e dia de encerrar festival, ficou a cargo das bandas:

Rusty Joe, Advogado do Diabo, Emma, Hourswill, Sunya , Layover, Yeti, King’s N Fools

Que infelizmente não acompanhamos mas que temos a certeza que não deixaram os créditos por mãos alheias.

Não pudemos deixar de referir a participação dos, ou melhor das Trash Circus que aqueceram as hostes e “reavivaram” o fôlego aos festivaleiros que se mantiveram em alerta durante as horas que se foram passando em Albarraque.

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Temos pena que o festival não tivesse esgotado, aliás seria mais que merecido, mas mais uma vez o pessoal ficou por casa ao invés de apoiar a música e os músicos do nosso cantinho à beira-mar plantado…faz falta a adesão do público e correndo o risco de nos tornarmos repetitivos não nos cansamos de o referir.

Não sabem o que perderam a verdade é mesmo essa!

Por nós não pudemos deixar mais uma vez de agradecer a forma como fomos recebidos e a disponibilidade de cada pessoa, que fez do Hell in Sintra um sucesso independentemente de tudo, para o ano lá estaremos e enquanto os 365 dias não passam vamos-nos encontrando pelas “arenas empoeiradas” que rodeiam os palcos dos metaleiros do nosso país e não só!

Bora lá….?

Rock on \m/

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