Raio-XIS visita em pormenor Olam Ein Sof

Inicio de mais uma semana de calor, por isso nada melhor que trazer até vós os Olam Ein Sof, uma banda de Folk Medieval Music originaria do Brasil.

Um som um pouco diferente dos Raio-XIS que temos apresentado mas nem por isso menos “orelhuda”.

Esperamos que gostem!

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  1. Qual o vosso percurso musical?

Marcelo: Iniciamos o Olam Ein Sof em 2001 como um duo de guitarras, eu e a Fernanda. Em sua maioria, as primeiras composições foram para um dueto de guitarras, mas em algumas  escrevi melodias para voz. No ano 2002 fizemos nossas primeiras atuações ao vivo, lançando na época um CD demo. Após finalizar as composições para um albúm completo em 2004 lançamos nosso primeiro CD “Immram”. Em 2005, tendo parceria com outros músicos lançamos o CD “Celtic Mythology”, o único que tivemos lançado por uma editora, a  Ana Marie Records, todos outros foram lançamentos independentes.  No ano de 2006 lançamos o CD demo “Dark Moon“, onde as influências folk se tornaram mais evidentes. Assim tivemos dois novos membros na banda em 2007 um baixista e um percussionista. Após vários concertos o percussionista saiu e o Olam Ein Sof se tornou um trio. Em 2009 lançamos o 3ºCD “Ethereal Dimensions” e em Julho de 2010 fizemos a primeira tour fora do país na Colômbia. Por essa altura outros instrumentos começaram a ser inseridos como o mandolin e a flauta. No final de 2010 o baixista saiu e voltamos a ser o duo que iniciou o projecto. Decidimos permanecer nessa forma e trabalhar eventualmente com músicos e bailarinas contratados quando necessário.  Após vários concertos por vários estados no Brasil, participação em festival no  Chile e  inserções de outros instrumentos, em 2013 gravamos nosso mais recente CD “Reino de Cramfer” que foi  lançado em 2014. O primeiro CD totalmente em português e nesse mesmo ano fizemos nossa primeira tour em Portugal em Agosto. Em Abril de 2015 lançamos nosso primeiro DVD Live at Wave Summer Festival e entre Julho e Agosto deste ano retornaremos para Portugal e para Espanha.

  1. Como caracterizam o vosso projecto?

Marcelo:  É um projecto que a cada ano passa percebemos que escolhemos o nome adequado para o mesmo, pois Olam Ein Sof pode ser simplesmente traduzido como o Mundos Infinitos, e essa é a forma que pensamos na arte: infinita e transcendente.  Quando temos que rotular dizemos Neofolk/Neomedieval mas o mais correto para nós seria a música do mundo dos infinitos que é como sentimos o que fazemos.

  1. Quais as vossas referências no mundo da música?

Marcelo: Temos muitas bandas, compositores, músicos e álbuns que nos influenciaram e são referências para nós. Para mim o meu grande mestre foi o músico Beto Vasconcelos, com quem estudei por 8 anos. Mas também menciono compositores que gostamos muito como J.S. Bach,  John Dowland,  Praetorius, Lully, Machaut, Josquin De Pres, Penderecky, Lutolawisky ; músicos como Leo Brouwer, Ravi Shankar, Egberto Gismonti, Paulo Belinatti, Joe Pass;  as bandas Madredeus, Gentle Giant, Jethro Tull, Dead Can Dance e não posso esquecer da minha principal referência o Metal:  Heavy, Thrash, Death, Black and Atmospheric. E de alguns bons anos para cá temos tido muita referência nas músicas étnicas e folk do mundo inteiro.

  1. Como artistas o que vos encanta no mundo e se pudessem mudar a mentalidade das pessoas com a vossa música o que gostariam de mudar.

Marcelo:  A vida por si só já é encantadora no mundo. Toda a existência, a natureza, os animais, a arte realizada e produzida pelos seres humanos, as construções. Enfim se for descrever tudo seriam inúmeras coisas.  De um bons anos para cá estamos cada vez mais em buscar de despertar nossa consciência  e a nossa conexão com o universo. E nossa música é o resultado de tudo que vivemos, somos livres para fazer da forma  que queremos e que sentimos . Não me sentiria a vontade pensando em fazer algo para mudar a mentalidade, cada um deve saber o momento de se renovar e transformar.

  1. Local onde gostariam de tocar ao vivo? E com quem?

Marcelo:  Com certeza gostaria de tocar no mundo inteiro onde as pessoas quisessem nos escutar.  Mas seria muito mágico para nós tocar em Stonehenge, em Tiahuanaco, Machu Picchu, em lugares com esse tipo de energia. Com o Dead Can Dance seria incrível.

  1. A vossa música tem uma sonoridade diferente do que é considerado “habitual do Brasil”. Foi bem aceite ou ainda necessita haver uma mudança de mentalidade do público e não só?

unnamedMarcelo: O Brasil é um país muito grande, com influências de diversos povos, com muitas misturas, e com isso temos uma infinidade de arte e culturas distintas dentro do país. Sabemos que nossa música é diferente do que é considerado habitual do Brasil como você mesmo disse. Mas esse habitual que geralmente é exportado é uma parte muito pequena do que é produzido. E infelizmente há um bom tempo se exporta o lado ruim de uma cultura que na sua raiz era boa. E internamente não é diferente, as pessoas consomem o que é imposto por grandes midias manipuladores  e que não tem nada a ver com a arte. Porém temos boa aceitação onde nos apresentamos,  as pessoas gostam do que fazemos, e temos a oportunidade de tocar em lugares distintos e para pessoas de universos diferentes. Mas se fosse para atingirmos um grande público com certeza necessitaria de uma mudança  de mentalidade do mesmo e mais ainda mudança na condução da cultura no país pelas instituições responsáveis por isso.

  1. Projectos para o futuro?

Marcelo:  No próximo mês, em Julho, retornaremos para Portugal e dessa vez vamos também fazer show na Espanha pela primeira vez. Além de continuar fazendo shows no nosso retorno, pretendemos gravar um novo CD, porém somente com as cantigas medievais que interpretamos e logo que finalizar esse já iniciarei as composições de nosso próximo trabalho autoral, o qual já tenho alguns esboços.

  1. Por último descrevam-se numa única palavra

Marcelo:  Cósmicos

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