Reportagem: Arch Enemy | Unearth | Drone @ Hard Club

Os Arch Enemy voltaram a Portugal durante a tour de apresentação do seu novo álbum “War Eternal”.

Para além do álbum, trouxeram também duas novas caras, Alissa White-Gluz e Jeff Loomis. Certamente que muitos dos presentes tinham a sua curiosidade apontada à prestação destes. Em relação à vocalista, substituta de Angela Gossow, a expectativa era a de perceber se, a belíssima miúda de cabelos azuis, estava à altura de dar continuidade ao trabalho feito pela vocalista anterior. A presença em palco de Alissa é atraente, tem a tranquilidade necessária, está perto do público e assegura uma prestação vocal competente. Mas, apesar da beleza, o vozeirão de Angela não ficou totalmente esquecido. Na guitarra, Jeff Loomis vê-se agora num papel diferente daquele a que me habituou. Da posição de líder, passa agora a intérprete nos Arch Enemy. Com a sua postura de sempre, mostrou-se pouco efusivo nos gestos e pose, mas único na arte da execução. Se já emprega um pouco da sua identidade em alguns solos, espero para ver o que lhe reserva o futuro nesta banda. Como será, caso continue, se tiver espaço para compor o seu próprio material? A banda não sai a perder com as mais recentes alterações na formação e é de valorizar o entrosamento com que já se expõem em palco!

A noite de Sexta-feira começou com germânicos Drone. Enquanto a sala ia enchendo lentamente, fomos agredidos sem aviso por uma torrente de Thrash Metal moderno. Já com quatro álbuns editados, os Drone apresentaram um leque cativante de temas. A contrastar com a fúria rítmica, os refrões bem preenchidos com uma certa melodia na voz de Moritz Hempel, contribuíram para tornar esta prestação ainda mais interessante. Pelo meio, apesar de o azar lhes ter batido à porta, com uma falha no microfone e guitarra do vocalista, a banda soube dar a volta com algum improviso e interacção com o público, até pareceu fácil. No final os presentes mostraram-se contentes, no meu caso até bastante surpreso, pela qualidade de uma banda praticamente desconhecida e que era a primeira desta noite de concertos.

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Os Unearth já possuem estatuto e têm uma popularidade confortável entre o público português. Prova disso foram as movimentações desordenadas da plateia que começaram no início do concerto e assim se mantiveram até ao final. Quando o talento, a experiência e o à vontade se aliam, nascem fenómenos de palco como os Unearth. Extremamente movimentados e a reagirem às suas próprias músicas como se de elementos do público se tratassem, tivemos direito a saltos sincronizados, headbang, subidas para cima da munição de palco e muita energia a ser expelida sobra a forma de música. Com um alinhamento que percorreu uma boa parte da sua discografia, gostaria de salientar o entusiasmo com que foram recebidos os temas do seu mais recente trabalho “Watchers of Rule”. No total das oito músicas aqui apresentadas visitaram também os álbuns “The oncoming storm”, “III – In the eyes of fire”, “The March” e “Darkness in the light”. A fechar, o tema “The Great Dividers”, mostrou que pode ser já assumido como um clássico. Apesar de ter pouco mais de 10 anos (“The oncoming storm”, 2004), a euforia que desencadeou na Sala 1 do Hard Club justifica a reputação aqui atribuída.

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“From the ashes of a corrupt and dying world,
they rise like a phoenix, a godless entity,
they are the Khaos Legions.”

“Khaos Overture” anuncia a chegada do momento especial da noite. Os Arch Enemy estão prontos a travar mais uma batalha!

Os cinco músicos surgem em palco e “Yesterday is Dead and gone” inicia o festim. A resposta por parte do público foi imediata, acompanhando as melodias de guitarra com um coro massivo de vozes. O êxtase não diminuiu nem um pouco com a sequência demolidora que se seguiu, “Burning Angel”, “War Eternal” e “Ravenous”. À semelhança dos Unearth, o alinhamento dos Arch Enemy contemplou uma quantidade considerável de temas do álbum mais recente “War eternal”. Também estes foram aclamados pelo público, facto que revela o interesse nesta nova fase do quinteto. Enumerando algumas das novas composições apresentadas no Hard Club destaco, “As the pages burn”, “You will know my name”, “Avalanche” e “Never forgive, never Forget”, esta última já no encore. O concerto ficou completo com uma variedade de outros temas que são desejados por qualquer plateia que se dedique a seguir um espectáculo de Arch Enemy. “My apocalypse”, “Taking back my soul”, “Dead eyes see no future”, “We will rise”, “No gods, no masters” com um excelente momento de interacção entre público e banda, e Nemesis para terminar, foram alguns desses momentos desejáveis.

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O grupo goza de um excelente momento em boa forma. A execução dos temas é exemplar. Os duelos de guitarra entre Amott e Loomis são deliciosos, a secção rítmica não deixa a máquina parar e Alissa sabe estar “à frente” da banda.

A “War Eternal Tour” foi uma noite de bons concertos, num Hard Club praticamente esgotado e com excelentes condições de som.

Texto: Emanuel R.

Fotos: Ana O.

Agradecimento especial: Prime Artists

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