Review: Waterland – “Our Nation”

Estou ansioso pelo próximo trabalho dos Waterland. Our Nation é um trabalho que supera tudo o que a banda tinha feito até hoje. Agora que, após a gravação deste trabalho, a banda se estreou nos palcos tendo feito já várias concertos, e continuando com planos para tocar ao vivo, certamente que a evolução do colectivo não ficará por aqui.

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O álbum abre com um tema que vai já na sua terceira parte, “Destiny III”. Sendo que “Destiny I” e “Destiny II” pertencem aos seus trabalhos anteriores. A melodia dos teclados e os leads de Miguel Gomes, recebem-nos com um tema que se enquadra com a vertente mais alegre das bandas de Power Metal. Logo ao segundo tema, os Waterland abrem o leque e apresentam mais uma das suas facetas. Fire Burning é um tema mais agressivo e obscuro. Aqui temos a banda no alto das suas qualidades com um bom equilíbrio nas variações entre agressividade e melodia. A faixa título, “Our Nation”, demonstra a habilidade para a construção de melodias fortes e marcantes, com um refrão daqueles que não quer abandonar o nosso ouvido. Com estes três primeiros temas do álbum ficamos bem cientes de toda a amplitude, que neste disco se torna ainda maior, e qualidade musical da banda.

A partir daqui, os Waterland deixam-nos ainda mais dez faixas com momentos de características bastante variadas. A simplicidade contagiante do teclado em “Another star”, uma batida mais pop em “Room 45”, a agressividade de “Demon Eyes”, o riff rockeiro de “Starlight” ou o momento mais baladesco que é “Land of Dreams” , são alguns dos bons exemplos da versatilidade que os Waterland possuem. É merecedor de nota o elaborado trabalho de vozes ao longo de todo o trabalho, com vários coros, e o constante dueto entre as vozes masculina e feminina. No entanto, é também em alguns destes temas, que se percebe que o nível de concretização se encontra um pouco abaixo daquele que foi atingido nos três primeiros temas.

“Until the end” é o remate final, e certeiro, deste novo disco dos Waterland, portadores de uma sonoridade única em Portugal. Espero que a nossa nação os receba de braços abertos, e que eles fiquem por cá até ao fim, dando novo fôlego a este estilo musical e claro, ao cenário actual da música nacional.

Emanuel Roriz

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