Entrevista aos Waterland

10177959_778551448824613_780170122473358757_nO nosso colaborador Emanuel Roriz, em mais uma parceria com a Metal Rock City, entrevistou Miguel Gomes, mentor do projecto WATERLAND. Numa conversa sobre passado, presente e futuro fiquem a conhecer o conceito, a inspiração e um pouco da história deste músico, já com um conhecido percurso dentro do Heavy Metal Nacional.

[ER] Os Waterland surgem como um projecto teu. Fala-me um pouco da ideia que está por trás da génese deste.

[MG] Após a paragem de Oratory comecei a pensar em Waterland (2007) e a construir uma história toda ela baseada na cidade de Waterland, com um suporte musical. Cada música é um capítulo dessa história e à medida que vai havendo um novo álbum vai-se desenrolando mais uma fase nova da história de Waterland. O projeto inicial era somente baseado em lançamento de CD’s, contando com a colaboração de Marco Alves e Bruno Gomes. A partir de 2010 decidi que haveria a possibilidade de apresentar as músicas ao vivo e foi então que Waterland começou a ter um line-up.

[ER] Sendo que em primeira instância, uma pequena associação aos Oratory é inevitável, pelo menos de minha parte, até que ponto o que fazes nos Waterland é uma continuação daquilo que edificaste com os Oratory?

[MG] Sim, na verdade a sonoridade tem algumas semelhanças com aquilo que foi feito em Oratory. A linha de composição partia de mim, daí haver algum elo de ligação entre as duas bandas, apesar de Oratory ter uma sonoridade mais gótica que vinha do passado. Waterland no meu ver consegue juntar aquilo que era feito em Oratory com alguns elementos mais eclécticos, juntando a isso o facto de que já adquirimos mais experiência e maturidade que permite conhecer melhores processos de composição.

[ER] Bem vistas as coisas, penso que podemos afirmar que os Waterland são uma banda única no panorama nacional tendo em conta o tipo de sonoridade que praticam, concordas?

[MG] Acho que sim, pelo que sei, até hoje não tenho conhecimento de uma banda que tenha a mesma sonoridade que Waterland. Seria de bom agrado se houvessem mais bandas determinadas a apostar numa fórmula que tem muito por onde explorar. Neste momento é um caminho que temos que percorrer e lutar de forma a tentar conquistar público e fazer chegar a nossa música o mais longe possível. Gostamos daquilo que fazemos e vamos continuar, pelo menos contamos lançar mais 3 álbuns nos próximos anos.

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[ER] Esperando que consigam tirar o melhor partido do factor unicidade o que esperam alcançar os Waterland com o novo álbum “Our Nation”?

[MG] Pretendemos dar a conhecer uma nova fase da banda. Acho que há uma grande diferença no aspeto qualitativo em relação ao “Virtual Time”. Este álbum é mais completo, tem temas rápidos, mais pesados, mais melódicos, conseguimos conjugar vários elementos de forma a ficarmos satisfeitos com o resultado final. Aguardamos ainda a edição internacional que está formalizada com a Ice Warrior Records, na qual daí partirá toda a promoção do álbum. Neste momento decidimos fazer uma edição limitada e nacional de forma a presentear os fãs com o álbum antecipadamente e fazer assim uma pré edição de um álbum que já deveria ter saído em 2014. Questões burocráticas que nos ultrapassam levam-nos a ter que aguardar mais um pouco.

[ER] Desde a génese da banda a actividade ao vivo nunca foi muito intensa. É um objectivo primordial promover uma mudança neste capítulo, tirando proveito de terem um novo álbum pronto e à venda?

[MG] Sim, o problema é que Waterland até finas de 2010 era apenas um projeto para álbuns somente. À partida de 2011 começamos a construir uma line-up que nos permitisse transpor aquilo que estava gravado para os palcos. Só que tínhamos uma tarefa muito complicada. O elevado número de vozes e harmonias, orquestrações e sons eletrónicos juntando a velocidade das músicas dos primeiros álbuns não facilitava o processo de apresentação ao vivo. Da mesma forma que os Rhapsody of Fire no início não conseguiam apresentar ao vivo o que faziam em CD, com Waterland as coisas processaram-se da mesma forma. Daí termos tido várias dificuldades no início para apresentar um set ao vivo. Tivemos de reconstruir várias vezes a banda de forma a encontrarmos o melhor line-up. Neste momento temos uma formação com experiência e rotina que permite poder tocar um set ao vivo. No entanto continua a não ser fácil e será um processo evolutivo.

[ER] Em 2014 já protagonizaram vários espectáculos. Como correram estas experiências?

[MG] Sim em 2014 fizemos alguns concertos onde, demos a conhecer o novo álbum e tocámos alguns temas dos outros álbuns. Foi uma experiência agradável tivemos um excelente feedback das pessoas e serviu para melhorar a nossa performance ao vivo, tendo em conta que esta formação ainda não tem um ano juntos, acho que o resultado final tem sido muito bom. Pretendemos dar continuidade em 2015 a esse bom momento que temos vindo a ter.

[ER] Ao ouvir os singles de avanço do novo álbum parece-me haver um salto qualitativo bem perceptível em relação à restante discografia. Quais são as grandes diferenças entre o processo de composição/produção do “Our Nation” e aquilo que foi feito para os dois primeiros lançamentos dos Waterland?

[MG] O “Our Nation” foi um álbum demorado no processo de gravação. A composição desenvolveu-se até relativamente rápida (um mês), a gravação é que foi um processo mais demorado e complexo. Demos valor aos detalhes e preocupamo-nos com que ficasse tudo de acordo com aquilo que pretendíamos, daí as gravações terem demorado quase 2 anos e usámos mais de 150 pistas para casa musica, parte delas em vozes. Este álbum teve várias colaborações e uma equipa que fez com que tudo isto fosse possível.

Quando comparamos aos anteriores álbuns a única coisa que saliento é o facto de mantermos o mesmo fio construtor, não quebrando por completo com as raízes idealizadas no início e essa ideia será para ser mantida. Quem ouvir o primeiro álbum “Waterland” e o “Our Nation”, ou mesmo o “Virtual Time”, consegue ter uma ideia da evolução mas ao mesmo tempo vai encontrar semelhanças na sonoridade entre todos os álbuns, e no fundo é isso que pretendemos.

[ER] Existe um conceito transversal a todo o álbum “Our Nation” e que é abordado em cada uma das letras? Ou temos aqui temas estanques? Fala-nos um pouco sobre este aspecto do novo trabalho.

[MG] Sim, Este álbum é mais uma continuação da história da cidade de Waterland. É um álbum bastante direcionado para o poder e a conquista, a luta e a crença de que nada está perdido até ao ultimo suspiro. São referenciadas algumas analogias ao nosso país. O próprio título do álbum “Our Nation” é uma referência à nossa história e aquilo que ainda podemos vir a ser enquanto pais.

[ER] Com toda esta situação recente, novo álbum e formação renovada, acreditas que atingiram um equilíbrio que vos irá permitir continuar a evoluir rumo a novos projectos com os Waterland?

[MG] Neste momento temos uma formação estável. Vai fazer um ano que estamos juntos e o resultado tem sido muito bom, com mais maturidade e profissionalismo que antes não era possível. Fomos adquirindo com o tempo uma aprendizagem baseada na humildade e muito trabalho. Esta é sem dúvida uma formação que permite a Waterland continuar a evoluir e apresentar o máximo de qualidade ao vivo e em CD.

[ER] Já existem próximos planos delineados? Podes levantar um pouco o véu sobre o que podemos esperar dos Waterland num futuro próximo?

[MG] Sem dúvida, gostávamos de ter uma maior visibilidade e tocar mais participando em festivais e outros concertos. Acreditamos nas nossas qualidades e capacidades e isso deixa-nos motivados para o futuro. Queremos dar também continuidade à história de Waterland gravando mais álbuns e trabalhando em equipa como até agora temos feito.

[ER] Por último deixamos espaço aberto para um pouco de publicidade. Onde podemos encontrar o novo trabalho “Our Nation” à venda?

[MG] Neste momento o álbum apenas se encontra em nosso poder numa edição limitada a algumas centenas de cópias e em formato digital, havendo mais tarde uma edição internacional que vai ser lançada em todo mundo quer em formato físico quer em formato digital e que servirá de promoção e venda ao público. Para ter acesso a uma destas cópias limitadas basta enviar um e-mail para waterlandband@hotmail.com

[ER] Qual a melhor forma de vos contactarem para agendar concertos?

[MG] Para poder entrar em contacto connosco podem usar o e-mail Waterlandband@hotmail.com ou o telemóvel 934443291. Se preferirem podem enviar mensagem para o nosso site , página facebook Waterland band ou twitter, estamos sempre atentos.

[ER] Datas de concertos agendados para os próximos tempos:

[MG] Festival Paws and Claws IV dia 24 de Abril pelas 22h.

(Estamos a aguardar mais algumas confirmações).

Fonte: Metal Rock City

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