Entrevista aos Phazer

389095_10151593660519940_859951023_n

Emanuel Roriz colaborador da Loudness Magazine e da Metal Rock City, entrevistou Gil Neto dos Phazer pela MRC, e colocou a descoberto uma banda de 10 anos de carreira com muita bagagem e muito carisma.

[ER]: O som dos Phazer situa-se algures entre o Rock e Metal, de uma forma muito generalista é claro. É mesmo aqui que vocês se posicionam musicalmente?

[GN]: Viva Emanuel, o nosso obrigado sincero por esta oportunidade antes de mais. Sim efectivamente creio que é um rock “musculado” de forma polivalente, com influências de todas as estéticas que caracterizam a música anglo-saxónica, ali e acolá acrescentamos outros registos fora do âmbito do rock.

[ER]: Como surge este som que vos caracteriza? Dentro da banda há elementos que fazem sobressair a veia Rockeira enquanto outros puxam mais pelo Metal?

[GN]: Basicamente, e no momento actual acabamos por nos focar mais nos pontos em comum no que diz respeito a gostos musicais, entre todos, mas sempre com margem de tolerância para o que é diferente, desde que seja uma mais valia para a composição do tema em questão. Nem sempre foi assim, porém julgo que agora temos aqui um ponto de equilíbrio mais salutar e homogéneo.

[ER]: Já com mais de 10 anos de actividade, consegues ao fim deste tempo sumarizar algumas comparações entre aquilo que idealizaram no início, e aquilo que realmente viveram até aqui?

[GN]: Dir-te-ia que alcançámos objectivos que num plano inicial eram muito longínquos, no entanto não contávamos que fosse tão difícil alcança-los, ou até que demorasse tanto tempo, até mesmo porque o cenário da industria musical quando começámos era completamente diferente, não havia facebook por exemplo, creio que experimentámos experiências brutais e únicas, creio que é para todos um orgulho o que fizemos, no entanto há que olhar em frente, e perceber que há tanto para fazer.

[ER]: É possível escolheres, um ou dois momentos, que recordes como uns dos mais especiais ao longo de toda a aventura?

[GN]: Tocar num Coliseu dos recreios, ou as aberturas para as bandas internacionais que admirávamos em mais novos.

[ER]: Vocês vivem da música ou têm empregos noutras áreas profissionais?

[GN]: Ninguém vive da música e todos nós temos ocupações profissionais em nada relacionadas com a música.

[ER]: E como encaram este vosso trabalho de artistas? É apenas um realizar de algo que realmente desejavam, viver a vossa paixão pela música da forma que tem vindo a ser possível, ou lutam mesmo para que tudo isto se torne algo “maior”, para que possam fazer dos Phazer a vossa “vida”?

[GN]: Creio que a nossa idade de banda revela toda a paixão inerente a este projecto. Acaba por ser um “misto” das duas coisas, a realização pessoal, com a tentativa de fazer chegar Phazer ao maior número de pessoas, de qualquer forma, a opção profissional seria algo a considerar, caso tivesse a sustentabilidade e solidez necessária, para o curso normal das nossas vidas.

[ER]: Peço-te agora para fazeres uma crítica construtiva ao cenário musical nacional. Fala-me de editoras, locais de concertos, promotores de concertos, festivais, venda de música…

[GN]: Questão complexa, para poder aqui dar uma resposta tão sumária. Acho que sinceramente, o cenário piorou, há menos circuito para tocar, menos retorno, toca-se em piores condições, vende-se menos música, e o público afastou-se. É uma opinião muito própria, passível de ser rebatida, …há mais opções para o público optar é verdade, mas não justifica tudo, num passado mais recente o publico aparecia mais, hoje acompanha o cenário, mas é mais difícil a sua mobilização, para se deslocar e ver ao vivo, é o que eu assisto, e não estou só a falar particularmente de Phazer, de vez em quando, vou a concertos de bandas nacionais e é o que tristemente assisto…quando não vou, é também o cenário que me reportam.

[ER]: Sei que um dos vossos próximos planos é o lançamento de um registo discográfico retrospectivo da vossa carreira. Podes revelar um pouco sobre este projecto e também sobre outros planos novos?

[GN]: Esse projecto ficou para já adiado, por circunstância de não termos conseguido por em prática o lançamento na deadline que esperávamos. Novos planos? Temos alguns cenários em equação, mas gostaríamos de “fugir” desta feita, ao formato tradicional no lançamento da nossa música, acima de tudo não gostamos de nos repetir, portanto 10 anos e 3 discos tão bem aclamados depois, porque não experimentar algo diferente? Experimentar outras formas de fazer chegar a nossa
música às pessoas.

[ER]: E para quando uma digressão de norte a sul do país, em que visitem os lugares habituais, mas também aquelas cidades por onde nunca passaram? Gostariam certamente que isso acontecesse…sabem que podem contar com a nossa ajuda .

[GN]: Sabemos disso sim e sabemos que podemos contar com a vossa ajuda para muito mais. Creio que no cenário actual, é difícil por em prática o que fizemos na “Revelations” tour, que foi basicamente isso que disseste, o tal correr o país, seria óptimo, mas…no entanto, nós sempre estivemos por cá e creio que não é difícil as pessoas nos encontrarem, por isso… o telefone, o site, o mail é o mesmo…é uma questão de nos abordarem e percebermos se é exequível!

fonte: Metal Rock City

Site Oficial: www.gophazer.com/
Facebook: www.facebook.com/gophazer

Advertisements
This entry was posted in Entrevistas, Noticias and tagged , . Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s