Amon Amarth no Hard Club

amonamarth_120215-15Em menos de três anos, a banda Sueca Amon Amarth voltou a pisar as terras lusitanas. Mas não vieram sozinhos. Para abrir as salas destinadas a receber a banda, Paradise Garage em Lisboa e Hard Club no Porto, vieram na bagagem os britânicos Savage Messiah e os californianos Huntress.amonamnarth_12202015-8

Às 20h30 entram em palco os Savage Messiah. Uma banda praticamente desconhecida do público português mas que nos cativou desde o primeiro riff com o seu som característico composto por uma mistura de Thrash com Power Metal. O público português foi bastante recetivo à atuação da banda que apresentou um setlist em que destacaram o último álbum lançado em 2014 – The Fateful Dark – pela editora Earache Records.

A segunda aparição da noite foram os surpreendentes Huntress. A voz caraterística da belíssima Jill Janus contagiou os presentes particularmente com os seus berros amonamarth_120215-17assustadores que nos remonta para um filme de terror. Nas vocalizações melódicas esteve de igual modo irrepreensível, muito bem complementada com uma excelente postura de palco. Uma excelente performance por parte da banda e uma enorme interação com o público, obteve um dos pontos altos da atuação com a musica I want fuck you to death ao mencionar que a letra tinha sido escrita pelo mediático Lemmy, vocalista da banda  Motörhead. Baseando-se apenas nos seus dois álbuns de estúdio, a formação californiana consegue já um set com vários momentos de destaque, sendo Spell Eater, Zenith ou Eight of Swords os temas que maior reacção do público arrancam.amonamarth_120215-18

No último intervalo da noite ainda se viveu mais um momento caricato. A última música que brotou pelas colunas, antes da subida a palco da banda da noite, foi a icónica Run to the hills. O público vibrou de tal forma que parecia que eram os próprios Iron Maiden que estavam para entrar em palco.

Cantorias à parte, chega o tão aguardado momento da noite, os guardiões de Asgard desembarcam no palco do Hard Club! Em 2011 a banda veio presentear-nos com o mais recente álbum, na altura, Surtur Rising com músicas que se tornaram autênticos hinos, como por exemplo, Destroyer of the Universe. Nem dois anos passaram e a banda lança Deceiver of the Gods em 2013, álbum este que recheou, e muitíssimo bem, o alinhamento apresentada pela banda.amonamnarth_12202015-10

Logo nas duas primeiras músicas, o Hard Club tornou-se num autêntico campo de batalha Viking (Oden estava orgulhoso certamente!) com Father of the wolf e Deciver of Gods! O público saltou, cantou, fez moshe…tudo aquilo a que há direito. E Eis que surge a primeira abordagem por parte do Johan Hegg, vocalista da banda para com os presentes muitíssimo simpático e energético.amonamnarth_12202015-13

É então que recuamos a 2008 com Live for the Kill e Free Will Sacrifice, a 2006 com Asator e 2011 com For Victory or Death. Aqui fazemos uma pequena paragem na nossa viagem pelo tempo e regressamos a 2013 com As Loke Falls que foi um dos grandes momentos da noite.

Continuamos então a navegar por 1999 com Bleed for Ancient Gods e é em 2002 com Death in Fire que assistimos a outro grande momento da noite com direito a efeitos pirotécnicos, nomeadamente pontos de chamas a sair pelo palco.amonamnarth_12202015-11

Considerando que o concerto já ia a mais de meio, começa a ser complicado mencionar os grandes momentos da noite, pois realmente foram praticamente todos..no entanto é devido destacar a The Last Stand of Frej como momento mais calmo, mas talvez um dos mais intensos, de quase hipnose musical. Este momento de calmaria só pode ter sido propositado uma vez que logo a seguir se seguiram Guardians of Asgaard, Shape Shifter, Cry of the Black Birds, War of the Gods e Victorious March.

É neste momento que Johan “rise his hammer” e surge o primeiro encore com Twilight of the Thundergod. Cada nota é cantarolada em coro de uma forma explosiva. É inacreditável como o público, já quase a desfalecer, ainda conseguia cantar, berrar, saltar de uma forma tão entusiasta que só quem lá esteve consegue descrever. Para terminar esta brilhante noite, só faltava o grande hino The Pursuit of Vikings, com confirmação que todos nós eramos/somos, verdadeiros Vikings! Jamonamnarth_12202015-5

Depois deste grandioso espetáculo, colocamos algumas questões a quem ainda tinha algum fôlego para as responder:

1: Nome

2: Idade

3: De onde vens?

4: Que banda te trouxe ao Hard Club?

5: Já a tinhas visto antes? Qual dos concertos gostaste mais?

6: O que achaste das restantes bandas?

7: Qual foi a surpresa da noite?

Hortênsia Duarte, 34 anos (Porto): (4) Amon Amarth; (5)Já os tinha visto em 2009

(6) As restantes bandas não conhecia mas não achei nada de especial principalmente na qualidade do som.

João Dinis, 22 anos (Guimarães): (4) A banda que me levou a ir foi Amon Amarth, as bandas suporte são me desconhecidas. (5) Ja os tinha visto nesta mesma sala em 2011. Gostei mais do primeiro concerto que vi por varias razões, na altura tava mais ligado a banda que hoje, gostei mais do surtur rising que este album que têm na bagagem, e pronto, o primeiro é sempre o primeiro, há mais êxtase. (6)Das outras bandas não vi praticamente nada, já cheguei tarde ao hc e por isso não posso opinar. (7) A surpresa para mim foi o tema victorious Marsh, o ponto alto para os meus gostos, pois é o meu tema preferido da banda

Carlos Moreira, 27 anos (Vila Nova de Gaia): (4) Amon Amarth. (5) foi a primeira vez k os vi e foi a que gostei mais. (6) Não me cativaram muito (7) a qualidade d concerto, foi muito bom.

Rui Rocha, 22 anos (Paços de Brandão): (4):Amon Amarth. (5) Já tinha visto uma vez e gostei mais dessa primeira vez embora tenha sido muito bom desta vez também! (6) Só vi Huntress e não gostei nada..(7) Acho que não houve nada assim em especial

Márcio Guedes, 39 anos (Porto):  (4) Amon Amarth.  (5) Sim, em 2011. Foram igualmente bons. (6) Savage messiah, muito porreiro. Huntress achei mais ou menos. (7) Savage messiah. Não conhecia, achei interessante.

Paulo Freitas Jorge, 45 anos, Maia: (4) Amon Amarth.  (5) Foi a primeira vez que os vi ao vivo.  (6) Gostei bastante de Savage Messiah e fiquei um pouco desiludido com Huntress. Pelos videos que vi no youtube de Huntress esperava mais. O baixista de Huntress esteve em grande nível , grande baixista.  (7. A surpresa da noite na realidade foram duas : primeiro Savage Messiah que vêm de Londres e notam-se bem as influências de Iron Maiden. A segunda; segundo o público que esteve fantástico num clima de grande entrega e grande festa sobretudo durante a actuação de Amon Amarth.

Reportagem Loudness | BY: Ana Oliveira e Emanuel Roriz

amonamnarth_12202015-9 amonamnarth_12202015-2 amonamarth_120215-16 amonamnarth_12202015-11 amonamnarth_12202015-14

Advertisements
This entry was posted in Noticias, Reportagens and tagged , , , . Bookmark the permalink.

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s