12º Aniversário Vira Lata

Em noite fria à beira da Ribeira de Barcarena, o Pátio do Sol foi testemunha de uma celebração dos 12 anos de Vira Lata, uma vida curta, mas recheada de êxitos. Já para muito além do por do sol já quase a chegar ao dia seguinte os 4 cowboys Ulisses, Filipe, Ivan e o Local (por esses lados) Covas, arrancaram com o baile que inevitavelmente ante vinha ser uma animação do princípio ao fim.

Com um setlist recheado e digno de festa começando com*** e terminando em apoteose com a Ivone incluíram alguns temas pouco tocados, mas sempre solicitados pelos foliões. Durante o baile os vira-lata trouxeram 3 “cãovidados” João Morais (O Gajo) que deixou a sua campaniça em casa e foi a palco interpretar “Deserto”, e Bruno Alves em “Contagem Decrescente”, e que ainda consegue dar uma mãozinha no baixo do Filipe, aliás momento digno de registo, e por fim o grande Eduardo Vaz Marques aka Zorbs no tema “Carocho”.

Durante a atuação Ulisses lá ia dizendo “Isto pouco ensaiado sai melhor”, relembrando que no tema “Remédio Santo” normalmente se esquece da letra daí não ser muito tocada ao vivo, e Covas a ironizar dizendo que” Já ouvi pior”. Uma pequena pausa para agradecimentos para quem acompanha e ajudou a montar a festa passando pela banca do Merch, ajuda em palco, e acabando no Som no Ricardo de RAMP, não podia deixar de fazer uma referência à boa qualidade da sala do Pátio do Sol, dando nota que foi a primeira sala onde Covas se estreou nos palcos, Ulisses agradece a todos a presença e brinda com a revelação do 5º trabalho de originais que será melhor que o “Ultimo Pôr do Sol” e Filipe revela que “ainda será melhor que o primeiro”, só podemos esperar um enorme trabalho a juntar ao reportório de Vira-Lata.

A Loudness Mag deseja o mais que merecido enorme sucesso aos Vira-Lata esperando no mínimo mais 12 anos de carreira, e que os demais venham sempre com muito boa disposição nos palcos por este País fora a proporcionar enormes bailaricos.

Reportagem : Luis Queiroz

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Black Widows Apresentação do último álbum”Among the Brave Ones”no MetalPoint 26/11/2022

Fonte – Facebook.

Mais uma bombástica noite do Metalpoint.

Apesar da noticia do encerramento das suas portas, mais uma vez no Metalpoint se mostrou a música que por lá passa, foram 15 anos de luta.

Apesar disso, músicos e o seu publico não se deixaram abalar pela noticia, o underground português mostrou que continua vivo.

Iniciou-se a noite com a banda MALIGNEA a banda de Queluz, tocou cinco temas :

MALIGNA, MORTE VERMELHA, UNIVERSO 25, SANGUISLUNAE E FAROL DOS MALDITOS

De seguida foram os DALLIAN banda de Symphonic Death Metal criada em 2018, tocaram os temas SATORI, THE LIE VISON, THE SWINE DIALECTIC entre outas

E por ultimo a Banda BLACK WIDOWS cabeça de cartaz da noite , banda feminina de 1995, levou o público ao rubro, no lançamento do seu novo álbum “AMONG THE BRAVE ONES” .

Apresentaram temas tais EDEN DENIED, FORGIVE TO FORGET I’M A MONSTER, BLACK ORCHID AMONG THE BRAVE ONES, SCHIZO

Mais uma noite de excelente underground português que ficará na mítica e histórica Casa Metalpoint.

Agradeciemntos : Black Widows – Rute Fevereiro

Reportagem : Olivia Miranda

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Raio-XIS visita em pormenor – WYK – Would You Kindly.

Passado dia 11 foi a estreia dos “Would youKindly” WYK, no RCA pela mão da Amazing Events que proporcionou esta oportunidade para a primeira parte dos Suecos Enforcer. Esta banda de Cascais composta por 5 elementos que se juntaram ainda durante o período pandêmico e com uma composição pouco vulgar, apresentando duas Front Women, trazem para os palcos um excelente trabalho de originais “Lies and Beliefs” com uma sonoridade revitalizante e curiosa.

Pois bem a impressão causada foi tal que a Loudenss Magazine quis saber mais desta jovem banda, e matou alguma curiosidade que aqui partilhamos.

1. Qual o vosso percurso musical de cada um dos Elementos de Would You Kindly? WYK: Os Would You Kindly são um projeto musical de hard rock composto por 5 elementos com percursos musicais distintos. A banda foi formada pelo nosso guitarrista Mário e pelo nosso baterista André, que já tinham tocado juntos em projetos anteriores de hard rock, punk rock e heavy metal. Pouco depois o nosso baixista Alexandre juntou-se à banda, após ter passado por diversos projetos de punk rock e pop-punk. Por fim, juntaram-se as nossas vocalistas, a Marta e a Zoë, que até esse momento ainda não tinham abraçado qualquer projeto musical. 

2. Como caracterizam o vosso projeto? WYK: O nosso projeto caracteriza-se como uma banda de hard rock moderno, na qual se destacam duas vozes femininas, uma guitarra sempre presente tanto nos temas mais melodiosos como nos mais pesados, e uma secção de ritmo ativa que realça as demais características do projeto. As nossas influências muito distintas e originam de diversos subgéneros derivados do rock, bem como de blues e jazz. 

3. Referências do mundo da música? WYK: Perante o background diferente dos elementos dos Would You Kindly, as nossas referências no mundo da música são muito ecléticas incluindo: Metallica, Avenged Sevenfold, Muse, Halestorm, NOFX, Blink-182, Tara Perdida, Stone Sour, The Pretty Reckless, Alice in Chains, Pearl Jam, entre muitos outros.

4. Quais são os vossos filmes/livros favoritos? WYK: A resposta a esta questão será muito diferente consoante o interlocutor que a receber dentro da banda, mas as opções mais consensuais serão: 

Filmes: Senhor dos Anéis, Guerra das Estrelas, Alien, Interstellar, Cinema Paraíso e O Resgate do Soldado Ryan

Livros: Atlas Shrugged, Senhor dos Anéis, The Witcher, IT e A República    

5. O que vos encanta no mundo enquanto artistas? WYK: O que nos encanta no mundo enquanto artistas é a forma como a inspiração artística pode surgir das coisas mais mundanas ou inesperadas e o impacto que as criações artísticas podem ter na sociedade ou na vida de terceiros, bem como o espírito de comunhão que as mais variadas formas de arte, como a música, podem criar.

6. Se a vossa música pudesse mudar alguma coisa na mentalidade das pessoas o que gostariam que fosse? WYK: Gostávamos de espalhar o gosto pelo rock entre as gerações mais novas.

7. Onde gostariam de tocar ao vivo? WYK: Temos a ambição de tocar pelo mundo fora nos maiores palcos possíveis e para o maior número de pessoas possível.

8. Quais as vossas aspirações para o futuro? WYK: As nossas aspirações são crescer enquanto banda de modo a que possamos fazer música que seja reconhecida mundialmente e que nos permita viajar o mundo a espalhar a nossa arte.

9. Descrevam-se numa palavra WYK: Inevitáveis.

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Laurus Nobilis Music Fest 2022 – Segundo Dia

O segundo dia começou com uma notícia agridoce: os AT THE GATES cancelaram a sua participação, devido a motivos de saúde (o Covid ainda faz das suas) e os HATE tiveram problemas com os voos tendo também que cancelar. Estes imprevistos infelizmente acontecem e a organização desdobrou-se em esforços para equilibrar o cartaz, sendo que a principal alteração foi a antecipação dos DECAPITATED para o segundo dia.

Primeira banda do dia, no palco principal, os SONNEILLON BM foram a única aposta Black Metal do cartaz deste ano e estiveram quase à altura da responsabilidade, pese o som algo baixo das guitarras. A promoverem o mais recente EP, “Caadere et Resurgere”, o (ao vivo) quinteto do Porto ignorou Sol abrasador e serviu-nos uma boa dose de negritude. O ponto alto vai naturalmente para o trabalho de bateria de Bellerophon (principal compositor e único membro original), que acaba por complementar de forma perfeita os riffs de guitarra. Destaque para “Secrets of Existance and Chaos”.

Herdeiros espirituais dos saudosos Genocide, os GRINDEAD acabam por soar bastante refrescantes dentro do espectro Death/ Grind sem grandes “invenções”. Musicalmente o ponto de partida é sem dúvida o “old school” mas sem soar datado. Imagine-se a “riffalhada groove” de Bolt Thrower e Obituary com voz e secção rítmica “à lá” Deicide e fica-se com uma ideia do som do quarteto do Porto.

Os MOONSHADE foram a proposta seguinte. Movendo-se dentro do espectro mais melódico do Death Metal (inspiração Sueca) e socorrendo-se de teclas pré gravadas (a utilização de backing tracks foi algo comum em quase todos os concertos) o quinteto do Porto não conseguiu contudo desfazer a ideia de que ainda lhes será necessário encontrar uma identidade própria.

Aproveitámos a actuação linha “Core” dos Madrilenos COUNTERACTT para enganar o estomago (nota menos positiva para os preços dos comes e bebes do Festival, 4 euros por um caldo verde é obsceno!) e para trocar uns dedos de conversa com algumas caras com as quais não nos cruzávamos desde o mundo pré-pandemia.

Inicialmente agendados para o primeiro dia, os DECAPITATED eram uma das bandas mais aguardadas da edição deste ano e a prestação do quarteto cumpriu com as espectativas dos presentes. E ainda que os trabalhos mais recentes dos Polacos sejam uma “piscadela” às gerações mais ávidas de doses “groove” (leia-se fórmula “breakdowns” com fartura), uma escolha bem pensada de “set-list” proporcionou um excelente concerto aos novos e velhos fãs. Pelo menos em nível de intensidade terá sido um dos melhores concertos dos tês dias.

Das bandas com mais longevidade na “cena” Nacional, os RAMP foram uma das adições de última hora ao cartaz deste ano. Com o novíssimo álbum “Insidiously” debaixo do braço (o primeiro em 13 anos!), os veteranos da margem sul revisitaram  toda a sua carreira (quase – ficamos sempre esperançosos pela “The Last Child”…) durante a sua actuação.  “All Men Taste Hell” e “Black Tie” continuam a ser duas “malhas” intemporais.

Presença regular nos palcos dos festivais portugueses (é raro o ano em que os Israelitas não tocam por cá), os ORPHANED LAND não desiludiram mas também não deslumbraram. Se não há mácula a apontar à prestação da banda, também não há um “brilho” especial e por mais competentes sejam os músicos e excelente “front-man” seja o Sr. Kobi Farhi, por vezes a banda parece entrar em piloto automático. Ainda assim, temas como “Sampari” e “All is One” garantem sempre bons momentos e a alegria dos músicos em palco torna-se contagiante.

Reportagem : Sethlam Waltheer – Waltheer Guitar Works

nota: Esta será a ultima reportagem sobre o festival da edição de 2022

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A PowerHouse Sueca “Rebentou” o RCA

Os Suecos “Enforcer” após um interregno de 6 anos voltam a Portugal, para um concerto memorável onde os temas mais antigos se misturam com o mais recentes antevendo do lançamento do próximo trabalho sucessor de “Zenith” de 2019, deixa uma enorme curiosidade “At The End Of The Rainbow” “Kiss Of Death” os dois últimos singles lançados em 2021 estarão no próximo trabalho.

A banda de HardRock de Cascais “Would You Kindly” que se juntaram em 2020 já com um trabalho na rua “Lies And Beliefs” lançado em setembro deste ano, onde se destaca “Broken Halo” , “Chunk” um tema mais stonner, “O.U.T” entre outros. Ao vivo deixaram um bom registo apesar da falta de rodagem em palco em termos de grupo, mas com elementos muito competentes, que podem facilmente ir mais longe. Iniciaram o setlist com Broken Halo terminando em “Chunk”, passaram por “Zombie”, um pequeno tributo a Dolores O’Riordan.

Seguiram-se os HardRockers “Affair” com 4 trabalhos de originais sendo o ultimo “LESS AIN’T MORE” de 2019, com o fabuloso tema “Paradise Café” a trazer as mais belas memorias do velhinho “Load “” “, animaram a casa com o reu HardRcok muito clean com um set de apenas 7 temas mas a arrancar emoções na sala.

Mas a noite estava guardada para os Cabeça de Cartaz os Suecos Enforcer, e tal como se esperava a prestação foi no mínimo avassaladora. Os Enforcer que têm como missão espalhar o Heavy MEtal pelo Mundo, por ca espalharam um setlist bem recheado muito semelhante ao álbum “Live By Fire II” onde temas como “Zenith of the Black Sun”, “Death Rides This Night”, “Take Me Out of This Nightmare”, a causar um enorme impacto na sala se bem que desde o inicio ao fim a sala foi sempre contagiada por Olof Wikstrand e companhia. Para o Encore ficaram reservados temas como, “Katana” e “MidNight Vice”.

A Amazing Events voltou a não desiludir, proporcionou aos presentes uma enorme noite cheia de emoções, continua a promover quem já está como os que emergem, bem como os Galácticos, de quem todos nós adoramos ver e ouvir, pena é por vezes o nosso publico não corresponder conforme as nossas expetativas que são sempre altas, ou pelo facto da conjuntura que estamos a atravessar, que obviamente não é um bom tópico, e só quem passa por elas é que sabe, mas dá a sensação que a grande maioria do publico português vai muito pelas trends.

Alheio a isto tudo estão as promotoras como a Amazing Events que não desmoralizam e continuam a fazer o que melhor sabem, dar musica.

Agradecimentos : Amazing Events

Reportagem : Luís Queiroz

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Noite de Peso no Metal Point

O MetalPoint ainda não  foi desta que foi abaixo….

Mais uma abertura das portas do Metalpoint, com metal underground, desta vez com o inicio da banda Phenocryst de Lisboa.

A banda iniciou a sua atividade m 2021 e prepara-se para lançar o seu álbum “Explosions” em formato Mini LP, que segundo N. está para breve.

Nesta noite a banda tocaria apenas 4 temas, mas acabou por presentear o público com 6, como disse N.  foram um bónus.

De seguida a banda de Vila Nova de Gaia os Necro Chaos apenas com três elementos, dois veteranos e claro um baterista no seu power, demonstradas na sua batida, aumentou ainda mais a fasquia, sala repleta e com um publico vibrante, apresentou temas do seu album “Spiral of Obscurity” tais como Infernal Flood, Clasket Breaker entre outros

E por ultimo a Banda  Pitch Black cabeça de cartaz da noite subiu ao palco e provou que o Norte ficou ao rubro, com o vocalista Nuno Quaresma, a incentivar o seu público.

Apresentaram temas tais como  Lost in Words, Unleash the Hate, Disturbing The Peace, e o tema como o nome da banda claro Picth Black entre outros.

As espectativas foram superadas , mais uma noite de excelente Death Metal.

Fotos e Reportagem

Olivia Miranda – MM Photo

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Laurus Nobilis Music Fest 2022 – Primeiro Dia

Nova edição do Laurus Nobilis, festival que tem crescido nos últimos anos e que nesta edição ganhou principal destaque pela inclusão dos Manowar no cartaz e por toda a polémica em torno da banda. Assunto para mais tarde…

Debaixo de um sol abrasador, os VIA SACRA foram os escolhidos para o arranque na quinta-feira. Recinto ainda algo despido de massa humana, mas que não pareceu afectar a banda. Movendo-se algures entre o Hard Rock/ Sleezy/ Glam, a banda “da casa” mostrou-se competente em palco e capaz de criar refrões orelhudos como em “Souls of Fire” e “Is Rock Dead?…”.

O facto do palco principal estar reservado para a actuação dos Manowar e dos Raposody of Fire, causou algumas alterações de alinhamento e tempos mortos entre as bandas. Demorou de facto algum tempo até que os Algarvios MEDO subissem ao palco, mas a banda pareceu empenhada em “acordar” os presentes. E de facto foi ao som do Hardcore que as primeiras cabeças abanaram.

Seguiram-se os franceses DARKTRIBE. Heavy Metal clássico a fazer a espaços relembrar os velhinhos Helloween mas com teclados (pré-gravados). Actuação competente, mas sem grande brilho ainda que vir tocar a um festival com um baterista com quem se ensaiou apenas horas antes, é de se tirar o chapéu!

Primeiro concerto no palco principal, os Italianos RAPOSODY OF FIRE foram provavelmente a actuação mais aborrecida de todo o Festival. Se por um lado o “Power Metal” versão ultra técnico cheio de teclados já tenha gozado de maior popularidade, por outro as constantes mudanças de formação e cisões menos pacíficas no seio da banda mostram uma banda algo desinspirada, baseando-se fortemente no sucesso dos primeiros álbuns. Só mesmo para fãs.

Os VËLLA têm lentamente, mas de forma sólida conquistado nome dentro do espectro mais “alternativo” ou “moderno” do Heavy Metal. Músicos competentes (e já conhecidos de outras “paragens”), mostraram que nem só de “break downs” e samples se faz música pesada e actual. Curiosamente, a primeira referencia que nos vem à cabeça são os Fear Factory quando se ouvem as malhas de “Coma” (o Álbum de estreia de 2020), ainda que os Sintrenses tenham pouco em comum com o colectivo americano. “The Promise” com a participação especial de Miguel Inglês (dos Equaleft) . Aguarda-se então o sucessor de “Coma”, o álbum de estreia (2020).

“Só para fãs” poderia ser o cognome dos MANOWAR. Quase até ao último minuto esperava-se que da cartola do carismático Joey DeMaio (figura difícil de se trabalhar mas não de estar) saísse uma surpresa menos agradável. Mas contra tudo e todos e completamente à parte das recentes polémicas em torno da banda (sendo a mais recente o cancelamento à última da hora da participação na edição deste ano do Barcelona Rock Fest), os MANOWAR cumpriram o lema “Veni, Vidi, Vici”. Se por um lado era inegável que grande parte da massa humana que rumou a Famalicão estava ali para os ver (umas dezenas de fãs não arredaram pé da frente palco durante toda a tarde/ noite), a banda também fez por não desapontar. Seguida da habitual “intro” pela voz do Sr. Orson Wells, o triunvirato inicial de temas (“Manowar”, “Kings of Metal” e “Dark Avenger”) deu o more para um concerto que, ainda que não isento de dificuldades (um problema com os “samples” que afastou Joey do palco e que levou a Eric Adams a fazer um improviso de gritos com o público), deixou todos os presentes de sorriso na cara. E ainda que seja Joey o rosto mais visível da banda, ao vivo, o “timoneiro da Caravela” é sem dúvida o SR. Eric Adams, dono de uma voz de arrepiar e que a sabe usar dentro das limitações da idade. O catálogo da banda já é bastante extenso (ainda que nos últimos anos a banda pareça mais apostada em lançar DVD’s do que musica nova) e torna-se quase impossível numa hora e meia fazer jus a todos os clássicos. De fora do alinhamento ficaram temas de “Into Glory Ride”, “Hail to England”, “Sign of the Hammer”, “Louder than Hell”, “Gods of War” e “The Lord of Steel”.  Nem por isso faltaram clássicos como “Defender”, “Holy War”,  “(meia) Hail and Kill”  e “Battle Hymn” a par de êxitos mais “recentes” como “Call to Arms” e “Warriors of the World”. O habitual discurso do Sr DeMaio desta vez não foi nem sobre cerveja nem sobre “False Metal”: apenas sobre todo o trabalho e investimento necessário para que a banda possa dar um bom concerto aos fãs e a dedicação dos promotores (chamados ao palco) em assegurarem que esse objectivo era cumprido. Para o final, “Black Wind Fire and Steel” e a sensação de que ali ficaríamos todos mais hora e meia.

Fotos e Reportagem

Sethlam Waltheer

Fotos e Galeria completa aqui

(Mais fotos em Breve)

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Girlschool + Alcatrazz 6/9/2023

Pela mão da Amazing Events, o RCA compôs-se de forma tímida para mais um dos últimos espetáculos roubados pela pandemia, e recebeu Alcatrazz e as GirlSchool. Inicialmente estava também no programa os Asomvel, mas o trio liderado por Jay-Jay Winter não continuou a tour devido a compromissos já acertados não pode continuar a tour.

A entrada tímida em palco de Dooggie White não podia ser mais enganadora, pois durante 12 temas revelou que a idade não pesa, mas sim é um posto, a frescura na voz com o charme britânico, encantou a sala. Não houve momentos de delírio coletivo, mas houve sim um enorme respeito por parte do publico presente pois estavam perante os emblemáticos icons do Heavy Metal, Larry, Joe, Gary e Jimmy.

Um setlist de 12 temas iniciado por “Grace of God”, durante a atuação ninguém fica indiferente à ousadia e poses de Joe Stump que disparava arpejos e speed picking com as suas Esp com o “Scalloed Fretboard”, enchiam o RCA de Solos fenomenais, às batidas penetrantes de Larry Paterson, e as poses teatrais de Doogie passaram 4 temas de Rainbow, “Wolf Moon”, “Ariel”, “Too Late for Tears”, e por fim e acabar o concerto o fabuloso “The Temple of the King” com uma menção a Ronnie James Dio.

Mas a noite não era de Reis, mas sim das fantásticas Girls School, a icónica banda 100% feminina de Kim, Jackie, Tracey e Denise, com mais tempo de existência, continua nos dias de hoje a impressionar com performences regadas de boa disposição e energia contagiante, foram o mote para os 14 temas que foram apresentados.

Demolition inicou o set brutal e como foi bom reviver os clássicos e temas icónicos da longa carreira da “meninas” do Heavy Metal, “Hunter”, ”Hit N Run”, ”Nothing to Lose” e bombásticos “Bomber” e “Emergency” a fechar a noite que dispensam de apresentações.

Uma lição de vida que estas duas bandas dão a muitas que estão a iniciar e que estão no ativo, pois são poucos que chegam a umas boas dezenas de anos de carreira sempre com a mesma disposição animação e profissionalismo.

Aprendam que eles não duram para todo o sempre!

Agradecimentos: Amazing Events

Foto galeria completa aqui

Reportagem e Fotos: Luis Queiroz

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Raio-XIS visita em pormenor – MALIGNEA

Nascidos do ventre dos DOGMA, MALIGNEA com Isabel n, o Luís Possante , o João Pedro Ribeiro, o Miguel Sampaio e o Luís Abreu, surge como um projeto novo em busca de uma nova identidade e afirmação musical, que ainda espera ter o seu álbum de apresentação editado ainda este ano.

Em Abril deste ano tiveram a sua primeira aparição nos palcos na apresentação da banda no SideBrocks e serão a banda que no próximo dia 8 de Setembro 2022, que vai abrir o RCA para os Imperial Age.

A LoudnessMag, quis saber mais sobre esta Banda, desejos e aspirações para o futuro e tirou o Raio-XIS,

Fonte:Facebook

1. Qual o vosso percurso musical de cada um dos Elementos de Malignea?

Somos os mesmos elementos que integravam Dogma quando este projeto terminou, menos um. 

A Isabel na voz (ex Dogma e ex Insaniae), o Luís Possante na guitarra (ex Dogma e ex Insaniae), o João Pedro Ribeiro na guitarra (ex Dogma e no presente em My Enchantment e Enchantya), o Miguel Sampaio no baixo (ex Dogma) e o Luís Abreu na bateria (ex Dogma, ex Gwydion, atualmente em Beyond Carnage).

2. Como caracterizam o vosso projeto?

Um novo projeto é sempre uma oportunidade de fazer algo diferente, melhor e mais ousado que o anterior. É certo que continuamos a manter fortes raízes no Doom e no Dark Metal, mas pelo material que já compusemos e gravámos, até agora são notórias as incursões pelo Death, Thrash e até o Black Metal. É a soma das nossas influências e preferências musicais individuais, que depois ganham forma no resultado final. Mas temos a certeza que só quando tivermos o álbum finalizado é que conseguiremos ter a certeza do quadrante para onde a nossa bússola musical aponta. 

3. Referências do mundo da música?

São muitas e variadas, sem nenhuma ordem particular: Iron Maiden, Metallica, My Dying Bride, Type O Negative, Dimmu Borgir, Ahab, Samael, Amorphis, Satyricon, Theatre of Tragedy, Slayer, Candlemass, Hypocrisy.

4. Quais são os vossos filmes/livros favoritos?

Quanto a filmes a saga Star Wars, saga Alien, Senhor dos Anéis, Blade Runner, Exorcista, Nosferatu, Reino dos Céus, Metropolis, Citizen Kane e basicamente todos os filmes de terror dos anos 80.

Quanto a livros Nome da Rosa de Umberto Eco, Drácula de Bram Stoker, Frankestein de Mary Shelley, Histórias Extraordinárias de Edgar Allan Poe, Da Terra à Lua de Júlio Verne, A Sombra de Innsmouth de H.P. Lovecraft.

5. O que vos encanta no mundo enquanto artistas?

O poder e capacidade de dar algo às pessoas. A música tem a característica de ser uma linguagem universal que toda a gente entende de cultura, raça ou religião. É algo que se sente e que transcende a lógica e o racional.

6. Se a vossa música pudesse mudar alguma coisa na mentalidade das pessoas o que gostariam que fosse?

Acima de tudo acabar com a mentalidade do eu, do uno. O todo, a globalidade é sempre o mais importante.

7. Onde gostariam de tocar ao vivo?

Gostamos de tocar ao vivo e tocaremos onde nos convidem. Mas claro que há sempre o desejo de fazermos os maiores e principais festivais em Portugal, e claro que não podemos deixar de ter o sonho de tocar em palcos como Wacken.

8. Quais as vossas aspirações para o futuro?

As nossas aspirações para já, passam por lançarmos o nosso álbum de estreia ainda este ano e por tocarmos ao vivo o mais possível para o apresentar nos meses subsequentes ao seu lançamento. A partir daí tudo estará em aberto.

9. Descrevam-se numa palavra

Malignea

Fonte: Facebook

Agradecimentos:

Malignea

Notredame Productions.

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Raio-XIS visita em pormenor – DeadlyMind

No passado dia 30 de julho, os DeadlyMind lançaram o tão desejado e esperado trabalho de originais com a chancela da HellXis em Cacilhas na Casa Municipal da Juventude.

Oriundos da Margem Sul, esta banda formada em 1997 ainda que durante este tempo andaram sempre dentro do cenário do HCMS “Recognize The Threat” é hoje uma realidade.

Composto por 10 temas, respira HCMS do principio ao fim.

Mais uma vez a Loudness MAG quis conhecer e dar a conhecer melhor esta banda.

1 – Percurso musical dos elementos:

-Dos atuais elementos da banda, dois deles são membros fundadores, o Sérgio Sampaio e o Pedro Monteiro que formaram a banda em Março de 1997 tendo o Nelson Garção entrado no Projeto dois meses depois.

O João Nunes entrou na banda em 2001, o Ricardo Carregado em 2018 e o Armindo Furtado em 2020. Para o Sérgio, Deadly Mind foi e é o único projeto musical que teve até hoje.

O Pedro e o João fazem atualmente parte de outra banda de hardcore da margem sul, os Not Without Fighting. Sendo que o João e o Armindo começaram o seu percurso musical com os Lost Reaction, tendo os mesmos posteriormente formado os Not Without Fighting juntamente com outros amigos.

O Nelson gravou um álbum com ZOP e o Ricardo participou em diversos projectos musicais ao longo dos anos, entre eles os Landscape e os Sandpaper , na sua maioria dentro da vertente do rock alternativo.

2 – Como caracterizam o vosso projeto:

-Deadly Mind é a fusão de diferentes personalidades e diferentes influências, desde o Hardcore pioneiro de Nova Iorque, passando pelo Metal e pelo Punk. Essa variedade de influências resultou num estilo de som característico, com a mensagem positiva do HC, a técnica do Metal e a cadência do Punk.

Acima de tudo tentamos fazer um estilo de música próprio, muito virado para as ruas e para o underground, com foco na amizade, família, crítica política e sensibilização social.

3 – Referências do mundo da música.

-Como referimos anteriormente Deadly Mind é um conjunto de diferentes personalidades e influências, mas nomeando apenas algumas escolhemos Biohazard, Warzone, Agnostic Front, Madball, Bad Brains, Merauder, Subzero, Integrity, Strife, Sepultura, Pantera, Metallica, Bob Dylan, Deep Purple e Jimmy Hendrix

4 – Filmes/livros favoritos:

-“Padrinho”, “Rocky”, “Rambo”, “Tudo bons rapazes “, “Era uma vez na América “, “O bom, o mau e o vilão”, “Balas e bolinhos”, “Platoon – Bravos do plutão” e “O justiceiro da noite”.

Livros não são o nosso forte, preferimos biografias de bandas, zines e jornais.

5 – O que vos encanta no mundo enquanto artistas?

-A possibilidade de fazer a música que gostamos sem imposições nem obrigações de agradar a alguém em particular, sendo fiéis aos nossos princípios e valores.

Se do resultado do nosso trabalho houver quem goste e felizmente temos algumas pessoas que gostam da nossa música e que nos vão seguindo ao longo dos anos, é claro que nos deixa felizes, mas não fazemos música por encomenda nem nunca demos ou daremos primazia ao lucro sobre o prazer de tocar.

Acima de tudo adoramos compor juntos na nossa garagem, partilhar palcos com outras bandas que respeitamos e ver pessoas de sorriso no rosto a cantar e a curtir nos nossos concertos.

É um prazer enorme representar à nossa maneira um movimento que vimos crescer e com o qual crescemos, e tal como outras bandas nos inspiraram, gostamos de acreditar que também acabamos por inspirar outras bandas de pessoal mais novo a continuar a manter vivo este movimento underground.

6 – Se a vossa música pudesse mudar alguma coisa na mentalidade das pessoas o que gostariam que fosse?

– Acreditamos muito numa mensagem positiva agregada a um som pesado.

Valorizamos muito a amizade, a família e a consciencialização social. Gostaríamos que as pessoas fossem mais abertas a ajudar o próximo, a cuidar da sua comunidade sem prejudicar terceiros, a respeitarem e cuidarem dos animais que partilham o mundo connosco.

Ao longo destes 25 anos, várias letras foram escritas e vários temas abordados, mas no geral tentamos sempre puxar pela humanidade, compreensão e superação das dificuldades que mais cedo ou mais tarde todos enfrentamos.

O nosso tom e agressividade lírica só aumenta quando abordamos a guerra, corrupção política e qualquer tipo de “espezinhamento” de valores sociais e de liberdade.

7 – Onde gostariam de tocar ao vivo?

– No Palco 25 de Abril, não por qualquer preferência ou associação partidária, mas porque crescemos todos na Margem Sul e nos habituámos a ver esse palco todos os anos e sempre tivemos o desejo de actuar nesse palco massivo.

8 Quais as vossas aspirações para o futuro?

-Acima de tudo continuar a compor e partilhar a nossa música com o máximo de pessoas possível, gravar um Split CD com uma banda estrangeira e temos também o objectivo de tocar fora do nosso país em festivais internacionais.

Já tocámos muitas vezes com bandas estrangeiras, mas infelizmente nunca se proporcionou irmos tocar lá fora.

9 – Descrevam-se numa palavra:

-Família.

Agradecimentos

HellXis Agency

HellXis Records

Deadly Mind

Emanuel Silva

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