The True Mayhem regressaram a terras Lusas

Noite quente de um verão que teima em pressistir e feita de contrastes: à porta da sala lisboeta um fila considerável e bastante eclética, uma representação do cartaz da noite, entre um “tradicionalismo” (ou “trveismo” se preferirem) suportado pelos pioneiros do género e o “sangue novo”, apontando os novos caminhos que as sonoridades mais “negras” assumem actualmente. Passado, presente e vislumbres de possíveis futuros, juntos em celebração da passagem dos Noruegueses “Mayhem” por Portugal, acompanhados pelos Britânicos “Dragged into Sunlight” e pelos “nossos” “The Ominous Circle”.

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Quando entramos na Sala “Lisboa Ao Vivo”, os “The Ominous Circle” já debitavam os primeiros acordes: ainda que o mistério sobre a identidade dos músicos envolvidos esteja mais ou menos dissipado, a aposta ao vivo no visual incógnito e reservado q.b. ajuda a cimentar a negritude que as composições saturadas de graves transmitem (nota negativa para o som da Sala, em momentos demasiado confuso). Num set que não passou os 30 minutos, o quinteto recupera a simplicidade de um Death Metal primordial, pesado e obscuro q.b. mas que consegue soar fresco e familiar ao mesmo tempo. Sentimos sempre uma ponta de orgulho, além do gosto e do reconhecimento da qualidade musical, quando assistimos à forma como as bandas portuguesas têm conseguido escapar à insularidade do nosso pequeno país, especialmente quando o fazem apresentando-se nas franjas do que poderá ser o futuro (ou um dos futuros possíveis) doa miríade de géneros e sub-géneros do Metal.

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Os britânicos “Dragged Into Sunlight”, acabaram por ser a proposta mais “dissonate” da noite: não pelo facto de terem tocado de costas para o público (com excepção para o vocalista/ baixista), não pela constante presença da máquina de fumo e a ausência de luz: mas pela abordagem mais “moderna” às influências Black/ Death Metal. Não há um pingo de melodia na música do quarteto e as passagens entre Blast Beats violentos e toadas mais “drone”, apoiados pela “sujidade” dos “Matamp”, sucedem-se de forma esquizofrénica. Aclamado em disco (e muitos dos presentes pareciam agradados com a “sova” que jorrava do palco), ao vivo acaba por ser a falta de um fio condutor que prenda a atenção ao longo de todo o set o grande problema do colectivo.

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Sobre os “Mayhem” e  “De Mysteriis Dom Sathanas”  já foi quase tudo escrito: a banda pioneira e polémica (tanto em disco como “em carne”) e um álbum de importância cabal para se perceber tudo o que foi feito no espectro mais extremo e negro da música nestas últimas décadas. O reconhecimento do clássico há muito que ultrapassou o impacto e a imediatêz das circunstâncias menos felizes que lhe deram origem – “clássico” por direito prórpio e actualmente transformado em “tour” celebratória. Sem dúvida o disco mais consensual da carreira dos Noruegueses, com uma importância dentro de Metal que ultrapassa a qualidade e originalidade do mesmo.  E o mesmo pode ser dito da transposição para concerto do disco: por um lado, os temas souberam envelhecer e continuam tão únicos e característicos passados 25 anos como se todo o Black Metal que lhe sucedeu nunca tivesse chegado tão perto da brilhante ingenuidade das composições dos Noruegueses; por outro, toda a áurea negra, ritualisma e intimista e até qb arrogante acaba por ser a única representação justa:   entre o escarnio e a representação esquizofrénica que todos nós imaginamos que, no fundo, tenha sido o processo de composição e gravação do álbum.

 Será difícil ouvir “Freezing Moon” ou “Pagan Fears” fora deste contexto.  E ainda que a prestação do (agora) quinteto na edição deste ano do SWR tenha sido superior (quer pela “novidade”, quer pelas condições de som e luz), ninguém terá ficado insatisfeito com a data lisboeta- execução quase sem mácula, tirando alguns problemas com o microfone de Attila Csihar e o som demasiado confuso nos dois primeiros temas. Após estes anos todos, o que salta cada vez mais à vista é uma banda que consegue fundir o espírito/ atitude e profissionalismo – a contra regra do “raw=Trve”.

No fim e já despido do manto, um Atilla francamente contente e satisfeito saudou os presentes.

Galeria Completa AQUI

Texto e Fotografias: Sethlam Waltheer

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Uma Bardoada de Peso

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Bardoada Fest abriu os portões do Inferno para mais uma edição e o Pinhal Novo estremeceu perante o peso de um cartaz que se revelava, como em anos anteriores, uma ecléctica palete de sonoridades, desde o punk, atravessando o hardcore para finalmente desabar no território mais extremo do grind. Diferentes gerações, diferentes estilos pisaram o mesmo palco e ofereceram o que prometeram: dois dias bem passados e pesados.

O início da dança foi oferecido aos New Mecanica, que começaram a sua prestação com alguns filhos do seu último álbum No Straight Lanes (2015). Bem lançados, tocaram temas poderosos como Madman e Lonely e provaram ser um óptimo aperitivo para o que vinha a seguir. A audiência ainda era pouca mas cooperativa e já se viam algumas cabeças a sentir a música. Sempre agradecendo ao público e à organização, os New Mecanica fecharam o seu contributo com Written, directamente do esperado novo álbum.

Seguiram-se os Primal Attack, oriundos de Lisboa, carregados de riffs poderosos e uma bateria ao mesmo nível, destilaram flechas do seu trash metal cheio de groove. Iniciaram com Strikeback (onde brilhou um acutilante solo de guitarra) e acabaram com Red Silence – entre ambas, todas as canções foram tocadas com uma energia exemplar, ajudando o recinto interior a encher mais e mais aos poucos.

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For The Glory, que contam já com 14 anos de história, provaram porque se cimentaram tão bem como um dos maiores nomes do hardcore nacional. Explodindo com Survival Of The Fittest, não estiveram para brincadeiras. Com momentos bem agressivos e total domínio dos instrumentos, Drown in Blood ou All Alone impuseram-se pela força.

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Quanto ao duo Shrivers, Igor Azougado (guitarra) e João Arroja (bateria), do Pinhal Novo, ninguém poderá negar que ofereceram um dos grandes momentos da noite. Com o seu “Rock Popular Caramelo”, mostraram que dois membros apenas são suficientes para fazer a festa – e que festa! Igor tocou um solo de guitarra no meio do público, iniciou um mosh em cima do palco e nunca parou de puxar pelo público. Tudo isto ao som de maravilhas como Jantar À Da Minha Avó ou o famoso Epah.

Por fim, os gigantes Mata-Ratos electrizaram todos com a fúria de Canibais de M’aara, Napalm Na Rua Sésamo ou Dança Com A Merda mas também um ou outro momento mais empático (Amor Eterno, por exemplo). O público cantou, bebeu e a energia foi constante. Grande concerto para acabar um intenso primeiro dia.

O segundo dia abriu com os Nameless Theory, ainda recentes no panorama nacional (formaram-se em 2013) mas já capazes de solidar o seu nome no meio. Entre várias, tocaram o seu último single e terminaram com a faixa Ghosts, no meio da onda de calor que assolou o festival nesse sábado. O público ainda era reduzido mas já era suficiente para se notar muito headbanging.

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Seguiram-se os To All My Friends que deram um concerto bem comportado, com os seus temas punk-rock a trazer mais umas cabeças para dentro do recinto.

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Legacy Of Cynthia ofereceram-nos muitas cargas de intensidade, comandados pela presença imponente dum vocalista vestido à la Fidel Castro e por solos de guitarra envolventes e enigmáticos até, por vezes; foram sem dúvida um dos pontos altos do cartaz.

Os Terror Empire conquistaram o palco a seguir e, na tradição dos melhores pedreiros, mostraram que sabem “partir pedra” como poucos. Riffs que lembravam tempestades, melodias vertiginosas e uma secção rítmica brutal, atiraram dinamite do calibre de Burn The Flags a um público sedento de mais.

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Da região do Hardcore, Ash Is A Robot ofereceu-nos um concerto sólido e robusto com Cláudio a mostrar-se um óptimo e seguro frontman.

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Quanto a The Temple, deram—nos, como já era esperado, uma das melhores prestações da noite. Músicos com domínio absoluto de técnica e experimentação, mostraram o que valiam em War Dance ou Violent World. E valem muito, tal como provou o episódio em que o público pedia “só mais uma”, o que levou a que um membro do festival subisse ao palco e avisasse ao microfone:

“Se, mais logo, os Holocausto Canibal não puderem tocar a culpa é vossa!”

Recado recebido mas ainda assim os Temple tocaram mais uma para a despedida.

Grog entraram brutais e não pararam. Gutural imparável, secção rítmica em modo de arma de guerra, acompanhados por moshes do mesmo nível entre a plateia, formaram uma unidade perfeita.

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No meio de um cartaz tão vasto, há sempre uma ou outra banda capaz de se destacar mais das outras, seja pela qualidade musical, pelo espectáculo em si ou pelo diálogo hipnotizante entre banda e público. Essa honra coube certamente aos Quinteto Explosivo. Vestidos de Deadpool’s (ou imitação meio rasca) e de Capitão América, acompanhados por duas dançarinas que chamaram muito a atenção e carregados de ironia e escárnio, fizeram jus ao seu nome e trouxeram-nos um concerto de arena, épico enquanto desfilavam malhas como Queres Caralho Vai Ao Talho ou, cantando o clássico dos Comme Restus, Palhasso Do Caralho, e ficámos com um espectáculo memorável e selvagem que permaneceu nas maior parte das conversas muito depois do concerto ter terminado.

Os Fitacola trouxeram o seu rock para um bom concerto, tendo em Cai Neve Em Nova York um dos seus melhores momentos.

Vira Lata não decepcionaram e meteram muitos a cantar És Linda e Zé Ninguém enquanto que Hills Have Eyes mostraram-se um portento, ao som de granadas como Strangers ou False Idols e que levaram muitos ao rubro.

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Por fim, chegou o momento tão esperado. Dominando e conquistando, os Holocausto Canibal subiram ao palco para mostrar quem manda na cena grind portuguesa. Agora, na companhia dum novo vocalista – Ricardo Orca, que mostrou estar capaz de carregar a sua parte da herança duma das mais emblemáticas bandas de metal portuguesas – , mostraram de que matéria é feita a brutalidade. Trucidada Na Paragem, Necro-Felação ou Antropofagia Auto-infligida – entre outras detonações – fizeram as delícias gore dum público ávido e imerso. Violada Pela Motosserra foi o canto do cisne da banda e, também, do Festival Bardoada, cuja importância na cena metal portuguesa é, de ano para ano, cada vez mais inegável.

Galeria: Day 1
Texto: Bruno Lirio
Fotografia: Jorge Pereira

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O reinado dos Bush no Coliseu dos Recreios

Ontem até podia ter sido dia de monarquia em Lisboa, o caos que por lá se sentia nada tinha de glamoroso é um facto mas os reis da noite não vieram definitivamente de Holanda, vieram sim de Inglaterra, mais concretamente de Londres.

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Mas antes de mencionar os reis da noite falemos primeiro dos príncipes que actuaram antes, RavenEye, quem os viu em palco não diria que estes meninos conduziram aproximadamente 22h (non stop) para nos deliciarem com a sua actuação. São de facto um nome a ter em conta, porque são acima de tudo uma lufada de ar fresco pela sua original forma de estar em palco, numa altura em que infelizmente as bandas tendem a soar de uma maneira geral, com bastante similaridade.

Não é só a sua forma de actuar, mas a forma como se relacionam entre membros e com o público no concerto e após concerto. Não é só o prazer que se vê que tem de estar a fazer o que gostam mas também a entrega que acaba por prender até aqueles que “só lá vão para ver a banda principal”

Já o tinha dito quando os vi pela primeira vez em Aerosmith, e reafirmo novamente são provavelmente uma das melhores bandas de abertura que já assisti e não é fácil nem abrir para Aerosmith nem para Bush.

A banda centrou a sua actuação dentro dos seus 3 trabalhos, Breaking Out (2015), Nova (2016) e o mais recente From the Inside Out (2017) mas foi ao som de Hey Hey Yeah que a comunhão se fez finalmente sentir com a banda a puxar pelo orgulho lusitano do público e este a responder a alto e bom som no refrão.

De salientar que para além de um esgotante concerto e de 22 horas de condução interrupta ainda sobrou folego para a banda ajudar a desmontar o palco para a preparação da actuação de Bush e um pós rendez vou com o público sempre com um sorriso nos lábios. De valor! De muito valor estes “meninos”.

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Depois? Depois só deu Bush do início ao término do concerto a banda cantou, saltou, sorriu e o público seguiu com eles numa viagem inesquecível de genuína felicidade. Era o último concerto da tour e quem esteve no Coliseu fez questão de a fechar com chave de ouro.

Gavin Rossdale é uma diva é um facto mas sabe ser como ninguém, capta o olhar e o foco da actuação com uma mestria tal que não se consegue olhar para mais lado nenhum a não ser para ele. Mas fiz por isso e deu para sentir, mais até do que ver a felicidade estampada no rosto de cada um dos membros da banda. Foi arrepiante e electrizante a atmosfera no Coliseu durante a hora e meia (mais coisa, menos coisa) de actuação. Temas como Everything Zen (abertura), Prizefigther, The Sound of Winter, This is war que mereceu um alerta da parte de Gavin para que nos mantenhamos unidos nestes tempos negros que atravessamos, The people that we love, Swallowed, fizeram-nos viajar pela carreira desta banda que independente de ser amada ou odiada mostrou que está aqui para ficar e que é uma referência no grunge inglês e eu apenas posso acenar e dizer:

“Mais nada!”

Terá sido ao som de Little Things que os seguranças mais trabalho terão tido, já os tinha visto a correr directos as grades sempre que Gavin se dirigia para mais perto do público, mas ao som desta música a loucura instalou-se entre o público e o ataque de nervos instalou-se nos dois seguranças que tiverem a árdua tarefa de acompanhar Gavin na sua “volta a arena” ou neste caso ao Coliseu, ele foi abraços, beijos (desconfio que a miúda a quem ele beijou teve uma noite memorável ontem), selfies, sorrisos, apertos de mão e muitos saltos… e tanta mas tanta comunhão, porque modéstia a parte nós somos de facto o melhor público que existe… quando regressou ao palco um “I love you, you are so beautifull” soou rouco e comovido pela parte de Gavin assim como o abraço entre seguranças soou a um “finalmente acabou e sobrevivemos” e quando a música terminou o Coliseu só não foi abaixo porque foi construído ainda na altura em que o cimento era bem feito.

A banda despediu-se apenas para voltar instantes depois ao som de Machinehead, houve ainda tempo para uma cover de The one i love de REM, Glycerine e por fim Comedown. Gavin aproveitou o último concerto para agradecer e chamar ao palco a equipa que os acompanha.

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Há pergunta que nos faziam quando nos ofereciam algo apenas me apetece replicar um sonoro: quero mais! Mas vou ser adulta e bem-educada e deixar um sonoro e sentido OBRIGADA a Everything is New por mais uma noite daquelas. Para mim e aqui é apenas gosto pessoal, posso dizer que o concerto de ontem não foi um concerto, foi O CONCERTO. E meus amigos… que concerto!

Galeria completa AQUI
Texto: Paula Marques
Fotografias: Domingos Ambrósio

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Pokerface – Game On [Review]

pokerface-game-on-cd-coverEm 2013, nascem os Pokerface prontos a explodir-nos com o seu thrash metal. Hoje em dia podemos deslumbrar-nos  com uma fantástica performance da frontwoman, Lady Owl, que em nada fica atrás de nomes como Angela Gossow ou Alissa White-Gluz, seja no growling ou numa faceta de voz “menos agressiva”.

Cada segundo do novíssimo álbum “Game On” sublinha o desempenho guturesco desta banda thrash/death metal, hiperactiva na potência máxima, praticada por todos como um só.

Deambulando pelo segundo full-lenght, iremos ser assolapados por um thrash gutural que nos deixará de rastos (no bom sentido).

Desde os primeiros minutos com  “The Bone Reaper” até ao fecho com “Game On“, bandas como Annihilator, Exodus e principalmente Arch Enemy surgirão às nossas mentes como pilares da arte musical dos Pokerface.  Mas comparações à parte, porque influências todas têm, temas como “Blackjack” que nos enche de rifalhadas destrutivas, a “Creepy Guests” que emerge com uma certa melodia, estes senhores são um grito ao caos thrasher.

Na faixa “Play or Die” somos bombardeados com um mosh de groove, coração a mil e headbanging furtivo, destacando-se e ficando no ouvido à primeira.

Pode não passar de mais uma banda de thrash metal, mas acima de tudo são um grupo sem igual, únicos e vêm da Rússia prontos para conquistar o mundo.

Texto: Cátia Godinho

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And So I Watch You From Afar – Disco Novo e Concertos

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Depois de dois concertos esgotados em 2015, os irlandeses And So I Watch You From Afar têm o regresso marcado ao Porto e a Lisboa.

A facção mais matematizada e polida do post-rock tem nos And So I Watch You From Afar o seu mais alto estandarte. Menos focados na contemplação melancólica do que os seus pares de género, e mais na libertação de energia, na imprevisibilidade rítmica e na destreza técnica, o quarteto irlandês tem vindo, desde a estreia homónima em 2009 e até ao mais recente disco Heirs, lançado em 2015, a afirmar-se como um nome impossível de contornar no panorama da música instrumental.

Depois de dois concertos esgotados em 2015, os And So I Watch You From Afar voltam ao Hard Club e ao Musicbox, nos dias 29 e 30 de Outubro, com temas novos para apresentar.

Os bilhetes, com o preço único de 18€, estão já à venda em amplificasom.com/amplistore.
Muito em breve estarão também disponíveis na Louie Louie (Porto), Hard Club (Porto), Piranha (Porto), Black Mamba (Porto), Bunker Store (Porto), Flur (Lisboa), Glamorama (Lisboa) e Vinilexperience (Lisboa)..

Fonte: Amplificasom

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Portugal Mini Tour 2017 Protex

22414291_1419664354817251_1923282339_nProtex , banda oriunda de Belfast, nascida em 1978 por entre clivagens sociais, cedo mostraram capacidades inatas na composição de musicas, que nos dias de hoje são unanimemente considerados como clássicos.
Facto curioso foi a escolha do nome, Protex, palavra retirada de um tema dos The Clash, Protex Blue, é que a banda escolheu sem saber o significado do termo Protex Blue (alusivo a preservativos). Do rebuliço urbano de Belfast foram brotando várias bandas, tal era a ansia da juventude em mostrar que estavam vivos e queriam dizer de viva voz aquilo que lhes ia na real gana. Os Protex em 1978 começam a tocar regularmente em pubs e em rádios, esse frémito rockeiro chama à atenção de Terri Hooley (fundador da Good Vibrations records) que logo assina um contrato para um single. O single seria o já mítico “Don’t ring me Up”, um sete polegadas que contava com mais dois temas. Mas o tema orelhudo era sem dúvida o “Don’t Ring me Up”. Tanto foi o tinir da música que a editora independente, Rought Trade decide reeditar o single no mesmo ano. A centelha já tinha sido ateada, não foi preciso muito para uma multinacional dos discos, a Polydor, pegar nos Protex e a assinar um contracto. Durante o período da Polydor foram editados mais 3 singles, além da participação numa colectânea “Made in Britain”, disco que serviu para promover algumas bandas da editora nos Estados Unidos. Por entremeio aos singles editados, os Protex fizeram uma tour com os Boomtown Rats e outra com os Adam and Ants.

Em 1980 a banda foi aos Estados Unidos e ao Canadá mostrar o seu som, tendo tocado em
Nova Iorque. Essa passagem por Nova Iorque foi documentada em filme. Por essa mesma altura, 1980, dá-se por finalizada a gravação daquele que seria o primeiro álbum, “Strange Obsessions” produzido por Chas Chandler (manager e produtor dos Slade). Mas o disco acabou por nunca ter sido editado, devido a divergências entre a banda e a editora e por essas razões o disco não é posto à venda. Foram precisos mais de 30 anos para o disco ver a luz do dia, pela mão da Sing Sing Records. A edição do disco foi um autêntico estoiro em 2010, foram necessárias mais que duas prensagens, tal foi a voracidade dos coleccionadores e apreciadores dos Protex.

Mas só em 2012 é que voltamos a ouvir falar dos Protex, quando estes foram uma das surpresas do Rebellion (maior festival punk da Europa). A partir dessa actuação, foram logo convidados para tocar no Japão, Espanha, Inglaterra, Alemanha. Durante estes últimos tempos a banda tem tocado em vários pontos do mundo, já foram mais que uma vez aos Estados Unidos, Espanha, Suécia e Alemanha.

Durante esse período a banda foi editando singles e reedições de material antigo. Em 2016 sai o tão aguardado segundo álbum , “Tightrope”. O disco teve o condão de criar reboliço nas hostes do punk/new wave e recebido boas críticas. Reflexo disso é que a primeira edição do disco está praticamente esgotada. O som continua o mesmo, punk refrescante com melodias que colam à primeira e obrigam ao sing a long, cantarolar é sinónimo de Protex.

Chegando agora a 2017. Novembro marcará a estreia dos Protex, um dos maiores nomes do Punk da Irlanda do Norte, em Portugal. Duas datas que prometem ficar na memória, no fim de contas serão duas noite de acção.

Sexta-Feira 10 Nov. @ Lisboa – Popular Alvalade – Convidado: Dead Pigeon ( Entrada €8.00)
Sábado 11 Nov. @ Loulé – Bafo de Baco – Convidados: The Psycho Tramps ( Entrada €8.00)

Evento: https://www.facebook.com/events/128911001069833/

Fonte: Alfinete Fanzine

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Mosher Fest solidário com a causa animal

A 6ª edição do Mosher Fest irá decorrer em Coimbra a 18 de novembro e vai realizar-se uma recolha de alimentos e bens (mantas, medicação, areia de gato, etc.). Quem quiser, poderá ainda efetuar um donativo. A totalidade da recolha será encaminhada para a Associação Gatos Urbanos, de Coimbra, com quem o festival já colaborou em eventos anteriores.

Esta edição do Mosher Fest irá contar com a participação das seguintes bandas: The Parkinsons, Analepsy, Switchtense, Gwydion e Okkultist.

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