Who’s the Boss?

Apesar da noite fria, foram muitos os que deslocaram ao RCA para ver e ouvir um dos virtuosos da guitarra, fundador de uma das mais famosas bandas de Heavy Metal das décadas de 80 e 90: os Manowar.

Embalados pela qualificação para a final de W:O:A Metal Battles Portugal, os DeadlyForce abriram as hostes com o seu heavy metal clássico, tão do agrado da legião de seguidores que este género musical tem no nosso país.

Deadlyforce

Os senhores que se seguiram foram os Cruz de Ferro, banda oriunda de Torres Novas e que provaram que utilizando a língua portuguesa é possível tocar um heavy metal forte e agressivo e que arrebatou a atenção dos fãs que já enchiam praticamente a sala do RCA.

Cruz de Ferro

Depois… depois chegou o Boss!

Para os Metalheads presentes os Manowar são uma referência importante dos anos 80 e 90.

Não, não era um concerto de Manowar mas “who cares”? Ali estava Ross “The Boss” Friedman, membro fundador da banda nova-iorquina a provar que velhos são os trapos.

Ross The Boss

Numa noite em que a atracção principal era Ross “The Boss” e a sua exultante viola, temos de referir a boa surpresa que foi Marc Lopes, não só pela interacção com o público mas principalmente pelos seus dotes vocais a fazer lembrar Eric Adams principalmente em “Each Dawn I Die”.

Agradecemos ao Hugo Fernandes e a Metals Alliance a forma profissional como organizou este evento e por proporcionar uma grande noite de Metal que já está a deixar saudades.

Texto e fotos: Jorge Pereira
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Scar For Life está de regresso com Worlds Entwined

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Após um anúncio feito no ano passado, Alex Santos, guitarrista e fundador da SCAR FOR LIFE, confirmou recentemente que a banda está escrevendo novas músicas para o quarto álbum da banda “Worlds Entwined” “Estamos muito animados por virar a página e continuar esta aventura com SFL, com material novo, concertos e outras surpresas”, disse Alex, confirmando que a banda estará de volta ao estúdio na primavera para gravar novo material.
“Nós já estamos falando sobre o que os SCAR FOR LIFE vão fazer este ano”, Santos explicou, “e estão ansiosos para partilhar o novo material com mundo e conhecer toda a gente na estrada …”.

Esta será a primeira vez que a banda se junta desde que anunciou sua pausa em setembro de 2015. Desde então, os membros da SCAR FOR LIFE têm trabalhado em projetos paralelos. Alex está envolvido com os Stagma, uma banda de rock conceptual que apresenta Vinny Appice na bateria, Neil Fraser na guitarra, Santos na guitarra ritmo e Joe Petro no baixo, e está actualmente a produzir músicas para o álbum de estreia de Stagma nos PressPlay Studios. Enquanto isso, o guitarrista de SFL Tëën ASty tem escrito e mostrado músicas para seu primeiro projeto solo.

SCAR FOR LIFE estará a planear novos concertos em torno do lançamento do novo material nos próximos meses e novas datas serão anunciadas no site da banda e nos social media.

Links: www.scarforlife.com
Twitter: @scarforlife
Facebook: www.facebook.com/scarforlife

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CJ Ramone regressa a Portugal

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A Infected Records apresenta o regresso a Portugal de CJ RAMONE.

O antigo baixista dos Ramones, banda em que esteve entre 1989 e 1996, substituiu Dee Dee Ramone e gravou os últimos três discos de estúdio com os históricos nova-iorquinos. CJ Ramone foi considerado responsável pela energia renovada do mítico e influente grupo na fase final da sua carreira.

Após o final da sua aventura em Ramones, CJ esteve envolvido em diversos projectos mais “pequenos”, até regressar em nome próprio. Em 2012 lança o primeiro disco em nome próprio. Seguiu-se um segundo álbum em 2014, que o levou para extensas digressões um pouco por todo o mundo, transportando com ele o legado dos Ramones e o som inconfundível que só um “Ramone” consegue fazer.

No próximo dia 25 de Junho, pisa o palco do Popular Alvalade, em Lisboa, numa data inserida na digressão europeia de promoção ao novo disco “American Beauty”, o terceiro álbum de originais do músico norte-americano, que nasceu no dia 17 de Março, com edição Fat Wreck Chords. Os temas escritos por CJ Ramone vão juntar-se a alguns clássicos de Ramones. A festa é garantida.

A primeira parte está a cargo dos punk-rockers Artigo 21, que regressam aos concertos em Lisboa e prometem aquecer bem as hostes.

Os bilhetes estão à venda na Clockwork Store, na Glamorama Rockshop, no Popular Alvalade e online em www.unkind.pt .

Fonte: Infected Records Press Release

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Um fim de semana “In Extremis”




O Extreme Metal Attack aconteceu nos Nirvana Studios, nos passados dias 17 e 18 de Março. Embora seja apenas a segunda vez que o evento acontece naquele espaço, esta é já a décima quarta edição deste festival de culto ao Underground. Sim, isso mesmo, há já 14 anos que estas pessoas se mexem para provar que o Underground não só está vivo como também está muito bem de saúde… e estes dois dias prometiam ser duros.

Sexta-feira contámos com um alinhamento completamente nacional, com excepção dos espanhóis Aversio Humanitatis. Vieram de Madrid para abrir hostilidades e trouxeram na bagagem o seu primeiro álbum “Abandonment Ritual” e o seu novo EP “Longing for the Untold” lançado no dia 1 deste mês. Embora fossem a primeira banda a actuar, já se sentia uma aura negra e pesada na sala. O black metal niilista de nuestros hermanos não deixou espaço para grandes interacções e mesmo os aplausos do público foram tímidos, era como se a atmosfera pedisse que ficássemos em silêncio entre músicas.A noite já se previa longa com a actuação de 5 bandas com início marcado para as 22h e numa sexta-feira dedicada ao black metal não falhou a presença dos Morte Incandescente. Já são conhecidos do público português, com 15 anos de carreira com Morte Incandescente e uma lista considerável de projectos paralelos, onde se incluem Irae, Corpus Christii e Decayed. O projecto que junta Nocturnus Horrendus e Vulturius não passa despercebido por ninguém, nas actuações ao vivo fazem-se acompanhar por J. Goat e vêm contar-nos estórias de decadência, profanação e ódio. Trouxeram corpse paint, montaram um cenário digno de ritual e apresentaram-nos o seu quarto e último trabalho “…o Mundo Morreu!

Contam com raras apresentações em público no currículo, esta não é a primeira vez que fazem arte do cartaz deste festival e lá chegou a vez dos Inner Helvete ocuparem o palco. Formados em 1996, contam com um álbum lançado em 2002 e tantos outros demos e splits, sendo o último um esforço conjunto com Silva Nigra, Sardonic Witchery e Irae. Trouxeram ao palco sangue e uma abordagem simples ao black metal, onde ficaram evidentes as numerosas influências da banda, desde o death ao folk.

Uma das grandes surpresas foi poder contar com Infernüs neste cartaz, um projecto de Nihilum e Blaspher, que dividem também a sua atenção entre outros projectos, e conta agora com a participação de mais três músicos A., V. e J. Goat. Bastante activos entre 1999 e 2008, deixaram o underground na escuridão total relativamente ao seu paradeiro depois do lançamento do seu último demo “Misantropia e Morte.” Tivemos o prazer de assistir ao concerto de regresso, num palco que incluiu crânios, velas, sacrifícios malignos e uma grande cruz invertida entre a banda e o público… e tudo isto porque a banda se prepara para lançar em breve um novo álbum com material de 2009 e 2015. Aguardamos (im)pacientemente.

Por volta das duas da manhã os Decayed subiam ao palco, e quem mais para além destes veteranos, não só do oldschool black metal, mas também do underground português, encaixaria melhor como banda de encerramento neste primeiro dia de festival? Exacto, ninguém. É reconfortante pensar que podemos ver ao vivo, e sem sinais de abrandamento, uma banda com 27 anos de existência. Em palco continuam a ser uma referência e o seu último álbum “The Burning Of Heaven” não podia deixar de fazer parte do alinhamento.

Ao segundo dia, o ambiente frio e sufocante foi dando lugar à cerveja (às vezes mais entornada do que bebida) e ao headbanging embalado pelo thrash e speed metal, com direito àquele crowdsurfing ocasional.

Decayed

Os Systemik Violence são um projecto recente e, como para bom entendedor meia palavra basta, “Punk is protest!” Estrearam-se o ano passado, com o lançamento do demo “Fuck As Punk” pela Helldprod, e andam na estrada desde então. A ideia é deixarem tudo e todos revoltados, mas acima de tudo desconfortáveis… e conseguem! Apresentam-se de máscara porque acham que não são os músicos, mas sim a música que faz a banda. O vocalista (que passou mais de metade do tempo no meio do público) é, sem dúvida, um dos elementos-chave nos concertos… e a nossa fotógrafa Andreia Vidal que o diga, depois de lhe calhar a maior escarradela do festival. Atitude, rapidez e um ou outro arroto ocasional é o que entregam, e dizem faltar a todos estes “pussymetals” que “só vão para os festivais mostrar a t-shirt daquela banda que ninguém conhece.

Num dia que contaria com mais cinco bandas e todas elas internacionais, as hordes no Nirvana Studios puderam aquecer ao som do speed e thrash metal dos nossos vizinhos Skull Bastards. Tudo começou em 2012, na cave de um dos elementos, sob influências de bandas como Venom, Exodus e Destruction. Como já tão bem nos habituaram no que toca a bandas espanholas, tivemos direito a uma sessão de porradinha nas orelhas (e não só!) mesmo à maneira.

Sábado foi o dia de maior afluência e, embora os concertos tenham começado mais cedo, a verdade é que nos perdemos relativamente ao tempo de actuação de cada uma das bandas. Um festival que continua a ganhar reconhecimento e destaque de ano para ano e com razão. Houve tempo e espaço para tudo, mas sobretudo para o convívio e o bom ambiente.

Assim que vimos chegar uma carrinha e, seguidamente, os ocupantes que ela transportava, soubemos de quem se tratava. Com um ar que não enganava ninguém chegavam os alemães Dehuman Reign. Foi a estreia da banda em terras lusitanas e segundo os próprios “a primeira vez que tocaram tão longe de casa”, mais propriamente de Berlim. Foram os exóticos do Extreme Metal Attack, uma vez que vieram em representação do death metal e bem! Apresentaram-nos o seu álbum de estreia “Ascending From Below” e foi de certa forma engraçado ver um vocalista daqueles com uma atitude tão querida perante o público. No fundo são estas pequenas coisas que marcam a diferença.

Aversio Humanitatis

Os Chainsaw chegaram em representação dos Países Baixos, cheios de garra e a garantirem a todos os que se deslocaram a Barcarena naquele dia uma boa dose de carnificina com um heavy metal à la oldschool à mistura. Já treinados com uma carreira mais do que atribulada, pelo menos no que toca em acidentes que envolveram os elementos da banda, guiaram-nos numa intensa viagem pelos seus três álbuns e não pôde faltar o primeiro single “Chainsaw Is the Law”, que data da “altura em que a banda achava que tocava bem” segundo o bem-disposto Aike. Com um frontman destes e os restantes elementos a preencherem tão bem o palco, foi impossível não darmos também um pezinho de dança.

Já acusávamos algum cansaço, mas os Slaughtered Priest vinham da Grécia com tudo menos a tragédia (tinha mesmo que fazer esta graça) e a festa continuou. Com o álbum “Iron Chains and Metal Blades” acabadinhos de sair, não deixaram ninguém indiferente. Mais uma prova de que há bandas a fazerem um excelente trabalho no que toca à mistura de elementos de thrash, speed e black metal. Ghoul e Ungod são personagens bastante conhecidas no underground grego e certamente que conseguiram conquistar um lugarzinho no coração (ou no que pouco resta dele) dos fãs do underground lusitano.

Deathhammer

Finalmente, já a noite não ia para cedo, víamos actuar uma das bandas mais esperadas. Queríamos muito ver os noruegueses Deathhamer e perceber quão boa seria a interpretação do seu último “Evil Power” ao vivo. Pouco faltou para Sergeant Salsten e Sadomancer conseguirem convocar Tormentor em palco (sim, aquele demónio que aparece nas capas de álbum da banda). Riffs e voz a um ritmo alucinante não deixaram sobrar nem vivalma nem cerveja entre aquelas quatro paredes. Um projecto que foi criado por coincidência e nós agradecemos, muito! De referir o admirável range vocal de Sergeant Salsten e se ainda não conhecem a banda, bom… vão ouvir.

Dois dias de muito boa música e bandas para todos os gostos. Como já disse, um festival que merece toda a atenção que tem e mais! Quanto aos underground aficionados: se nunca foram, experimentem e garanto que não se vão arrepender. Um grande obrigado à Helldprod por nos permitir fazer parte deste evento e contribuir para o CAOS! Queremos também agradecer à Metal Horde Zine por ter disponibilizado durante o festival um resumo de entrevistas feitas a todas as bandas participantes, que em muito contribuiu para a escrita desta reportagem.

E já agora (se me permitem) ponham-se a jeito, porque a maior parte das bandas portuguesas supramencionadas têm concertos, álbuns e afins agendados para os próximos tempos… se é que me entendem!

Texto: Andreia Teixeira
Fotos: Andreia Vidal

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Os Deuses desceram ao Stairway Club

Uma noite que inclua boa música num dos melhores bares de Cascais, jantar entre amigos e reencontros com quem gostamos é uma noite das que criam memórias e foi isso mesmo que aconteceu no passado sábado.

Ontem foi a noite de Blame Zeus trazer até o Stairway o seu “novo bebé”, “Theory of Perception” mas antes ainda tivemos o prazer de assistir a Sunya e no meu caso de rever Deserto.

O bom de ir até ao Stairway é que nos sentimos sempre em casa, o ambiente é bom, a dose de loucura tem o seu q.b. perfeito e as gargalhadas são garantidas, como disse Kaddy a vocalista de Sunya antes de começar as actuações:

“Já vi que a malta é fixe e que estamos na nossa praia”

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A realidade é que é mesmo, e se nunca foram até ao Stairway aconselho muito sinceramente a irem pelo menos uma vez, boa disposição e simpatia garantida.

A noite começou por volta das 23h com Sunya, nunca tinha visto estes “meninos” ao vivo e fiquei surpreendida pela positiva, a energia é enorme e a dedicação maior ainda, a única coisa que talvez tenha a apontar será o som, tanto na voz de Kaddy que me chegou ligeiramente abafada, o que originou a que algumas letras não fossem perceptíveis, quer na bateria da Andreia com o som dos pratos um bocadinho elevados demais, se isso tornou a actuação menos memorável? Nem um bocadinho.

Temas como “Blind Date”, “Voices”, “Missing Piece”, fazem-me ter vontade de repetir a dose de os ver novamente, ponto mais que positivo para a única música da banda em português “Sombras” pela melodia que nos deixa com vontade de os ouvir mais na língua de Camões.

O concerto terminou com a actuação em dueto com Pedro Pina no tema “Psycho”.

Deserto entrou a seguir, e sem querer puxar a brasa a minha sardinha, já que fiquei rouca depois de ter cantado em plenos pulmões as músicas, foi uma actuação de encher a alma. Quem saiu da sala e não assistiu e citando alguém que me é bastante querido:

“Nunca irá saber o que perdeu”

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Ver estes Senhores ao vivo é quase como uma chapada na cara bem dada de quem pensa que as bandas de bom rock português e em português, não existe, existe, está vivo e tem tanto para dar que até aquece o coração.

Dói de bom”, “Ponto sem nó”, “Tu”, “Febre”, “Filhos do Deserto” foram algum dos temas ouvidos em Cascais, assim como “Nada” um tema do novo trabalho que nos deixa ansiosos por o ouvir por completo. A actuação terminou com “Faz Frio” um tema nada apropriado já que a actuação de Miguel Sousa, Paulo Basílio, Mário João e Jô Gonçalves nos deixou bem quentinhos e com um belo de um sorriso no rosto.

Entraram de seguida os esperados da noite, Blame Zeus. A noite era de “apresentação” do seu novo álbum “Theory of Perception” mas a banda brindou-nos também com temas de “Identity

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Quando os artistas estão felizes sente-se em palco e isso ontem sentiu-se na actuação de Blame Zeus, acredito que os quilómetros encurtarem entre o Porto e Cascais e que se sentiram realmente em casa.

Temas como “Incarnate”, “Accept”, do primeiro álbum, misturaram se com “The Devil”, “The Moth”, “Speechless” e o sentido “Rose” que tanto diz a Sandra Oliveira e que deixou também quem assistia comovido.

Dos 12 temas previstos entre elogios ao público, á casa e as bandas que actuaram previamente ainda tivemos direito a três músicas extra, (e ainda bem que ninguém estava com vontade que acabasse), “More or Less”, “Shoot them Down” e para terminar “The Apprentice

Os Blame Zeus têm uma forma de estar em palco que atrai quem os ouve e deixa o público preso a sua actuação, a entrega da banda é genuína e sentida o que acaba por se tornar um privilégio assistir a tamanha entrega à arte, a música e ao público que os ouve.

No resumo a noite de sábado, perto da “Baía de Cascais” foi isso mesmo, entrega e cumplicidade e acima de tudo um brinde à amizade e aquilo que nos aquece a alma, os bons momentos.

O nosso obrigada aos Blame Zeus pelo convite, a Sunya pela simpatia, aos Deserto pelas gargalhadas e conversa, aos irmãos Salgado pela forma sempre maravilhosa com que nos recebem.

Até uma próxima!

Galeria fotográfica AQUI

Texto: Paula Marques
Fotografia: Domingos Ambrósio

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Évora Metal Fest

Pelo sexto ano consecutivo, a Capital Alentejana acolheu as sonoridades mais pesadas durante um frio fim de semana. Tal como na edição de 2016, o Festival parece ter abandonado definitivamente o centro da cidade, em troca de um horário mais alargado, possíveis melhorias técnicas e a possibilidade de providenciar acampamento aos festivaleiros.

Poucos minutos após a hora estipulada, os locais ThrashWall estrearam o palco este ano. Como o nome não engana, o que o quinteto pratica é Thrash, de predominada influência 80’s, ainda que com alguns toque de “modernidade”. Algumas arestas a limar da execução e na própria produção (a banda teve um dos piores sons de guitarra ritmo que nos lembramos de ter ouvido) e não só as musicas em nome próprio, como a própria cover dos Brasileiros Sepultura (“Inner Self”) crescerão, como os dois últimos temas demonstraram.

Nome relativamente novo e desconhecido, os britânicos Ghold foram uma agradável surpresa. Embora o som demasiado distorcido do baixo ao início antevê-se uma prestação mais próxima do Noise do que do Stoner Rock, o facto de a banda conseguir aliar os riffs opressivos, a um progressivo variado q.b. para manter o ouvinte atento, mostraram que nem todas as propostas do género têm que soar aos Sunno)) a fazerem covers de Melvins. O Trio que tinha actuado no Porto na noite de Quinta, apostou num set de músicas novas (o álbum sai a 5 de Maio pela Ritual Productions) das quais o destaque vai para “Nothing Dreamt, Nothing Aimed”.

Infelizmente os Stone Dead sofreram um pouco com o alinhamento: O proto rock “light” da banda de Alcobaça acabou por soar demasiado pálido e batido.

Crisix

Duplo regresso ao Thrash, pelos acordes dos algarvios Prayers Of Sanity. O agora trio recupera actualmente alguma da vitalidade de outrora e tem sido nos últimos tempos presença regular nos palcos nacionais. Enquanto aguardamos o sucessor de “Confrontations”, tivemos direito a um tema novo “Past, Present, None”, num set que se tornaria mais interessante se mais curto.

E se os presentes já tinham tratado de combater o frio, ora refugiando-se debaixo dos aquecedores a gás, ora no “mosh” ao som dos Prayers Of Sanity, a descarga energética dos Espanhóis Crisix quase que seria suficiente para aquecer a gélida tenda. Autênticos “showmen”, tanto no profissionalismo da execução, como pela interacção com o público (o guitarrista B. B. Plaza trocou à segunda música o palco pelo “mosh-pit”). Relembramos que a banda foi a vencedora da Final da Wacken Metal Battle em 2009 e já teve álbuns masterizados pelos srs Erik Rutan e Jens Borgen. Ainda que o ADN dos cinco músicos seja mais o  Thrash New York (com direito a um cheirinho de “Caught In A Mosh” de Anthrax no set-list), a costela “Crossover” está presente na abordagem mais moderna ao género e só faltou mesmo uma tenda mais cheia para fechar em pleno a primeira noite.

No sábado, um alinhamento de bandas mais ecléctico, composto pelos melhores representantes nacionais dos diferentes sub géneros do Metal, resultou em cheio numa maior afluência de público .A chuva do final da noite de sexta de lugar a um Sol  morno e às 17:00 os My Master The Sun começaram a debitar o seu Sludge, gritando a plenos pulmões. Confiante em palco, o quarteto descarregou crítica a uma sociedade alienada (destaque para o quase Drone de “TV”, apresentado de forma a não causar equívocos: “de Televisão”).

Num tom mais negro, o Duo Portuense Névoa (convertido em quarteto ao vivo) acabou por ter pouco impacto no público. Ainda que o “Atmospheric Black Metal” da banda tenha cada vez mais uma base de Riffs a apostar nas dissonâncias mais “maléficas”, certos momentos acabam por parecer forçados, numa tentativa de ir aos extremos do peso/”easy listening” . Limadas essas arestas, temos banda a seguir atentamente.

Uma expressão similar poderia servir para os Wells Valley: as partes mais “post”, ainda que bem encaixadas no peso Doom/ Sludge do trio lisboeta, acabam por parecer acessório dispensável. Como já tínhamos referido aquando do Under The Doom, é sobretudo nos riffs pesados que a banda se torna mais interessante. A terminar, a cover de Pink FloydSet The Controls For the Heart of the Sun” e a sensação que não nos importaríamos nada de ouvir a banda por mais 20 minutos.

Filli Nigrantium Infernalium

Curiosidade acrescida para ver outros “filhos da terra”, Awaiting The Vultures, após a agradável surpresa que foi o autointitulado álbum de estreia.  Além de alguma timidez de palco por parte do novo line-up (só o baterista Xinês se mantém), os três novos temas apresentados não ficam atrás dos antigos, ainda que a ausência da terceira guitarra se sinta em “Sunspot Cycle” e “Fifteen Doors to Nowhere”. O “Post Metal”  do quarteto é cada vez mais ecléctico, com crescendos e passagens extremamente bem conseguidas e o próprio carácter instrumental do quinteto joga em seu favor: não prendendo demasiado a banda a um estilo nem parecendo uma “salada de frutas” mal conseguida.

Os Alemães Contradiction têm sido ao longo dos últimos anos uma presença assídua nos palcos nacionais. Ainda que muitas vezes considerados como “uma banda de Thrash” alemão, a verdade é que músicas como “Icurseuall”, “Old Demon” ou “Death is Now”, não se esgotam nesse rótulo. A banda não nega a sua raiz: muito pelo contrário, nos momentos mais “tradicionais”, há excelentes riffs e não simples “fillers”, mas é na capacidade de por vezes vestirem uma faceta mais moderna e obterem um resultado homogéneo, que reside a própria identidade dos Contradiction.

E é na identidade que reside o misto de culto/repúdio por aquilo que os Fillii Nigrantium Infernalium representam: únicos tanto em presença como em musicalidade, algures entre o triunvirato Venom/ Bathory/ Celtic Frost e o Heavy Metal dos Judas Priest.  Com um alinhamento que se estendeu ao longo dos  25 anos da banda e uma prestação de alto-nível (ainda que apresentando-se como trio), é difícil destacar pontos altos, tanto em termos de músicas (“Abadia do Fogo Negro”, “Morte Geométrica”, “Rancor”, “NecroRock n Roll”, “Sacra Morte”,…) como em termos das tiradas satíricas de Belathauzer. Não é para todos. A fechar, o saudoso “Inverno, Trono Inverno”.

Ghold

Activos há 20 anos, os Holocausto Canibal são um dos porta-estandartes do Brutal Death Metal/ Grindcore. E caso uma breve olhada pela biografia da banda contando o número de lançamentos e digressões internacionais, não o torne claro, bastará presenciar um concerto do colectivo Portuense para o constatar. Ainda que o line-up ao vivo sofra diversas mutações, o nível de profissionalismo está sempre lá. Sem balões, nem cofettis, o quinteto mostrou em Évora que o género pode produzir clássicos: temas como “Antropofagia Auto-Infligida”, “Necropsia Cadaverina” e “Violada pela Moto-Serra” (a fechar) ou a cover de MorticianZombie Apocalypse” confirma-mo.

A fechar a edição deste ano do Évora Metal Fest, outros “filhos da terra”: os gigantes Process Of Guilt. A arrancar com os três “movements” de “Liar”, o quarteto teve direito a um dos melhores sons do Festival.   “Hoax” do próximo álbum a terminar uma actuação sem pontos “mornos”.

Algumas notas menos positivas: a ausência de bilhetes físicos (apenas as pulseiras de acesso) ou de “flyers” com o alinhamento das bandas e o som demasiado alto (chegando a tornar-se desconfortável por vezes). Apostando para edições futuras no mesmo espaço, um WC mais perto da tenda e o próprio “After Hours” no local (invés de numa discoteca no centro da Cidade), seriam pontos a melhorar. O melhor a reter desta edição, será acima de tudo boas apostas em termos de cartaz, um bom balanço entre ecletismo, novos valores e os nomes já “consagrados”. Lá estaremos!

Texto e Fotos: Sethlam Waltheer

Galeria completa AQUI

 

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Sons d’Cave abrem portas para Escorraçados

As portas abriram-se este sábado para os lados da Parede para vos trazer, Escorraçados uma banda de punk rock com muito para dar.

Aqui fica para que os possam conhecer melhor!

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Os Escorraçados são uma banda de Punk-Rock formada em Fevereiro de 2009 na Parede (Linha de Cascais).

Desde essa altura a banda já sofreu várias alterações, razão pela qual só agora está a finalmente encontrar o equilíbrio perfeito entre os seus membros!

Tendo como principais influências o Skate Punk californiano dos anos 90, e bandas como NOFX, Pennywise ou Rancid, os Escorraçados variam as suas letras entre o Inglês e o Português, sendo que bandas nacionais como os Tara Perdida ou os SK6 são também grandes influências para a banda.

Os Escorraçados estão agora em fase de lançamento do seu álbum de estreia intitulado “Die Trying“, que está previsto sair no mês de Abril. O mesmo foi totalmente produzido pelos membros da banda, desde a gravação e mistura de todas as músicas, até às filmagens e edição do videoclip do primeiro single chamado “Try or Die”, já disponível no youtube.

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