O adeus nada desejado de Aerosmith

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O Meo Arena tem sido o local aonde me desloco ultimamente para “realizar sonhos de menina”

Isto sem nenhuma conotação com alguém que conhecemos, mas é algo que não podia deixar de referir, porque foi exactamente o que me passava pela cabeça enquanto me dirigia ao Parque das Nações, entre imprecações de que “nunca mais chegava”, ou que “só se lembram de fazer obras quando não devem”.

Cheguei a tempo de ainda repousar, sentada no chão entre as centenas de anónimos que já se encontravam dentro das paredes do Meo Arena, a antecipação era mais que muita, mas a boa disposição era maior ainda…tanta que ainda me deu tempo para imaginar o que faria Steve Tyler a quem por lá cirandava com t’shirts de “Rolling Stones”, já que é bem conhecida a “competição” que existe entre bandas.

Indagações à parte, coube aos britânicos Raveneye começarem a aquecer uma sala que ainda não se encontrava no seu apogeu mas que os recebeu de uma forma efusiva. Verdade que não é fácil ser a banda de abertura para os Aerosmith, mas mais verdade ainda será dizer que os “miúdos” oriundos de Milton Keynes o fizeram de uma forma brilhante. Dos saltos acrobáticos da bateria até a actuação de Oli Brown nos ombros de Aaron Spiers foram um deleite para os olhos e ouvidos. A banda no seu estilo rock com curvas acentuadas para um stone delicioso acabou por conquistar quem estava presente sem que o dessem por isso, o que acabou com o público a cantar em uníssono com o trio muito bem orquestrados pelo baterista Adam Breeze.

Quem não os conhecia e esteve ontem no concerto dificilmente os esquecerá, quem não esteve e não conhece não deixem de os ir pesquisar não se vão arrepender. Para mim das melhores bandas de abertura que já tive o privilégio de ver.

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Depois? Depois foi contar os minutos que demoravam a passar até a entrada em palco dos grandes Aerosmith e mesmo com alguns apupos aos fotógrafos, a quem calhou a difícil tarefa de captar imagens do meio da sala, tapando a visão as centenas que esperavam pelos primeiros acordes, (não posso deixar de referir a forma profissional e extremamente atenciosa quer por parte dos membros da Everything is New que não deixou nunca de explicar pessoalmente a quem pedida explicações que seriam apenas as primeiras três músicas, quer da parte da segurança que geriu a entrada e saída dos “profissionais das lentes” sem incomodar ninguém), que se fizeram finalmente ouvir pelas 22h00 com a entrada em palco de Steve Tyler e o seu “Olá Lisboa” enquanto cantava “Let the Music Do the Talking” e a energia explodiu de uma forma palpável e manteve-se em alta escala apenas diminuindo a sua intensidade com a já conhecida e recorrente “jam session” que nos presenteiam aquando das versões como foi o caso de “Oh Well” e “Stop Messin’ Around” de Fleetwood Mac, mais algumas se ouviram como “Come Together “ dos Beatles ou já no encore “Mother Popcorn” de James Brown, que serviram, duvidas houvessem, para mostrar a forma voluptuosa com que se mexe ainda aquele que foi (e confesso que para mim ainda é) considerado o homem mais sexy do planeta.

De poucos apetrechos em palcos, sem ser o grande ecrã por onde iam passando algumas mudanças de cor ou alterações bruscas de imagem e que nos presenteou com umas chamas que aqueceram ainda mais a sufocante sala ao som de “Living On The Edge” pouco ou nada nos fez divergir o olhar dos cabelos esvoaçantes de Steve ou da troca de guitarras de Joe Perry.

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Momentos para irmos recordando não faltaram ontem a noite, o som da gaita-de-beiços que tão bem assentou na boca de Steve Tyler enquanto acompanhava de forma cúmplice os solos de Perry, o bem que lhe assentava o chapéu disponibilizado por alguém na sala enquanto se ouvia “I don’t want to miss a thing”, até mesmo o arroto sonoro que precedeu “Dude looks like a lady” (é impressão minha ou ultimamente o que não faltam são “dudes” por aí) ou mesmo o fabuloso “Cryin” tantas vezes colocado em repeat e que ontem ouvi ao vivo e que senti na pele a energia que desperta!

Duas horas depois e enquanto na penumbra é trazido para o palco o belo piano branco para o encore desejado mas temido (já que teríamos que dar por terminada a noite) ouvimos num  português bastante satisfatório (desconfio de lições bem estudadas com o Nuno Bettencourt),

“vocês são lindos, did i say that right”

Entrada em palco de Steve, tronco nú envolvido no seu belo casaco de penas enquanto se acomoda ao piano para nos trazer “Dream on” com a subida de Perry para o alto do piano sendo posteriormente substituído por Tyler. A noite termina com fumos e confettis ao som do palco de “Walk this Way” e da plateia de “rabo bom…”, “bom como o milho” e o tão famoso “DILF” gritados a plenos pulmões.

Eu teria gritado também não sentisse já sangue na garganta do esforço de duas horas gritadas a plenos pulmões.

Mais um grande concerto e uma grande noite sobre o cunho da Everything is New. Muito obrigada por isso!

Texto: Paula Marques
Fotos: Everything is New / Alexandre Antunes

19429618_10155057141208124_6743315384356349288_nSet list de ontem a noite, carinhosamente “surrupiada” da página oficial de Aerosmith
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Santa Maria Summer Fest – Day 3

Coube aos espanhóis Rancor abrirem o Palco 2 no último dia de SMSF 2017. Com quase 20 anos de Thrash Metal (veia Anthrax), o quinteto não comprometeu: competente, num misto de seriedade e bom humor (a luva Freddy Kruger do vocalista Dani López até resultou bem) o quinteto serviu para despertar um pouco os presentes da letargia provocada pela temperatura.

Dark Embrace01

Os também espanhóis Dark Embrace, de volta ao activo após uma pausa de quase 6 anos, foram também vítimas do calor da planície alentejana: além das inúmeras vezes que o vocalista Oscar se queixou da temperatura, os presentes preferiram assistir de longe nas poucas sombras disponíveis ao Gothic/ Doom do quarteto (tornado quinteto ao vivo). Com Sebastián Fernández a ocupar a posição “oficial” de Snowy Shaw por detrás do kit de bateria, a actuação acabou por ser apenas morna. Há boas ideias (além dos clichés do género) na sua música, o uso dos teclados pré-gravados (mas em volume moderado) até conferem uma dose de ambiente e profundidade, mas os vocais limpos necessitam de algum trabalho. Um apontamento interessante, o “Theme Song” da série de culto “Twin Peaks” usado como “outro” ao concerto.

Do Gothic para o Deathcore dos nacionais Tales For The Unspoken. A apresentarem um novo guitarrista Flávio, a banda de Coimbra teve em “Soul for Soul” e “Possessed” dois dos melhores momentos da sua actuação sobre o calor da tenda do Palco 2.

Após o que nos pareceu a maior pausa entre concertos dos 3 dias, os Hochiminh aproveitaram o facto de estarem a jogar em casa para arrancarem com uma prestação demolidora. Ainda que o Metal/ Industrial não seja do agrado de todos e o próprio estilo já não goze da popularidade de outros tempos, o facto é que o quinteto de Beja tem experiência suficiente não só para apresentarem bons temas dentro do estilo, como para manterem um nível de intensidade e de comunicação com o publico sempre em alta durante todo o concerto. Além dos temas do EP “Shout It Out”, ainda tivemos direito a uma rendição do tema “Enjoy The Silence” dos Depeche Mode.

E tal como no ano anterior, o SMSF abriu novamente o seu cartaz a sonoridades habitualmente opostas ao Heavy Metal: o Rap/ Hip-Hop. Ultrapassados alguns receios na edição do ano passado em relação ao resultado da mistura de públicos aparentemente dispares, o Mc Fuse acabou por passar um pouco ao lado.

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Continuando em crescente de popularidade, os Israelitas Orphaned Land arrancaram com “Oceanland” logo seguido do tema título do mais recente álbum “All is One”. E rapidamente se viu que a banda tem por cá bastantes apoiantes, com a frente-palco a encher e aceder aos pedidos de palmas e coros de Kobi Farhi. Sempre bem-dispostos e comunicativos com o público, seja em pequenos apontamentos humorísticos, seja chamando a atenção para a situação geopolítica no Médio Oriente e o trabalho incansável da banda na união das tribos de Abrão sobre a unificadora bandeira do Heavy Metal. O único ponto menos positivo para quem seguem a banda há anos acaba por ser a cada vez mais escassa presença dos temas de fundo de catálogo (só tivemos direito a “Olat Ha’tamida do segundo álbum). “Sapari” e ao habitual “ Norra El Norra” (a fechar), são dois pontos altos, de um concerto que fica na memória como um dos melhores desta edição do SMSF.

Tarefa ingrata para os Malthusian e o seu Black/Death Metal “podre” que subiram em seguida ao Palco 2. Novamente o som do pequeno palco não ajudou o quarteto Irlandês (“Old School” mas não tanto sff!!). Nada que tenha incomodado por demasia a banda ou as duas dezenas de fans que se concentraram na frente-palco.

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Nome maior desta edição e uma das bandas pioneiras do Thrash Metal da Bay Area, os Exodus mostraram que sobreviveram bem ao afastamento do carismático guitarrista Gary Holt (pelo menos ao vivo), já que o músico parece estar totalmente integrado aos Slayer. O substituto Kragen Lum esteve bem à altura do desafio: tecnicamente a banda teve irrepreensível. Steve “Zetro” Souza avisou os presentes que a banda iria manter o set-list “Old School” e assim o fez: desde “And Then There Were None “ (Do clássico “Bounded by Blood) a “Deranged” (Do álbum Pleasures of the Flesh”), passando por “Fabulous Disaster” e o hino ao mosh que é “Toxic Waltz” (perfeitamente ilustrado pelo delírio do público). Com os níveis de adrenalina a subirem rapidamente, a banda relembrou que este era o último concerto da Tour e agradeceu a toda a equipa técnica que trabalha nos bastidores para permitir que os Exodus se apresentem sempre em excelente forma. Já quase a terminar, a sentida dedicatória a Lemmy Kilmister com o tema “War is my Shepherd”. Uma excelente aposta da organização do SMSF e provavelmente o melhor concerto de toda a edição de 2017.

Dread Sovereign48

Vinte anos depois de ter apresentado em Beja os seus Primordial em início de carreira, A. A. Nemtheanga regressou desta feita sob o Doom dos Dread Sovereign. O trio recupera em muito uma sonoridade mais clássica do estilo (leia-se Trouble e Candlemass), mas com um cunho muito próprio. E se a figura de destaque é à partida o reconhecido músico, ao vivo as atenções dividem-se entre o totalmente possesso guitarrista Bones (que ainda nos brindou com um pequeno solo de Blues) e a bateria de Com Ri (que já tinha pisado o palco com os Malthusian). Mas ainda que visualmente a banda seja chamativa, é na forma como se entregam às composições de “All Hell’s Martyrs” e “For Doom the Bell Tolls”, ou mesmo na reinterpretação do clássico de Venom “Live Like an Angel, Die Like a Devil” que reside o verdadeiro encanto destes Irlandeses. Intimista q.b. (quase que parecia um concerto para amigos) e com o melhor som do Palco 2 (ainda que o P.A. “comesse” a guitarra a espaços durante todo o concerto), o trio decerto fez novos fans. Uma das melhores propostas desta edição.

Wolfbrigade26

Outro dos grandes nomes de destaque na noite de sábado e que contribuiu sem dúvida para que a última noite do SMSF registasse casa cheia: Wolfbrigade. Figuras maiores do Underground HardCore/ Punk, os suecos subiram ao palco 2 e num set que até pareceu curto, mostraram que os temas do novo álbum “Run With the Hunted” (como “Warsaw Speedworld) só ganham com a dose extra de Death Metal. E é especialmente isso que acaba por ser mais notório no quinteto: a capacidade de criarem riffs fortes e orelhudos, com um bom sentido técnico (a tal costela mais Metal da banda – há riffs que não soariam deslocados num álbum de Amorphis) ao D-beat mais “in-your-face”. Ao vivo, os temas mais recentes acabam até por resultar melhor do que clássicos como “No Future” (dos tempos em que a banda ainda se chamava Wolfpack). Esperamos que de facto os presentes tenham atendido aos pedidos de Micke por algumas “ervas aromáticas” que o vocalista cheirou no público, pois os suecos sem dúvida que mereceram um momento de relax após a sua actuação.

Última banda da noite, os nacionais RDB a trazerem uma boa dose de boa disposição ao Palco 2. Uma prestação de Grind bem coeso, com as vozes de Michael e Daniel a complementarem o peso da guitarra. Além dos clássicos do álbum “Obra Ó Diabo!!”, o quarteto ainda apresentou alguns temas novos.

E em forma de despedida da edição de 2017 do SMSF, a selecção musical no espaço “Ultraje” ficou a cargo da Loud! Dj Set, com uma selecção musical mais “Heavy Metal” que nas noites anteriores e que manteve entretidos os que resistiram ao raiar do novo dia.

Mesmo que já não seja propriamente o “festival anticrise” de outras edições, o SMSF parece estar a encontrar o seu espaço certo: não em termos só geográficos, já que se apresenta como o Festival de maior dimensão e peso da região Alentejo (ainda que falte ultrapassar uma certa resistência por parte de algumas franjas da Cidade) mas em termos da sua própria dimensão. Pese o calendário deste ano não ter sido favorável e isso tenha-se reflectido principalmente na noite de Quinta-Feira (muitos não conseguem “escapar” aos compromissos laborais), o Festival oferece além de um bom e variado cartaz (equilibrado q.b. em relação de nomes consagrados e novos valores) um excelente ambiente, dentro e fora do recinto. Maleita de todos os Festivais, as condições sanitárias: teria sido bom não ter feito a caminhada até ao Quartel dos Bombeiros para o banho quente, mas os chuveiros junto ao campismo fizeram as delícias dos mais afoitos nas tardes de calor. Pessoalmente, a opinião é que não é no arrancar perfeito que se consta a capacidade de uma organização: é especialmente na resolução de problemas pontuais – e nisso o SMSF não só teve a sua dose como foi incansável na sua resolução. Menos positivo, apenas o som do Palco 2 e o alinhamento de determinadas bandas no cartaz (sabemos que por vezes seja a agenda das próprias bandas e não a organização directamente responsável).

Aguardemos então que os Victoris e restante organização do SMSF nos comecem a revelar o cartaz da próxima edição. Nós por certo lá estaremos.

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Fotografias e texto de Sethlam Waltheer

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Reverence Valada 2017 com cartaz fechado

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MONO, GANG OF FOUR, OATHBREAKER, BO NINGEN e SINEA ROOT encerram o cartaz da edição de 2017 do REVERENCE FESTIVAL SANTARÉM, que decorre a 8 e 9 de Setembro, na idílica zona do Parque da Ribeira de Santarém, localizado nas margens do Rio Tejo. A 4ª edição do evento já descrito como “o melhor festival de música underground do sul da Europa”, contará novamente com um manancial impressionante de música tão alternativa como desafiante, do qual se destacam as seguintes novidades.

Uma das grandes surpresas da edição de 2017 do REVERENCE é a presença dos japoneses MONO. O quarteto propõe-se, nas suas próprias palavras, a “comunicar o incomunicável”, refletindo as nuances de cada emoção humana em intensas viagens introspetivas de pós-rock expansivo. Após vários concertos esgotados nos últimos anos, a banda regressa a Portugal para um momento que certamente ficará na história do festival e na memória daqueles que o presenciarem.

Os históricos GANG OF FOUR vão também marcar presença no REVERENCE. A banda britânica, formada em 1977, é autora de vários dos mais emblemáticos temas de post punk e promete mais um concerto pleno da energia que caracteriza as suas atuações, com uma mistura dos clássicos antigos, como «Damaged Goods» e «At Home He’s A Tourist», com temas mais recentes.

Depois de várias atuações memoráveis, o coletivo belga regressa a Portugal para encabeçar o cartaz da 4ª edição do REVERENCE. Donos de um estilo muito próprio, os OATHBREAKER provam que é possível encontrar equilíbrio entre harmonia e agressão, sem que sejam feitas concessões para qualquer dos lados. Pelo que se tem visto e ouvido, será uma das atuações mais esperadas do festival.

Descritos com rótulos tão vívidos como acid-punk e Krautcore, os BO NINGEN – formados por Taigen Kawabe no baixo e na voz, Kohhei Matsuda e Yuki Tsujii nas guitarras e Monchan Monna na bateria – são, sem margem para dúvidas, uma das mais excitantes propostas do rock alternativo actual. Apesar de todos os membros da banda serem provenientes de diferentes cidades do Japão, os músicos só se conheceram em Londres e, desde então, não mais têm parado de surpreender, assinando concertos incendiários e discos tão aplaudidos como «Line The Wall» e o mais recente «III», que inclui colaborações com Jehnny Beth (das Savages) e Roger Robinson (dos King Midas Sound).

Originalmente formados em 1997, os retro rockers suecos SIENA ROOT foram buscar o seu nome às “cores quentes” da Toscânia – uma explicação, no mínimo, misteriosa e enigmática para descrever a derivação de rock progressivo, psicadélico e duro, fortemente enraízado na tradição dos 70s, que domina a música debitada por Oskar Lundström, KG West, Sam Riffer e Love H. Forsberg. Ao longo das últimas décadas, o quarteto aperfeiçoou o seu ofício à força de centenas de concertos e jam sessions, encapsuladas de forma genial em álbuns como «Far From The Sun», «Root Jam» ou «A Dream Of Lasting Peace», que chegou aos escaparates já este ano.

Referenciada como um dos principais selos de rock psicadélico underground da europa, a reputada editora londrina Fuzz Club irá comemorar o seu 5º aniversário numa parceria com o REVERENCE, o que trará às margens do Rio Tejo algum do melhor neo-psicadelismo que se faz hoje em dia no planeta. Aos já anunciados THE UNDERGROUND YOUTH, 10000 RUSSOS, THROW DOWN BONES, NONN, THE GLUTS juntam-se agora também os THE JANITORS, DEAD RABBITS e PRETTY LIGHTNING.

Como anunciado anteriormente, o REVERENCE FESTIVAL SANTARÉM contará também com a participação dos MOONSPELL, AMENRA, ESBEN AND THE WITCH, SINISTRO, TRÄD, GRÄS OCH STENAR, HILLS, DESERT MOUNTAIN TRIBE, IS BLISS, DR. SPACE, GROAL e QUENTIN GAS & LOS ZINGAROS.

O contingente nacional, fulcral na evolução do evento desde a sua primeira edição, em 2017 fica completo com um respeitável lote de bandas emergentes, a saber: LÖBO, NÉVOA, WILDNORTHE, CONJUNTO!EVITE, COWS CAOS, PÁS DE PROBLÈME, ZARCO, ASIMOV & THE HIDDEN CIRCUS, GOSSAMERS, CHINASKEE & OS CAMPONESES, THE MELANCHOLIC YOUTH OF JESUS, CUT, TREN GO! SOUND SYSTEM, ROYAL BERMUDA, TWO PIRATES AND A DEAD SHIP, I AM THE GHOST OF MARS, IGUANA e F’RRUGEM.

Este ano, o REVERENCE conta pela primeira vez, com o apoio da Câmara Municipal de Santarém e das Águas de Santarém, realizando-se num cenário natural fantástico, mantendo a atmosfera descontraída e de exaltação da música alternativa, que caracterizou as edições anteriores.

BILHETES:

Passe para os 2 dias:
€45 até 15.07.2017
€55 de 16.07.2017 até 31.08.2017
€65 de 01.09.2017 até 09.09.2017

Bilhetes diários:
€30 até 15.07.2017
€35 de 16.07.2017 até 31.08.2017
€40 de 01.09.2017 até 09.09.2017

Residentes nos Concelhos de Santarém e do Cartaxo:
€35 passe de 2 dias
€25 bilhete diário

NOTA: Obrigatoriedade de apresentação na bilheteira do festival de cartão do cidadão e comprovativo de residência fiscal obtido no site das finanças.

Entrada gratuita a todos os residentes na freguesia de Santa Iria da Ribeira de Santarém

Crianças até 10 anos: Gratuito
Crianças dos 11 aos 14 anos inclusive: 50% desconto

Locais de Venda:
BOL – Bilheteira Online
Lojas Fnac, Lojas Worten, El Corte Inglés, Estações dos CTT, entre outros, mais detalhes em bilheteira online pontos de venda.
www.reverencefestival.com

info@reverencefestival.com | press@reverencefestival.com

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Santa Maria Summer Fest – Day 2

Parece fado que nunca consigamos assistir às actuações de Paulo Colaço e da sua abordagem muito “sui generis” à viola campaniça, este ano com direito a honras de abertura do Palco 1. Perdemos também o Folk do projecto A Coruja.

Chegamos mesmo a tempo de apanhar com o inicio do concerto de Process Of Guilt e com o quente sol alentejano. Ainda que tenham tido um dos melhores sons da edição deste ano do SMSF, tornou-se de facto um pouco estranho ver um dos gigantes do “Post Doom” à luz do dia, à medida que a banda de Évora trilha caminhos cada vez mais cinzentos e evocativos do sufoco de cinzentas paisagens urbanas (como os temas do novo álbum anteveem).

No palco 2 os Islandeses Naðra acabaram por sofrer também com a hora da sua actuação: o Black Metal também não é um estilo tradicionalmente associado ao calor e o som demasiado confuso foram dois pontos que o quinteto não poupou esforços a ultrapassar, acabando por ter uma prestação mais coesa do que no SWR de 2016.

A primeira aposta mais forte “fora do baralho” e posição elevada no cartaz, o Neo Folk do americano King Dude foi para alguns um momento de êxtase e para outros um de pura desilusão: o revivalismo do “singer-songwriter” de cariz negro/ sarcástico pode agradar bastante aos fans de Nick Cave, mas requererá melhores canções e um músico mais sóbrio (e que não parta tanta corda) para agradar aos fans de Of The Wand and The Moon ou mesmo de Dead Can Dance.

Bem mais interessante a proposta do duo Holandês Urfaust, cujo culto que o duo goza dentro das franjas mais periféricas (ou atmosféricas) do Black Metal criou um verdadeiro momento de “magia” sob a tenda do Palco 2. Bastante bem dispostos (dir-se-ia possuídos), é na semi-caótica prestação ao vivo que reside o maior interesse da banda, ainda que a abordagem minimalista ao género faça que por vezes pareça um produto algo inacabado.

Sem necessidade de grandes introduções a quem acompanha a música portuguesa mais “negra”, seja há duas décadas ou à 2 dias, os Mão Morta só não foram a melhor banda do dia porque pareceram em boa parte estarem em modo “automático”. São bem conhecidas as aproximações ao Metal que a banda tem tido pontualmente ao longo dos seus trinta e poucos anos de carreira, seja em disco, seja em actuações ao vivo, e músicas como “Velocidade Escaldante” e “Lisboa” sempre tiveram boa aceitação pelo público mais “metálico”. Aliado a isso, bom som e luz, todos os músicos no sítio certo no momento certo, um recinto cheio de público (rendido mesmo antes da primeira nota) e todos os ingredientes que fazem uma grande banda e um (quase) grande concerto.

No palco 2 o som voltou a vestir-se da negritude do Black Metal, pelas caras conhecidas dos Misthyrming. Os Islandeses que tinham tocado escassas horas antes com Naðra (projecto paralelo que só os verdadeiros fans “die-hard” compreendem a necessidade de existir como entidade separada) não pareceram cansados nem abatidos: aproveitando um dos melhores sons do palco 2 durante esta edição do SMSF, o quarteto voltou a encher a pequena tenda do já falado sentimento de comunhão ritualística entre artista e público.

Ponto alto do cartaz da noite de Sexta, a actuação dos brasileiros Krisiun foi um pau de dois bicos: ainda que a longa discografia da banda tenha suficientes momentos acima da média no Death Metal feito nos últimos 25 anos o alinhamento não foi o mais feliz e passados 40 minutos começamos a ter a sensação que estamos a ouvir o mesmo tema há horas; por um lado não há como negar a entrega e capacidade técnica do trio de Rio Grande do Sul e os verdadeiros hinos ao Death Metal que são temas como “Vengeance’s Revelation”. E será esse o segredo, em pequenas doses os Krisiun são um autêntico “Panzer”, como se ouviu e viu em “Ace of Spades”, a homenagem ao carismático Lemmy.

Sexta ainda reservava no Palco 2 o Goth Rock dos Reactive Lust, o DJ Set “Satanarkist Attack”. Se os primeiros ajudaram a dar um pouco de sossego aos tímpanos, já a escolhas musicais do duo de Dj’s foram um bom pretexto para darmos por encerrada a noite.

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Fotografias e texto de Sethlam Waltheer

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Santa Maria Summer Fest – Day 1

Infelizmente parece que começa a ser apanágio nosso chegar aos eventos já a hora tardia e entre montar acampamento, tratar das burocracias e inevitavelmente dar dois dedos rápidos de conversa com os amigos que só se encontram nestas ocasiões, acabamos sempre por perder os momentos iniciais. As nossas desculpas a todos os afectados e em especial às bandas, sabemos bem a tarefa ingrata que é abrir (ainda por cima a um dia de semana) as hostilidades num evento com a projecção que o Santa Maria Summer Fest já ganhou.

Perdemos portanto a prestação dos Liber Mortis e só já apanhámos as duas últimas músicas finais dos cascalenses Booze Abuser. O que faltou em força de som e “profissionalismo” ao quarteto (em especial se pensarmos que a banda abriu o palco 1), foi amplamente compensado pela atitude e alguns apontamentos no seu Thrash Old-School que nos levam a querer que a banda com um pouco mais de rodagem, se pode tornar numa boa alternativa a quem não olha com bons olhos as abordagens mais “modernas” do estilo tão popularuchas.

Já em comparação, a primeira imagem dos Noctem foi que os espanhóis estarão numa espiral descendente de popularidade e qualidade, já que os momentos iniciais do seu Black/ Death “veia polaca” tenham parecido perdidos num palco secundário. Nada mais longe da verdade, já que o quinteto de Valência mostrou que ainda que com menos teatralidade e sem um som perfeito (mais de metade do set foi dominado pelos bombos de Voor), conseguem ainda assim revelar um toque próprio de composição num género que começa a dar sinais de saturação.

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Parte da corrente revivalista de “(not that much) hairy chests and blue denim” que assalta o Heavy/Thrash, os Finlandeses Ranger usaram e abusaram de todos os clichés Speed Metal dos anos oitenta: além do visual, os gritos “high pitch” do vocalista Dimi , “dual guitar solos” e uma prestação por parte do baterista Miko que ficará na memória como das mais coesas que vimos dentro do estilo nos últimos anos, agradaram aos fãs e curiosos que começavam a povoar o recinto.

Do tradicional para o mais moderno (e igualmente em voga) Grindcore, no palco dois os Clitgore usaram e abusaram do humor e da boa disposição para ultrapassarem um som demasiado confuso (mesmo para os padrões do género). Direito inclusive para uma cover de Napalm Death, praticamente irreconhecível.

Rotten Sound17

Ainda dentro do Grind, mas numa vertente sem piadas e cada vez mais fortemente carregada do teor militante que foi apanágio dos primórdios do género, os Rotten Sound aproveitaram em uma passagem pelo território nacional, para mostrarem que Grind “a sério” também enche frente-palco. Não só a entrega da banda foi perfeita, como o pouco público reagiu à altura: foram curtos os 40 e pouco minutos de brutalidade (e harmonia e “down tempo” q.b.!!) com uma entrega que tem tanto de experiência de palco como de paixão pelo que se faz.

Opostos em velocidade mas não em qualidade, no palco 2 os Hypothermia souberam gerir bem a a aparente disparidade da sua evolução: os momentos mais “post-metal” que os Suecos agora praticam foram bem encaixados num fundo de catálogo mais “Black Prog”. Curioso que o ambiente mais modesto do palco dois e a quase total ausência de luz durante todo o concerto (tal como é “trade mark” do género) contribuíram para tornar o concerto do quinteto numa das boas surpresas desta edição do SMSF.

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E foi exactamente o contrário o que aconteceu com os Trollfest: num palco grande e com um som menos bom, não fosse a hora e a boa disposição dos (desta feita o que parecia ser o Corpo Expedicionário de Baden-Powell , já que a banda é conhecida por encarnar diferentes personagens nos seus concertos) Noruegueses e o seu Folk Metal ainda teria parecido mais sem sal.

Para os mais resistentes, a primeira noite do SMSF ainda tinha a oferecer o Punk (e Punk a sério segundo nos constou) dos Dokuga e a escolha musical “eclética” do DJ Set  “Satan Made Me Do It”.

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Fotografias e texto de Sethlam Waltheer

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O Hardcore esteve em peso em Corroios

No passado domingo, dia 11 de Junho, aconteceu no Cine Teatro de Corroios uma das noites mais esperadas pelos amantes do hardcore… e não só.

Felizmente cada vez mais as nossas promotoras têm o cuidado de garantir que a união não se perde porque as sonoridades ouvidas pelo publico são diferentes, e esta noite foi mais um exemplo disso.

A Hell Xis juntou Terror Empire, Black Bomb.A, For The Glory e os enormes Hatebreed; num cartaz que funcionou de forma muito harmoniosa.

Pena é que se continuem a pagar bilhetes por quatro bandas, e que o público não faça questão de apoiar as bandas de abertura. Não obstante, a qualidade da atuação das mesmas felizmente não se faz sentir, e independentemente da quantidade a qualidade prevalece.

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A aquecer o público o sempre vigoroso thrash metal de Terror Empire, com apoiantes incontornáveis na linha da frente de punho em riste. O set prendeu-se maioritariamente aos êxitos que já bem conhecemos do seu último trabalho “The Empire Strikes Black”. Agora com o regresso de Nuno Raimundo na guitarra (baixista de Tales For The Unspoken), num momento em que a banda se prepara para o lançamento do novo álbum “Obscurity Rising” no próximo dia 14 de Julho. Com festa de lançamento agendada para dia 15 em Coimbra, uma festa que não devem perder.

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Pela primeira vez a atuar em Portugal os Black Bomb.A, deram um concerto enérgico, sempre de olhos no público e para o público. Os vocalistas Poun e Arno encheram o palco com a sua atitude em palco sempre ativa e intensa.  Fazendo a sala começar a mexer.

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For The Glory, eram os portugueses que se seguiam e a abrir as portas para Hatebreed. Após terem espalhado o seu hardcore por terras francesas, o quarteto fez-se soar bem alto e sempre acompanhado a plenos pulmões pelos presentes, com direito a estreia no mosh.

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Sem dúvida que a casa estava expectante pela banda final, e foi em Hatebreed que a afluência se fez sentir. Este foi o regresso da banda a Portugal, que atuou em 2014 na Républica da Música com outros grandes nomes como: The Exploited, Napalm Death e os portugueses Primal Attack.

Um set com uma interminável coleção de excelentes músicas, interpretadas por Jamey com uma enorme paixão e sentimento. Um regresso em grande com a tour do seu sétimo álbum “The Concrete Confessional”. Rico na sua mistura de influências como hardcore, punk rock, old school thrash e intros de baixo. Uma atuação que se fez sentir prazerosa na alma e calorosa em todos os sentidos, vivida pelo público intensamente.

Obrigada Hell Xis, por este cartaz fantástico e pela sempre cuidada organização.

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Fotografias e texto de Andreia Vidal | Vidal Fotografia

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VOA 2017 – Carcass e Venon confirmados

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Pioneiros do death/grind e do black metal juntos no mesmo cartaz, CARCASS e VENOM confirmados no VOA – Heavy Rock Festival.
Alinhamento encerrado, com um total de 24 bandas a atuarem durante os três dias do evento.

Os icónicos CARCASS e VENOM são as derradeiras adições ao cartaz da edição de 2017 do VOA – Heavy Rock Festival, fechando assim o alinhamento de um evento que, como paragem obrigatória na época estival para qualquer melómano, se realiza pelo segundo ano consecutivo no Parque Urbano Quinta de Marialva. Nos dias 4, 5 e 6 de Agosto, o aprazível anfiteatro de Corroios vai receber dois dos mais lendários nomes de que há memória nas últimas décadas no cenário da música extrema. Dois projetos conterrâneos, ambos são britânicos, surgidos em duas décadas distintas, uns na de 80 e outros na de 90, mas igualmente fulcrais e referenciais na proliferação de quatro das tendências – o death/grind/gore e death melódico, no caso dos primeiros; o thrash e black metal no caso dos segundos – que mais bandas produziram no movimento underground pré-Séc. XXI e que continuam a ter um impacto inegável em muito do que se faz hoje em dia nesses espectros. Exemplos claros de perseverança, apesar dos hiatos e de várias reanimações, tanto os CARCASS como os VENOM mostram uma vitalidade de fazer corar de inveja muitas bandas mais jovens e, sobretudo, continuam a exorcizar uma dedicação à causa que não é, de todo, comum na sociedade frenética em que vivemos.
Criados em 1986, num momento em que o talentoso guitarrista Bill Steer ainda fazia parte de uma das formações mais lendárias dos Napalm Death, com quem gravou «Scum» e «From Enslavement To Obliteration», ao longo de duas décadas os CARCASS transformaram-se eles próprios também em lendas, primeiro estabelecendo as regras para o híbrido de death/grind, pintado em tons de sangue e tripas, com dois títulos incontornáveis do underground dos 90s, «Reek Of Putrefaction» e «Symphonies Of Sickness»; e depois, com a sequência formada por «Necroticism – Descanting The Insalubrious» e «Heartwork», o death metal melódico, deixando uma marca indelével não só na N.W.O.S.D.M. mas também no fenómeno metalcore, mais recente. Entretanto, ainda antes da edição de «Swansong», decidiram votar-se a um longo hiato, voltando apenas ao ativo em 2007. «Surgical Steel», editado seis anos depois, foi o primeiro álbum que o quarteto formado por Steer e Jeff Walker – e que fica agora completo com Daniel Wilding na bateria e Ben Ash na segunda guitarra – gravou desde meio da década de 90, e serviu a derradeira prova de que, afinal, mesmo depois de tantos anos a julgar-se que a banda estava morta e enterrada, a dupla veterana ainda tinha um grande álbum de death metal dentro de si. Canções como «Thrasher’s Abbatoir», «Unfit For Human Consumption» ou «Captive Bolt Pistol» afirmaram-se rapidamente como provas de que a resiliência compensa e, numa mistura equilibrada dos melhores momentos dos dois discos mais consensuais da fase “adulta”, encapsulam tudo aquilo que aprendemos a esperar dos britânicos ao longo dos tempos. Focados na tarefa de provar que estão bem vivos criativamente e ainda muito longe da decomposição, os CARCASS versão Séc. XXI mostram-se tão letais e cirúrgicos como sempre.
“Lay down your soul to the gods rock’n’roll… Black metal!!!” Quem, por esta altura, não conhece o famoso tema e disco de 1982? Por esta altura, os VENOM já dispensam quaisquer apresentações e, apesar de todas as transformações estéticas e sonoras que o estilo foi sofrendo com o passar dos anos, foram eles próprios que estabeleceram as regras básicas para o estilo ao lançarem o seu segundo álbum. Já um ano antes, com a estreia «Welcome to Hell», o trio oriundo de Newcastle tinha pegado na fórmula da, em ebulição na altura, N.W.O.B.H.M. e, injetando-lhe aquela garra incontida do punk, criou um som ainda mais pesado e extremo que, uns tempos depois, acabaria por dar origem ao thrash. Famosos pelos espetáculos memoráveis, em que os lasers competiam por atenção com a descarga decibélica protagonizada pelo grupo, o trio Cronos, Mantas e Abaddon transformou-se num enorme fenómeno de popularidade, acabando por influenciar o surgimento de nomes tão famosos como Metallica ou Slayer. A natureza volátil da formação clássica acabaria por dar o tiro de partida para uma carreira de enorme sucesso, mas cheia de paragens e arranques, assente em álbuns como «At War With Satan», «Possessed» ou «Calm Before The Storm». De 1979 a 1993, quando se separaram pela primeira vez, os VENOM transformaram-se numa das instituições mais emblemáticas da música extrema e, já depois de se ter estado afastado durante um período, o inimitável Cronos decidiu tomar de novo as rédeas do projeto em 1995. Após uma demasiado breve reunião com Mantas e Abaddon, durante as últimas duas décadas o baixista e vocalista tem mantido presença assídua, e muito aplaudida, nos palcos e nos escaparates. Gravado na sequência de «Metal Black», «Hell» e «Fallen Angels», o último registo de originais do grupo – cuja formação fica, há já quase dez anos, completa com Rage na guitarra e Danté na bateria – chama-se «From The Very Depths» e foi editado em 2015.
Os bilhetes custam 65 euros (passe três dias) e 35 euros (bilhete diário), à venda nos locais habituais.
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