Vagos Metal Fest uma experiência de outro mundo!

Logo à chegada ao recinto do VMF, situado na Quinta do Ega, saltaram à vista as melhorias a nível de organização do espaço dedicado ao festival. Uma maior facilidade de movimentação e um recinto ainda mais amplo são os principais resultados desta reformulação. A organização está então de parabéns por esta remodelação inteligente e também por mais uma edição de sucesso, com muito público, e que decorreu sem incidentes a assinalar!

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Dia 1 – Sexta Feira 11 de Agosto

Como já tem vindo a ser tradição, coube a um nome nacional a abertura do festival. Os primeiros a porem o PA do festival à prova, foram os Tales For The Unspoken. Com o seu conjunto de malhas bem carregadas de energia trataram de alertar todos os presentes que estava dado o mote para mais uma edição do Vagos Metal Fest. De seguida tivemos o primeiro contraste sonoro do festival, com a subida a palco dos germânicos And Then She Came. Rock com melodias no feminino abrindo o apetite para toda a diversidade do cartaz deste ano. Os Revolution Within cumpriram com aquilo que nos têm vindo a mostrar ao longo da sua carreira, energia e agitação para todos os que quiserem provar. A descontracção e boa disposição subiu a palco de mãos dadas com os thrashers Gama Bomb. Mesmo que possa ser questionável este espectáculo visual para um concerto de thrash, a entrega e qualidade das malhas do colectivo só podem ser encaradas com seriedade. Quer se tenha gostado ou não, não se fica indiferente a um concerto destes. Voltem sempre!

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GAMA BOMB

O próximo momento estava rodeado de excitação pela história que encerrava. A tour de despedida dos míticos Rhapsody Reunion passava por Vagos no final desta primeira tarde. Foi notório que havia muita gente presente para testemunhar em especial este momento e certamente não ficaram defraudados com o set list escolhido, cheio de clássicos, e que abriu sem piedade com a épica-frenética Emerald Sword! Dos Arch Enemy já só pode ser esperado um excelente concerto, e foi mesmo isso a que se assistiu. Sem nunca comprometer, a banda esteve sempre em alto nível, com um espectáculo visual e dinâmica de palco muito bem preparados. Pena a escolha de temas continuar a recair essencialmente sobre os discos mais recentes, pois com a inclusão de alguns clássicos, mesmo da fase Johan Liiva, este espectáculo tomaria uma proporção bem mais memorável. Excelentes músicos e executantes, estão na linha da frente!

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ARCH ENEMY

A estreia em solo nacional dos Wintersun foi uma corrida montanha acima. O início do concerto deu-se com um som bastante sofrível, com instrumentos imperceptíveis e discrepâncias de volumes. Contudo, a cada tema estas características foram melhorando até que a parte final do concerto se desenrolou quase no pleno das qualidades do colectivo. Os Therion mostraram que são um daqueles casos que tem tudo para ser mais popular num país como Portugal. O público esteve com eles, gostou, aplaudiu, embora se tenha notado que não estávamos perante uma plateia considerável de seguidores acérrimos do grupo. Se esses estivessem em Vagos em maior quantidade, este concerto teria roçado o limite inferior da classificação de memorável. Um verdadeiro desfile de clássicos. Para o fim, a polémica Grunt. O trio portuense de death grind e o seu imaginário sado-maso, bem real, tomou conta do palco para o fecho da primeira noite de metal em Vagos. Valeu a pena ficar até ao fim!

Dia 2 – Sábado 12 de Agosto

A tarde tórrida de sábado iniciou-se ao som do death metal furioso dos Implore. Desta actuação fica retida a atitude e o à vontade dos músicos em palco, contudo, as músicas em si não foram suficientes para empolgar o público presente. O hardcore arrastadão dos Brutality Will Prevail, nunca atingiu grande velocidade pois assim é a sua característica. Embora tenham demorado a conseguir atingir o seu verdadeiro groove que ainda fez mexer os mais atentos, o publicou acabou por aderir e a banda saiu de palco debaixo de uma simpática salva de palmas.

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BRUTALITY WILL PREVAIL

Os Hills Have Eyes honraram de forma competente o facto de serem a única banda nacional presente neste segundo dia do festival. As canções são fortes e a máquina está bem oleada. Os setubalenses continuam a dar cartas e merecem a nossa atenção e presença na frente do palco. Mudança de geração e de sonoridade, passamos de algo mais moderno para o heavy/thrash tradicional dos Metal Church. Foi talvez o maior momento de culto de todo o festival. Mesmo que a maioria dos presentes não parecesse ser conhecedor das malhas que estes debitavam, o público mostrou-se ao lado dos Metal Church de início a fim, mostrando respeito ao seu legado. A banda respondeu com uma actuação bem disposta e bastante consistente.

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METAL CHURCH

A travessia pelos tempos idos aconteceu mesmo com alguns problemas técnicos. Falhas nos micros e guitarras que pareciam perder volume repentinamente. No entanto, nenhum destes percalços foi obstáculo para que os Primordial criassem uma vez mais aquela arrepiante sintonia épica entre público e banda. Nemtheanga, e a sua presença megalítica em cima de palco, não desistiu até que tivesse o público rendido à sua imponência. Assim foi, e um alinhamento carregado de momentos épicos transformou este concerto tempestuoso num dos momentos mais impressionantes do fim de semana. Das tempestades passamos para as festas assim que surgem os Korpiklaani. Mesmo com uma entrada bastante fria, devido ao volume geral exageradamente baixo, foi neste concerto que se observou a primeira reacção massiva do público do Vagos Metal Fest. Folk metal é sinal de bailarico e grande parte dos presentes mostrou-se completamente contagiado pela feliz embriaguez da música dos finlandeses. Um alinhamento essencialmente focado nos trabalhos mais recentes que culminou em verdadeira apoteose com a sequência final composta por Wooden Pints, Vodka e Beer Beer

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Depois de tamanha embriaguez poderia ser perigoso permanecer num concerto de Soulfly…e foi mesmo! Tal como nos tempos antigos, Max Cavalera e companhia não deixaram o valor da história do músico brasileiro em mão alheia e deram aquele que terá sido o principal concerto deste festival. Avaliando a reacção do público ao desfile de malhas, não é de modo nenhum arriscado dizer que este foi possivelmente o concerto mais espectacular de sempre de todos os VOAs e VMFs. A discografia dos Soulfly foi praticamente toda revisitada, desde a mítica “Tribe”, passando pela empolgante “Back To the Primitive” e até mesmo pela mais recente “We Sold Our Souls to Metal”. Os Sepultura foram claro revisitados, desta vez pelo tema Refuse/Resist. A demorada preparação de palco para entrada dos Batushka levou a que alguns dos presentes abandonassem o recinto e permitiu também que o ambiente quente do concerto de Soulfly se dissipasse. Para quem foi forte e aguentou certamente que terá sentido que valeu a pena testemunhar todo o aparato que os polacos colocam em palco, assim como a qualidade do seu black metal atmosférico. Este é um projecto recente que deve ser tido em conta. Interessante.

Dia 3 – Domingo 13 de Agosto

Os Reaktion merecem a estatueta de melhor abertura de dia desta edição! O thrash/crossover dos espanhóis provocou agitação imediata. Agitação essa muito bem justificada pela qualidade da execução e o bom ritmo das suas descargas. Os Attick Demons trouxeram até Vagos o espírito do verdadeiro heavy metal nacional! Com novo trabalho na bagagem a banda proporcionou um espectáculo bastante competente. Logo de seguida mais um nome nacional a entrar em cena. Os Miss Lava e o seu stoner fizeram correr no recinto uma aragem mais moderna e permitiu a muitos, pela primeira vez, apreciarem a qualidade do quarteto.

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CHELSEA GRIN

Os norte americanos Chelsea Grin pareciam caídos do nada nesta fase do festival. Com um estilo completamente diferente de tudo o que tínhamos ouvido até aqui, o seu deathcore parece ter agradado à considerável legião de seguidores presentes em Vagos…mas só mesmo a esses. O som da banda esteve sempre muito embrulhado o que apenas permitia reagir ao ritmo imprimido pelo baterista Pablo Viveros. O cenário volta a mudar de figura assim que os Havok iniciam a sua sova de thrash metal furioso! São sem dúvida alguma um dos nomes mais importantes da vaga revivalista de thrash a que assistimos nos últimos anos, quer nas suas prestações ao vivo, quer nos trabalhos de estúdio que têm vindo a lançar. Num concerto de Havok não é para se ficar quieto e no mínimo dos mínimos, o pescoço tem de estar a mexer. O deathcore volta a ter representantes em palco, desta vez por via dos Whitechapel. Este foi um concerto que reuniu maior consenso que o de Chelsea Grin, muito provavelmente devido à abordagem mais sóbria e concentrada na força da música. As 3 guitarras que estavam em palco ganham sentido ao soarem como um todo, algo que foi bastante interessante de apreciar num concerto deste estilo.

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HAMMERFALL

Os Hammerfall, também cabeças de cartaz desta última noite, provocam nova viragem na abordagem estilística e relembraram-nos os tempos de glória do heavy/power metal datado à década de 90. As canções que se conheceram como fortes continuam marcantes e a banda está em muito boa forma! Foi excelente perceber que o estilo continua a ter seguidores o que assegura a continuidade desta diversidade patente no cartaz do VMF 2017. Após a descarga electrizante dos suecos entrou-se na ronda de fecho desta segunda edição do Vagos Metal Fest. Primeiro pelo death metal bem calculado dos Gorguts e por último com o sludge doom dos Cough. Um término de muito peso e sujidade sonora.

Parabéns à organização pela evolução, por manter vivo, e por já ter adiantado uma edição que trará ainda mais novidades em 2018!

Texto: Emanuel Roriz
Fotos: Jorge Pereira

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Raio-XIS visita em pormenor – Caedeous

Desta vez a consulta foi feita a CAEDEOUS, ou neste caso a Paulo Mendes, o mentor do projecto.
E as chapas revelam uma saúde de ferro

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Qual o teu percurso musical?

Como compositor, o meu percurso musical remonta a finais da década de noventa onde comecei a compor temas para diversas bandas de rock e metal em Portugal.

Em 2014 a minha carreira musical orientou-se para a indústria cinematográfica internacional de Los Angeles (Estados Unidos da América) na área de trailers, bandas sonoras e música orquestral sinfónica pela BMI bem como diversas “trailer houses”.

Neste percurso dou especial destaque ao álbum Elementia I lançado em 2016 cujas músicas Elysian Fields e Gates of Adastria foram eleitas como as melhores de Maio e Junho de 2016 por promotores internacionais especialistas na área. Do mesmo álbum foram licenciados vários temas para trailers (Wonder Woman, Deceptive Vows) e filmes (shorts e full length), entre os quais “Eternal Game” foi nomeado para melhor drama, melhor performance de artista principal e de suporte no TPN Film Fest (USA – Georgia).

Em 2017 o meu trajecto musical continuou na área cinematográfica mas iniciei, em paralelo, um projecto de longa data denominado “CAEDEOUS” no qual revisito o metal, nomeadamente “Black Metal Sinfónico” cujos primeiros singles “Siege of Draedemor” e “The Rise o f Marion” estão datados para lançamento mundial em todos os maiores outlets e lojas digitais para Agosto e Setembro. O álbum de estreia tem data prevista de saída no primeiro trimestre de 2018.

Como caracterizas o teu projecto?
Caedeous é um projecto que se pode caracterizar pelo uso de instrumentos musicais standard no estilo de metal misturados com orquestra, coros e atmosferas negras. Podemos identificar um estilo de filme de terror derivado das minhas influências como compositor, o que confere ao projecto uma tonalidade “teatral” incutida nos instrumentos, atmosferas e vozes.

O projecto em si inclui vários instrumentalistas (Bernardo Rodrigues, Manuel Pinto e Bruno Guilherme) e voz (Rute Fevereiro). Eu componho e produzo todos os elementos musicais, Rute Fevereiro escreve as letras e dá corpo e alma às vozes do Projecto e os instrumentalistas dão a restante essência ao todo que completa o projecto como um único organismo simbiótico coeso.

Quais as tuas referências do mundo da música?
As minhas referências musicais são diversas em diferentes âmbitos, no entanto gostava de destacar as seguintes com as quais cresci e me influenciaram muito como músico e compositor:

METAL: Metallica, Iron Maiden, Kreator, Cradle of Filth, Dimmu Borgir, Dark Funeral, Emperor, Marduk, Type o Negative, Crematory, In flames, Children of Bodom, Sepultura, Pantera etc…

BANDAS SONORAS: Hans Zimmer, Danny Elfman, James Horner, John Williams.

Quais são os teus filmes e livros favoritos?
Filmes – Aliens 8º Passageiro, Aliens, Star Wars, Odisseia No Espaço, Blade Runner.Livros dos Autores – H.P Lovecraft, Arthur C. Clarke, J.R.R Tolkien, Michio Kaku, Stephen Hawking, Anne Rice.

O que te encanta no mundo enquanto artistas?
Como artista o que mais me encanta é a diversidade cultural que quando combinados geram elementos musicais lindos.

Se a tua música pudesse mudar alguma coisa na mentalidade das pessoas o que gostarias que fosse?
Pessoalmente, não espero que a minha música mude algo na mentalidade das pessoas. Quando crio música estou a criar arte baseada nas minhas emoções que, como tudo na vida, pode agradar a uns e a outros não. Mas se a minha arte poder ajudar uma pessoa ou várias a sentirem-se felizes nem que seja por um momento, ou ajuda-las a ultrapassar problemas na sua vida, então o meu propósito como artista foi alcançado e sinto-me muito feliz por ter tocado de forma positiva a vida de alguém.

Onde gostarias de tocar ao vivo?
Com Caedeous gostaria imenso de tocar no Wacken Open Air, com orquestra e coros.

Tens mais projectos para o futuro?
A nível de projectos no metal continuarei com Caedeous lançando singles e álbuns. Outros projectos passarão pela indústria cinematográfica, continuarei a lançar o projecto Elementia, volumes 2 e 3 e irei também dedicar atenção a musica de trailer e bandas sonoras.

Descreve-te numa palavra
CAEDEOUS. Isto porque a extensão de parte da minha pessoa reflecte-se a nível emocional e pessoal no trabalho que faço como artista e compositor e nada melhor do que exprimir esses sentimentos e energia captada naquele momento através de registo áudio com os quais posso partilhar com o público em geral.

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Raveneye regressam a Portugal como banda de abertura de Bush

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Os britânicos RavenEye serão responsáveis pela abertura do concerto de Bush dia 11 de Outubro no Coliseu de Lisboa. A banda, que já tem acompanhado alguns dos maiores monstros do rock em tour, tal como os Aerosmith, traz a palco o aclamado álbum de estreia “Nova”, editado em 2016. A banda é formada por Oli Brown (voz e guitarra), Aaron Spiers (voz, baixo e guitarra) e Adam Breeze (bateria).

Os ingleses Bush vão arrancar com a primeira digressão europeia desde os últimos quatro anos dia 21 de setembro, em Londres, terminando precisamente em Lisboa, dia 11 de Outubro, no Coliseu de Lisboa. Esta é a tournée de apresentação do novo álbum de originais, “Black and White Rainbows”, editado no passado mês de Março.

Durante o período em que Gavin Rossdale se encontrava como líder de equipa no The Voice UK, no passado mês de Março, a banda deu um concerto único e esgotado em Londres, onde apresentaram um alinhamento absolutamente extraordinário que contou com alguns dos maiores hits e ainda com temas do novo álbum. Gavin voltou a provar porque é que é considerado um dos melhores vocalistas rock de sempre.

Até à data, os Bush já venderam mais de 20 milhões de discos e contam com 18 singles no Top 40 das principais rádios mundiais. Neste momento a banda encontra-se em digressão na América do Norte e chega à Europa dia 21 de Setembro, com 16 concertos em agenda. O álbum de estreia dos Bush, “Sixteen Stone”, foi seis vezes disco de platina e o seu sucessor, “Razorblade Suitcase”, foi #1 nas tabelas norte-americanas, tendo inclusive conquistado o disco de ouro. Gavin Rossdale recebeu em 2013 o prestigiado prémio Ivor Novello, na categoria “Maior sucesso internacional”.

11 de Outubro | Coliseu de Lisboa
Abertura de portas:  19h00
Início do espetáculo: 20h30

Evento: Everything Is New

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5º Indie Music Fest – últimas confirmações

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Não são cinco. Não são dez! São doze as bandas que apresentadas para fechar o cartaz do Indie Music Fest 2017 que acontece no Bosque do Choupal em Baltar entre os dias 31 de Agosto, 1 e 2 de Setembro.

Depois de apresentados os nomes de Conjunto Corona, Them Flying Monkeys, Twins Transistors, Heavy Cross of Flowers, Paraguaii, The Miami Flu, Lucky Who, Moon Preachers, Killadelphia, El Señor, Manuel Fúria & Os Náufragos, Marvel Lima, Jonny Abbey, Phantom Trio, Los Luchos, Astrodome, Pãodemonio, Stone Dead, The Laizy Faithful e Toulouse, é a vez de revelar uma dúzia de nomes que vão deixar o Bosque do Choupal ainda mais encantado.

Nomes que já dispensam qualquer tipo de apresentações. São eles:
The PoppersNice Weather for DucksGeorge MarvinsonMr.GalliniFUZZILFlying CagesFoque, Rapaz Ego,Moda AmericanaIndian RubberEden Lewis IIPás de Problème.

Os bilhetes estão à venda na bol e nos locais habituais a um preço exclusivo para os amantes da nova musica nacional.
Passe Geral – 3 dias: 30€ com oferta da t-shirt do festival (limitado a 150 unidades).

Fonte: IMF Press

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Raio-XIS visita em pormenor – Darewolf

Reabrimos as portas para os lados de Braga e trazemos os Darewolf. A banda fundada em 2016 denomina-se como uma banda Hard Rock/ Power Metal.

A chapa tiramos nós, o diagnostico fica ao vosso critério.

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1. Qual o vosso percurso musical?

  • Nós nascemos das cinzas de um projecto anterior em que eu (Rui Baía e actual Guitarrista) cantava para além de tocar juntamente com o nosso outro guitarrista. Na altura esse grupo acabou quando o baterista saiu da banda. Há dois anos fomos por diversão a um concurso de bandas ainda com o nome antigo com o meu irmão (Guga e actual vocalista) no baixo e vozes secundárias. Como aquilo correu bem e foi divertido resolvemos voltar ao activo com nova formação e um estilo ligeiramente diferente do anterior mas ainda baseado no Rock/Metal e fomos compondo músicas novas até conseguirmos gravar o nosso EP/Demo de estreia que lançamos no fim do ano passado e estamos agora a publicitar.

2. Como caracterizam o vosso projecto?

  • O nosso projeto é uma junção de tudo que eu e o meu irmão gostamos na esfera da música pesada. Desde Glam a Death tocamos um pouco de tudo. No nosso EP II-I temos um misto entre HardRock e Powermetal e para o futuro temos já compostas algumas músicas mais na esfera do Thrash e Sinfónico. No fundo somos uma amálgama de todo o tipo de som na esfera do Rock/Metal com um toque de humor (sobretudo nas performances ao vivo) que falta hoje em dia para enfrentar tanto problema que vai surgindo.

3. Quais as vossas referências no mundo da música?

  • Nós temos um gosto muito ecléctico (Eu e o meu irmão) pelo que há muitos géneros que nos influenciam. Falando por mim considero o Tobias Sammet uma das minhas maiores referências, tudo que ele fez com os Edguy e Avantasia acho genial. Também considero Steel Panther das minhas maiores referências e claro Metallica que me fizeram conhecer este espectro musical uma vez que o meu pai estava sempre a meter a Enter Sandman em casa a tocar quando era criança

4. Como artistas o que vos encanta no mundo e se pudessem mudar a mentalidade das pessoas com a vossa música o que gostariam de mudar?

  • Citando os SIXX AM life is beatiful, e há uma quantidade de sítios e pessoas fascinantes no mundo que adorava conhecer e mostrar a nossa arte.
    O que mais gostava de mudar é a mentalidade que o heavy metal é a música do Demo e que todos os metaleiros são más pessoas que ainda hoje perdura na sociedade que é completamente falsa (tirando os tolos do Black Metal norueguês nos anos 90). Isso e promover o que se passa nos concertos que independentemente das origens, sexo, entidade e essas coisas todas, quem está lá com o mesmo objectivo que é a música ou arte todo o mundo é bem vindo e ninguém é mais que ninguém.

5. Local onde gostariam de tocar ao vivo? E com quem?

  • O local de sonho onde adorava tocar era claramente o Wacken Open Air. Não sonhando demasiado alto e de forma mais nacional o local onde mais gostávamos de tocar seria o Vagos visto ser o nosso maior festival deste género. De uma forma mais generalista os coliseus também seria um sonho realizado.

6. O que acham que seria necessário mudar em Portugal quanto ao apoio que existe aos novos projectos e novas bandas?

  • Acho que em Portugal é necessário reavaliar os valores que se valorizam na música. Há tanta banda com talento e qualidade mas somente se aposta no que é barato de produzir e possa vir a dar lucros imediatos o que leva aos belos espetáculos deprimentes que são aqueles programas da tarde. As maiores rádios nacionais então música com instrumentos é quase nula, só Kizomba, Reggaeton e “artistas” que sem autotune não fazem algo sequer semelhante a cantar ou tocar. Não digo vamos só ouvir música progressiva com 20 minutos com tempos de 23/35 mas pelo menos um mínimo de mestria.

7. Projectos para o futuro?

  • Futuramente tencionamos gravar o primeiro álbum completo não distantemente e continuar a promoção da banda com o maior número de espetáculos ao vivo possíveis, gravar um ou outro vídeo oficial, e sobretudo divertirmo-nos um bocado enquanto tentamos levar a nossa música às pessoas.

8. Por último descrevam-se numa única palavra

  • Falando de mim apenas diria “Bonito” mas como banda “Sonhadores” se calhar.
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Epica regressa a Portugal em Novembro

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“Ainda na ressaca de um concerto encantador no VOA 2017, os EPICA regressam ao nosso país para apresentarem «The Holographic Principle» numa data-dupla em nome próprio.”

Após uma arrebatadora e explosiva actuação, que ainda está certamente bem fresca na mente dos milhares de pessoas que tiveram o prazer de os ver na passada sexta-feira no VOA 2017, os EPICA vão estar de regresso a Portugal ainda antes do final do ano. Desta vez para prestações em nome próprio e numa data-dupla, em que a legião de seguidores nacional vai poder ver Simone Simons e companhia um pouco mais de perto, nos palcos da Sala Tejo e do Hard Club, nos dias 21 e 22 de Novembro, em Lisboa e no Porto respectivamente. Como “convidados especiais”, os holandeses vão contar com o enorme talento dos conterrâneos VUUR, liderados pela icónica figura de Anneke Van Giersbergen, que trazem na bagagem a muito aguardada estreia «In This Moment We Are Free – Cities», e com a etnicidade exploratória dos tunisinos MYRATH, que lançaram o explosivo «Legacy / ميراث» no ano passado e foram alvo de enormes elogios por parte da imprensa especializada.

Ainda focados no muito aplaudido «The Holographic Principle», editado em Setembro de 2016, e após terem feito o circuito dos grandes festivais de Verão, os EPICA embarcam agora numa nova campanha europeia como cabeças-de-cartaz e dão o passo seguinte numa carreira sempre em crescendo, numa espécie de remoinho de canções, álbuns, concertos, tours, milhares de fanáticos aos gritos, entrevistas, capas de revista e viagens à volta do mundo para actuar perante plateias rendidas ao encanto da sua música. Os números dos primeiros dez anos de percurso da banda formado por Mark Jansen em 2003 falam, de resto, por si próprios: espectáculos em mais de 50 países diferentes, atraindo multidões de 4,000 espectadores por noite na América do Sul e na América Central, mais de 4,500 fãs por noite na Europa, Ásia e Austrália e, nos Estados Unidos, uma média de 1,500 bilhetes vendidos diariamente. E, feitas as contas, mais de uma década depois de terem começado a tocar juntos, a verdade é que a popularidade do colectivo holandês não dá mostras de qualquer quebra.

Um nome ainda desconhecido de grande parte dos fãs de música pesada, os VUUR são a mais recente aventura de Anneke Van Giersbergen, a simpática e sedutora ex-vocalista dos lendários The Gathering. Depois de ter abandonado os autores de títulos tão marcantes como «Mandylion» ou «Nightime Birds» e de ter embarcado numa bem-sucedida carreira a solo, que a viu explorar terrenos mais próximos da pop, a talentosa holandesa ensaia agora um retorno às sonoridades mais pesadas e progressivas, na companhia de músicos ilustres da cena holandesa, entre os quais se contam Ed Warby (ex-Gorefest, Ayreon) e o guitarrista Jord Otto (ex-ReVamp). «In This Moment We Are Free – Cities», o álbum de estreia da banda, tem data de edição marcada para 20 de Outubro e promete surpresas. Por seu lado, os MYRATH – oriundos de Ez-Zahra, na improvável Tunísia – tomaram forma em 2006 e, durante os 10 anos seguintes, apoiaram-se em discos como «Desert Call», «Tales of the Sands» ou o mais recente «Legacy / ميراث» para estabelecer reputação como uma das mais exóticas e desafiantes propostas que a música extrema tem hoje para oferecer.

Os bilhetes para o concerto custam 25€, à venda a partir de 11 de Agosto, nos locais habituais.

21 Novembro | MEO Arena/Sala Tejo (Lisboa)
22 Novembro | Hard Club (Porto)
1ª Parte: Vuur + Myrath
Abertura Portas: 20h00 – Inicio espectáculo: 21h00 

Fonte: Prime Artists

 

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Melt-Banana estreia em Setembro

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A descrição possível da sonoridade praticada pelos japoneses Melt-Banana soa improvável, quase desconfortável: as estruturas da pop, discerníveis mas adornadas logo à partida pela típica irreverência nipónica, deixam-se atropelar pela velocidade do grindcore e pelo assalto sónico do harsh noise, pelo meio de um hiperactivo desfile de apontamentos experimentais. Formados em 1992 e desde aí rodeados de um crescente culto, alimentado por discos incontornáveis como Cell-Scape ou Fetch, os Melt-Banana estreiam-se finalmente em Portugal – recebê-los-emos nos Maus Hábitos, no Porto, a 28 de Setembro e a 29 de Setembro no 49 ZDB em Lisboa.

Os bilhetes, com o preço único de 10€, estão já à venda em amplificasom.com/amplistore.  Muito em breve estarão também bilhetes disponíveis nos Maus Hábitos, Louie Louie, Piranha, Black Mamba, Bunker Store  e BOP.

Evento: Amplificasom

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