Fugly mostram primeiro vídeo de “Millennial Shit”

Foto 2 By André Coelho_previewCréditos André Coelho

Dois anos depois do primeiro EP Morning After, após muito sangue, suor e lágrimas, os FUGLY seguem o seu percurso em busca do caos e da excentricidade frenética do noise e do garage, bem como a cura para a ressaca, com o novo Millennial Shit, a ser lançado pela editora independente O Cão da Garagem.

Os millennials são a Geração Y, os jovens nascidos entre os anos 80 e os anos 90, época que culminou na maior taxa de nascimentos per capita. São a voz do emprego precário, dos estágios intermináveis, da abstenção política, dos direitos dos animais, do vegetarianismo, da erradicação dos estigmas populares, da preguiça, do aborrecimento, da legalização da marijuana, dos smartphones, da falta de emoção e capacidades sociais, da depressão antecipada, do controlo hormonal e do capitalismo forçado.

Com este mote, o álbum gira à volta do romance jovem, das noites loucas e espalhafatosas em que tudo de mau e bom acontece. O arrependimento causado por um dia seguinte cheio de perguntas sem resposta e todo o existencialismo associado.

O álbum, completamente produzido e gravado pela banda no Adega Studios, arranca a todo o gás com Hit the Wall, Ciao (You’re Dead), Millennial Shit, Take You Home Tonight e Yey. Todas elas com um registo harmónico e melódico muito simples, directo ao assunto. Músicas rápidas, com pouco tempo e que em poucos versos,  introduzem a história: a decadência emocional de quem acabou de ficar sozinho, perdido no meio de copos e tal, em que nem os amigos conseguem fazer nada para mudar, apenas uma epifania causada por muito desgaste psicológico. É em Delirium que temos esse ponto de viragem, o momento de reflexão. Rooftop, Inside My Head The Sun, dão esperança à personagem de poder mudar tudo, de começar de novo e perceber a lição que foi aprendida. Vemos aqui também um registo mais apurado, fugindo um pouco à estética punk e dando-nos uma espécie de viagem ao centro do Ser. As letras são mais expressionistas e mais densas. Finalizando com uma surpresa no disco, uma música sem nome, XXXXX, FUGLY homenageiam o fechar de um ciclo e o recomeço de outro que estará para vir.

Pedro Feio, ou Jimmy, começou o projecto em 2015 quando se fartou de estar sempre atrás da mesa de mistura e começou a querer subir de vez em quando ao palco. Chamou Rafael Silver e, mais tarde, Nuno Loureiro para juntos descobrirem a solução para três questões fundamentais: Como se entra para as áreas secretas dos jogos do Tony Hawk? Qual a melhor cor de calças? Cerveja: gelada ou morninha?

Após mais de 40 espectáculos num ano em torno do primeiro EP, passando por festivais como Vodafone Mexefest, NOS em D’Bandada, Sumol Summer Fest, Indie Music Fest e pelo palco Super Nova, os FUGLY voltam à carga em 2018 à procura de respostas com datas de apresentação em Fevereiro e uma Tour Europeia em meados de Março.

Fonte: Lets Start a Fire

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Raio-XIS visita em pormenor – Living Louder

Gostamos de “lufadas de ar fresco”, de que nos coloquem sorrisos no rosto, ou eu pelo menos gosto. Foi isso que a banda Living Louder , me fez. Primeiro com o som que ouvi, e que fiz questão de pedir para fazermos review e depois pelas respostas que li no retorno do Raio-Xis, tão brevemente devolvido.

Deixo aqui as respostas e como é domingo deixo também o som desta magnifica banda do Brasil, que podem ouvir aqui

Espero que gostem tanto como eu!

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1.Qual o vosso percurso musical?

A banda foi formada na primeira metade do ano passado (2016) por Ricardo Cagliari (vocais, guitarras), Gustavo Gomes (bateria e percussão) e Eduardo Assef (baixo elétrico e fretless), músicos com décadas de experiência em diversos projetos e bandas de blues, rock e metal. Entre tais projectos vale citar as bandas Brownsound, Dipnoi e Electritone, esta última com disco também recém lançado. Em poucos meses o entrosamento se mostrou total, e rapidamente surgiram as dez composições do álbum de estreia, gravado em apenas 3 dias em Março de 2017, no Estúdio Fusão do famoso cantor/produtor  Thiago Bianchi (Shaman/Noturnal).

2.Como caracterizam o vosso projecto?

A idéia, desde o começo, sempre foi resgatar o formato dos power trios dos anos setenta, executando um heavy rock original mas com esse punch que só se via nas bandas setecentistas, com um som cru, energético, mas muito bem executado, enfim, uma música moderna e original mas com a sonoridade daquela época heróica do rock, mesclando e sintetizando as diversas influências de todos os membros da banda, em especial a fusão de Southern Rock americano com Heavy Rock inglês antigo.

3.Referências do mundo da música?

Nessa ordem de idéias, juntamos nosso comum e antigo apreço pelo blues a outras influências mais pesadas, efetuando assim uma fusão de Motorhead com Allman Brothers Band, Black Sabbath com Stevie Ray Vaughn, ou ainda Lynyrd Skynyrd com Deep Purple. Gov’t Mule também foi e é uma grande influência. Estas e incontáveis outras fontes, do jazz ao metal extremo, repercutem directamente no resultado final de nosso som, que é burilado de maneira natural  a partir do repertório auditivo dos integrantes, pois se Eduardo é mais do Blues e Classic Rock, Ricardo e Gustavo são mais do Metal, mas todos têm um amplo espaço comum que são as bandas acima citadas. O resultado desse sincretismo, pensamos, é algo único e poderoso. E, de facto, temos colhido muitos elogios.

4.Quais são os vossos filmes/livros favoritos?

Gustavo adora O Sétimo Selo (Bergman) e 2001 Uma Odisséia no Espaço (Kubrick), lendo muito Dostoiévski e Fernando Pessoa. Já Ricardo é fã de “The Good, The Bad & The Ugly” (Sérgio Leone) e seu livro favorito é “A Paixão Segundo G.H.” (Clarice Lispector), enquanto Eduardo aprecia as obras de Edgar Allan Poe e de Quentin Tarantino.

5.O que vos encanta no mundo enquanto artistas?

Nietzsche já dizia que a vida seria um equívoco sem a música, com o que estamos de pleno acordo! Então é a verdade e autenticidade da expressão musical pura que buscamos, sem ideologia e sem demagogia, sobretudo neste mundo digital de perfeição artificial em que vivemos. Somos analógicos, tanto quanto possível, na nossa busca por sonoridade e expressão, sem, é claro, desdenhar da óbvia utilidade das ferramentas tecnológicas, que nos permitem, por exemplo, compor mesmo a distância, pois Ricardo reside numa cidade (Londrina) e Gustavo e Eduardo noutra (São Paulo).

6.Se a vossa música pudesse mudar alguma coisa na mentalidade das pessoas o que gostariam que fosse?

Gostaríamos que as pessoas resgatassem o gosto pelas coisas autênticas, pois já houve uma época em que todos fomos audiófilos, comprávamos discos e nos dedicávamos integralmente àquela experiência, por assim dizer, estética e existencial, decorando o nome das músicas, ouvindo o disco de cabo a rabo, apreciando a arte, a ficha técnica, identificando os instrumentos… Não queremos ser apenas mais uma unidade produtora de conteúdo musical barato. Se é legítimo vender aquilo que é bom, não é menos verdade que é tolo e superficial vender apenas por vender. Queremos expressar a música que nos afoga enquanto não a expulsarmos! É uma força vital. É assim que gostaríamos – muito mesmo – que as pessoas ouvissem nosso som. E alto, afinal a banda se chama Living LOUDER!

7.Onde gostariam de tocar ao vivo?

Onde quiserem nos ouvir! Já lançamos o álbum “Living Louder” em nossas “sedes”, que são São Paulo e Londrina, além de excursionarmos sempre que chamados pelo interior do Brasil. Seria uma grande honra trazer nosso som para a Europa, mais especificamente para Portugal, rica, bela e saudosa nação de onde vêm as nossas raízes familiares. Já estamos tocando em rádios da Alemanha e dos EUA, e em dezembro seremos objeto de matéria na revista britânica Fireworks. É realmente com muita alegria, e um tanto espantados, que temos colhido a reação efusiva e unanimemente positiva a esse nosso trabalho de estréia, muito elogiado em todos os veículos onde já foi apreciado.

8.Quais os vossos projectos para o futuro?

A banda não para e, em que pese a agenda de shows diminua agora no final do ano, já estamos trabalhando nas composições do próximo álbum, que aliás estão matadoras. Aguardem que em breve virá material vigoroso e ainda mais elaborado, sempre com essa pegada vintage! Curtam e acompanhem as novidades em nossa página do facebook (www.facebook.com/livinglouderofficial), que certamente não se decepcionarão!

9.Descrevam-se numa palavra

Energia!

 

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Ducking Punches e We Bless This Mess

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A estrada é de Ducking Punches e de We Bless This Mess

Digressão no Reino Unido e na Europa até dia 1 de Dezembro 15 de Novembro, Bristol.

Começou a no passado dia 15 esta digressão em formato acústico de ambos os projetos, já bastante habituados a semelhantes andanças. Quer Dan Allen, quer Nelson Graf Reis, olham a música como uma chave para a felicidade sendo, desta forma, que as suas atuações deixam com um sorriso na cara os presentes em qualquer sala por onde passem.

Ambos com próximos álbuns na bagagem, e prestes a verem a luz do dia, estas datas vão também servir de mote para apresentar vários temas novos, em primeira mão. Ducking Punches vem de uma digressão em formato banda nos EUA, no mês passado, enquanto que We Bless This Mess andou na região da Galiza ao lado de Tim Vantol.

Portugal recebe 3 datas, entre os dias 29 de Novembro e 1 de Dezembro, nas cidades de Porto, Cascais e Loulé. Concertos acolhedores, cheios de energia e de boa disposição. Tudo tão simples quanto estes três adjetivo s numa opinião partilhada por ambos. “Estamos sem qualquer tipo de expetativa para esta digressão porque o melhor, de facto, é viver o momento, passar o dia a tocar e estar na estrada com amigos“, confessa Nelson.


Datas em Portugal:

29.11, Porto

30.11, Cascais

01.12, Loulé

Fonte: Oh Lee Music

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Black Bombaim juntam-se a Pedro Augusto, Jonathan Saldanha e Luís Fernandes para comporem novo disco

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Arranca em Dezembro o processo de criação que irá resultar no novo disco dos Black Bombaim, a ser editado, via Lovers & Lollypops, no segundo semestre de 2018. Um ano após a edição do longa duração colaborativo com Peter Brötzmann, o trio juntar-se-á a três músicos e produtores nacionais num ciclo de residências artísticas que reinventa o processo criativo da banda. Jonathan Saldanha (HHY & The Macumbas), Pedro Augusto (Ghuna X) e Luís Fernandes (Peixe:Avião) responderam afirmativamente ao desafio lançado pelos Black Bombaim para desenvolverem uma peça original a ser interpretada, em conjunto, pelo compositor e pela banda. Desconstruindo o habitual processo de criação, os Black Bombaim entregam assim a composição musical a três figuras da música exploratória portuguesa, num processo a ser concluído em três residências artísticas distintas.

O projecto, que integrará ainda a edição de um documentário, conta com o financiamento do Criatório, uma iniciativa da Câmara Municipal do Porto destinada ao apoio à criação artística contemporânea.

A composição a três tempos arranca já em Dezembro, com o encontro entre os Black Bombaim e o universo de Pedro Augusto, onde os timbres adquirem tonalidades e formas novas assim revelando novas perspectivas em motivos dadaísta e texturas estimulantes. Músico e compositor nos projectos Ghuna X e Live Low, Pedro Augusto tem também conduzido um largo percurso na composição de bandas sonoras nas áreas de dança contemporânea, teatro e cinema, colaborando com nomes como Ana Rocha, André Gil Mata, Ana Borralho, João Galante, entre outros.

A residência culminará com uma apresentação pública do trabalho, em formato ensaio aberto, a 16 de Dezembro no Círculo Católico e Operário do Porto (CCOP). A entrada será livre.

As sessões com Jonathan Saldanha e Luís Fernandes terão lugar Janeiro e Fevereiro, respectivamente, e ocuparão outros espaços icónicos da cidade Invicta. O projecto será documentado por um filme-ensaio sobre a criação musical e a sua relação com a paisagem enquanto espaço de criação de mitologias e de somatização de fantasmas. Esta operação fílmica e sonora, realizada por Miguel Filgueiras com argumento de Manuel Neto, responderá à forma de uma trilogia, que será também a trilogia musical composta pela banda Black Bombaim em processo de trabalho com três compositores distintos: Ruína e Memória | Espaço Sideral | Mundo.

 

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Chris Slade @ Lisboa Ao Vivo, 2017 [Galeria Fotográfica]

 

Galeria Completa AQUI
Fotografias de Jorge Pereira

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Queens of The Stone Age confirmados no NOS Alive’18 dia 13 de Julho

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O NOS Alive acaba de confirmar Queens Of The Stone Age dia 13 de Julho no Palco NOS. Esta que é hoje uma das maiores bandas de rock de sempre junta-se ao cartaz do festival no mesmo dia dos já anunciados The National.

Queens Of The Stone Age, a banda de Josh Homme, que conta hoje com uma carreira de mais de vinte anos e colaborações com alguns dos mais cobiçados nomes pesados do rock como Dave Grohl, Mark Lanegan, Alex Turner, entre outros, vem a Portugal para apresentar em primeira-mão o mais recente álbum de originais “Villains”.

A edição do NOS Alive’17 ficou marcada como a mais bem sucedida de sempre tendo esgotado na totalidade a três meses da abertura de portas, feito único no panorama dos festivais desta dimensão em Portugal.

O NOS Alive’18 está de regresso ao Passeio Marítimo de Algés nos dias 12, 13 e 14 de Julho de 2018.

Fonte: Everything is New

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Cartaz fechado para o Under The Doom V

Oficial Under the Doom Poster

Vai decorrer nos dias 30 Novembro a 2 Dezembro – Lisboa, o Under The Doom V.
Os Process of Guilt são a recente confirmação para o dia 02 de Dezembro

Dia 30 Novembro – RCA Club / Lisboa
EARTH ELECTRICMOURNING SUNPAINTED BLACKWHEN NOTHING REMAINS 
Abertura de Portas – 20:30 / Início 21:00
Bilhete: 15€

Dia 01 Dezembro – Lisboa ao Vivo – Lisboa
LACUNA COILLIV KRISTINEGREEN CARNATIONINHUMANTHE FORESHADOWING CELLAR DARLING 
Abertura de Portas – 18:00 / Início 18:30
Bilhete: 35€ (Pré-venda / 36€ Próprio dia)

Dia 02 Dezembro – RCA Club – Lisboa
IN THE WOODSAHABPROCESS OF GUILTNOVEMBERS DOOMACHERONTASGOLD 
Abertura de Portas – 18:00 / Início 18:30
Bilhete: 30€ (Pré-venda / 31€ Próprio dia)

Onde comprar bilhetes:
Venda Online (LetsGo.pt): http://bit.ly/2v5ruIl

Venda Online (unkind.pt):
http://www.unkind.pt/catalogo/listaprodutosbanda.php…

Bilhetes físicos e personalizados:

– Glam o Rama Rock Shop – Lisboa
– Loja Carbono – Amadora
– Quiosque ABEP- Lisboa (só bilhetes diários)
– RCA Club- Lisboa (só bilhetes de 3 dias e para dia 2 dez.)
– Fnac Almada – (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Fnac Colombo – (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Fnac Vasco da – Gama (só bilhetes para dia 1 Dezembro)
– Loja Piranha – Porto
– Loja Bunker – Porto

Preço dos bilhetes:

(30 nov). = 15€ – (á venda apenas no próprio dia)
(01 dez.) = 35€ – (36€ Próprio dia)
(02 dez.) = 30€ – (31€ Próprio dia)
Golden Tickets / Bilhetes 3 dias – 60€

​Mais informações:
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