SWR Barroselas XXI – Dia 2

STEEL WARRIOR’S REBELLION XXI 26.04.2018/29.04.2018

Dia 2

Devido ao cancelamento dos AMPUTATE (banda que conta com elementos dos saudosos DEEP ODIUM), o segundo do dia começou na “lSWR Arena” com o “Slam/ Brutal Death Metal” dos CARNAL DECAY. E ainda que os suíços não “reinventem a roda”, a descontracção e profissionalismo do quarteto na entrega de temas como “Shotgun Facelift”, “Freed from the Leash”, “We All Bleed Red” e “ 4 4 4” (um novo tema), conseguiram até que os SUFFOCATION viessem espreitar a actuação do quarteto.

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Carnal Decay

Na “LOUD” Dungeon”, os obscuros NECROBODE destilaram o seu “Proto-Death/ Black Metal”, e sendo um projecto que nasceu “por acaso”, é possível que seja dos projectos mais interessantes em que o multi-facetado VULTURIUS (IRAE, DECAYED; MORTE INCANDESCENTE,…) nos apresentou recentemente. Esperemos que o projecto não se fique apenas pelos temas da Demo-Tape “Metal Negro da Morte”, numa abordagem que não se fica pelos “Blast Beats” e pelas guitarras estridentes.

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Necrobode

Os espanhóis LOOKING FOR AN ANSWER mostraram em seguida no palco “Warriors Abyss” que não é necessário um nome ultra “gore”, para conseguirem uma descarga de “Grind/ Death Metal” eficaz: à experiência e “calo”, aliaram uma surpreendente capacidade de escrever “riffs”, perdoem-nos a expressão, “orelhudos”.

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Looking for an answer

Actualmente a passar uma temporada em Portugal, Armando “Exekutor” rodeou-se de alguns músicos nacionais ( “SpeedFaias Axecrazy” no baixo e dois MIDNIGHT PRIEST – “A. Wartank” na bateria e “Tiago Steelbringer” na guitarra) e trouxe ao “LOUD! Dungeon” o Speed/ Thrash dos Brasileiros FLAGELADÖR. Ainda que a banda não tenha tido uma execução perfeita em palco, temas como “A Noite do Ceifador”, “Obcecado por Sangue” e “Unidos pelo Metal” foram recebidos com o selo de aprovação pelos presentes.

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Flagelador

E enquanto os INTERMENT subiam ao “Warrior’s Abyss”, na “SWR Arena” os GAEREA. Duas abordagens musicalmente distintas e que revelam “the many shades of Black”. Os últimos, fundam o seu obscurantismo na misantropia (de cara tapada) e nos riffs gélidos do “Black Metal” aqui transpostos para uma parede de graves mais comuns ao “Death Metal”, introduzindo elementos mais compassados e contemplativos do “Doom Metal”.

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Gaerea

Os primeiros optam por uma abordagem mais “crua”, e mais “Early Death Metal”, não obstante carregada de uma atmosfera negra e opressiva (pense-se em DISMEMBER), aquilo que tradicionalmente designamos por “Swedish Death Metal” (versão Boss HM-2). Intenso desde os primeiros acordes de “Eternal Darkness”, até “Nailed to the Grave”. E ainda que o set dos suecos tenha parecido demasiado curto, o quarteto mostrou em palco que embora o hiato que a banda atravessou entre 1994 e 2002, merecia um maior destaque, tanto por serem “originais” e contemporâneos de outras figuras basilares do “Death Metal” europeu, tanto pela entrega ao vivo. Para os que andam distraídos, urge rever a discografia da banda.

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Interment

Ainda a promoverem “Black Earth”, os “nossos” PROCESS OF GUILT estiveram (como sempre) gigantes. Ainda que o arranque com “(No) Shelter” não tenha tido o impacto imediato da muralha sonora que os músicos eborenses nos acostumaram, rapidamente as guitarras de Hugo e Nuno subiram à intensidade que lhes é “trade-mark”. Cresce cada vez mais a necessidade de testemunhar o quarteto em palcos maiores, já que palcos como o “LOUD! Dungeon” aparentemente encolhem com a prestação da banda.

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Process of Guilt

Nome maior no que diz respeito ao “Blackned Thrash Metal”, os NIFELHEIM eram um dos nomes mais aguardados desta edição de SWR e o colectivo comandado pelos irmãos “Tyrant” e “Hellbutcher” deu um dos melhores concertos dos 3 dias do festival. A pouca produção musical dos suecos (o EP “Satanatas” já data de 2014 e o último longa duração de 2007) tem ajudado a cimentar a posição de “culto underground” e o público em frente ao “Warrior’s Abyss” não arredou pé enquanto a banda destilava entre esganares maléficos, “Unholy Death” (tema título da demo de 1993), “From Hell’s Vast Plains”, “Evil Blasphemies”, “Sodomizer”, o riff genialmente “Punk” de “Storm of the Reaper”, foram “metralhados” pelo quinteto com toda a entrega e intensidade que se esperava dos veteranos. Dos melhores concertos da edição de 2018.

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NIFELHEIM

Os MALIGNANT TUMOR continuam iguais a si mesmo. E neste caso isso é uma coisa boa, mesmo para aqueles que consideram que uma banda deve ter sempre uma “evolução musical”, até porque a banda caminhou num sentido normalmente inverso: de um “Grind” algo genérico para um “Hard n’ Heavy Crush”, os Checos são actualmente uma das bandas divertidas de ver ao vivo, sem entrarem no completo disparate “non sense”. Com uma discografia quase tão prolífica como a dos AGATHOCLES, o set na “LOUD! Dungeon” foi pequeno para “Mosh pits” e invasões de palco durante temas como “Inferör, “Eathshaker” (aquele “swing Rock n’ Roll” é delicioso) e quase no final “Saddam Hussein is Rock n’ Roll”.

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Malignant Tumor

Os Norte-Americanos SUFFOCATION construíram a ferros um dos nomes mais respeitados do “Death Metal”. Uma das carreias mais consensuais dentro do que é o “USA Brutal Death Metal”, além de uma regularidade e consistência discográfica, é nas prestações ao vivo que a banda tem construído parte do seu legado. Aquilo a que assistimos no “Warrior’s Abyss” foi a uma lição de como aliar brutalidade à “catchyness” que transforma normais descargas de “riffs” e “blast beats” em clássicos como “Thrones of Blood” (logo a abrir), “Jesus Wept”ou nas propostas mais recentes como “Clarity Through Deprivation”. Entre o “espancamento” sonoro, a visualização da técnica do Sr Hobbs (guitarra) e do Sr. Boyer (baixo), e as vociferações “spot on” do “convidado” Ricky Myers, os americanos estiveram sempre em topo de forma.

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Suffocation

O regresso a Barroselas de FILII NIGRANTIUM INFERNALIUM foi recebido com bastante entusiasmo pelo público do “LOUD! Dungeon”. Além de toda a “mística” que tem envolvido a banda nestes 26 anos de “underground”, as recentes novidades da banda constituíam motivos de sobra para assistir sem arredar pé ao concerto do trio (agora quarteto com a entrada de “Iron Fist” – o mesmo dos MIDNIGHT PRIEST – na segunda guitarra) Luso. Corrosivo e bem-humorado como sempre, Belathauzer apresentou uma banda mais coesa do que em outras recentes prestações: do início com “Necro Rock n´Roll”, “A Forca de Deus”, e a recuperação de “Calypso”, à novidade “Cadela Cristã”, ao fim com “Abadia do Fogo Negro”. Curto para aquilo que a banda representa mas em medida certa para o que a banda é. Esperamos que a edição de “Hóstia” e o contracto discográfico com a Osmose Records traga à banda o reconhecimento e projecção há muito merecidos.

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Filii Nigrantium Infernalium

A encerrar os concertos “indoor”, os EVIL INVADERS encheram o “Warriors Abyss” de um sentimento revivalista dos anos 80, e ao delicado equilíbrio entre seriedade e boa disposição evocados pelo “Speed Metal”. O quarteto Belga não demonstra por um momento a “curta” existência da banda e mesmo apenas com um par de álbuns e EP’s editados, conseguiram não soar demasiado repetitivos. Com aparente facilidade, a banda consegue criar temas “orelhudos” e “familiares” sem soarem a cópia descarada: “Stairway to Insanity”, “Feed me Violence” e “Raising Hell” são exemplos de todos os “ingredientes” do género, mas misturados com um excelente sentido melódico.

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Evil Invaders

A noite ainda continuaria na “SWR Arena” com os LÓSTREGOS e TOTENGOTT, mas o saco-cama falou mais alto.

Galeria Completa AQUI
Fotografias e Texto de Sethlam Waltheer

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Sinsaenum – “Final Resolve” novo vídeo

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“Repulsion For Humanity”, o segundo álbum dos singulares Sinsaenum será lançado no dia 10 de Agosto na earMUSIC.

Como o título claramente indica, isto não é para os fracos de coração. Definitivamente não é algo que se oiça no rádio ou que a nossa mãe cante durante o jantar.

Pelo contrário: “É radical, é violento e mais zangado”, como afirma o líder e fundador Frédéric Leclercq. “O novo álbum é uma continuação de “Ashes”. Em termos de som e estilo, adicionamos mais influências à mistura. Este álbum é 100% Sinsaenum – não é destinado a agradar as massas, não segue fórmulas, e não feito para se encaixar em critérios de rádio.

Desde o design (feita por Travis Smith), às letras, à música em si, não há um pingo de compromisso comercial. ”Repulsion For Humanity” foi gravado durante o longo e escuro inverno de 2018, enquanto a banda partilhava uma casa. Com a ajuda de Francis Caste na mistura, os Sinsaeum afinaram sua própria identidade sonora, longe do Death metal tradicional típica ou do som de metal moderno. Segundo Joey Jordison: “De certa forma, “Repulsion…” parece que é nosso primeiro álbum, porque eu tive a oportunidade de gravar minhas faixas de bateria em França com a banda presente desta vez. Eles passarem-me ideias e construímos juntos as bases sonoras como uma banda, para que o resto assentasse em cima dessas fundações. Este álbum é letal e a composição da música evoluiu muitíssimo. ”

Fonte: Altafonte Portugal

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The Casualties em Lisboa

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Os Norte-Americanos The Casualties regressam a Lisboa para uma noite Punk-Rock que promete ser memorável na capital.

Formados em 1990, em Nova-Iorque, os The Casualties são conhecidos pelas suas arrojadas actuações ao vivo, onde o suor, a intensidade e a energia inesgotável se aliam aos clássicos intemporais de uma discografia que conta com nove álbuns de originais. Com o novo vocalista David Rodriguez ao leme, o regresso a Lisboa no próximo dia 3 de Junho é impossível de perder.

A primeira parte está a cargo dos dos F.P.M. e dos Dr.Bifes & Os Psicopratas, duas bandas que prometem aquecer, e bem, as hostes. A festa acontece no RCA CLUB, em Alvalade, e tem início previsto para as 21h00.

Os bilhetes têm o preço de 15€ (valor antecipado) e já estão à venda na Clockwork Store (Cais do Sodré), na Glamorama RockShop (Picoas) e online, em Unkind.pt ou directamente neste link: http://bit.ly/2ESrcNy
No dia, na bilheteira do RCA Club, o preço sobe para 18€.

Evento facebook: https://goo.gl/ipXK5k

Organização: Infected Records

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“YOURS AGAIN”, O REGRESSO DE ANYWHEREOUTOFTHEWORLD

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É do alto do pedestal da música alternativa portuguesa que nos chega “Yours Again”, novo single de Anywhereoutoftheworld. E se a comunidade underground já havia ficado
surpreendida com o errante tema de apresentação, “The Way You”, mais ficará com a nova prova instrumental de vitalidade do projecto a solo do criador portuense Alberto Bessa.

Por entre as influências Pós-Punk e Dark Wave, os sintetizadores e as fortes linhas de baixo e guitarra que marcam este novo single é ainda possível encontrar um videoclipe oficial, uma atmosfera sombria e uma componente visual marcante. Na senda de nomes como Bauhaus, Joy Division ou The Cure a Music For All partilha com o mundo a nova performance de Anywhereoutoftheworld!

Anywhereoutoftheworld é o projeto a solo de Alberto Bessa, ser inquieto e inconformado, decidido a dar o seu contributo rumo a um presente e futuro onde a música portuguesa é algo mais completo e complexo do que apenas canções Pop e refrões orelhudos.

O seu trabalho pode ser encontrado num álbum homónimo, já disponível, editado recentemente a nível internacional pela Piranha Record Store, loja de culto entre a cultura urderground no nosso país. Nota também para o canal de Youtube do projecto, local onde é possível encontrar mais de uma dúzia de vídeos do registo de estreia.

Pela Music For All Anywhereoutoftheworld já lançou o tema “The Way You”, revelando agora “Yours Again”, a segunda de três amostras que dará a conhecer muito em breve.

Fonte: Music For All

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Kaleo confirmado no NOS Alive’18

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A banda islandesa é a mais recente confirmação para o Palco NOS do NOS Alive’18, dia 13 de julho, juntando-se aos já anunciados Queens of the Stone Age, The National, Black Rebel Motorcycle Club, The Kooks  e Two Door Cinema Club.

Kaleo trazem ao Passeio Marítimo de Algés o aclamado álbum de estreia A/B, que de uma forma brilhante junta rock, folk e blues. O disco que resulta da mudança da banda para os Estados Unidos e que representa a fusão dos dois ambientes já conta com mais de 175 mil cópias vendidas pelo mundo e mais de 500 mil downloads nos Estados Unidos, onde alcançaram a primeira posição nas tabelas Alternative Songs da revista de música Billboard.

A banda explica que “A/B” divide-se em dois sentidos, o lado “A” com fortes influências no rock and roll e blues, nos singles “No Good” e “Way Down We Go”, enquanto o lado “B”, com o singles  “All the Pretty Girls”, puxa por um lado mais suave da sua música. “Way Down We Go” ganhou notoriedade por parte da crítica após ser galardoado com certificado de ouro no Reino Unido, Bélgica, Irlanda, África do Sul e Alemanha.

Diretamente da Islândia para o Passeio Marítimo de Algés, Kaleo sobem ao Palco NOS do NOS Alive’18 dia 13 de julho.

Fonte: Everything Is New

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SWR Barroselas XXI – Dia 1

STEEL WARRIOR’S  REBELLION XXI 26.04.2018/29.04.2018

Dia 1

O primeiro dia oficial da edição de 2018 do SWR começou com as sonoridades “Doom” do duo OAK. O recém-formado colectivo (com elementos dos GAEREA) trilha entre o “Funeral Doom “ e um “proto Death/ Black Metal”, conseguindo ser menos monótono que muitas bandas do género com bem mais “rodagem”.

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OAK

Contraste absoluto com o “Slam/ Brutal Death Metal” dos PLACENTA POWERFIST, que utilizaram todos os clichês do género, situação agravada pelo “trigger” de bombo, que abafou diversas vezes o instrumental dos germânicos.

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Placenta Powerfist

Se um dia se instituírem os prémios para maior nº de participações e cancelamentos do SWR, os americanos SOURVEIN serão fortes candidatos. Devido a esse cancelamento, as actuações no palco LOUD! Dungeon sofreram alterações, tendo calhado aos FIREBREATHER abrirem as hostilidades. Com um som mais cheio, só faltou mesmo aos suecos um alinhamento diferente do dia anterior. Mais descontraídos (“one last song for you guys, smoke them if you got’em”), o trio conseguiu agarrar o público durante os 4 temas do seu (curto) “set”.

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Firebreather

Regresso às sonoridades mais “brutais” com os VULVODYNIA no palco “Warriors Abyss”. O Sexteto Sul-Africano bem que puxou pelo público (recorrendo inclusive a algum vernáculo na língua de Camões) mas não deixou de transparecer alguma previsibilidade na sua abordagem mais “Core” ao “Slam/ Brutal Death Metal”. O nosso destaque vai para o trabalho de bateria do convidado Thomas Hughes e para o tema final “Drowned in Vomit”.

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Vulvodynia

O retorno ao “Doom” no palco “LOUD! Dungeon” pela mão dos DÉPARTE foi algo agridoce: por um lado o “Post Black Metal” do quarteto Australiano conseguiu criar uma atmosfera sonora verdadeiramente opressiva, por outro o curto set (relembre-se que a banda conta com o longa duração “Failure, Subside” de 2016 como única peça discográfica) revelou alguma linearidade nas composições da banda. Instrumentalmente a banda cumpre, sendo que o “calcanhar de Aquiles”  mais evidente acaba por ser a voz. O registo “limpo” resulta bem no colectivo mas a voz mais agressiva é demasiado genérica (na tonalidade e colocação) para que a banda consiga-se destacar das inúmeras propostas similares actualmente existentes.

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Départe

Um dos nomes mais conhecidos do primeiro dia e injustamente sempre parte da “segunda liga” no que diz respeito a nomes ligados ao “Black Metal”, os Italianos MORTUARY DRAPE podem ser até determinado ponto considerados um segredo bem guardado do “Underground”.  É praticamente impossível deixar de sentir um pouco de “injustiça cósmica” quando se pensa na exposição que a banda tem tido ao longo dos seus 32 anos de carreira e se ouve (e sente) temas como “Necromaniac” (logo a abrir), “Mortuary Drape”, “Dreadful Discovery”, “Tregenda”, “Pentagram” eté ao fim com “Abbot” foram 45 minutos de “Death/ Black Metal” daquele que faz crescer pelos no peito. E ainda que a prestação do quinteto não tenha sido isenta de falhas, são os temas da banda (e um som praticamente imaculado com as guitarras sempre no topo) que tomam o protagonismo. Talvez tenha sempre faltado uma editora que garantisse a qualidade e exposição do trabalho em álbum, ou talvez seja apenas a abordagem mais “Death” ao “Black Metal” que não seja de facto dada a popularidades pontuais. De qualquer das formas, por certo que os Italianos continuarão a trilhar o seu próprio caminho.

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Mortuary Drape

Aproveitamos o concerto dos Dinamarqueses HEXIS para repor energias e nos prepararmos (fisica e mentalmente) para o que ainda estava por vir: e é importante fazer aqui uma salvaguarda, antes de continuar o “report”: este escriba esperou 25 anos pelo momento que se seguiu e sinceramente nunca pensou que tal fosse possível, especialmente em território nacional: o retorno aos palcos dos Checos MASTER’S HAMMER.

 

“Close your eyes and ears for a moment. We are not here. We are just checking the sound.” – Fizemos como o SR. Franta Storm disse e acordámos algures num limbo entre 1991 (data do  álbum de estreia “Ritual”) e a actualidade (o recém lançado “Fascinator”). Pelo meio, mais do que se esperava: os temas da primeira fase da banda (“Mezi kopci cesta je klikatá…” (logo a começar), “Věčný návrat”, “Géniové”, “Černá svatozář” e o final com “Jáma pekel”) com pequenas modificações que em nada desvirtuam os originais, casam perfeitamente com os temas desta nova encarnação (de relembrar que a banda conta com 5 álbuns desde 2009, ainda que o destaque tenha sido dado aos temas de “Fascinator”: “Fascinator”, “Psychoparasit”, “Estetika ďábla” (“we have a very bad taste: we enjoy the aestetics of the devil… what about you?”) “Ve věži ticha”, “Linkola”, “Odliv mozků” e a recuperação do tema título do álbum de 2012 “Vracejte konve na místo”) . Ao vivo, a banda  consegue transmitir toda a esquizofrenia que é inerente ao seu trabalho de estúdio.  Pena que de facto o grande problema de uma banda atingir o estatuto de “culto” é ser desconhecida da maioria do público. Aquilo que tínhamos reparado na actuação dos italianos MORTUARY DRAPE manteve-se com os checos: a sensação de que muito do público não sabia o que é que estava a ver…

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Master’s Hammer

Coincidencia ou não,  o dia 1 do SWR assumiu contornos de “testament of rightiousness”, já que deu oportunidade a bandas que por um motivo ou outro nunca conseguiram “dar o salto” para níveis mais altos de popularidade. Os EXORDER são outro desses casos: tendo nos seminais álbuns “Slaughter in the Vatican” e “The Law” (de 1990 e 1992) quase a seu cargo a criação de um “Thrash Metal” injectado de um certo “Groove” (não “pescado” directamente do “Hardcore”, como no caso dos D.R.I. ou os primeiros anos dos CORROSION OF CONFORMITY), do qual seriam os PANTERA o expoente máximo. No Palco do SWR Arena, “Death in Vain” e “Homicide” deram o ponto de partida para a actuação do renovado quinteto, ainda que com som algo confuso: alguns problemas na bateria e as guitarras demasiado agudas, que causaram algum “tempo morto” (tempo para um mini-solo do guitarrista Marzi). Não que isso tivesse de alguma forma prejudicado a entrega com que Kyle Thomas e Cia. se apresentaram no SWR: naquela que é a quinta re-encarnação da banda (mérito ao guitarrista Vinnie LaBella como o vocalista dos americanos referiu) e a estreia em território nacional, os americanos mostraram que temas como “Legions of Death” (da “Demo-tape” de 1986 “Get Rude”), “The Law”, “Slaughter in the Vatican” e “Desecrator” (a fechar) resistiram bem ao teste do tempo. Aguarda-se com alguma curiosidade o que a banda produzirá em termos de músicas novas.

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Exorder

Já também com um estatuto de culto no “Underground”, os Noruegueses OBLITERATION mostraram no palco “LOUD! Dungeon” o seu “Death Metal” versão “Old School”. Sem grandes floreados técnicos, aquilo que o quarteto apresenta remete-nos para os primórdios do estilo (pense-se em REPUGNANT, AUTOPSY, os primeiros álbuns de MORBID ANGEL ou mesmo na cadência de uns BOLT THROWER), onde as fronteiras entre o “Thrash”, “Black” e “Death Metal” se tornam algo difusas.

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Obliteration

A fechar os concertos do palco “Warrior’s Abyss”, o norueguês MORTIIS acabou por ser a desilusão da XXI edição do SWR: a reinterpretação do álbum de 1995 “Ånden som gjorde opprør” soou datada (em termos da simplicidade das orquestrações e dos próprios sons de teclado) e tornou-se aborrecida. Mais do que pelo concerto em si, valeu pelo momento histórico.

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Mortiis

O final do primeiro dia oficial fez-se na SWR Arena, com dois nomes portugueses: primeiro os PESTIFER, que assinaram um concerto quase perfeito, entre os excelentes temas do álbum “EXECRATION DIATRIBES”. Coesos em palco, já “mereciam” um “slot” num dos palcos interiores; depois os recém-formados AXIA (que reúne elementos de bandas como HOLOCAUSTO CANIBAL, COLOSSO e GRUNT entre outros inúmeros projectos), mas o cansaço levou a melhor sobre este escriba.

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Pestifer

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Fotos e Texto de Sethlam Waltheer

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Louder Than All II – Foto-report

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Fotografia por Jorge Pereira

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