Santa Maria Summer Fest – Day 2

Parece fado que nunca consigamos assistir às actuações de Paulo Colaço e da sua abordagem muito “sui generis” à viola campaniça, este ano com direito a honras de abertura do Palco 1. Perdemos também o Folk do projecto A Coruja.

Chegamos mesmo a tempo de apanhar com o inicio do concerto de Process Of Guilt e com o quente sol alentejano. Ainda que tenham tido um dos melhores sons da edição deste ano do SMSF, tornou-se de facto um pouco estranho ver um dos gigantes do “Post Doom” à luz do dia, à medida que a banda de Évora trilha caminhos cada vez mais cinzentos e evocativos do sufoco de cinzentas paisagens urbanas (como os temas do novo álbum anteveem).

No palco 2 os Islandeses Naðra acabaram por sofrer também com a hora da sua actuação: o Black Metal também não é um estilo tradicionalmente associado ao calor e o som demasiado confuso foram dois pontos que o quinteto não poupou esforços a ultrapassar, acabando por ter uma prestação mais coesa do que no SWR de 2016.

A primeira aposta mais forte “fora do baralho” e posição elevada no cartaz, o Neo Folk do americano King Dude foi para alguns um momento de êxtase e para outros um de pura desilusão: o revivalismo do “singer-songwriter” de cariz negro/ sarcástico pode agradar bastante aos fans de Nick Cave, mas requererá melhores canções e um músico mais sóbrio (e que não parta tanta corda) para agradar aos fans de Of The Wand and The Moon ou mesmo de Dead Can Dance.

Bem mais interessante a proposta do duo Holandês Urfaust, cujo culto que o duo goza dentro das franjas mais periféricas (ou atmosféricas) do Black Metal criou um verdadeiro momento de “magia” sob a tenda do Palco 2. Bastante bem dispostos (dir-se-ia possuídos), é na semi-caótica prestação ao vivo que reside o maior interesse da banda, ainda que a abordagem minimalista ao género faça que por vezes pareça um produto algo inacabado.

Sem necessidade de grandes introduções a quem acompanha a música portuguesa mais “negra”, seja há duas décadas ou à 2 dias, os Mão Morta só não foram a melhor banda do dia porque pareceram em boa parte estarem em modo “automático”. São bem conhecidas as aproximações ao Metal que a banda tem tido pontualmente ao longo dos seus trinta e poucos anos de carreira, seja em disco, seja em actuações ao vivo, e músicas como “Velocidade Escaldante” e “Lisboa” sempre tiveram boa aceitação pelo público mais “metálico”. Aliado a isso, bom som e luz, todos os músicos no sítio certo no momento certo, um recinto cheio de público (rendido mesmo antes da primeira nota) e todos os ingredientes que fazem uma grande banda e um (quase) grande concerto.

No palco 2 o som voltou a vestir-se da negritude do Black Metal, pelas caras conhecidas dos Misthyrming. Os Islandeses que tinham tocado escassas horas antes com Naðra (projecto paralelo que só os verdadeiros fans “die-hard” compreendem a necessidade de existir como entidade separada) não pareceram cansados nem abatidos: aproveitando um dos melhores sons do palco 2 durante esta edição do SMSF, o quarteto voltou a encher a pequena tenda do já falado sentimento de comunhão ritualística entre artista e público.

Ponto alto do cartaz da noite de Sexta, a actuação dos brasileiros Krisiun foi um pau de dois bicos: ainda que a longa discografia da banda tenha suficientes momentos acima da média no Death Metal feito nos últimos 25 anos o alinhamento não foi o mais feliz e passados 40 minutos começamos a ter a sensação que estamos a ouvir o mesmo tema há horas; por um lado não há como negar a entrega e capacidade técnica do trio de Rio Grande do Sul e os verdadeiros hinos ao Death Metal que são temas como “Vengeance’s Revelation”. E será esse o segredo, em pequenas doses os Krisiun são um autêntico “Panzer”, como se ouviu e viu em “Ace of Spades”, a homenagem ao carismático Lemmy.

Sexta ainda reservava no Palco 2 o Goth Rock dos Reactive Lust, o DJ Set “Satanarkist Attack”. Se os primeiros ajudaram a dar um pouco de sossego aos tímpanos, já a escolhas musicais do duo de Dj’s foram um bom pretexto para darmos por encerrada a noite.

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Fotografias e texto de Sethlam Waltheer

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Santa Maria Summer Fest – Day 1

Infelizmente parece que começa a ser apanágio nosso chegar aos eventos já a hora tardia e entre montar acampamento, tratar das burocracias e inevitavelmente dar dois dedos rápidos de conversa com os amigos que só se encontram nestas ocasiões, acabamos sempre por perder os momentos iniciais. As nossas desculpas a todos os afectados e em especial às bandas, sabemos bem a tarefa ingrata que é abrir (ainda por cima a um dia de semana) as hostilidades num evento com a projecção que o Santa Maria Summer Fest já ganhou.

Perdemos portanto a prestação dos Liber Mortis e só já apanhámos as duas últimas músicas finais dos cascalenses Booze Abuser. O que faltou em força de som e “profissionalismo” ao quarteto (em especial se pensarmos que a banda abriu o palco 1), foi amplamente compensado pela atitude e alguns apontamentos no seu Thrash Old-School que nos levam a querer que a banda com um pouco mais de rodagem, se pode tornar numa boa alternativa a quem não olha com bons olhos as abordagens mais “modernas” do estilo tão popularuchas.

Já em comparação, a primeira imagem dos Noctem foi que os espanhóis estarão numa espiral descendente de popularidade e qualidade, já que os momentos iniciais do seu Black/ Death “veia polaca” tenham parecido perdidos num palco secundário. Nada mais longe da verdade, já que o quinteto de Valência mostrou que ainda que com menos teatralidade e sem um som perfeito (mais de metade do set foi dominado pelos bombos de Voor), conseguem ainda assim revelar um toque próprio de composição num género que começa a dar sinais de saturação.

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Parte da corrente revivalista de “(not that much) hairy chests and blue denim” que assalta o Heavy/Thrash, os Finlandeses Ranger usaram e abusaram de todos os clichés Speed Metal dos anos oitenta: além do visual, os gritos “high pitch” do vocalista Dimi , “dual guitar solos” e uma prestação por parte do baterista Miko que ficará na memória como das mais coesas que vimos dentro do estilo nos últimos anos, agradaram aos fãs e curiosos que começavam a povoar o recinto.

Do tradicional para o mais moderno (e igualmente em voga) Grindcore, no palco dois os Clitgore usaram e abusaram do humor e da boa disposição para ultrapassarem um som demasiado confuso (mesmo para os padrões do género). Direito inclusive para uma cover de Napalm Death, praticamente irreconhecível.

Rotten Sound17

Ainda dentro do Grind, mas numa vertente sem piadas e cada vez mais fortemente carregada do teor militante que foi apanágio dos primórdios do género, os Rotten Sound aproveitaram em uma passagem pelo território nacional, para mostrarem que Grind “a sério” também enche frente-palco. Não só a entrega da banda foi perfeita, como o pouco público reagiu à altura: foram curtos os 40 e pouco minutos de brutalidade (e harmonia e “down tempo” q.b.!!) com uma entrega que tem tanto de experiência de palco como de paixão pelo que se faz.

Opostos em velocidade mas não em qualidade, no palco 2 os Hypothermia souberam gerir bem a a aparente disparidade da sua evolução: os momentos mais “post-metal” que os Suecos agora praticam foram bem encaixados num fundo de catálogo mais “Black Prog”. Curioso que o ambiente mais modesto do palco dois e a quase total ausência de luz durante todo o concerto (tal como é “trade mark” do género) contribuíram para tornar o concerto do quinteto numa das boas surpresas desta edição do SMSF.

Trollfest05

E foi exactamente o contrário o que aconteceu com os Trollfest: num palco grande e com um som menos bom, não fosse a hora e a boa disposição dos (desta feita o que parecia ser o Corpo Expedicionário de Baden-Powell , já que a banda é conhecida por encarnar diferentes personagens nos seus concertos) Noruegueses e o seu Folk Metal ainda teria parecido mais sem sal.

Para os mais resistentes, a primeira noite do SMSF ainda tinha a oferecer o Punk (e Punk a sério segundo nos constou) dos Dokuga e a escolha musical “eclética” do DJ Set  “Satan Made Me Do It”.

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Fotografias e texto de Sethlam Waltheer

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O Hardcore esteve em peso em Corroios

No passado domingo, dia 11 de Junho, aconteceu no Cine Teatro de Corroios uma das noites mais esperadas pelos amantes do hardcore… e não só.

Felizmente cada vez mais as nossas promotoras têm o cuidado de garantir que a união não se perde porque as sonoridades ouvidas pelo publico são diferentes, e esta noite foi mais um exemplo disso.

A Hell Xis juntou Terror Empire, Black Bomb.A, For The Glory e os enormes Hatebreed; num cartaz que funcionou de forma muito harmoniosa.

Pena é que se continuem a pagar bilhetes por quatro bandas, e que o público não faça questão de apoiar as bandas de abertura. Não obstante, a qualidade da atuação das mesmas felizmente não se faz sentir, e independentemente da quantidade a qualidade prevalece.

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A aquecer o público o sempre vigoroso thrash metal de Terror Empire, com apoiantes incontornáveis na linha da frente de punho em riste. O set prendeu-se maioritariamente aos êxitos que já bem conhecemos do seu último trabalho “The Empire Strikes Black”. Agora com o regresso de Nuno Raimundo na guitarra (baixista de Tales For The Unspoken), num momento em que a banda se prepara para o lançamento do novo álbum “Obscurity Rising” no próximo dia 14 de Julho. Com festa de lançamento agendada para dia 15 em Coimbra, uma festa que não devem perder.

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Pela primeira vez a atuar em Portugal os Black Bomb.A, deram um concerto enérgico, sempre de olhos no público e para o público. Os vocalistas Poun e Arno encheram o palco com a sua atitude em palco sempre ativa e intensa.  Fazendo a sala começar a mexer.

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For The Glory, eram os portugueses que se seguiam e a abrir as portas para Hatebreed. Após terem espalhado o seu hardcore por terras francesas, o quarteto fez-se soar bem alto e sempre acompanhado a plenos pulmões pelos presentes, com direito a estreia no mosh.

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Sem dúvida que a casa estava expectante pela banda final, e foi em Hatebreed que a afluência se fez sentir. Este foi o regresso da banda a Portugal, que atuou em 2014 na Républica da Música com outros grandes nomes como: The Exploited, Napalm Death e os portugueses Primal Attack.

Um set com uma interminável coleção de excelentes músicas, interpretadas por Jamey com uma enorme paixão e sentimento. Um regresso em grande com a tour do seu sétimo álbum “The Concrete Confessional”. Rico na sua mistura de influências como hardcore, punk rock, old school thrash e intros de baixo. Uma atuação que se fez sentir prazerosa na alma e calorosa em todos os sentidos, vivida pelo público intensamente.

Obrigada Hell Xis, por este cartaz fantástico e pela sempre cuidada organização.

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Fotografias e texto de Andreia Vidal | Vidal Fotografia

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VOA 2017 – Carcass e Venon confirmados

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Pioneiros do death/grind e do black metal juntos no mesmo cartaz, CARCASS e VENOM confirmados no VOA – Heavy Rock Festival.
Alinhamento encerrado, com um total de 24 bandas a atuarem durante os três dias do evento.

Os icónicos CARCASS e VENOM são as derradeiras adições ao cartaz da edição de 2017 do VOA – Heavy Rock Festival, fechando assim o alinhamento de um evento que, como paragem obrigatória na época estival para qualquer melómano, se realiza pelo segundo ano consecutivo no Parque Urbano Quinta de Marialva. Nos dias 4, 5 e 6 de Agosto, o aprazível anfiteatro de Corroios vai receber dois dos mais lendários nomes de que há memória nas últimas décadas no cenário da música extrema. Dois projetos conterrâneos, ambos são britânicos, surgidos em duas décadas distintas, uns na de 80 e outros na de 90, mas igualmente fulcrais e referenciais na proliferação de quatro das tendências – o death/grind/gore e death melódico, no caso dos primeiros; o thrash e black metal no caso dos segundos – que mais bandas produziram no movimento underground pré-Séc. XXI e que continuam a ter um impacto inegável em muito do que se faz hoje em dia nesses espectros. Exemplos claros de perseverança, apesar dos hiatos e de várias reanimações, tanto os CARCASS como os VENOM mostram uma vitalidade de fazer corar de inveja muitas bandas mais jovens e, sobretudo, continuam a exorcizar uma dedicação à causa que não é, de todo, comum na sociedade frenética em que vivemos.
Criados em 1986, num momento em que o talentoso guitarrista Bill Steer ainda fazia parte de uma das formações mais lendárias dos Napalm Death, com quem gravou «Scum» e «From Enslavement To Obliteration», ao longo de duas décadas os CARCASS transformaram-se eles próprios também em lendas, primeiro estabelecendo as regras para o híbrido de death/grind, pintado em tons de sangue e tripas, com dois títulos incontornáveis do underground dos 90s, «Reek Of Putrefaction» e «Symphonies Of Sickness»; e depois, com a sequência formada por «Necroticism – Descanting The Insalubrious» e «Heartwork», o death metal melódico, deixando uma marca indelével não só na N.W.O.S.D.M. mas também no fenómeno metalcore, mais recente. Entretanto, ainda antes da edição de «Swansong», decidiram votar-se a um longo hiato, voltando apenas ao ativo em 2007. «Surgical Steel», editado seis anos depois, foi o primeiro álbum que o quarteto formado por Steer e Jeff Walker – e que fica agora completo com Daniel Wilding na bateria e Ben Ash na segunda guitarra – gravou desde meio da década de 90, e serviu a derradeira prova de que, afinal, mesmo depois de tantos anos a julgar-se que a banda estava morta e enterrada, a dupla veterana ainda tinha um grande álbum de death metal dentro de si. Canções como «Thrasher’s Abbatoir», «Unfit For Human Consumption» ou «Captive Bolt Pistol» afirmaram-se rapidamente como provas de que a resiliência compensa e, numa mistura equilibrada dos melhores momentos dos dois discos mais consensuais da fase “adulta”, encapsulam tudo aquilo que aprendemos a esperar dos britânicos ao longo dos tempos. Focados na tarefa de provar que estão bem vivos criativamente e ainda muito longe da decomposição, os CARCASS versão Séc. XXI mostram-se tão letais e cirúrgicos como sempre.
“Lay down your soul to the gods rock’n’roll… Black metal!!!” Quem, por esta altura, não conhece o famoso tema e disco de 1982? Por esta altura, os VENOM já dispensam quaisquer apresentações e, apesar de todas as transformações estéticas e sonoras que o estilo foi sofrendo com o passar dos anos, foram eles próprios que estabeleceram as regras básicas para o estilo ao lançarem o seu segundo álbum. Já um ano antes, com a estreia «Welcome to Hell», o trio oriundo de Newcastle tinha pegado na fórmula da, em ebulição na altura, N.W.O.B.H.M. e, injetando-lhe aquela garra incontida do punk, criou um som ainda mais pesado e extremo que, uns tempos depois, acabaria por dar origem ao thrash. Famosos pelos espetáculos memoráveis, em que os lasers competiam por atenção com a descarga decibélica protagonizada pelo grupo, o trio Cronos, Mantas e Abaddon transformou-se num enorme fenómeno de popularidade, acabando por influenciar o surgimento de nomes tão famosos como Metallica ou Slayer. A natureza volátil da formação clássica acabaria por dar o tiro de partida para uma carreira de enorme sucesso, mas cheia de paragens e arranques, assente em álbuns como «At War With Satan», «Possessed» ou «Calm Before The Storm». De 1979 a 1993, quando se separaram pela primeira vez, os VENOM transformaram-se numa das instituições mais emblemáticas da música extrema e, já depois de se ter estado afastado durante um período, o inimitável Cronos decidiu tomar de novo as rédeas do projeto em 1995. Após uma demasiado breve reunião com Mantas e Abaddon, durante as últimas duas décadas o baixista e vocalista tem mantido presença assídua, e muito aplaudida, nos palcos e nos escaparates. Gravado na sequência de «Metal Black», «Hell» e «Fallen Angels», o último registo de originais do grupo – cuja formação fica, há já quase dez anos, completa com Rage na guitarra e Danté na bateria – chama-se «From The Very Depths» e foi editado em 2015.
Os bilhetes custam 65 euros (passe três dias) e 35 euros (bilhete diário), à venda nos locais habituais.
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Dying Fetus a 12 Novembro no Lisboa ao Vivo

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“Veteranos do death metal mais brutal estreiam a novidade «Wrong One To Fuck With» em Lisboa.”

Os DYING FETUS, um dos nomes mais famosos no underground da música extrema pós-boom dos 90s, vão actuar em Lisboa a 12 de Novembro. É esse o dia marcado para o impacto da The Wrong Tour To Fuck With com a plateia do Lisboa Ao Vivo, numa noite em cheio para os fãs do death metal contemporâneo em todas as suas vertentes, e que inclui ainda os PSYCROPTIC, os BEYOND CREATION e os DISENTOMB como bandas de suporte. Porta-estandartes da facção mais extrema do death metal ao longo das últimas duas décadas e meia, os norte-americanos DYING FETUS transformaram-se no reflexo perfeito do que é construir uma carreira apoiada em largas doses de autoconfiança e integridade musical. Com raízes fortes na “cena” do death metal underground, a banda liderada por John Gallagher, fundada em 1991, foi amadurecendo ao longo dos anos e, pelo caminho, arrastou a tendência para o novo milénio, sendo vista como referencial em movimentos bem mais recentes, como é o caso do deathcore. Daí que, hoje em dia, sejam uma proposta tão apetecível para a geração old school como para os novos fãs do extremismo sonoro.

Os bilhetes para o concerto custam 20€, à venda a partir de 12 de Junho nos locais habituais.
Abertura Portas: 19h00 – Inicio espectáculo: 20h00 

Fonte: Prime Artists

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Alegro com transporte e estacionamento gratuito para os festivaleiros

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Transporte de ida e volta para o festival, estacionamento e troca do Passe de 3 dias pela pulseira, sem qualquer custo, são novamente assegurados pelo Alegro Alfragide para facilitar a vida dos festivaleiros

Falta um mês para o arranque da 11.ª edição NOS ALIVE. Nos dias 06, 07 e 08 Julho todos os caminhos vão dar ao Passeio Marítimo de Algés para três dias de muita animação e boa música.

Pelo sexto ano consecutivo, o Centro Comercial Alegro Alfragide reforça a parceria com o NOS Alive’17 onde será novamente o ponto de partida para muitos festivaleiros. O Alegro irá disponibilizar vários serviços que visam simplificar a logística de chegada ao recinto.

O Alegro Alfragide oferece aos festivaleiros autocarros gratuitos com ligações entre o centro comercial e o recinto de 30 em 30 minutos, entre as 16h00 e as 03h00. Basta deixar o carro no parque de estacionamento e ir de boleia no Alegro BUS. Para usufruir deste serviço os festivaleiros têm de ser portadores de bilhete diário ou Passe de 3 Dias para o NOS Alive’17 e levantar no Alegro Alfragide, junto à paragem de autocarros Alegro/NOS Alive, criado no parque exterior no segundo piso, a pulseira que dá acesso ao autocarro.

Para além do estacionamento e viagem de autocarro, está ainda contemplada a troca do Passe de 3 Dias pela pulseira, nos dias 05 e 06 de julho, sendo o Alegro Alfragide o único local do País onde é possível fazê-lo antecipadamente. A troca é efeutada no Balcão de Informações, localizado no Piso 0. Tudo sem qualquer custo associado.

Mas há mais. O NOS Alive’17 está esgotado, mas o Alegro tem bilhetes para oferecer. Fique atento às páginas de Facebook e de Instagram do Alegro Alfragide para saber como se habilitar a ganhar um destes bilhetes.

O Alegro será ainda o ponto de recolha dos felizardos cães que vão ter a oportunidade de se divertirem no Acãopamento NOS Alive/Centro Tiago Patel, enquanto os seus donos festivaleiros aproveitam ao máximo o NOS Alive’17.

A 11.ª edição do NOS Alive, que decorre no Passeio Marítimo de Algés nos próximos dias 06, 07 e 08 de Julho, acaba de imprimir um capítulo na história dos festivais em Portugal ao esgotar os bilhetes diários e os passes de três dias a mais de dois meses da abertura de portas. Já em 2016, ano de celebração da sua 10.ª edição, o NOS Alive foi o primeiro festival desta dimensão em Portugal a esgotar os bilhetes na sua totalidade, tendo, no entanto, registado tal feito no primeiro dia do evento.

Evento: Everything is New

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Guns N’Roses a noite onde as pazes foram feitas

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O dia 2 de Junho de 2017 iria ficar marcado pela presença dos Guns N’Roses em Portugal, a banda que voltava a pisar solo português passado 25 anos, depois de ter estado no Estádio de Alvalade em 1992. E desta vez viria para rebentar a escala, já que literalmente encheu o Passeio Marítimo de Algés com aproximadamente 60.000 pessoas, um mar de gente de várias gerações que veio para ver os Reis deslumbrarem e darem um concerto arrebatador.

Trouxeram convidados como: Tyler Bryant & The Shakedown e Mark Lanegan. A abrir as hostes estiveram os Tyler Bryant & The Shakedown, banda originária de Nashvile – Tennessee (América), que nos presenteou com o seu Hard Rock e que deu um concerto prometedor fazendo o público vibrar. Seguia-se Mark Lanegan, cantor e compositor americano. Foi elemento integrante na banda Screaming Trees e participou em alguns projectos de vários bandas como Queens of the Stone Age, Mad Season, Melissa Auf der Maur e PJ Harvey. Mark presentou-nos com o seu estilo mais blues/rock e com a sua voz rouca, acabou por ser um concerto mais calmo mas nem por isso menos entusiasmante acabando por deixar o público com uma imagem bastante positiva.

Por volta das 20h40 começaram os preparativos e com isso o surgir da imagem da banda em grande plano, ouviram-se “tiros” que anunciavam que a banda estaria a entrar em palco dentro de muito pouco tempo, e isso foi deixando o público cada vez mais ansioso. O recinto enchia cada vez mais.

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Às 21h00 chegou o momento que todos ansiavam, a banda entra em palco e o público fica em êxtase, e começa assim o concerto tão ansiado ao som do tema “It’s so easy“. Axl Rose, que conta já com 55 anos, o homem da voz rouca e aguda, continua “para as curvas“, apesar do peso da idade se começar a notar, não deu tréguas e isso e sentiu-se bem na vivacidade que ainda tem. Saltou, correu, quase não parou durante as quase 3h00 de concerto. Tal como Axl, Slash continua a mostrar quem é que manda e a liderar o mundo da guitarra, intercalou várias músicas com os seus solos que deixaram qualquer um arrepiado e sem palavras, os riffs que incentivaram tantos jovens a seguir a carreira de músicos continuam firmes e históricos. Mostrando sempre o seu semblante perante as câmaras, diga-se que Slash continua irreverente e cheio de estilo (e ainda bem). Duff veio também mostrar a sua energia perante as câmaras e brilhou em “You could be mine“, “New rose” e “Rocket Queen”  partilhou também voz com Melissa Reese (novo elemento integrante da banda) em várias músicas. Tal como a Melissa Reese, o guitarrista Richard Fortus e o baterista Frank Ferrer, são “novos” integrantes, se é que se possa dizer isso, entraram em 2002 e 2006. O público rendeu-se e encantou-se com clássicos como “November Rain“, com Axl ao piano, “Pacience“, “Knockin’ on heaven’s door”  e “Sweet child o’mine“. A banda fez ainda uma homenagem a Chris Cornell (vocalista de Soundgarden e Audioslave) que faleceu no passado dia 18 de Maio, com a música “Black hole sun” e deixou o público rendido que respondeu com aplausos do início ao fim da música. Tocaram também uma versão de Pink Floyd “Wish you were here” e uma música do filme “O Padrinho” a “Speak softly love“. Houve algumas músicas que o público não contava ouvir no Passeio Marítimo como “Coma“, em contrapartida, houve outras onde delirou como “Welcome to the jungle“, “Nightrain“, e “Live and let die“.

A banda deu o melhor de si, num espectáculo memorável, com pompa e circunstância. Terminam a actuação ao som de “Paradise city“, com fogo-de-artifício e uma chuva de confettis. Foram 2h45 de pura emoção, deixando assim o público maravilhado e com vontade de continuar este momento único e definitivamente de pazes feitas com a banda que provou que muitas vezes as segundas oportunidades valem bem a pena.

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O nosso obrigada a Everything is New por mais uma noite memorável.

Texto: Ana Gabriela Lopes
Fotos: Katarina Benzova amavelmente cedidas por Everything is New

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